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Olá! Hoje é segunda-feira, 29 de janeiro de 2024, meu nome é Danilo Teodoro, sou assessor de agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
Iniciando com a soja, espera-se que O fundamento clima na América do Sul, tanto para o desenvolvimento das lavouras como para a evolução da colheita, permaneceça no foco dos traders. A América do Sul, portanto, seguirá no centro das atenções do mercado. As projeções para a produção da safra ainda são boas, mantendo a estimativa de oferta equilibrada. Na Argentina, há previsão do retorno das chuvas nessa semana, ainda pequenas (até 30 mm), segundo o Serviço Meteorológico Nacional da Argentina (SMN). Para o Brasil, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), prevê chuvas para todos os Estados produtores, com volumes que podem atingir 90 mm, exceto a microrregião centro-sul do Rio Grande do Sul. No macro cenário geopolítico, voltam as preocupações quanto a escalada do conflito no Oriente Médio, expectativa de diminuição da taxa de juros pelo Banco Central dos EUA, Federal Reserve (FED), e a efetividade do fomento na economia chinesa. Com a safra brasileira ainda duvidosa, principalmente quanto ao tamanho da produção, e o programa chinês de importação começando a se voltar para a América do Sul, o mercado interno deverá manter o viés de lateralidade para o curto e médio prazos.
No tocante ao milho, O mercado externo seguirá atento à demanda pelo milho norte-americano. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), no relatório semanal de exportações, publicado no dia 18/01, o país já havia exportado 32,48 milhões de toneladas. O ritmo de exportação americano está mais acelerado que no ano passado, quando o volume era de 24,03 milhões de toneladas para o mesmo período. Preocupações com o aumento das tensões no Mar Vermelho podem trazer volatilidade nos próximos dias, podendo influenciar na precificação do cereal na Bolsa de Chicago (CBOT). No Brasil, a Conab informou avanço de 1,8 pontos percentuais na colheita do milho 1ª safra, chegando a 8,6% do total da área. A semeadura da 2ª safra foi estimada em 5,0% do total da área, estando 4,10 pontos percentuais acima em relação ao mesmo período do ano passado. Internamente, os preços físicos podem continuar pressionados negativamente no curto prazo, em razão da maior oferta com a colheita da 1ª safra.
Para o café, destaca-se que, A meteorologia mantém previsão de chuvas e temperaturas amenas para a semana nas regiões produtoras, favorecendo o enchimento dos grãos; Os problemas logísticos no Brasil, os baixos estoques certificados em bolsas, os problemas de oferta de robusta na Ásia e as condições climáticas ainda impactarão a volatilidade do mercado. Permanência dos conflitos no Oriente Médio na região do Mar Vermelho já elevaram os preços internacionais dos fretes marítimos, pressionando os preços do robusta. Diante dessas incertezas de clima, mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, e com fundamento nos estoques externos mais reduzidos, consideramos perspectiva de manutenção nos preços. Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que: O volume de exportação de carne bovina segue em bom ritmo neste início de ano. Entretanto, o valor da carne bovina no mercado internacional segue em queda, prejudicando a receita da indústria exportadora. Sazonalmente, em decorrência das chuvas, que possibilitam boas condições de pastagens, poderá ocorrer altas pontuais no valor da arroba no primeiro trimestre, devido ao poder do pecuarista em segurar o animal no pasto por mais tempo, aguardando melhores oportunidades de negociações. Em decorrência dos gastos de início do ano (impostos, material escolar e outros) a população se encontra descapitalizada, assim, o consumidor busca por fontes de proteínas mais acessíveis, como a carne de frango, suínos e ovos. Com o escoamento da carne bovina no mercado doméstico enfraquecido, a indústria, com grande volume de produto em estoque, deve reduzir a produção e seguir com escalas de abate confortáveis, refletindo em pressão negativa nos preços da arroba no curto prazo.
Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
Olá! Hoje é segunda-feira, 29 de janeiro de 2024, meu nome é Danilo Teodoro, sou assessor de agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo. Iniciando com a soja , espera-se que O fundamento clima na América do Sul, tanto para o desenvolvimento das lavouras como para a evolução da colheita, permaneceça no foco dos traders. A América do Sul, portanto, seguirá no centro das atenções do mercado. As projeções para a produção da safra ainda são boas, mantendo a estimativa de oferta equilibrada. Na Argentina, há previsão do retorno das chuvas nessa semana, ainda pequenas (até 30 mm), segundo o Serviço Meteorológico Nacional da Argentina (SMN). Para o Brasil, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), prevê chuvas para todos os Estados produtores, com volumes que podem atingir 90 mm, exceto a microrregião centro-sul do Rio Grande do Sul. No macro cenário geopolítico, voltam as preocupações quanto a escalada do conflito no Oriente Médio, expectativa de diminuição da taxa de juros pelo Banco Central dos EUA, Federal Reserve (FED), e a efetividade do fomento na economia chinesa. Com a safra brasileira ainda duvidosa, principalmente quanto ao tamanho da produção, e o programa chinês de importação começando a se voltar para a América do Sul, o mercado interno deverá manter o viés de lateralidade para o curto e médio prazos. No tocante ao milho, O mercado externo seguirá atento à demanda pelo milho norte-americano. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), no relatório semanal de exportações, publicado no dia 18/01, o país já havia exportado 32,48 milhões de toneladas. O ritmo de exportação americano está mais acelerado que no ano passado, quando o volume era de 24,03 milhões de toneladas para o mesmo período. Preocupações com o aumento das tensões no Mar Vermelho podem trazer volatilidade nos próximos dias, podendo influenciar na precificação do cereal na Bolsa de Chicago (CBOT). No Brasil, a Conab informou avanço de 1,8 pontos percentuais na colheita do milho 1ª safra, chegando a 8,6% do total da área. A semeadura da 2ª safra foi estimada em 5,0% do total da área, estando 4,10 pontos percentuais acima em relação ao mesmo período do ano passado. Internamente, os preços físicos podem continuar pressionados negativamente no curto prazo, em razão da maior oferta com a colheita da 1ª safra. Para o café, destaca-se que, A meteorologia mantém previsão de chuvas e temperaturas amenas para a semana nas regiões produtoras, favorecendo o enchimento dos grãos; Os problemas logísticos no Brasil, os baixos estoques certificados em bolsas, os problemas de oferta de robusta na Ásia e as condições climáticas ainda impactarão a volatilidade do mercado. Permanência dos conflitos no Oriente Médio na região do Mar Vermelho já elevaram os preços internacionais dos fretes marítimos, pressionando os preços do robusta. Diante dessas incertezas de clima, mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, e com fundamento nos estoques externos mais reduzidos, consideramos perspectiva de manutenção nos preços. Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que : O volume de exportação de carne bovina segue em bom ritmo neste início de ano. Entretanto, o valor da carne bovina no mercado internacional segue em queda, prejudicando a receita da indústria exportadora. Sazonalmente, em decorrência das chuvas, que possibilitam boas condições de pastagens, poderá ocorrer altas pontuais no valor da arroba no primeiro trimestre, devido ao poder do pecuarista em segurar o animal no pasto por mais tempo, aguardando melhores oportunidades de negociações. Em decorrência dos gastos de início do ano (impostos, material escolar e outros) a população se encontra descapitalizada, assim, o consumidor busca por fontes de proteínas mais acessíveis, como a carne de frango, suínos e ovos. Com o escoamento da carne bovina no mercado doméstico enfraquecido, a indústria, com grande volume de produto em estoque, deve reduzir a produção e seguir com escalas de abate confortáveis, refletindo em pressão negativa nos preços da arroba no curto prazo. Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima! read more read less

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