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Olá! Hoje é segunda-feira, 05 de fevereiro de 2024, meu nome é Fabíola Lira, sou assessora de agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.
Iniciando com a soja, espera-se que O mercado siga dividido entre os fundamentos e os movimentos técnicos, com destaque para a movimentação dos fundos de investimento. O principal fundamento técnico atualmente, é a evolução da safra da Argentina, que segundo a Bolsa de Cereales de Buenos Aires, novamente elevou sua estimativa de produção. Na Argentina, há previsão do retorno das chuvas, ainda pequenas nessa semana (até 40 mm), em importantes províncias, como Córdoba e Buenos Aires, segundo o Serviço Meteorológico Nacional da Argentina (SMN). Para o Brasil, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), prevê chuvas para todos os Estados produtores, que podem atingir 50 mm, porém com distribuição irregular na Região Centro Norte do PR e na faixa Oeste de MG. O quadro fundamental segue de pressão, com a entrada da safra brasileira e as perspectivas favoráveis para a Argentina. Com isso, os importadores concentrarão suas compras na América do Sul. Diante dos baixos indicadores da economia chinesa, principal comprador da commodity e a véspera do seu tradicional feriado do Ano Lunar, somados as boas estimativas para a safra sul-americana, o mercado interno deverá manter o viés de baixa para o curto e médio prazos.
No tocante ao milho, O mercado externo seguirá reagindo à demanda pelo milho norte-americano. De acordo com o USDA, no relatório semanal de exportações, publicado no dia 01/02, o país já havia exportado 33,68 milhões de ton. O ritmo de exportação americano está dentro das expectativas do mercado e 31,41% acima que o mesmo período do ano passado. O órgão divulgará no dia 08/02 seu relatório de oferta e demanda de grãos referente ao mês de fevereiro. O relatório poderá trazer volatilidade ao mercado externo caso ocorra revisão na produção estimada para o Brasil. Em janeiro, foi apontada produção total de milho brasileiro em 127 milhões de ton, cerca de 10 milhões de ton a mais que as estimativas da Conab. No Brasil, a Conab também divulgará seu 5º Levantamento Safra 2023/24, no dia 08/02. Internamente, o avanço da colheita da 1ª safra pode continuar pressionando negativamente os preços físicos no curto prazo, devido a maior oferta do cereal.
Para o café, destaca-se que, A meteorologia mantém previsão de chuvas e temperaturas amenas para a semana nas regiões produtoras, favorecendo o enchimento dos grãos. Os problemas logísticos no Brasil, os baixos estoques certificados em bolsas, os problemas de oferta de robusta na Ásia e as condições climáticas continuam impactando a volatilidade do mercado. A permanência dos conflitos no Oriente Médio na região do Mar Vermelho já elevaram os preços internacionais dos fretes marítimos, pressionando os preços do robusta e diminuindo ainda mais sua oferta na Europa. O mês de jan/24 fechou com 3.439.508 sacas exportadas. Diante dessas incertezas de clima, mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, e com fundamento nos estoques externos mais reduzidos, consideramos perspectiva de manutenção da volatilidade nos preços.
Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que: O mês de janeiro começou com o indicador do boi gordo CEPEA/B3 em R$ 252,00/@ e terminou em R$ 245,00, acumulando uma queda de 2,9%. Mercado futuro do boi gordo para fev/24 segue com tendência de baixa, com contratos sendo negociados com valores cerca de 2,45% abaixo do indicador CEPEA/B3. O início de fevereiro gera perspectivas positivas para demanda de carne bovina, com pagamentos no início do mês, volta às aulas e feriado de carnaval, podendo ocorrer leve reação no preço da arroba. As escalas de abates podem recuar na medida que as vendas para o varejo aumentarem, devido a recomposição dos estoques de começo de mês.

Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
Olá! Hoje é segunda-feira, 05 de fevereiro de 2024, meu nome é Fabíola Lira, sou assessora de agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo. Iniciando com a soja , espera-se que O mercado siga dividido entre os fundamentos e os movimentos técnicos, com destaque para a movimentação dos fundos de investimento. O principal fundamento técnico atualmente, é a evolução da safra da Argentina, que segundo a Bolsa de Cereales de Buenos Aires, novamente elevou sua estimativa de produção. Na Argentina, há previsão do retorno das chuvas, ainda pequenas nessa semana (até 40 mm), em importantes províncias, como Córdoba e Buenos Aires, segundo o Serviço Meteorológico Nacional da Argentina (SMN). Para o Brasil, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), prevê chuvas para todos os Estados produtores, que podem atingir 50 mm, porém com distribuição irregular na Região Centro Norte do PR e na faixa Oeste de MG. O quadro fundamental segue de pressão, com a entrada da safra brasileira e as perspectivas favoráveis para a Argentina. Com isso, os importadores concentrarão suas compras na América do Sul. Diante dos baixos indicadores da economia chinesa, principal comprador da commodity e a véspera do seu tradicional feriado do Ano Lunar, somados as boas estimativas para a safra sul-americana, o mercado interno deverá manter o viés de baixa para o curto e médio prazos. No tocante ao milho, O mercado externo seguirá reagindo à demanda pelo milho norte-americano. De acordo com o USDA, no relatório semanal de exportações, publicado no dia 01/02, o país já havia exportado 33,68 milhões de ton. O ritmo de exportação americano está dentro das expectativas do mercado e 31,41% acima que o mesmo período do ano passado. O órgão divulgará no dia 08/02 seu relatório de oferta e demanda de grãos referente ao mês de fevereiro. O relatório poderá trazer volatilidade ao mercado externo caso ocorra revisão na produção estimada para o Brasil. Em janeiro, foi apontada produção total de milho brasileiro em 127 milhões de ton, cerca de 10 milhões de ton a mais que as estimativas da Conab. No Brasil, a Conab também divulgará seu 5º Levantamento Safra 2023/24, no dia 08/02. Internamente, o avanço da colheita da 1ª safra pode continuar pressionando negativamente os preços físicos no curto prazo, devido a maior oferta do cereal. Para o café, destaca-se que, A meteorologia mantém previsão de chuvas e temperaturas amenas para a semana nas regiões produtoras, favorecendo o enchimento dos grãos. Os problemas logísticos no Brasil, os baixos estoques certificados em bolsas, os problemas de oferta de robusta na Ásia e as condições climáticas continuam impactando a volatilidade do mercado. A permanência dos conflitos no Oriente Médio na região do Mar Vermelho já elevaram os preços internacionais dos fretes marítimos, pressionando os preços do robusta e diminuindo ainda mais sua oferta na Europa. O mês de jan/24 fechou com 3.439.508 sacas exportadas. Diante dessas incertezas de clima, mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, e com fundamento nos estoques externos mais reduzidos, consideramos perspectiva de manutenção da volatilidade nos preços. Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que : O mês de janeiro começou com o indicador do boi gordo CEPEA/B3 em R$ 252,00/@ e terminou em R$ 245,00, acumulando uma queda de 2,9%. Mercado futuro do boi gordo para fev/24 segue com tendência de baixa, com contratos sendo negociados com valores cerca de 2,45% abaixo do indicador CEPEA/B3. O início de fevereiro gera perspectivas positivas para demanda de carne bovina, com pagamentos no início do mês, volta às aulas e feriado de carnaval, podendo ocorrer leve reação no preço da arroba. As escalas de abates podem recuar na medida que as vendas para o varejo aumentarem, devido a recomposição dos estoques de começo de mês. Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima! read more read less

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