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<rss xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:podcast="https://podcastindex.org/namespace/1.0" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" version="2.0"><channel><title>Audiodescrições - Tomie: sem título</title><link>https://www.institutotomieohtake.org.br/</link><description><![CDATA[Audiodescrições e comentários curatoriais de obras selecionadas do material educativo <i>Tomie: sem título.</i><br /><br />Para ouvir apenas as ambientações sonoras acesse:<br /><a href="https://www.spreaker.com/show/ambientacoes-sonoras-tomie-sem-titulo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.spreaker.com/show/ambientacoes-sonoras-tomie-sem-titulo</a><br /><br />Downoload gratuito do material educativo:<br /><i>(aguarde)</i><br /><br /><b>Ficha técnica</b><br /><br />Ambientações Sonoras<br />Bianca Milanda: composição e edição de som<br />Juliana Keiko: composição de direção musical<br /><br /><b>Audiodescrição</b><br />Elaboração de roteiros de audiodescrição: Lívia Motta e Rosangela Fávaro<br />Consultoria: Roseli GarciaNarração: Lívia Motta e Fernando Victorino<br />Edição e finalização: PH Soluções Audiovisuais<br /><br /><b>Observações curatoriais</b><br />Julia Cavazzini<br />Priscyla Gomes<br />Diego Mauro<br /><br /><b>Revisão</b><br />Divina Prado<br /><br /><b>Coordenação</b><br />Claudio Rubino]]></description><atom:link href="https://www.spreaker.com/show/5860317/episodes/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><language>pt</language><category>Arts</category><copyright>Copyright Instituto Tomie Ohtake</copyright><image><url>https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/9d6b9987d9d119445a2832aba43b8880.jpg</url><title>Audiodescrições - Tomie: sem título</title><link>https://www.institutotomieohtake.org.br/</link></image><lastBuildDate>Fri, 15 Aug 2025 13:58:43 +0000</lastBuildDate><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:owner><itunes:name>Instituto Tomie Ohtake</itunes:name><itunes:email>feeds@spreaker.com</itunes:email></itunes:owner><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/9d6b9987d9d119445a2832aba43b8880.jpg"/><itunes:subtitle>Audiodescrições e comentários curatoriais de obras selecionadas do material educativo Tomie: sem título.

Para ouvir apenas as ambientações sonoras acesse:
https://www.spreaker.com/show/ambientacoes-sonoras-tomie-sem-titulo

Downoload gratuito do...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrições e comentários curatoriais de obras selecionadas do material educativo <i>Tomie: sem título.</i><br /><br />Para ouvir apenas as ambientações sonoras acesse:<br /><a href="https://www.spreaker.com/show/ambientacoes-sonoras-tomie-sem-titulo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.spreaker.com/show/ambientacoes-sonoras-tomie-sem-titulo</a><br /><br />Downoload gratuito do material educativo:<br /><i>(aguarde)</i><br /><br /><b>Ficha técnica</b><br /><br />Ambientações Sonoras<br />Bianca Milanda: composição e edição de som<br />Juliana Keiko: composição de direção musical<br /><br /><b>Audiodescrição</b><br />Elaboração de roteiros de audiodescrição: Lívia Motta e Rosangela Fávaro<br />Consultoria: Roseli GarciaNarração: Lívia Motta e Fernando Victorino<br />Edição e finalização: PH Soluções Audiovisuais<br /><br /><b>Observações curatoriais</b><br />Julia Cavazzini<br />Priscyla Gomes<br />Diego Mauro<br /><br /><b>Revisão</b><br />Divina Prado<br /><br /><b>Coordenação</b><br />Claudio Rubino]]></itunes:summary><itunes:category text="Arts"/><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:type>serial</itunes:type><item><title>01 Sem título - Escultura Avenida 23 de Maio - São Paulo - 1988 - Escultura</title><link>https://www.spreaker.com/episode/01-sem-titulo-escultura-avenida-23-de-maio-sao-paulo-1988-escultura--53838612</link><description><![CDATA[Audiodescrição:<br />A escultura em concreto armado, sem título, de 1988, medindo 40 metros de extensão, no canteiro central da Avenida 23 de Maio, em São Paulo, aos fundos do Centro Cultural São Paulo, é composta por quatro lâminas paralelas, que formam arcos ou ondas a partir do chão, passando a impressão de movimento. A parte de fora mantém a cor acinzentada original do concreto e as faces internas, são pintadas nas cores amarelo, laranja, azul e verde. Representam as quatro gerações de Nikkei, imigrantes japoneses e seus imigrantes nascidos no Brasil.<br /><br />Observações curatoriais:<br />A obra pública feita em concreto armado, que se encontra na Avenida Vinte e Três de Maio, em São Paulo, foi comissionada no contexto da comemoração dos 80 anos da Imigração Japonesa. A escultura foi inaugurada em 1988 e consiste em 4 ondas de concreto, que totalizam 30 metros de comprimento. Situadas no canteiro central da avenida, apesar de suas características materiais mais robustas, as ondas aparecem como que em uma sequência de movimentos. O que dá ao conjunto certo cinetismo.<br />A partir de meados da década de 1980, as obras públicas e esculturas se inseriram nos procedimentos criativos de Tomie Ohtake: os materiais incluem painéis pintados, murais de pastilha, concreto armado, chapa e perfil metálico e tubos metálicos com dupla curvatura.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838612</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:07:58 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838612/01_sem_t_tulo_escultura_avenida_23_de_maio_s_o_paulo_1988_escultura.mp3" length="4420312" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição:
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A escultura em aço, pintada com tinta automotiva, sem título, de 2008, mede 15 metros de altura, 20 de extensão, 2 de largura. Pesa sessenta toneladas, e é um marco da cidade de Santos. O Monumento ao Emissário Submarino, na cor...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />A escultura em aço, pintada com tinta automotiva, sem título, de 2008, mede 15 metros de altura, 20 de extensão, 2 de largura. Pesa sessenta toneladas, e é um marco da cidade de Santos. O Monumento ao Emissário Submarino, na cor vermelha, pode ser visto também da cidade de São Vicente, uma homenagem à bandeira do Japão.<br />É constituída por faixas sinuosas afastadas e dobradas sobre si mesmas contendo elementos arredondados que remetem às ondas marítimas. A parte superior está voltada para o mar e assemelha-se à barbatana dorsal dos peixes. Apesar do tamanho monumental, a obra traduz uma grande leveza, lembrando uma fita ao sabor do vento. Está apoiada sobre uma base de concreto quadrada dupla e sobreposta, diante do mar.<br /><br />Observações curatoriais: <br />Em 2008, por ocasião do Centenário da Imigração japonesa no Brasil, Tomie Ohtake criou duas esculturas, sendo uma delas instalada no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, e a outra na orla de Santos, no Parque do Emissário Submarino.<br />A grande escala e os múltiplos materiais mobilizados na execução desses trabalhos demandam uma natureza projetual e nascem de estudos diminutos, feitos sobre papel ou com recortes de papel feitos pela artista sem grande esforço. Para dar conta das suas obras públicas, Tomie se aliou à indústria, trabalhando com calculistas e engenheiros que traduziam seus estudos para as dimensões pretendidas pela artista. A escultura de Santos, que estamos tratando aqui, é toda em aço, pintada com tinta automotiva, possui 15 metros de altura e pesa 60 toneladas.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>185</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/3bbeee9bb4a3d0dec6e9a5073e3207c1.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>03 Sem título - 1960 - Óleo sobre tela - Coleção particular</title><link>https://www.spreaker.com/episode/03-sem-titulo-1960-oleo-sobre-tela-colecao-particular--53838614</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1960, obra abstrata medindo 74 por 74 cm, é composto por fundo esbranquiçado e manchado em tons de bege, cinza e preto, e por uma série de manchas pretas, afiladas, esfumadas e em ziguezague, que remetem a sombras ou vultos de algo em movimento. As manchas com contorno indefinido, impreciso, com tinta mais diluída e alguns traços marrons, também parecem desenhar uma silhueta deslocando-se pelo espaço. A obra de Tomie permite ao espectador essas diversas interpretações e reflexões.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Este trabalho, da década de 1960, encontra algumas afinidades com outros do mesmo período. Se nessa fase os olhos da artista costumavam estar fechados durante as pinceladas, é natural que não se conformem figuras ou símbolos reconhecíveis. Outra característica comum, como aponta o crítico Paulo Herkenhoff, é a ausência de qualquer gesto hiperexcitado ou superlativo, bem como as camadas de tinta serem irregulares e finas. Em outras palavras, não há acúmulo de tinta e em geral as pinceladas parecem ter sido aplicadas com paciência e lentidão, evitando respingos e linhas dramaticamente tremidas.<br />Nesta pintura é possível notar uma influência da caligrafia tradicional japonesa, elemento que logo a artista buscou suprimir de seus trabalhos.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838614</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:08:54 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838614/03_sem_t_tulo_1960_leo_sobre_tela_cole_o_particular.mp3" length="6611063" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
O óleo sobre tela, sem título, de 1960, obra abstrata medindo 74 por 74 cm, é composto por fundo esbranquiçado e manchado em tons de bege, cinza e preto, e por uma série de manchas pretas, afiladas, esfumadas e em ziguezague, que...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1960, obra abstrata medindo 74 por 74 cm, é composto por fundo esbranquiçado e manchado em tons de bege, cinza e preto, e por uma série de manchas pretas, afiladas, esfumadas e em ziguezague, que remetem a sombras ou vultos de algo em movimento. As manchas com contorno indefinido, impreciso, com tinta mais diluída e alguns traços marrons, também parecem desenhar uma silhueta deslocando-se pelo espaço. A obra de Tomie permite ao espectador essas diversas interpretações e reflexões.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Este trabalho, da década de 1960, encontra algumas afinidades com outros do mesmo período. Se nessa fase os olhos da artista costumavam estar fechados durante as pinceladas, é natural que não se conformem figuras ou símbolos reconhecíveis. Outra característica comum, como aponta o crítico Paulo Herkenhoff, é a ausência de qualquer gesto hiperexcitado ou superlativo, bem como as camadas de tinta serem irregulares e finas. Em outras palavras, não há acúmulo de tinta e em geral as pinceladas parecem ter sido aplicadas com paciência e lentidão, evitando respingos e linhas dramaticamente tremidas.<br />Nesta pintura é possível notar uma influência da caligrafia tradicional japonesa, elemento que logo a artista buscou suprimir de seus trabalhos.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>162</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/57f5121bced8381b33e359cbdd82e4ab.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>04 Sem título - 1960 - Óleo sobre tela - Coleção Ronaldo Cezar Coelho</title><link>https://www.spreaker.com/episode/04-sem-titulo-1960-oleo-sobre-tela-colecao-ronaldo-cezar-coelho--53838615</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1960, obra abstrata que mede 121 por 101 cm, é inteiramente preenchida por pinceladas vigorosas e ligeiramente curvas, na paleta de cores quentes como vermelho, laranja, amarelo, remetendo a labaredas de fogo. Por toda a obra, notadamente na metade superior, percebe-se a presença de sutis traçados em preto e algumas áreas mais concentradas na mesma cor. As regiões escuras criam a sensação de vazio e profundidade, e quando detidamente observadas, é possível imaginar figuras ou silhuetas deslocando-se pelo espaço. A presença de grande quantidade de amarelo do lado inferior direito, caracteriza a área de maior iluminação da tela, composta por diversas camadas e sobreposição das cores.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Um dos elementos determinantes da série de pinturas produzida por Tomie na década de 1960 era seu caráter inclassificável. Segundo Paulo Herkenhoff, tratava-se de uma pintura que não tinha desejo nem pela forma, nem pelo informe, não era abstração geométrica, sequer abstração. Seu principal traço era de amparar-se no ato de pintar e na experiência temporal desses processos.<br />Um dos recursos empregados por Tomie na fatura dessas pinturas é a remoção de filetes de tinta usando o cabo do pincel, deixando assim ver rasgos das camadas de tinta por ela encobertas. Nesta pintura de 1960, esse recurso se faz bastante presente. Com sulcos verticais, a artista evidencia camadas e tonalidades, cria ranhuras na matéria pictórica.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838615</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:09:21 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838615/04_sem_t_tulo_1960_leo_sobre_tela_cole_o_ronaldo_cezar_coelho.mp3" length="7454126" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
