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Olá! Hoje é segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024, meu nome é Fabíola Lira, sou assessora de agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
Iniciando com a soja, espera-se que Nos próximos dias o mercado discuta os números divulgados pelo USDA no Agricultural Outlook Forum. Este evento trouxe os primeiros indicativos de áreas para a Safra 2024/25 dos EUA, com 35,41 ante a 33,32 milhões de hectares na safra anterior. Esse dado é um direcionador de médio prazo para a commodity. O quadro fundamental seguirá de pressão, com o avanço da colheita da safra brasileira e as perspectivas favoráveis para a Argentina. Com isso, os importadores concentrarão suas compras na América do Sul. Outro ponto que o mercado permanecerá atento é na demanda cadenciada por parte dos chineses. No Brasil e, também, na Argentina, as chuvas que ocorreram na semana passada proporcionaram boas condições de umidade do solo, favorecendo o bom desenvolvimento das lavouras. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), prevê para os próximos dias, chuvas consideráveis para as regiões Norte, Centro Oeste e Nordeste (especialmente nas áreas do Matopiba). Essas chuvas poderão atrapalhar o avanço da colheita nessas regiões.
No tocante ao milho, O retorno da China pós feriado poderá trazer maior procura pelo milho norte-americano, podendo favorecer a precificação externa. Mesmo com a ausência chinesa, na semana passada as exportações americanas foram de 903,3 mil toneladas. Esse volume foi de 34,72% maior que o mesmo período do ano passado e 15,39% superior que a semana anterior. Conforme o mercado esperava, o Departamento de Agricultura Americano (USDA), em relatório do Agricultural Outlook Forum 2024, indicou que a área de milho 2024/25 nos Estados Unidos poderá ser 3,79% menor em relação a área semeada na Safra 2023/24. A projeção foi de 36,83 milhões de hectares, ante 38,28 milhões da safra anterior. No Brasil, bons volumes de chuvas são previstos na maioria dos Estados produtores do milho 2ª safra, podendo favorecer o desenvolvimento das lavouras. Internamente, a maior oferta do cereal, com o avanço da colheita da 1ª safra, pode continuar pressionando negativamente os preços físicos no curto prazo. Para o café, destaca-se que, É previsto chuvas e temperaturas amenas para a semana nas principais regiões produtoras, favorecendo o enchimento dos grãos; Os problemas logísticos no Brasil, os baixos estoques certificados em bolsas e nas mãos dos importadores, os problemas de oferta de robusta na Ásia, as condições climáticas no Brasil, os fatores econômicos e geopolíticos, continuam impactando a volatilidade do mercado; Vale destacar que a permanência dos conflitos no Oriente Médio na região do Mar Vermelho seguem encarecendo os preços internacionais dos fretes marítimos, pressionando os preços do robusta e diminuindo ainda mais sua oferta na Europa; Diante dessas incertezas de clima, mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, e com fundamentos nos estoques externos mais reduzidos e ainda bastante café da safra 2023, consideramos perspectiva de manutenção da volatilidade dos preços.
Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que: Além da possibilidade de liberação de novas plantas para exportação à China, houve também a autorização de mais Estados brasileiros para exportação para a Rússia e Canadá. Na última terça-feira (13), o governo do Egito anunciou decisão que beneficia a exportação de carne. Assim, empresas brasileiras não precisarão passar mais por auditoria, in loco, para receber autorização para exportação. A ponta vendedora, com boa capacidade de suporte das pastagens, consegue controlar o ritmo de negociações com a ponta compradora. Após uma semana mais curta, em decorrência do período de carnaval, a necessidade da indústria de repor a programação de abate pode trazer um viés favorável na cotação da arroba, a depender do consumo de carne bovina durante o período festivo. Entretanto, o período de quaresma, marcado por questões religiosas, que consiste, em alguns casos, em não se consumir carne vermelha e, ainda, a segunda quinzena do mês, onde é menor o escoamento da carne bovina no mercado doméstico, trazem um cenário desafiador para o mês de fevereiro. Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
Olá! Hoje é segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024, meu nome é Fabíola Lira, sou assessora de agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo. Iniciando com a soja , espera-se que Nos próximos dias o mercado discuta os números divulgados pelo USDA no Agricultural Outlook Forum. Este evento trouxe os primeiros indicativos de áreas para a Safra 2024/25 dos EUA, com 35,41 ante a 33,32 milhões de hectares na safra anterior. Esse dado é um direcionador de médio prazo para a commodity. O quadro fundamental seguirá de pressão, com o avanço da colheita da safra brasileira e as perspectivas favoráveis para a Argentina. Com isso, os importadores concentrarão suas compras na América do Sul. Outro ponto que o mercado permanecerá atento é na demanda cadenciada por parte dos chineses. No Brasil e, também, na Argentina, as chuvas que ocorreram na semana passada proporcionaram boas condições de umidade do solo, favorecendo o bom desenvolvimento das lavouras. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), prevê para os próximos dias, chuvas consideráveis para as regiões Norte, Centro Oeste e Nordeste (especialmente nas áreas do Matopiba). Essas chuvas poderão atrapalhar o avanço da colheita nessas regiões. No tocante ao milho, O retorno da China pós feriado poderá trazer maior procura pelo milho norte-americano, podendo favorecer a precificação externa. Mesmo com a ausência chinesa, na semana passada as exportações americanas foram de 903,3 mil toneladas. Esse volume foi de 34,72% maior que o mesmo período do ano passado e 15,39% superior que a semana anterior. Conforme o mercado esperava, o Departamento de Agricultura Americano (USDA), em relatório do Agricultural Outlook Forum 2024, indicou que a área de milho 2024/25 nos Estados Unidos poderá ser 3,79% menor em relação a área semeada na Safra 2023/24. A projeção foi de 36,83 milhões de hectares, ante 38,28 milhões da safra anterior. No Brasil, bons volumes de chuvas são previstos na maioria dos Estados produtores do milho 2ª safra, podendo favorecer o desenvolvimento das lavouras. Internamente, a maior oferta do cereal, com o avanço da colheita da 1ª safra, pode continuar pressionando negativamente os preços físicos no curto prazo. Para o café, destaca-se que, É previsto chuvas e temperaturas amenas para a semana nas principais regiões produtoras, favorecendo o enchimento dos grãos; Os problemas logísticos no Brasil, os baixos estoques certificados em bolsas e nas mãos dos importadores, os problemas de oferta de robusta na Ásia, as condições climáticas no Brasil, os fatores econômicos e geopolíticos, continuam impactando a volatilidade do mercado; Vale destacar que a permanência dos conflitos no Oriente Médio na região do Mar Vermelho seguem encarecendo os preços internacionais dos fretes marítimos, pressionando os preços do robusta e diminuindo ainda mais sua oferta na Europa; Diante dessas incertezas de clima, mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, e com fundamentos nos estoques externos mais reduzidos e ainda bastante café da safra 2023, consideramos perspectiva de manutenção da volatilidade dos preços. Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que : Além da possibilidade de liberação de novas plantas para exportação à China, houve também a autorização de mais Estados brasileiros para exportação para a Rússia e Canadá. Na última terça-feira (13), o governo do Egito anunciou decisão que beneficia a exportação de carne. Assim, empresas brasileiras não precisarão passar mais por auditoria, in loco, para receber autorização para exportação. A ponta vendedora, com boa capacidade de suporte das pastagens, consegue controlar o ritmo de negociações com a ponta compradora. Após uma semana mais curta, em decorrência do período de carnaval, a necessidade da indústria de repor a programação de abate pode trazer um viés favorável na cotação da arroba, a depender do consumo de carne bovina durante o período festivo. Entretanto, o período de quaresma, marcado por questões religiosas, que consiste, em alguns casos, em não se consumir carne vermelha e, ainda, a segunda quinzena do mês, onde é menor o escoamento da carne bovina no mercado doméstico, trazem um cenário desafiador para o mês de fevereiro. Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima! read more read less

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