O óleo sobre tela, sem título, de 1960, obra abstrata que mede 121 por 101 cm, é inteiramente preenchida por pinceladas vigorosas e ligeiramente curvas, na paleta de cores quentes como vermelho, laranja, amarelo, remetendo a labaredas...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1960, obra abstrata que mede 121 por 101 cm, é inteiramente preenchida por pinceladas vigorosas e ligeiramente curvas, na paleta de cores quentes como vermelho, laranja, amarelo, remetendo a labaredas de fogo. Por toda a obra, notadamente na metade superior, percebe-se a presença de sutis traçados em preto e algumas áreas mais concentradas na mesma cor. As regiões escuras criam a sensação de vazio e profundidade, e quando detidamente observadas, é possível imaginar figuras ou silhuetas deslocando-se pelo espaço. A presença de grande quantidade de amarelo do lado inferior direito, caracteriza a área de maior iluminação da tela, composta por diversas camadas e sobreposição das cores.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Um dos elementos determinantes da série de pinturas produzida por Tomie na década de 1960 era seu caráter inclassificável. Segundo Paulo Herkenhoff, tratava-se de uma pintura que não tinha desejo nem pela forma, nem pelo informe, não era abstração geométrica, sequer abstração. Seu principal traço era de amparar-se no ato de pintar e na experiência temporal desses processos.<br />Um dos recursos empregados por Tomie na fatura dessas pinturas é a remoção de filetes de tinta usando o cabo do pincel, deixando assim ver rasgos das camadas de tinta por ela encobertas. Nesta pintura de 1960, esse recurso se faz bastante presente. Com sulcos verticais, a artista evidencia camadas e tonalidades, cria ranhuras na matéria pictórica.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>181</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/19a92a7e41b32904278213a695d2553b.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>05 Sem título - 1964 - Óleo sobre tela - Coleção particular</title><link>https://www.spreaker.com/episode/05-sem-titulo-1964-oleo-sobre-tela-colecao-particular--53838616</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1964, obra abstrata que mede 135 por 110 cm, na vertical, com fundo branco, mostra dois quadrados de contornos irregulares e diferentes dimensões. Um grande na cor amarela ocupa a maior parte da obra que parece equilibrar-se sobre outro bem menor, na cor preta, que está encostado e levemente sobreposto na base do quadrado amarelo. A figura geométrica maior revela-se com uma camada de tinta amarela sobreposta a outras camadas de tinta ocre, marrom ou preta, cujo efeito parece sujar ou sombrear o amarelo intenso por meio de ranhuras ou craquelados que denunciam as camadas escondidas. O quadrado amarelo tem na parte superior uma fina linha que vai de um lado a outro, rasgando-a. Na parte inferior, o quadrado centralizado preto também parece sobrepor outra camada de tinta mais clara. Uma linha irregular cinza atravessa o quadrado preto, na área de intersecção dos dois, como uma ruptura das cores. A parte inferior da obra tem o fundo branco. Tomie introduz a geometria em muitas de suas obras. As formas geométricas são construídas com contornos irregulares, linhas descontínuas, oscilantes e interrompidas.<br /><br />Observações curatoriais:<br />O artista do expressionismo abstrato Mark Rothko é uma das principais referências em pintura para Tomie Ohtake. Rothko e Ohtake compartilham o interesse de proporcionar estados contemplativos e meditativos por meio da pintura. A própria artista comenta, em uma entrevista com o jornalista Miguel de Almeida, em 2006: “Rothko é um dos artistas que admiro bastante. Alguns trabalhos meus, da década de 1960, chegaram a cruzar com os dele. No caso dele, o encontro das cores se dá de uma forma em que uma cor repousa sobre a outra. No meu caso, elas criam uma ruptura, aparecendo então uma linha. Essa é a diferença fundamental: a cor do Rothko se espalha por cima da outra cor, enquanto a minha recorta uma superfície da cor existente e nesse vazado ponho uma outra cor.”<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838616</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:09:52 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838616/05_sem_t_tulo_1964_leo_sobre_tela_cole_o_particular.mp3" length="6246533" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
O óleo sobre tela, sem título, de 1964, obra abstrata que mede 135 por 110 cm, na vertical, com fundo branco, mostra dois quadrados de contornos irregulares e diferentes dimensões. Um grande na cor amarela ocupa a maior parte da obra...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1964, obra abstrata que mede 135 por 110 cm, na vertical, com fundo branco, mostra dois quadrados de contornos irregulares e diferentes dimensões. Um grande na cor amarela ocupa a maior parte da obra que parece equilibrar-se sobre outro bem menor, na cor preta, que está encostado e levemente sobreposto na base do quadrado amarelo. A figura geométrica maior revela-se com uma camada de tinta amarela sobreposta a outras camadas de tinta ocre, marrom ou preta, cujo efeito parece sujar ou sombrear o amarelo intenso por meio de ranhuras ou craquelados que denunciam as camadas escondidas. O quadrado amarelo tem na parte superior uma fina linha que vai de um lado a outro, rasgando-a. Na parte inferior, o quadrado centralizado preto também parece sobrepor outra camada de tinta mais clara. Uma linha irregular cinza atravessa o quadrado preto, na área de intersecção dos dois, como uma ruptura das cores. A parte inferior da obra tem o fundo branco. Tomie introduz a geometria em muitas de suas obras. As formas geométricas são construídas com contornos irregulares, linhas descontínuas, oscilantes e interrompidas.<br /><br />Observações curatoriais:<br />O artista do expressionismo abstrato Mark Rothko é uma das principais referências em pintura para Tomie Ohtake. Rothko e Ohtake compartilham o interesse de proporcionar estados contemplativos e meditativos por meio da pintura. A própria artista comenta, em uma entrevista com o jornalista Miguel de Almeida, em 2006: “Rothko é um dos artistas que admiro bastante. Alguns trabalhos meus, da década de 1960, chegaram a cruzar com os dele. No caso dele, o encontro das cores se dá de uma forma em que uma cor repousa sobre a outra. No meu caso, elas criam uma ruptura, aparecendo então uma linha. Essa é a diferença fundamental: a cor do Rothko se espalha por cima da outra cor, enquanto a minha recorta uma superfície da cor existente e nesse vazado ponho uma outra cor.”<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>216</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/f815639dc6166a20d17ccb7c94156d8a.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>06 Sem título - 1966 - Óleo sobre tela - Coleção Cesar Giobbi e José Paulo Mortari</title><link>https://www.spreaker.com/episode/06-sem-titulo-1966-oleo-sobre-tela-colecao-cesar-giobbi-e-jose-paulo-mortari--53838617</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1966, mede 135 por 90 cm, na vertical, e retrata, sobre fundo branco, dois losangos vermelhos ligeiramente deslocados para a esquerda, cujos contornos irregulares e esmaecidos em amarelo revelam que foram sobrepostos por algumas camadas de vermelho. O losango superior tem dimensões maiores, com o angulo superior e o angulo esquerdo interrompidos pelas bordas da tela. O losango menor que está na parte de baixo, encosta o angulo superior no outro. Uma faixa preta com pinceladas carregadas, vai do centro do losango superior para a esquerda em diagonal, e segue ziguezagueando, formando um ângulo agudo e outro aberto, descendo até o canto inferior direito da obra. Assim como os losangos, a faixa preta também tem camadas inferiores de outra cor que aparecem sutilmente nos contornos.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Em texto publicado na ocasião da retrospectiva de Tomie, em 2000, o crítico e curador Paulo Herkenhoff analisa as pinturas elaboradas entre as décadas de 1960 e 1970 e afirma: “algumas pinturas apresentam linha retas, ângulos e planos retangulares tratados como disciplinada pintura, mas também imprecisão. Ohtake inventa um híbrido harmonioso.” Para Herkenhoff, essas pinturas são marcadas por um irracionalismo comedido e compõem uma série em que uma geometria sensível passa a ser o traço fundamental da artista. Na pintura em questão, essa imprecisão aparece nas ligeiras deformidades que contornam os quadrados vermelhos. A tensão estabelecida entre eles é intensificada pela presença da linha que, num gesto rápido, parece aludir ao giro e à rotação.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838617</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:10:13 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838617/06_sem_t_tulo_1966_leo_sobre_tela_cole_o_cesar_giobbi_e_jos_paulo_mortari.mp3" length="5067102" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
O óleo sobre tela, sem título, de 1966, mede 135 por 90 cm, na vertical, e retrata, sobre fundo branco, dois losangos vermelhos ligeiramente deslocados para a esquerda, cujos contornos irregulares e esmaecidos em amarelo revelam que...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1966, mede 135 por 90 cm, na vertical, e retrata, sobre fundo branco, dois losangos vermelhos ligeiramente deslocados para a esquerda, cujos contornos irregulares e esmaecidos em amarelo revelam que foram sobrepostos por algumas camadas de vermelho. O losango superior tem dimensões maiores, com o angulo superior e o angulo esquerdo interrompidos pelas bordas da tela. O losango menor que está na parte de baixo, encosta o angulo superior no outro. Uma faixa preta com pinceladas carregadas, vai do centro do losango superior para a esquerda em diagonal, e segue ziguezagueando, formando um ângulo agudo e outro aberto, descendo até o canto inferior direito da obra. Assim como os losangos, a faixa preta também tem camadas inferiores de outra cor que aparecem sutilmente nos contornos.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Em texto publicado na ocasião da retrospectiva de Tomie, em 2000, o crítico e curador Paulo Herkenhoff analisa as pinturas elaboradas entre as décadas de 1960 e 1970 e afirma: “algumas pinturas apresentam linha retas, ângulos e planos retangulares tratados como disciplinada pintura, mas também imprecisão. Ohtake inventa um híbrido harmonioso.” Para Herkenhoff, essas pinturas são marcadas por um irracionalismo comedido e compõem uma série em que uma geometria sensível passa a ser o traço fundamental da artista. Na pintura em questão, essa imprecisão aparece nas ligeiras deformidades que contornam os quadrados vermelhos. A tensão estabelecida entre eles é intensificada pela presença da linha que, num gesto rápido, parece aludir ao giro e à rotação.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>184</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/7dd11cfbac5b8e592232f9911070ab09.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>07 Sem título - 2014 - Acrílica sobre tela - Coleção particular</title><link>https://www.spreaker.com/episode/07-sem-titulo-2014-acrilica-sobre-tela-colecao-particular--53838618</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />A acrílica sobre tela sem título, de 2014, mede 100 por 150 cm, na horizontal, é composta por espessas camadas de tinta branca que evidenciam rastros por onde o pincel foi pressionado contra a tela, deixando volume de tinta e formando relevos, reentrâncias e sutis contrastes entre luz e sombra. Na área central, insinua-se um círculo descontinuado, constituído por esses relevos. Algumas pontas pequenas das formas geradas pelo acúmulo de tinta não sucubiram ao peso das camadas de tinta e destacam-se arrepiadas em vários pontos da obra.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Em 2013, quando Tomie Ohtake já havia completado 100 anos de idade, a artista iniciou uma nova série de pinturas monocromáticas em branco, vermelho e outras cores saturadas. O que une a série, além do partido cromático, é a aplicação de espessas camadas de tinta, acumuladas a ponto de transformar o plano da tela em uma espécie de topografia repleta de acidentes e descontinuidades. Essa acumulação de matéria sobre a tela acaba por rebater a luz incidente, ao mesmo tempo que projeta sombras, movimentando texturas e linhas.<br />As sombras atuam, assim, como elementos da pintura e produzem a percepção de contrastes cromáticos. Essas formas são compostas sem linhas, portanto um gesto oposto ao que Tomie fez em suas esculturas tubulares, em que é a linha que se liberta e, autônoma, desenha no espaço circundante.<br />Quando terminou esse grupo de obras, Tomie Ohtake começou a afirmar que sua obra estava concluída, que muito tinha sido feito e que chegava a hora de descansar. Poucos meses depois, Tomie faleceu, aos 101 anos de idade.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838618</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:10:41 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838618/07_sem_t_tulo_2014_acr_lica_sobre_tela_cole_o_particular.mp3" length="5247035" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
A acrílica sobre tela sem título, de 2014, mede 100 por 150 cm, na horizontal, é composta por espessas camadas de tinta branca que evidenciam rastros por onde o pincel foi pressionado contra a tela, deixando volume de tinta e formando...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />A acrílica sobre tela sem título, de 2014, mede 100 por 150 cm, na horizontal, é composta por espessas camadas de tinta branca que evidenciam rastros por onde o pincel foi pressionado contra a tela, deixando volume de tinta e formando relevos, reentrâncias e sutis contrastes entre luz e sombra. Na área central, insinua-se um círculo descontinuado, constituído por esses relevos. Algumas pontas pequenas das formas geradas pelo acúmulo de tinta não sucubiram ao peso das camadas de tinta e destacam-se arrepiadas em vários pontos da obra.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Em 2013, quando Tomie Ohtake já havia completado 100 anos de idade, a artista iniciou uma nova série de pinturas monocromáticas em branco, vermelho e outras cores saturadas. O que une a série, além do partido cromático, é a aplicação de espessas camadas de tinta, acumuladas a ponto de transformar o plano da tela em uma espécie de topografia repleta de acidentes e descontinuidades. Essa acumulação de matéria sobre a tela acaba por rebater a luz incidente, ao mesmo tempo que projeta sombras, movimentando texturas e linhas.<br />As sombras atuam, assim, como elementos da pintura e produzem a percepção de contrastes cromáticos. Essas formas são compostas sem linhas, portanto um gesto oposto ao que Tomie fez em suas esculturas tubulares, em que é a linha que se liberta e, autônoma, desenha no espaço circundante.<br />Quando terminou esse grupo de obras, Tomie Ohtake começou a afirmar que sua obra estava concluída, que muito tinha sido feito e que chegava a hora de descansar. Poucos meses depois, Tomie faleceu, aos 101 anos de idade.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>190</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/cb0cc9d9e4395b6ce98c9b0fdd886b9e.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>08 Sem título - 1983 - Óleo sobre tela - Coleção particular</title><link>https://www.spreaker.com/episode/08-sem-titulo-1983-oleo-sobre-tela-colecao-particular--53838620</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1983, em tons monocromáticos de azul, medindo 150 por 150 cm, é composto por uma grande forma com contorno arredondado e ondulado na parte superior, preenchida por sombras azuladas, que escurecem mais intensamente o lado direito e a base da figura. A forma ocupa quase toda a obra e parece flutuar sobre fundo mais escuro em azul noite. A tela é atravessada verticalmente, mas sem chegar nas extremidades, por uma singela e fina linha em um tom de rosa vívido que parece dividir, demarcar ou cindir a obra em dois lados ou partes.<br /><br />Observações curatoriais:<br />No final dos anos 1970, as diversas mudanças pelas quais passa a produção de Tomie são lidas pela crítica como certa desenvoltura da artista, que assume novos horizontes e riscos. O jornalista e crítico Casimiro Xavier, em seu texto para a primeira retrospectiva da artista, na década de 1980, no MASP, busca contextualizar essas mudanças. Para ele, Tomie permitia-se naquele momento uma dose de fantasia. Em algumas pinturas, a artista parecia aproximar-se do mundo real, em outras, criava novas formas, como cápsulas ou menires.<br />A artista passou a construir, segundo o crítico, uma série de paisagens mentais e imaginárias, demarcadas por gestos muito sutis e planos vívidos de cor. A pintura em questão é um desses exemplos, produzida nos anos 1980, e foi uma das obras que integraram a retrospectiva da artista.]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838620</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:11:01 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838620/08_sem_t_tulo_1983_leo_sobre_tela_cole_o_particular.mp3" length="6835171" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
O óleo sobre tela, sem título, de 1983, em tons monocromáticos de azul, medindo 150 por 150 cm, é composto por uma grande forma com contorno arredondado e ondulado na parte superior, preenchida por sombras azuladas, que escurecem mais...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1983, em tons monocromáticos de azul, medindo 150 por 150 cm, é composto por uma grande forma com contorno arredondado e ondulado na parte superior, preenchida por sombras azuladas, que escurecem mais intensamente o lado direito e a base da figura. A forma ocupa quase toda a obra e parece flutuar sobre fundo mais escuro em azul noite. A tela é atravessada verticalmente, mas sem chegar nas extremidades, por uma singela e fina linha em um tom de rosa vívido que parece dividir, demarcar ou cindir a obra em dois lados ou partes.<br /><br />Observações curatoriais:<br />No final dos anos 1970, as diversas mudanças pelas quais passa a produção de Tomie são lidas pela crítica como certa desenvoltura da artista, que assume novos horizontes e riscos. O jornalista e crítico Casimiro Xavier, em seu texto para a primeira retrospectiva da artista, na década de 1980, no MASP, busca contextualizar essas mudanças. Para ele, Tomie permitia-se naquele momento uma dose de fantasia. Em algumas pinturas, a artista parecia aproximar-se do mundo real, em outras, criava novas formas, como cápsulas ou menires.<br />A artista passou a construir, segundo o crítico, uma série de paisagens mentais e imaginárias, demarcadas por gestos muito sutis e planos vívidos de cor. A pintura em questão é um desses exemplos, produzida nos anos 1980, e foi uma das obras que integraram a retrospectiva da artista.]]></itunes:summary><itunes:duration>173</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/4e85b99068cd75f065a265b398f8ebdc.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>09 Sem título - 2009 - Acrílica sobre tela - Coleção particular</title><link>https://www.spreaker.com/episode/09-sem-titulo-2009-acrilica-sobre-tela-colecao-particular--53838621</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />A acrílica sobre tela, sem título, de 2009, obra abstrata que mede 170 por 170 cm, mostra, sobre fundo vermelho intenso com suaves manchas de tinta preta bem diluída, uma circunferência incompleta na cor preta que se destaca sobre a cor vibrante do fundo. Ocupando quase todos os limites da tela, a circunferência começa na parte superior esquerda, mais larga e com um sombreado na parte interna. A medida que a tinta preta percorre a obra, a faixa que desenha a forma circular, tantas vezes utilizada pela artista, vai ficando sutilmente mais estreita até o término no meio do lado esquerdo.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Para Miguel Chaia, a partir dos anos 1990 a geometria curva e a dimensão cósmica na obra de Tomie Ohtake atingem uma terceira fase, mais aguçada, na qual o enfoque da produção da artista reside cada vez mais no ato de fazer e menos na forma.<br />Chaia identifica, nessa fase, uma tendência a diluir a relação entre figura e fundo por meio de uma organicidade espacial. A pintura se tornaria uma espécie de portadora das certezas e dúvidas da artista, e essa leitura encontra uma significação especial nesta pintura de 2009, uma vez que a circularidade inconclusa aqui apresentada invoca o pensamento tradicional do ensō, que, por sua vez, incorpora noções de completude/incompletude e perfeição/imperfeição.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838621</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:11:23 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838621/09_sem_t_tulo_2009_acr_lica_sobre_tela_cole_o_particular.mp3" length="5093730" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
A acrílica sobre tela, sem título, de 2009, obra abstrata que mede 170 por 170 cm, mostra, sobre fundo vermelho intenso com suaves manchas de tinta preta bem diluída, uma circunferência incompleta na cor preta que se destaca sobre a...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />A acrílica sobre tela, sem título, de 2009, obra abstrata que mede 170 por 170 cm, mostra, sobre fundo vermelho intenso com suaves manchas de tinta preta bem diluída, uma circunferência incompleta na cor preta que se destaca sobre a cor vibrante do fundo. Ocupando quase todos os limites da tela, a circunferência começa na parte superior esquerda, mais larga e com um sombreado na parte interna. A medida que a tinta preta percorre a obra, a faixa que desenha a forma circular, tantas vezes utilizada pela artista, vai ficando sutilmente mais estreita até o término no meio do lado esquerdo.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Para Miguel Chaia, a partir dos anos 1990 a geometria curva e a dimensão cósmica na obra de Tomie Ohtake atingem uma terceira fase, mais aguçada, na qual o enfoque da produção da artista reside cada vez mais no ato de fazer e menos na forma.<br />Chaia identifica, nessa fase, uma tendência a diluir a relação entre figura e fundo por meio de uma organicidade espacial. A pintura se tornaria uma espécie de portadora das certezas e dúvidas da artista, e essa leitura encontra uma significação especial nesta pintura de 2009, uma vez que a circularidade inconclusa aqui apresentada invoca o pensamento tradicional do ensō, que, por sua vez, incorpora noções de completude/incompletude e perfeição/imperfeição.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>167</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/f6bad6cf7a7eac4406f78b6f91fa378c.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>10 Sem título - 1986 - Serigrafia - Coleção da artista</title><link>https://www.spreaker.com/episode/10-sem-titulo-1986-serigrafia-colecao-da-artista--53838622</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />A serigrafia sem título, de 1986, obra abstrata que mede 96 por 64,1 cm, na vertical, é composta por três linhas grossas que percorrem juntas o fundo branco, de cima a baixo, do canto superior direito para o canto inferior esquerdo, em curva e em tons que vão do vermelho aquoso ao intenso e escuro. As linhas feitas com pinceladas densas e carregadas de tinta, têm limites imprecisos e estão levemente sobrepostas em degradê.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Ao longo de sua trajetória, Tomie Ohtake encontrou duas formas mais contundentes de democratizar o acesso a seu trabalho. A primeira delas foi por meio das suas obras públicas, que podem ser vistas em cidades de São Paulo e de outros estados brasileiros. A segunda maneira se deu pela sua prática com a gravura. Se as obras públicas apostam na escala para atingirem um grande público, as gravuras se valem da reprodução para permitir que os trabalhos possam ser vistos e adquiridos por um maior número de pessoas. As linhas vermelhas presentes nessa gravura lembram as curvas que demarcam o teto do Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, projetado por Oscar Niemeyer. Para esse espaço, a artista concebeu uma série de fitas vermelhas que contornam o hall de entrada. Como espécies de pinceladas contínuas, Tomie reconfigura toda a arquitetura do espaço estabelecendo íntimo diálogo com a rampa em espiral ali presente.]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838622</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:11:46 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838622/10_sem_t_tulo_1986_serigrafia_cole_o_da_artista.mp3" length="4167861" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
A serigrafia sem título, de 1986, obra abstrata que mede 96 por 64,1 cm, na vertical, é composta por três linhas grossas que percorrem juntas o fundo branco, de cima a baixo, do canto superior direito para o canto inferior esquerdo,...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />A serigrafia sem título, de 1986, obra abstrata que mede 96 por 64,1 cm, na vertical, é composta por três linhas grossas que percorrem juntas o fundo branco, de cima a baixo, do canto superior direito para o canto inferior esquerdo, em curva e em tons que vão do vermelho aquoso ao intenso e escuro. As linhas feitas com pinceladas densas e carregadas de tinta, têm limites imprecisos e estão levemente sobrepostas em degradê.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Ao longo de sua trajetória, Tomie Ohtake encontrou duas formas mais contundentes de democratizar o acesso a seu trabalho. A primeira delas foi por meio das suas obras públicas, que podem ser vistas em cidades de São Paulo e de outros estados brasileiros. A segunda maneira se deu pela sua prática com a gravura. Se as obras públicas apostam na escala para atingirem um grande público, as gravuras se valem da reprodução para permitir que os trabalhos possam ser vistos e adquiridos por um maior número de pessoas. As linhas vermelhas presentes nessa gravura lembram as curvas que demarcam o teto do Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, projetado por Oscar Niemeyer. Para esse espaço, a artista concebeu uma série de fitas vermelhas que contornam o hall de entrada. Como espécies de pinceladas contínuas, Tomie reconfigura toda a arquitetura do espaço estabelecendo íntimo diálogo com a rampa em espiral ali presente.]]></itunes:summary><itunes:duration>155</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/7f77f9d3f5d12b4288c93a3e5951adce.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>11 Sem título - 2002 - Gravura em metal - Coleção da artista</title><link>https://www.spreaker.com/episode/11-sem-titulo-2002-gravura-em-metal-colecao-da-artista--53838623</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />A gravura em metal sem título, de 2002, obra abstrata que mede 100 por 70 cm, na vertical, com fundo em tons amarelados e alaranjados, repleto de pequenas formas desenhadas, mais claras, que remetem a folhas ou flores ao vento, mostra uma linha clara acinzentada, que serpenteia no lado direito da obra, subindo e descendo como uma grande letra M ou como um longo tubo dobrado na vertical sobre si mesmo com pequena distância entre as partes. Na obra de Tomie, não há o rigor da linha ou a utilização de princípios geométricos, mas sim a presença do gesto livre, informal e intuitivo com pinceladas soltas e orgânicas.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Sendo uma leitora assídua de literatura Zen, o pensamento do Zen-Budismo se fez bastante presente na produção de Tomie Ohtake. Para Miguel Chaia, um dos diversos críticos que imergiu em sua obra, essa influência poderia ser sintetizada pelos seguintes aspectos: a incessante busca pela síntese, a necessidade de concentração, uma contemplação silenciosa e o seu potencial cognitivo a partir da intuição. O termo Zen tem em sua origem a espontaneidade de usufruir de conhecimentos ocultos do cotidiano. É possível ver essa espontaneidade fruindo quando a artista se deixa conduzir pela materialidade das coisas, deixando vir à tona formas mais livres marcadas pela sua gestualidade ao acaso. Nas palavras da artista é possível identificar seus processos: “Eu nunca pintei com o emocional. O gesto era bem mais calmo, caía sempre sobre a tela e seguia uma direção que era mais mental.”]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838623</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:12:10 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838623/03_sem_t_tulo_2002_gravura_em_metal_cole_o_da_artista.mp3" length="4952877" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
A gravura em metal sem título, de 2002, obra abstrata que mede 100 por 70 cm, na vertical, com fundo em tons amarelados e alaranjados, repleto de pequenas formas desenhadas, mais claras, que remetem a folhas ou flores ao vento, mostra...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />A gravura em metal sem título, de 2002, obra abstrata que mede 100 por 70 cm, na vertical, com fundo em tons amarelados e alaranjados, repleto de pequenas formas desenhadas, mais claras, que remetem a folhas ou flores ao vento, mostra uma linha clara acinzentada, que serpenteia no lado direito da obra, subindo e descendo como uma grande letra M ou como um longo tubo dobrado na vertical sobre si mesmo com pequena distância entre as partes. Na obra de Tomie, não há o rigor da linha ou a utilização de princípios geométricos, mas sim a presença do gesto livre, informal e intuitivo com pinceladas soltas e orgânicas.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Sendo uma leitora assídua de literatura Zen, o pensamento do Zen-Budismo se fez bastante presente na produção de Tomie Ohtake. Para Miguel Chaia, um dos diversos críticos que imergiu em sua obra, essa influência poderia ser sintetizada pelos seguintes aspectos: a incessante busca pela síntese, a necessidade de concentração, uma contemplação silenciosa e o seu potencial cognitivo a partir da intuição. O termo Zen tem em sua origem a espontaneidade de usufruir de conhecimentos ocultos do cotidiano. É possível ver essa espontaneidade fruindo quando a artista se deixa conduzir pela materialidade das coisas, deixando vir à tona formas mais livres marcadas pela sua gestualidade ao acaso. Nas palavras da artista é possível identificar seus processos: “Eu nunca pintei com o emocional. O gesto era bem mais calmo, caía sempre sobre a tela e seguia uma direção que era mais mental.”]]></itunes:summary><itunes:duration>182</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/13a538f02fbafe20e71a35732faad038.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>12 Sem título - 2002 - Gravura em metal - Coleção da artista</title><link>https://www.spreaker.com/episode/12-sem-titulo-2002-gravura-em-metal-colecao-da-artista--53838625</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />A gravura em metal sem título, de 2002, obra abstrata que mede 100 por 70 cm, na vertical, com fundo preto chapado, é composta por uma figura branca, de formato ovalado, ligeiramente inclinada para a esquerda. O contorno é irregular, lembrando bordas de papéis rasgados. Finas linhas irregulares formando desenhos delicados em azul bem claro e acinzentado preenchem a figura branca. A figura de bordas esgarçadas, que se assemelha a uma escultura, parece flutuar em um espaço escuro como um organismo vivo observado por um microscópio. <br /><br />Observações curatoriais:<br />Nas primeiras experimentações de Tomie Ohtake com gravura, a artista aproveitou para reproduzir gestos únicos, dentre eles as colagens com papéis que ela mesma rasgava. Na medida que a artista rasga, vai se revelando o contorno de uma imagem única. Por mais que a ação de rasgar o papel tenha uma intencionalidade, o papel apresenta uma resistência, e o contorno das formas acaba sendo um encontro único da manualidade de Tomie com o inesperado do papel. Na gravura, ela consegue reproduzir esse contorno único que cada colagem tem.<br />Além disso, Tomie aproveitava esse recurso do contorno irregular para criar tridimensionalidade para as imagens, colocando-as, muitas vezes, suspensas em um fundo chapado de uma cor só, assim como acontece nessa gravura. A forma branca parece estar suspensa em um espaço escuro e a imagem bidimensional parece ganhar uma dimensão escultórica, prática que a artista desenvolve em outras gravuras também.]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838625</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:12:40 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838625/12_sem_t_tulo_2002_gravura_em_metal_cole_o_da_artista.mp3" length="5002360" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
A gravura em metal sem título, de 2002, obra abstrata que mede 100 por 70 cm, na vertical, com fundo preto chapado, é composta por uma figura branca, de formato ovalado, ligeiramente inclinada para a esquerda. O contorno é irregular,...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />A gravura em metal sem título, de 2002, obra abstrata que mede 100 por 70 cm, na vertical, com fundo preto chapado, é composta por uma figura branca, de formato ovalado, ligeiramente inclinada para a esquerda. O contorno é irregular, lembrando bordas de papéis rasgados. Finas linhas irregulares formando desenhos delicados em azul bem claro e acinzentado preenchem a figura branca. A figura de bordas esgarçadas, que se assemelha a uma escultura, parece flutuar em um espaço escuro como um organismo vivo observado por um microscópio. <br /><br />Observações curatoriais:<br />Nas primeiras experimentações de Tomie Ohtake com gravura, a artista aproveitou para reproduzir gestos únicos, dentre eles as colagens com papéis que ela mesma rasgava. Na medida que a artista rasga, vai se revelando o contorno de uma imagem única. Por mais que a ação de rasgar o papel tenha uma intencionalidade, o papel apresenta uma resistência, e o contorno das formas acaba sendo um encontro único da manualidade de Tomie com o inesperado do papel. Na gravura, ela consegue reproduzir esse contorno único que cada colagem tem.<br />Além disso, Tomie aproveitava esse recurso do contorno irregular para criar tridimensionalidade para as imagens, colocando-as, muitas vezes, suspensas em um fundo chapado de uma cor só, assim como acontece nessa gravura. A forma branca parece estar suspensa em um espaço escuro e a imagem bidimensional parece ganhar uma dimensão escultórica, prática que a artista desenvolve em outras gravuras também.]]></itunes:summary><itunes:duration>174</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/43687ad8e7941e68351df2c25b3118b2.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>13 Sem título - 2002 - Gravura em metal - Coleção da artista</title><link>https://www.spreaker.com/episode/13-sem-titulo-2002-gravura-em-metal-colecao-da-artista--53838626</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />A gravura em metal sem título, de 2002, obra abstrata que mede 100 por 70 cm, na vertical, tem o fundo em tons manchados e contrastantes de vinho, claro e escuro, que colorem pequenas formas com bordas irregulares como pedacinhos de papel rasgados e colocados bem juntos. Sobre esse fundo escuro, destacam-se dois semicírculos compostos por formas irregulares e arredondadas, como arabescos cuidadosamente desenhados escorregando levemente pelo metal. Lembram também peças de um quebra-cabeça que permite diferentes encaixes e combinações. O semicírculo da esquerda tem cinco elementos preenchidos por manchas leves em tons de rosa vibrante e branco. O da direita é composto também por cinco formas, somente contornadas por linha fina cor de rosa vibrante.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Quando trabalhava com gravura em metal, Tomie Ohtake guardava múltiplas provas de estado de uma mesma gravura. As provas de estado normalmente têm a função de mostrar as fases do processo que gera uma matriz única final. Para Tomie, essas variadas provas funcionavam como peças de um quebra-cabeça que permitiram novas experimentações. Através do apagamento, acréscimo e reajuste dessas provas, Tomie conseguia uma infindável série de combinações.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838626</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:13:13 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838626/13_sem_t_tulo_2002_gravura_em_metal_cole_o_da_artista.mp3" length="4577717" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
A gravura em metal sem título, de 2002, obra abstrata que mede 100 por 70 cm, na vertical, tem o fundo em tons manchados e contrastantes de vinho, claro e escuro, que colorem pequenas formas com bordas irregulares como pedacinhos de...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />A gravura em metal sem título, de 2002, obra abstrata que mede 100 por 70 cm, na vertical, tem o fundo em tons manchados e contrastantes de vinho, claro e escuro, que colorem pequenas formas com bordas irregulares como pedacinhos de papel rasgados e colocados bem juntos. Sobre esse fundo escuro, destacam-se dois semicírculos compostos por formas irregulares e arredondadas, como arabescos cuidadosamente desenhados escorregando levemente pelo metal. Lembram também peças de um quebra-cabeça que permite diferentes encaixes e combinações. O semicírculo da esquerda tem cinco elementos preenchidos por manchas leves em tons de rosa vibrante e branco. O da direita é composto também por cinco formas, somente contornadas por linha fina cor de rosa vibrante.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Quando trabalhava com gravura em metal, Tomie Ohtake guardava múltiplas provas de estado de uma mesma gravura. As provas de estado normalmente têm a função de mostrar as fases do processo que gera uma matriz única final. Para Tomie, essas variadas provas funcionavam como peças de um quebra-cabeça que permitiram novas experimentações. Através do apagamento, acréscimo e reajuste dessas provas, Tomie conseguia uma infindável série de combinações.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>163</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/3bf17293df06b593b26c4614aea15171.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>14 Sem título - 1985 - Acrílica sobre tela - Acervo MAC SP</title><link>https://www.spreaker.com/episode/14-sem-titulo-1985-acrilica-sobre-tela-acervo-mac-sp--53838628</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />A acrílica sobre tela, sem título, de 1985, obra abstrata que mede 170 por 170 cm, mostra, em vermelho intenso, sobre fundo arroxeado, uma figura curvilínea e ovalada, com bordas precisas e uma fenda no meio que ocupa toda a obra. Nesta fase, as curvas de Tomie deixam de lado a arquitetura para enfocar a matéria pulsante da vida, a carne. As formas e fendas sugerem nádegas, vaginas que junto com a cor predominantemente vermelha apontam para o erotismo. Uma fenda em forma de gota, em tom arroxeado, divide a grande forma ovalada em duas na parte inferior, que tem fundo arroxeado como a fenda. No canto inferior direito da obra, um elemento de linhas curvas, em tom escurecido, quase translúcido, cruza a tela da direita para o meio assemelhando-se a um objeto fálico. Uma tênue e delegada linha branca acompanha o contorno, iluminando sutilmente o traçado. <br /><br />Observações curatoriais:<br />A dimensão sensual e erótica da pintura de Tomie Ohtake é tema ainda pouco explorado, mas que se fez presente em algumas leituras, como a do curador e crítico Frederico Moraes. Entre as formas criadas pela artista é possível fazer analogias com falos, vaginas e úteros, além da percepção de grutas, línguas e formas que se acasalam. É importante frisar que muitas dessas formas são mais alusivas do que intencionalmente figuradas pela artista. Elas marcam um período de sua produção em que é possível identificar uma vontade de erotismo. Além das formas, as cores também intensificam essas leituras: o vermelho intenso, cor de carne, reforça a vibração proveniente da pintura. Na mostra Tomie Ohtake Dançante, esta obra foi escolhida pelo coreógrafo Rodrigo Pederneiras para exploração desse erotismo e foi fio condutor para a coreografia apresentada pelos bailarinos do Grupo Corpo.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838628</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:13:42 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838628/14_sem_t_tulo_1985_acr_lica_sobre_tela_acervo_mac_sp.mp3" length="5921704" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
A acrílica sobre tela, sem título, de 1985, obra abstrata que mede 170 por 170 cm, mostra, em vermelho intenso, sobre fundo arroxeado, uma figura curvilínea e ovalada, com bordas precisas e uma fenda no meio que ocupa toda a obra....</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />A acrílica sobre tela, sem título, de 1985, obra abstrata que mede 170 por 170 cm, mostra, em vermelho intenso, sobre fundo arroxeado, uma figura curvilínea e ovalada, com bordas precisas e uma fenda no meio que ocupa toda a obra. Nesta fase, as curvas de Tomie deixam de lado a arquitetura para enfocar a matéria pulsante da vida, a carne. As formas e fendas sugerem nádegas, vaginas que junto com a cor predominantemente vermelha apontam para o erotismo. Uma fenda em forma de gota, em tom arroxeado, divide a grande forma ovalada em duas na parte inferior, que tem fundo arroxeado como a fenda. No canto inferior direito da obra, um elemento de linhas curvas, em tom escurecido, quase translúcido, cruza a tela da direita para o meio assemelhando-se a um objeto fálico. Uma tênue e delegada linha branca acompanha o contorno, iluminando sutilmente o traçado. <br /><br />Observações curatoriais:<br />A dimensão sensual e erótica da pintura de Tomie Ohtake é tema ainda pouco explorado, mas que se fez presente em algumas leituras, como a do curador e crítico Frederico Moraes. Entre as formas criadas pela artista é possível fazer analogias com falos, vaginas e úteros, além da percepção de grutas, línguas e formas que se acasalam. É importante frisar que muitas dessas formas são mais alusivas do que intencionalmente figuradas pela artista. Elas marcam um período de sua produção em que é possível identificar uma vontade de erotismo. Além das formas, as cores também intensificam essas leituras: o vermelho intenso, cor de carne, reforça a vibração proveniente da pintura. Na mostra Tomie Ohtake Dançante, esta obra foi escolhida pelo coreógrafo Rodrigo Pederneiras para exploração desse erotismo e foi fio condutor para a coreografia apresentada pelos bailarinos do Grupo Corpo.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>202</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/92b625452f66984210ff69c44852e691.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>15 Sem título - 1992 - Acrílica sobre tela - Coleção particular</title><link>https://www.spreaker.com/episode/15-sem-titulo-1992-acrilica-sobre-tela-colecao-particular--53838631</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />A acrílica sobre tela, sem título, de 1992, obra abstrata que mede 100 por 200 cm, na horizontal, retrata em fundo azul cobalto e marinho, uma forma ovalada, que ocupa praticamente toda a tela no sentido horizontal, semelhante a uma nave ou cápsula, parecendo estar envolta em bruma escurecida. A parte central da forma tem tons escuros e as bordas estão mais iluminadas. Uma névoa ou bruma em tons escurecidos de cinza e azul cobalto parece se desprender e sair da tela, dando um efeito de tridimensionalidade. A forma parece gasosa, fluida e transitória. Uma linha fina vermelha vívida, atravessa a forma ovalada, da direita para o centro da tela, como que iniciando uma divisão na cápsula ou nave.<br /><br />Observações curatoriais:<br />No final dos anos 1970, Tomie introduz em sua pintura a forma capsular que estará presente em anos posteriores, como nesta obra de 1992. O curador e historiador Frederico Moraes atribui a origem dessa forma à arquitetura, como se fossem abertas fendas e orifícios nos tetos e coberturas que possibilitam a entrada de luz.<br />Essas cápsulas, com contornos precisos, aparecem nas pinturas primeiramente na vertical, junto a planos vermelhos. A segunda ocorrência são estas horizontais, mais alongadas, como se fossem naves a se deslocar no azul espacial. Moraes as chama de um “planeta azul perdido no cosmos", ressaltando o uso da cor sobre uma mesma cor.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838631</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:14:18 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838631/15_sem_t_tulo_1992_acr_lica_sobre_tela_cole_o_particular.mp3" length="7696990" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
A acrílica sobre tela, sem título, de 1992, obra abstrata que mede 100 por 200 cm, na horizontal, retrata em fundo azul cobalto e marinho, uma forma ovalada, que ocupa praticamente toda a tela no sentido horizontal, semelhante a uma...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />A acrílica sobre tela, sem título, de 1992, obra abstrata que mede 100 por 200 cm, na horizontal, retrata em fundo azul cobalto e marinho, uma forma ovalada, que ocupa praticamente toda a tela no sentido horizontal, semelhante a uma nave ou cápsula, parecendo estar envolta em bruma escurecida. A parte central da forma tem tons escuros e as bordas estão mais iluminadas. Uma névoa ou bruma em tons escurecidos de cinza e azul cobalto parece se desprender e sair da tela, dando um efeito de tridimensionalidade. A forma parece gasosa, fluida e transitória. Uma linha fina vermelha vívida, atravessa a forma ovalada, da direita para o centro da tela, como que iniciando uma divisão na cápsula ou nave.<br /><br />Observações curatoriais:<br />No final dos anos 1970, Tomie introduz em sua pintura a forma capsular que estará presente em anos posteriores, como nesta obra de 1992. O curador e historiador Frederico Moraes atribui a origem dessa forma à arquitetura, como se fossem abertas fendas e orifícios nos tetos e coberturas que possibilitam a entrada de luz.<br />Essas cápsulas, com contornos precisos, aparecem nas pinturas primeiramente na vertical, junto a planos vermelhos. A segunda ocorrência são estas horizontais, mais alongadas, como se fossem naves a se deslocar no azul espacial. Moraes as chama de um “planeta azul perdido no cosmos", ressaltando o uso da cor sobre uma mesma cor.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>175</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/75989ac342f72e08445bb063e0c94d67.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>16 Sem título - 1994 - Acrílica sobre tela - Coleção da artista</title><link>https://www.spreaker.com/episode/16-sem-titulo-1994-acrilica-sobre-tela-colecao-da-artista--53838633</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />A acrílica sobre tela sem título, de 1994, mede 100,5 por 125 cm, na horizontal, retrata sobre fundo amarelo manchado, uma figura branca com oito pontas finas, que lembra uma coroa ou raios solares, e ocupa a metade superior da tela. Pinceladas leves que formam manchas irregulares em tons intensos de amarelo e ocre sobem da base para as pontas. A imponente figura branca, ligeiramente inclinada, parece destacar e coroar a luminosidade dos tons solares de amarelo.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Em 1936 Tomie Ohtake, então Tomie Nakakubo, vem ao Brasil para visitar o irmão que já residia aqui, Masutaro Nakakubo. Assim que desembarca no Porto de Santos, Tomie já se mostra impressionada pela intensidade da luz amarela, do calor e da umidade. O impacto dessa luminosidade foi recontado pela artista inúmeras vezes, assim como a cor amarela marcou as primeiras impressões de Tomie sobre o Brasil e se fez presente em diversos períodos de sua produção.<br />Algumas de suas obras públicas têm o amarelo como um elemento marcante. Podemos citar a estrela da Lagoa Rodrigo de Freitas (Rio de Janeiro), de 1985, e a empena da Ladeira da Memória (São Paulo), de 1984. Ambas tomam partido da cor como um elemento de atração do olhar na paisagem. Para a artista, esse uso da cor tornou-se uma forma contundente de intervir na cidade e na percepção de seus habitantes.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838633</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:14:51 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838633/16_sem_t_tulo_1994_acr_lica_sobre_tela_cole_o_da_artista.mp3" length="4643572" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
A acrílica sobre tela sem título, de 1994, mede 100,5 por 125 cm, na horizontal, retrata sobre fundo amarelo manchado, uma figura branca com oito pontas finas, que lembra uma coroa ou raios solares, e ocupa a metade superior da tela....</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />A acrílica sobre tela sem título, de 1994, mede 100,5 por 125 cm, na horizontal, retrata sobre fundo amarelo manchado, uma figura branca com oito pontas finas, que lembra uma coroa ou raios solares, e ocupa a metade superior da tela. Pinceladas leves que formam manchas irregulares em tons intensos de amarelo e ocre sobem da base para as pontas. A imponente figura branca, ligeiramente inclinada, parece destacar e coroar a luminosidade dos tons solares de amarelo.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Em 1936 Tomie Ohtake, então Tomie Nakakubo, vem ao Brasil para visitar o irmão que já residia aqui, Masutaro Nakakubo. Assim que desembarca no Porto de Santos, Tomie já se mostra impressionada pela intensidade da luz amarela, do calor e da umidade. O impacto dessa luminosidade foi recontado pela artista inúmeras vezes, assim como a cor amarela marcou as primeiras impressões de Tomie sobre o Brasil e se fez presente em diversos períodos de sua produção.<br />Algumas de suas obras públicas têm o amarelo como um elemento marcante. Podemos citar a estrela da Lagoa Rodrigo de Freitas (Rio de Janeiro), de 1985, e a empena da Ladeira da Memória (São Paulo), de 1984. Ambas tomam partido da cor como um elemento de atração do olhar na paisagem. Para a artista, esse uso da cor tornou-se uma forma contundente de intervir na cidade e na percepção de seus habitantes.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>177</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/75d06c81f9227add0f79c23a29c95cb3.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>17 Sem título - 2001 - Acrílica sobre tela - Coleção particular</title><link>https://www.spreaker.com/episode/17-sem-titulo-2001-acrilica-sobre-tela-colecao-particular--53838635</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />A acrílica sobre tela, sem título, de 2001, obra abstrata que mede 180 por 150 cm, na horizontal, compõe-se em sua totalidade por pinceladas circulares e curtas, em tons de fúcsia e preto, remetendo a uma superfície com reentrâncias e saliências semelhante a pequenos pedaços de papel amassado flutuando em um espaço escuro. Um círculo bem delimitado, ligeiramente deslocado para o canto superior esquerdo, está mais iluminado, como se uma lente de microscópio ou uma esfera de vidro incidisse sobre ele, ampliando e desfocando a imagem. Os pequenos pedaços de papel amassados que compõem o fundo parecem estar em movimento, rodopiando e evidenciando a energia envolvida no ato pictórico. <br /><br />Observações curatoriais:<br />Nos anos 2000, a pintura de Tomie passou por uma alteração radical. Suas pinceladas passaram a ser gestos curvos, curtos e agitados. Sua mão parece mover-se incessantemente de um lado para o outro em evidente aceleração. As pinceladas atuam soltas, de acordo com um ritmo visual, como se executassem uma partitura. Entregam-se ao olhar como uma dança do pincel, facilitada pela fluidez da tinta acrílica e sua dissolução aquosa. Esse momento da produção de Tomie passa a evidenciar toda a energia envolvida no ato pictórico. É possível refletir sobre as diferentes posturas da artista diante da tela e muitas dessas pinturas trazem expresso um caráter cinético e pulsante.]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838635</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:15:16 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838635/17_sem_t_tulo_2001_acr_lica_sobre_tela_cole_o_particular_1.mp3" length="7087911" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
A acrílica sobre tela, sem título, de 2001, obra abstrata que mede 180 por 150 cm, na horizontal, compõe-se em sua totalidade por pinceladas circulares e curtas, em tons de fúcsia e preto, remetendo a uma superfície com reentrâncias e...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />A acrílica sobre tela, sem título, de 2001, obra abstrata que mede 180 por 150 cm, na horizontal, compõe-se em sua totalidade por pinceladas circulares e curtas, em tons de fúcsia e preto, remetendo a uma superfície com reentrâncias e saliências semelhante a pequenos pedaços de papel amassado flutuando em um espaço escuro. Um círculo bem delimitado, ligeiramente deslocado para o canto superior esquerdo, está mais iluminado, como se uma lente de microscópio ou uma esfera de vidro incidisse sobre ele, ampliando e desfocando a imagem. Os pequenos pedaços de papel amassados que compõem o fundo parecem estar em movimento, rodopiando e evidenciando a energia envolvida no ato pictórico. <br /><br />Observações curatoriais:<br />Nos anos 2000, a pintura de Tomie passou por uma alteração radical. Suas pinceladas passaram a ser gestos curvos, curtos e agitados. Sua mão parece mover-se incessantemente de um lado para o outro em evidente aceleração. As pinceladas atuam soltas, de acordo com um ritmo visual, como se executassem uma partitura. Entregam-se ao olhar como uma dança do pincel, facilitada pela fluidez da tinta acrílica e sua dissolução aquosa. Esse momento da produção de Tomie passa a evidenciar toda a energia envolvida no ato pictórico. É possível refletir sobre as diferentes posturas da artista diante da tela e muitas dessas pinturas trazem expresso um caráter cinético e pulsante.]]></itunes:summary><itunes:duration>177</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/512ab3dcf84c1b499e4750de3c11c8f4.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>18 Sem título - 2000 - Escultura - Cortesia Instituto Tomie Ohtake e Galeria Nara Roesler</title><link>https://www.spreaker.com/episode/18-sem-titulo-2000-escultura-cortesia-instituto-tomie-ohtake-e-galeria-nara-roesler--53838636</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />A escultura tubular feita em aço carbono pintado com tinta epóxi branca, sem título, de 2000, mede 180 por 224 por 310 e está no meio de um campo gramado. A escultura tubular de curvas reversas parece pairar sobre o ambiente, tocando o solo em dois pontos paralelos o que transmite grande leveza e plasticidade à obra, conferindo essa sensação de flutuação. Ao fundo, arbustos floridos com delicadas flores amarelas, vegetação e uma linha de montanhas azuladas em dia claro. <br /><br />Observações curatoriais:<br />"Primeiro, pensei: tensão. [...] O problema da minha escultura é tensão". Assim a artista Tomie Ohtake sintetizou os princípios que nortearam suas esculturas e obras públicas. As esculturas de Tomie que ficaram conhecidas como “tubulares” foram apresentadas pela primeira vez na 23ª Bienal de São Paulo, em 1996. Na ocasião, seis delas constavam na mostra, sendo que uma flutuava suspensa no vão central do Pavilhão da Bienal, desenhado por Oscar Niemeyer. As “tubulares” são realizadas em aço carbono, mas concebidas sobre projetos em arame dobrados diretamente pela artista. Tomie desenhava no espaço com o arame, experimentando e explorando as possibilidades nos projetos para, então, fazer as obras. Com as tubulares, a experimentação de Tomie libera, por fim, a linha no espaço.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838636</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:15:53 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838636/18_sem_t_tulo_2000_escultura_cortesia_instituto_tomie_ohtake_e_galeria_nara_roesler.mp3" length="4848874" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
A escultura tubular feita em aço carbono pintado com tinta epóxi branca, sem título, de 2000, mede 180 por 224 por 310 e está no meio de um campo gramado. A escultura tubular de curvas reversas parece pairar sobre o ambiente, tocando...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />A escultura tubular feita em aço carbono pintado com tinta epóxi branca, sem título, de 2000, mede 180 por 224 por 310 e está no meio de um campo gramado. A escultura tubular de curvas reversas parece pairar sobre o ambiente, tocando o solo em dois pontos paralelos o que transmite grande leveza e plasticidade à obra, conferindo essa sensação de flutuação. Ao fundo, arbustos floridos com delicadas flores amarelas, vegetação e uma linha de montanhas azuladas em dia claro. <br /><br />Observações curatoriais:<br />"Primeiro, pensei: tensão. [...] O problema da minha escultura é tensão". Assim a artista Tomie Ohtake sintetizou os princípios que nortearam suas esculturas e obras públicas. As esculturas de Tomie que ficaram conhecidas como “tubulares” foram apresentadas pela primeira vez na 23ª Bienal de São Paulo, em 1996. Na ocasião, seis delas constavam na mostra, sendo que uma flutuava suspensa no vão central do Pavilhão da Bienal, desenhado por Oscar Niemeyer. As “tubulares” são realizadas em aço carbono, mas concebidas sobre projetos em arame dobrados diretamente pela artista. Tomie desenhava no espaço com o arame, experimentando e explorando as possibilidades nos projetos para, então, fazer as obras. Com as tubulares, a experimentação de Tomie libera, por fim, a linha no espaço.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>166</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/a3cd10fcf159ee83aaa3610bac235baf.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>19 Sem título - 2001 - Acrílica sobre tela - Coleção da artista</title><link>https://www.spreaker.com/episode/19-sem-titulo-2001-acrilica-sobre-tela-colecao-da-artista--53838638</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />A acrílica sobre tela, sem título, de 2001, obra abstrata que mede 200 por 1000 cm, apresenta um traçado levemente ondulado que atravessa toda a grande tela, sobre fundo branco levemente manchado em cinza e intensa iluminação na parte superior. A sinuosa linha, que se assemelha com a silhueta ondulada de montanhas ao longe, é vermelha e descendente no primeiro trecho com sombreado granulado em vermelho e branco na parte de baixo. Ela torna-se preta e ascendente no segundo trecho, sombreada com pontos pretos e brancos granulados na parte inferior. No último trecho, a linha sinuosa desce suavemente até quase encontrar a borda direita da tela, com sombreado na parte superior. A composição sugere suave movimento que deixa rastros de partículas que parecem se esfacelar em tons de azul e vermelho.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Para a abertura do Instituto Tomie Ohtake, em novembro de 2001, Tomie Ohtake pintou uma de suas maiores pinturas, com 10 metros de largura e 2 metros de altura. O seu sistema de fixação foi previsto, desde aquela época, por meio de pregos, acompanhando a curvatura da parede. Tomie planejou, com essa pintura, uma obra que pudesse reforçar a arquitetura da principal sala projetada por Ruy Ohtake para o Instituto, com uma de suas faces ocupadas por um grande semicírculo. Por sua grande e sinuosa linha, a pintura permite a analogia com uma espécie de vale presente numa ampla paisagem. Seu traço principal propicia ao observador um trajeto pela sua extensão. O olho não permanece estático, tentando contornar toda a amplitude do gesto da artista. Outro aspecto determinante diz respeito à forma como a artista emprega seu corpo para vencer toda a dimensão da tela. São impressionantes os registros fotográficos que mostram as escalas de ambos. Este trabalho foi exposto na inauguração do Instituto e ficou guardado por anos, sendo exibido pela segunda vez, após 21 anos, na exposição Tomie Ohtake Dançante.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838638</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:16:35 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838638/19_sem_t_tulo_2001_acr_lica_sobre_tela_cole_o_da_artista.mp3" length="5777109" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
A acrílica sobre tela, sem título, de 2001, obra abstrata que mede 200 por 1000 cm, apresenta um traçado levemente ondulado que atravessa toda a grande tela, sobre fundo branco levemente manchado em cinza e intensa iluminação na parte...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />A acrílica sobre tela, sem título, de 2001, obra abstrata que mede 200 por 1000 cm, apresenta um traçado levemente ondulado que atravessa toda a grande tela, sobre fundo branco levemente manchado em cinza e intensa iluminação na parte superior. A sinuosa linha, que se assemelha com a silhueta ondulada de montanhas ao longe, é vermelha e descendente no primeiro trecho com sombreado granulado em vermelho e branco na parte de baixo. Ela torna-se preta e ascendente no segundo trecho, sombreada com pontos pretos e brancos granulados na parte inferior. No último trecho, a linha sinuosa desce suavemente até quase encontrar a borda direita da tela, com sombreado na parte superior. A composição sugere suave movimento que deixa rastros de partículas que parecem se esfacelar em tons de azul e vermelho.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Para a abertura do Instituto Tomie Ohtake, em novembro de 2001, Tomie Ohtake pintou uma de suas maiores pinturas, com 10 metros de largura e 2 metros de altura. O seu sistema de fixação foi previsto, desde aquela época, por meio de pregos, acompanhando a curvatura da parede. Tomie planejou, com essa pintura, uma obra que pudesse reforçar a arquitetura da principal sala projetada por Ruy Ohtake para o Instituto, com uma de suas faces ocupadas por um grande semicírculo. Por sua grande e sinuosa linha, a pintura permite a analogia com uma espécie de vale presente numa ampla paisagem. Seu traço principal propicia ao observador um trajeto pela sua extensão. O olho não permanece estático, tentando contornar toda a amplitude do gesto da artista. Outro aspecto determinante diz respeito à forma como a artista emprega seu corpo para vencer toda a dimensão da tela. São impressionantes os registros fotográficos que mostram as escalas de ambos. Este trabalho foi exposto na inauguração do Instituto e ficou guardado por anos, sendo exibido pela segunda vez, após 21 anos, na exposição Tomie Ohtake Dançante.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>214</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/be8d2fbda05dde89dbb110b7d94dc970.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>20 Sem título - 2003 - Gravura em metal - Coleção da artista</title><link>https://www.spreaker.com/episode/20-sem-titulo-2003-gravura-em-metal-colecao-da-artista--53838639</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />A gravura em metal sem título, de 2003, obra abstrata que mede 100 por 70 cm, na vertical, com fundo em tons escuros e sombreados de verde como um mosaico de pedras pequenas colocadas bem juntas ou pedaços rasgados de papel, mostra uma forma retangular preta, na diagonal, feita com pinceladas grossas de tinta aquosa que parecem escorregar pelo metal desenhando listras irregulares. Sutis pinceladas brancas iluminam a obra e formam um jogo de claros e escuros. Destacam a leveza da forma preta que parece flutuar como um retalho de tecido ao vento, no meio de intensa vegetação.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Tomie Ohtake explorou pela primeira vez a gravura nos anos 1960, produzindo um conjunto de serigrafias muito próximas às suas pinturas daquela época. Suas experimentações com cores chapadas permitiam perceber também texturas e sobreposições. Algumas formas remetiam a planos que pareciam flutuar em soluções aquosas, com os contornos de suas geometrias levemente difusos. Nesse período, os projetos de Tomie para as suas pinturas vinham sendo feitos por meio de colagens. A artista coletava, cortava e rasgava papéis coloridos criando estudos em pequenos formatos. Essas colagens influenciavam a maneira como Tomie realizava suas gravuras e, posteriormente, suas experimentações com a escultura.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838639</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:16:58 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838639/20_sem_t_tulo_2003_gravura_em_metal_cole_o_da_artista.mp3" length="4428455" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
A gravura em metal sem título, de 2003, obra abstrata que mede 100 por 70 cm, na vertical, com fundo em tons escuros e sombreados de verde como um mosaico de pedras pequenas colocadas bem juntas ou pedaços rasgados de papel, mostra...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />A gravura em metal sem título, de 2003, obra abstrata que mede 100 por 70 cm, na vertical, com fundo em tons escuros e sombreados de verde como um mosaico de pedras pequenas colocadas bem juntas ou pedaços rasgados de papel, mostra uma forma retangular preta, na diagonal, feita com pinceladas grossas de tinta aquosa que parecem escorregar pelo metal desenhando listras irregulares. Sutis pinceladas brancas iluminam a obra e formam um jogo de claros e escuros. Destacam a leveza da forma preta que parece flutuar como um retalho de tecido ao vento, no meio de intensa vegetação.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Tomie Ohtake explorou pela primeira vez a gravura nos anos 1960, produzindo um conjunto de serigrafias muito próximas às suas pinturas daquela época. Suas experimentações com cores chapadas permitiam perceber também texturas e sobreposições. Algumas formas remetiam a planos que pareciam flutuar em soluções aquosas, com os contornos de suas geometrias levemente difusos. Nesse período, os projetos de Tomie para as suas pinturas vinham sendo feitos por meio de colagens. A artista coletava, cortava e rasgava papéis coloridos criando estudos em pequenos formatos. Essas colagens influenciavam a maneira como Tomie realizava suas gravuras e, posteriormente, suas experimentações com a escultura.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>166</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/691bba2253f5a0c945d423eea10b4729.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>21 Sem título - 2003 - Gravura em metal - Coleção da artista</title><link>https://www.spreaker.com/episode/21-sem-titulo-2003-gravura-em-metal-colecao-da-artista--53838641</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />A gravura em metal sem título, de 2003, obra abstrata que mede 55 por 82 cm, na horizontal, de fundo amarelo com nuances do leve ao intenso contendo sutis pinceladas em tons de ocre, é composta por nove figuras circulares em tons vivos de azul celeste, sobrepostas individualmente de modo irregular em formas circulares brancas. As figuras com contorno impreciso, unidas na composição, formam um semicírculo deslocado para direita, e transmitem a ideia de movimento.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Nas obras de Tomie Ohtake é possível ver algumas cores, gestos e formas se repetirem ao longo do tempo. Essa reiteração, a cada retrabalho, absorve novos significados e evidencia um processo de aprendizado da artista em torno de seu próprio processo. Algumas das obras presentes na seleção de Tomie Ohtake Ensaios remetem também a novos significados atribuídos. O contato dos coreógrafos na casa-ateliê de Tomie – projetada pelo arquiteto Ruy Ohtake –, e mesmo a pesquisa curatorial envolvida, trouxe novos caminhos interpretativos a algumas obras. Formas foram ganhando uma alusão a movimento, coreografia e partitura. É importante salientar como essa camada interpretativa rompe com a abstração presente nas obras da artista. Sua relação com a dança permitiu vislumbrar nos mais diferentes trabalhos novos modos de interpretar suas formas.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838641</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:17:19 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838641/04_sem_t_tulo_2003_gravura_em_metal_cole_o_da_artista.mp3" length="4636054" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
A gravura em metal sem título, de 2003, obra abstrata que mede 55 por 82 cm, na horizontal, de fundo amarelo com nuances do leve ao intenso contendo sutis pinceladas em tons de ocre, é composta por nove figuras circulares em tons...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />A gravura em metal sem título, de 2003, obra abstrata que mede 55 por 82 cm, na horizontal, de fundo amarelo com nuances do leve ao intenso contendo sutis pinceladas em tons de ocre, é composta por nove figuras circulares em tons vivos de azul celeste, sobrepostas individualmente de modo irregular em formas circulares brancas. As figuras com contorno impreciso, unidas na composição, formam um semicírculo deslocado para direita, e transmitem a ideia de movimento.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Nas obras de Tomie Ohtake é possível ver algumas cores, gestos e formas se repetirem ao longo do tempo. Essa reiteração, a cada retrabalho, absorve novos significados e evidencia um processo de aprendizado da artista em torno de seu próprio processo. Algumas das obras presentes na seleção de Tomie Ohtake Ensaios remetem também a novos significados atribuídos. O contato dos coreógrafos na casa-ateliê de Tomie – projetada pelo arquiteto Ruy Ohtake –, e mesmo a pesquisa curatorial envolvida, trouxe novos caminhos interpretativos a algumas obras. Formas foram ganhando uma alusão a movimento, coreografia e partitura. É importante salientar como essa camada interpretativa rompe com a abstração presente nas obras da artista. Sua relação com a dança permitiu vislumbrar nos mais diferentes trabalhos novos modos de interpretar suas formas.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>165</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/5d73b8b2553316de7b466be6d221e4a4.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>22 Sem título - 2008 - Gravura em metal - Coleção da artista</title><link>https://www.spreaker.com/episode/22-sem-titulo-2008-gravura-em-metal-colecao-da-artista--53838643</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />A gravura em metal sem título, de 2008, obra abstrata que mede 37,5 por 105 cm, na horizontal, com fundo preto, denso e ligeiro sombreado em verde esfumado, é composta por quatro figuras esverdeadas, com formas orgânicas, arredondadas e definidas, que lembram folhagens ao sabor do vento, inclinadas para a esquerda. Uma das formas se destaca das demais por sua coloração verde mais intenso e brilhante, e duas pontas proeminentes.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Uma das referências da cultura oriental para a produção de Tomie Ohtake é a vertente artística japonesa Ukiyo-e do período Edo (1603-1867). O movimento Ukiyo-e ficou conhecido por artistas como Katsushika Hokusai e Hiroshige, que exploraram a xilogravura com paisagens marcadas pelas fortes paletas e gradações cromáticas. Essa dissolução da cor também aparece no trabalho de Tomie, por vezes trazendo a percepção de profundidade e um vazio virtual.<br />Tomie comenta que o que mais a interessava no Ukiyo-e é a noção de tempo, mais do que as imagens. O curador Paulo Herkenhoff identifica uma “beleza transitória” nesse aspecto no trabalho da artista, de um tempo que não cessa pois está sempre em trânsito, proporcionado pelas gradações de cores, que não têm um começo, meio e fim.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838643</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:17:44 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838643/05_sem_t_tulo_2008_gravura_em_metal_cole_o_da_artista.mp3" length="4110722" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
A gravura em metal sem título, de 2008, obra abstrata que mede 37,5 por 105 cm, na horizontal, com fundo preto, denso e ligeiro sombreado em verde esfumado, é composta por quatro figuras esverdeadas, com formas orgânicas, arredondadas...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />A gravura em metal sem título, de 2008, obra abstrata que mede 37,5 por 105 cm, na horizontal, com fundo preto, denso e ligeiro sombreado em verde esfumado, é composta por quatro figuras esverdeadas, com formas orgânicas, arredondadas e definidas, que lembram folhagens ao sabor do vento, inclinadas para a esquerda. Uma das formas se destaca das demais por sua coloração verde mais intenso e brilhante, e duas pontas proeminentes.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Uma das referências da cultura oriental para a produção de Tomie Ohtake é a vertente artística japonesa Ukiyo-e do período Edo (1603-1867). O movimento Ukiyo-e ficou conhecido por artistas como Katsushika Hokusai e Hiroshige, que exploraram a xilogravura com paisagens marcadas pelas fortes paletas e gradações cromáticas. Essa dissolução da cor também aparece no trabalho de Tomie, por vezes trazendo a percepção de profundidade e um vazio virtual.<br />Tomie comenta que o que mais a interessava no Ukiyo-e é a noção de tempo, mais do que as imagens. O curador Paulo Herkenhoff identifica uma “beleza transitória” nesse aspecto no trabalho da artista, de um tempo que não cessa pois está sempre em trânsito, proporcionado pelas gradações de cores, que não têm um começo, meio e fim.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>160</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/2174cc3ada91337b5890908114e7148e.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>23 Sem título - Escultura Parque dos Maracás - Guaíra - São Paulo - 2008 - Escultura</title><link>https://www.spreaker.com/episode/23-sem-titulo-escultura-parque-dos-maracas-guaira-sao-paulo-2008-escultura--53838644</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />A escultura sem título de 2008, com estrutura tubular pintada com tinta automotiva branca, mede 16 metros de largura máxima, 21 metros de comprimento e 5 metros de altura máxima, é composta por 13 arcos irregulares, em diferentes alturas, levemente emaranhados em angulações suaves e diversificadas. Está instalada à beira do Lago Maracá, no Parque Ecológico dos Maracás em Guaíra, interior do Estado de São Paulo. Erguida nesse museu a céu aberto, com água, árvores e vegetação, a obra de Tomie Ohtake se integra à paisagem, assemelhando-se às formas orgânicas de raízes e cipós.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Embora as esculturas tubulares de Tomie Ohtake presentes no Parque dos Maracás, em Guaíra (Paraná), sejam de 2008, essa não foi a primeira ocasião que a artista trabalhou com essa solução. Suas primeiras esculturas tubulares foram expostas em 1996, na 23ª Bienal de São Paulo, e tiveram grande repercussão. Naquela ocasião, a artista apostou em versões móveis e linhas retorcidas. Esses círculos encurvados convidavam o público a interagir com as obras.<br />Na versão realizada em Guaíra, a artista aposta na possibilidade de construção de um percurso, que é acompanhado do paisagismo de Burle Marx. A série é pintada com tinta automotiva e constituída de 13 arcos irregulares, chegando a atingir 16 metros de largura, 21 metros de comprimento e 5 metros na altura em suas dimensões máximas. A sua inserção na paisagem parece acrescentar a silhueta de morros ao cenário horizontal do lago.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838644</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:18:07 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838644/23_sem_t_tulo_escultura_parque_dos_marac_s_gua_ra_s_o_paulo_2008_escultura.mp3" length="4628437" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
A escultura sem título de 2008, com estrutura tubular pintada com tinta automotiva branca, mede 16 metros de largura máxima, 21 metros de comprimento e 5 metros de altura máxima, é composta por 13 arcos irregulares, em diferentes...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />A escultura sem título de 2008, com estrutura tubular pintada com tinta automotiva branca, mede 16 metros de largura máxima, 21 metros de comprimento e 5 metros de altura máxima, é composta por 13 arcos irregulares, em diferentes alturas, levemente emaranhados em angulações suaves e diversificadas. Está instalada à beira do Lago Maracá, no Parque Ecológico dos Maracás em Guaíra, interior do Estado de São Paulo. Erguida nesse museu a céu aberto, com água, árvores e vegetação, a obra de Tomie Ohtake se integra à paisagem, assemelhando-se às formas orgânicas de raízes e cipós.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Embora as esculturas tubulares de Tomie Ohtake presentes no Parque dos Maracás, em Guaíra (Paraná), sejam de 2008, essa não foi a primeira ocasião que a artista trabalhou com essa solução. Suas primeiras esculturas tubulares foram expostas em 1996, na 23ª Bienal de São Paulo, e tiveram grande repercussão. Naquela ocasião, a artista apostou em versões móveis e linhas retorcidas. Esses círculos encurvados convidavam o público a interagir com as obras.<br />Na versão realizada em Guaíra, a artista aposta na possibilidade de construção de um percurso, que é acompanhado do paisagismo de Burle Marx. A série é pintada com tinta automotiva e constituída de 13 arcos irregulares, chegando a atingir 16 metros de largura, 21 metros de comprimento e 5 metros na altura em suas dimensões máximas. A sua inserção na paisagem parece acrescentar a silhueta de morros ao cenário horizontal do lago.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>179</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/7c1ee45517592e24886f40aca3295612.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>24 Sem título - 1961 - Óleo sobre tela - Coleção particular</title><link>https://www.spreaker.com/episode/24-sem-titulo-1961-oleo-sobre-tela-colecao-particular--53838646</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1961, pintura abstrata que mede 74 por 135 cm, na horizontal, em tons de branco, cinza e preto, é composta por pinceladas largas e fortes, a maioria ondulantes, o que confere a sensação de movimento, assemelhando-se ao incessante quebrar das ondas à beira-mar. Em algumas obras desse período, Tomie explora livremente o espaço, a tela é um campo experimental de ação. Aqui, a escala cromática é mínima, o branco predomina majestoso, mesclando-se aos tons sombreados de cinza e preto e, em alguns momentos, como no canto inferior direito, algumas sutis pinceladas na cor marrom aparecem misturadas aos tons mais frios.<br /><br />Observações curatoriais:<br />O curador e crítico Paulo Herkenhoff é o responsável por consolidar o termo “pinturas cegas” para as obras feitas por Tomie Ohtake entre 1959 e 1962, que dispensavam o controle da visão, o planejamento prévio e princípios compositivos. Na abordagem do crítico, esse grupo de obras aborda relações de transparência e opacidade, evocação de luminosidade e construção da sombra. Além disso, propiciam um mergulho no tempo, na duração e no silêncio.<br />Nesta pintura, em particular, é possível notar camadas de tinta que deixam ver uma base de tinta preta ao fundo. A tinta branca, e por vezes em tons sutis acinzentados, se acumula e testemunha o processo de enfrentamento da artista com a matéria, ao mesmo tempo que sugere conformações climatológicas e massas de ar em movimento.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838646</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:18:29 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838646/24_sem_t_tulo_1961_leo_sobre_tela_cole_o_particular.mp3" length="5164976" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
O óleo sobre tela, sem título, de 1961, pintura abstrata que mede 74 por 135 cm, na horizontal, em tons de branco, cinza e preto, é composta por pinceladas largas e fortes, a maioria ondulantes, o que confere a sensação de movimento,...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1961, pintura abstrata que mede 74 por 135 cm, na horizontal, em tons de branco, cinza e preto, é composta por pinceladas largas e fortes, a maioria ondulantes, o que confere a sensação de movimento, assemelhando-se ao incessante quebrar das ondas à beira-mar. Em algumas obras desse período, Tomie explora livremente o espaço, a tela é um campo experimental de ação. Aqui, a escala cromática é mínima, o branco predomina majestoso, mesclando-se aos tons sombreados de cinza e preto e, em alguns momentos, como no canto inferior direito, algumas sutis pinceladas na cor marrom aparecem misturadas aos tons mais frios.<br /><br />Observações curatoriais:<br />O curador e crítico Paulo Herkenhoff é o responsável por consolidar o termo “pinturas cegas” para as obras feitas por Tomie Ohtake entre 1959 e 1962, que dispensavam o controle da visão, o planejamento prévio e princípios compositivos. Na abordagem do crítico, esse grupo de obras aborda relações de transparência e opacidade, evocação de luminosidade e construção da sombra. Além disso, propiciam um mergulho no tempo, na duração e no silêncio.<br />Nesta pintura, em particular, é possível notar camadas de tinta que deixam ver uma base de tinta preta ao fundo. A tinta branca, e por vezes em tons sutis acinzentados, se acumula e testemunha o processo de enfrentamento da artista com a matéria, ao mesmo tempo que sugere conformações climatológicas e massas de ar em movimento.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>192</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/4dc19be918d14a31b988822f3d810384.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>25 Sem título - 1967 - Óleo sobre tela - Coleção particular</title><link>https://www.spreaker.com/episode/25-sem-titulo-1967-oleo-sobre-tela-colecao-particular--53838648</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1967, obra abstrata que mede 156 por 117 cm, na vertical, mostra sobre fundo branco levemente acinzentado, uma figura curvilínea na cor vermelho vivo, com pinceladas carregadas de tinta que deixam evidenciadas as marcas das cerdas do pincel. A figura em semicírculo, com contorno levemente ondulado, invade a branquitude do fundo e ocupa a maior parte da obra. A faixa larga parece partir do canto superior esquerdo, passa pela lateral direita, desce estreitando e virando para esquerda afunilada. A parte central da curvatura possui sutil impregnação de tinta escura, conferindo áreas de iluminação e sombras que parecem formar um alto relevo na tela. Uma delicada e quase imperceptível linha branca invade timidamente o vermelho impactante, esgarçando-o.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Quando começa a utilizar colagens como estudo, a gama cromática das pinturas de Tomie não se expande significativamente: os fundos mantêm-se majoritariamente esbranquiçados, e sobre eles flutuam, em arranjos dinâmicos, elementos quase sempre pretos, amarelos, vermelhos e azuis.<br />Essa reiteração de cores primárias pode ser vista no conjunto de obras que compõem o primeiro ato da mostra Tomie Ohtake Dançante. A opção por essas cores, que consolidaram-se como paleta comum a diversos abstracionismos, provém da sistematização das vanguardas construtivas. A esse uso de cor, soma-se uma geometria sensível, que esgarça os limites da precisão, para dar espaço à fluidez dos traços da artista.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838648</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:18:52 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838648/25_sem_t_tulo_1967_leo_sobre_tela_cole_o_particular.mp3" length="5832482" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
O óleo sobre tela, sem título, de 1967, obra abstrata que mede 156 por 117 cm, na vertical, mostra sobre fundo branco levemente acinzentado, uma figura curvilínea na cor vermelho vivo, com pinceladas carregadas de tinta que deixam...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1967, obra abstrata que mede 156 por 117 cm, na vertical, mostra sobre fundo branco levemente acinzentado, uma figura curvilínea na cor vermelho vivo, com pinceladas carregadas de tinta que deixam evidenciadas as marcas das cerdas do pincel. A figura em semicírculo, com contorno levemente ondulado, invade a branquitude do fundo e ocupa a maior parte da obra. A faixa larga parece partir do canto superior esquerdo, passa pela lateral direita, desce estreitando e virando para esquerda afunilada. A parte central da curvatura possui sutil impregnação de tinta escura, conferindo áreas de iluminação e sombras que parecem formar um alto relevo na tela. Uma delicada e quase imperceptível linha branca invade timidamente o vermelho impactante, esgarçando-o.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Quando começa a utilizar colagens como estudo, a gama cromática das pinturas de Tomie não se expande significativamente: os fundos mantêm-se majoritariamente esbranquiçados, e sobre eles flutuam, em arranjos dinâmicos, elementos quase sempre pretos, amarelos, vermelhos e azuis.<br />Essa reiteração de cores primárias pode ser vista no conjunto de obras que compõem o primeiro ato da mostra Tomie Ohtake Dançante. A opção por essas cores, que consolidaram-se como paleta comum a diversos abstracionismos, provém da sistematização das vanguardas construtivas. A esse uso de cor, soma-se uma geometria sensível, que esgarça os limites da precisão, para dar espaço à fluidez dos traços da artista.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>187</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/9f859adb03df276b62e43fb8af0ae427.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>26 Sem título - 2005 - Acrílica sobre tela - Coleção Richard e Renata Klien</title><link>https://www.spreaker.com/episode/26-sem-titulo-2005-acrilica-sobre-tela-colecao-richard-e-renata-klien--53838649</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />A acrílica sobre tela, sem título, de 2005, obra abstrata de grandes dimensões, com 200 por 400 cm, na horizontal, utiliza de forma quase monocromática, a paleta em tons que vão do vermelho vivo e intenso ao vinho escuro e fechado. É composto de formas alongadas, de linhas curvas, que ocupam quase toda a altura da tela. Na área mais central, um elemento na diagonal, lembra uma folha, e detém a maior quantidade de luz traduzida por pinceladas alaranjadas. A área de sombra, na extremidade direita, carregada nos matizes do vinho, também tem contorno sinuoso. Os espaços de fundo estão preenchidos com diversas camadas formando manchas pela diluição de tinta acrílica, que dá fluidez e transparência, permitindo a percepção de diferentes planos. <br /><br />Observações curatoriais:<br />Este trabalho, de dois metros de altura por quatro metros de largura, apresenta dimensões maiores do que os trabalhos que Tomie costumava pintar à época. Outro dado relevante é se tratar de uma pintura de 1969 com tinta acrílica, técnica que passaria a ser predominante em meio às pinturas de Tomie somente em meados dos anos 1980. Diferentemente da tinta a óleo, a tinta acrílica traz a água como solvente, que permite maior fluidez e transparência, além de agilizar o tempo de secagem das pinceladas. Essas novas características permitem à artista testar em pequenas telas as variações de modos de jogar com a tinta e seu caráter aquoso. Um traço determinante dessa obra, além das linhas fluidas que delimitam suas formas, é a presença de diferentes gradações de vermelhos que lidam com a diluição e o preenchimento a fim de possibilitar a leitura de planos.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838649</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:19:23 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838649/26_sem_t_tulo_2005_acr_lica_sobre_tela_cole_o_richard_e_renata_klien.mp3" length="4944728" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
A acrílica sobre tela, sem título, de 2005, obra abstrata de grandes dimensões, com 200 por 400 cm, na horizontal, utiliza de forma quase monocromática, a paleta em tons que vão do vermelho vivo e intenso ao vinho escuro e fechado. É...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />A acrílica sobre tela, sem título, de 2005, obra abstrata de grandes dimensões, com 200 por 400 cm, na horizontal, utiliza de forma quase monocromática, a paleta em tons que vão do vermelho vivo e intenso ao vinho escuro e fechado. É composto de formas alongadas, de linhas curvas, que ocupam quase toda a altura da tela. Na área mais central, um elemento na diagonal, lembra uma folha, e detém a maior quantidade de luz traduzida por pinceladas alaranjadas. A área de sombra, na extremidade direita, carregada nos matizes do vinho, também tem contorno sinuoso. Os espaços de fundo estão preenchidos com diversas camadas formando manchas pela diluição de tinta acrílica, que dá fluidez e transparência, permitindo a percepção de diferentes planos. <br /><br />Observações curatoriais:<br />Este trabalho, de dois metros de altura por quatro metros de largura, apresenta dimensões maiores do que os trabalhos que Tomie costumava pintar à época. Outro dado relevante é se tratar de uma pintura de 1969 com tinta acrílica, técnica que passaria a ser predominante em meio às pinturas de Tomie somente em meados dos anos 1980. Diferentemente da tinta a óleo, a tinta acrílica traz a água como solvente, que permite maior fluidez e transparência, além de agilizar o tempo de secagem das pinceladas. Essas novas características permitem à artista testar em pequenas telas as variações de modos de jogar com a tinta e seu caráter aquoso. Um traço determinante dessa obra, além das linhas fluidas que delimitam suas formas, é a presença de diferentes gradações de vermelhos que lidam com a diluição e o preenchimento a fim de possibilitar a leitura de planos.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>183</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/988634fe0b28df02cbb228fe61d9f8c1.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>27 Sem título - 1979 - Óleo sobre tela - Acervo Fundação Edson Queiroz</title><link>https://www.spreaker.com/episode/27-sem-titulo-1979-oleo-sobre-tela-acervo-fundacao-edson-queiroz--53838654</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1979, obra abstrata que mede 100 por 100 cm, é dividido de forma irregular em quatro campos ou partes, em tons de azul claro acinzentado, preto, cinza texturizado e novamente azul claro acinzentado. As formas têm contornos precisos e definidos, desenhadas ou recortadas com linhas suavemente curvas. Em destaque, no centro da tela, uma das formas ou campo em tons de cinza e branco, com textura que imita a trama aberta de tecido linhado, desce imponente do topo para a base, mais fina em cima e abrindo-se na base. Na borda superior esquerda, um dos campos, em preto e ligeiramente triangular, com a base voltada para cima e a ponta afilada para baixo, parece invadir o espaço imaculadamente azul e acompanhar o desenho da figura esbranquiçada, enfatizando contornos e formas.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Até o início dos anos 1970, Tomie realizou pinturas em que parecia apostar essencialmente nas formas, previamente escolhidas, com as quais variava cor e proporção. Nesse período, porém, a artista passa a investigar a gravura, linguagem que teve grande impacto também na sua produção pictórica.<br />A crítica e curadora Aracy Amaral aponta, na ocasião de uma mostra individual realizada em 1974, que as telas da artista passaram a ter uma execução serigráfica. Tomie renunciava, segundo a crítica, ao uso de matérias e texturas, para enveredar-se na exploração de áreas de cor. A serigrafia exigia formas definidas, com contornos bem marcados, que viriam a ser transpostos para suas telas.<br />Outro elemento que surge nesse mesmo ano é a linha curva, provocando uma mudança radical nas telas da artista. Essas linhas passam não somente a definir formas, mas também sugerir paisagens e contornos corporais. Sua presença confere maior leveza e fluidez às pinturas.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838654</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:19:52 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838654/27_sem_t_tulo_1979_leo_sobre_tela_acervo_funda_o_edson_queiroz.mp3" length="6158448" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
O óleo sobre tela, sem título, de 1979, obra abstrata que mede 100 por 100 cm, é dividido de forma irregular em quatro campos ou partes, em tons de azul claro acinzentado, preto, cinza texturizado e novamente azul claro acinzentado....</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1979, obra abstrata que mede 100 por 100 cm, é dividido de forma irregular em quatro campos ou partes, em tons de azul claro acinzentado, preto, cinza texturizado e novamente azul claro acinzentado. As formas têm contornos precisos e definidos, desenhadas ou recortadas com linhas suavemente curvas. Em destaque, no centro da tela, uma das formas ou campo em tons de cinza e branco, com textura que imita a trama aberta de tecido linhado, desce imponente do topo para a base, mais fina em cima e abrindo-se na base. Na borda superior esquerda, um dos campos, em preto e ligeiramente triangular, com a base voltada para cima e a ponta afilada para baixo, parece invadir o espaço imaculadamente azul e acompanhar o desenho da figura esbranquiçada, enfatizando contornos e formas.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Até o início dos anos 1970, Tomie realizou pinturas em que parecia apostar essencialmente nas formas, previamente escolhidas, com as quais variava cor e proporção. Nesse período, porém, a artista passa a investigar a gravura, linguagem que teve grande impacto também na sua produção pictórica.<br />A crítica e curadora Aracy Amaral aponta, na ocasião de uma mostra individual realizada em 1974, que as telas da artista passaram a ter uma execução serigráfica. Tomie renunciava, segundo a crítica, ao uso de matérias e texturas, para enveredar-se na exploração de áreas de cor. A serigrafia exigia formas definidas, com contornos bem marcados, que viriam a ser transpostos para suas telas.<br />Outro elemento que surge nesse mesmo ano é a linha curva, provocando uma mudança radical nas telas da artista. Essas linhas passam não somente a definir formas, mas também sugerir paisagens e contornos corporais. Sua presença confere maior leveza e fluidez às pinturas.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>205</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/5452a3485b7b0fb4f0c2f1a7b3660e97.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>28 Sem título - 1961 - Óleo sobre tela - Acervo  da Pinacoteca do Estado de São Paulo</title><link>https://www.spreaker.com/episode/28-sem-titulo-1961-oleo-sobre-tela-acervo-da-pinacoteca-do-estado-de-sao-paulo--53838655</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1961, obra abstrata que mede 65 por 74,5 cm, na horizontal, mostra uma densa e escura figura ovalada com bordas imprecisas e sombreadas, e pinceladas circulares brancas, sobre outras camadas de tintas mais escuras que são reveladas por frestas e camadas mais ralas. A figura que lembra uma nuvem de fumaça amarronzada subindo no ar, está deslocada para a esquerda, e tem pinceladas alaranjadas que iluminam as formas escuras. Uma figura acinzentada menor com pinceladas circulares mais ralas, parece escapar da forma maior na parte superior. A obra de Tomie sugere, por vezes, um caráter cósmico e nos convida a observar essa obra nesta perspectiva. <br /><br />Observações curatoriais:<br />Nas pinturas feitas no início da década de 1960, Tomie se vale de grande intensidade gestual e pouco controle projetivo, muitas vezes por meio de pinceladas lançadas, literalmente, de olhos fechados. O que está em cena aqui não são tanto composições visuais, mas são relações entre o que se dá a ver e o movimento implicado em sua realização. Comparando este trabalho com as outras pinturas cegas presentes na mostra, aqui a tinta se apresenta mais miscível e plástica. A forma preta arredondada se dá por efeito negativo, isto é, ela se configura a partir do momento em que não é sobreposta pela tinta branca. Outra particularidade são os movimentos circulares, pouco padronizados e pouco ordenados que Tomie utilizou, transmitindo agilidade na fatura e uma percepção mais próxima de borrões do que de sobreposições de camadas.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838655</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:20:18 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838655/28_sem_t_tulo_1961_leo_sobre_tela_acervo_da_pinacoteca_do_estado_de_s_o_paulo.mp3" length="7364610" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
O óleo sobre tela, sem título, de 1961, obra abstrata que mede 65 por 74,5 cm, na horizontal, mostra uma densa e escura figura ovalada com bordas imprecisas e sombreadas, e pinceladas circulares brancas, sobre outras camadas de tintas...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1961, obra abstrata que mede 65 por 74,5 cm, na horizontal, mostra uma densa e escura figura ovalada com bordas imprecisas e sombreadas, e pinceladas circulares brancas, sobre outras camadas de tintas mais escuras que são reveladas por frestas e camadas mais ralas. A figura que lembra uma nuvem de fumaça amarronzada subindo no ar, está deslocada para a esquerda, e tem pinceladas alaranjadas que iluminam as formas escuras. Uma figura acinzentada menor com pinceladas circulares mais ralas, parece escapar da forma maior na parte superior. A obra de Tomie sugere, por vezes, um caráter cósmico e nos convida a observar essa obra nesta perspectiva. <br /><br />Observações curatoriais:<br />Nas pinturas feitas no início da década de 1960, Tomie se vale de grande intensidade gestual e pouco controle projetivo, muitas vezes por meio de pinceladas lançadas, literalmente, de olhos fechados. O que está em cena aqui não são tanto composições visuais, mas são relações entre o que se dá a ver e o movimento implicado em sua realização. Comparando este trabalho com as outras pinturas cegas presentes na mostra, aqui a tinta se apresenta mais miscível e plástica. A forma preta arredondada se dá por efeito negativo, isto é, ela se configura a partir do momento em que não é sobreposta pela tinta branca. Outra particularidade são os movimentos circulares, pouco padronizados e pouco ordenados que Tomie utilizou, transmitindo agilidade na fatura e uma percepção mais próxima de borrões do que de sobreposições de camadas.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>187</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/9a232156de7918f972517120697730e7.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>29 Sem título - 1996 - Acrílica sobre tela - Coleção da artista</title><link>https://www.spreaker.com/episode/29-sem-titulo-1996-acrilica-sobre-tela-colecao-da-artista--53838656</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />A acrílica sobre tela, sem título, de 1996, obra abstrata que mede 200 por 200 cm, mostra uma grande circunferência sobre fundo com diversas camadas nas cores marrom e azul celeste que se assemelha a um mosaico com pequenos fragmentos, formas irregulares aglomeradas como milhares de pequenos retalhos de tecido submersos em um grande tanque. No canto inferior direito, o contorno da circunferência é bem definido e destaca-se na cor vermelho vivo. O restante, em tons de laranja e marrom, é esfumado e ligeiramente translúcido, como se a figura circular, forma recorrente na obra de Tomie, fosse gradativamente se diluindo.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Nas palavras do curador e crítico Paulo Herkenhoff, a tinta acrílica permitiu que Tomie explorasse uma geometria aquosa, com traços pouco demarcados e limites em expansão.<br />Nesta pintura em particular, o tema tratado parece ser a própria aparência aquosa desse círculo incompleto. Na composição, a artista experimenta as possibilidades de dissolução dos elementos ao longo desse círculo que, em sua diferença de tratamento e de gestualidade, sugere dinamicidade.<br />Há na composição algo que se coloca em trânsito, é cíclica, e tem em si uma noção de duração. Por um lado, é possível ler a forma como um círculo que, gradativamente, ganha precisão e contornos definidos. A vivacidade de seus vermelhos sugere algo que, aos poucos, ganha destaque. Por outro, remete a uma forma que parece diluir-se no tempo. Como algo que se perde e se corrói.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838656</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:20:41 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838656/29_sem_t_tulo_1996_acr_lica_sobre_tela_cole_o_da_artista.mp3" length="7145458" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
A acrílica sobre tela, sem título, de 1996, obra abstrata que mede 200 por 200 cm, mostra uma grande circunferência sobre fundo com diversas camadas nas cores marrom e azul celeste que se assemelha a um mosaico com pequenos...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />A acrílica sobre tela, sem título, de 1996, obra abstrata que mede 200 por 200 cm, mostra uma grande circunferência sobre fundo com diversas camadas nas cores marrom e azul celeste que se assemelha a um mosaico com pequenos fragmentos, formas irregulares aglomeradas como milhares de pequenos retalhos de tecido submersos em um grande tanque. No canto inferior direito, o contorno da circunferência é bem definido e destaca-se na cor vermelho vivo. O restante, em tons de laranja e marrom, é esfumado e ligeiramente translúcido, como se a figura circular, forma recorrente na obra de Tomie, fosse gradativamente se diluindo.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Nas palavras do curador e crítico Paulo Herkenhoff, a tinta acrílica permitiu que Tomie explorasse uma geometria aquosa, com traços pouco demarcados e limites em expansão.<br />Nesta pintura em particular, o tema tratado parece ser a própria aparência aquosa desse círculo incompleto. Na composição, a artista experimenta as possibilidades de dissolução dos elementos ao longo desse círculo que, em sua diferença de tratamento e de gestualidade, sugere dinamicidade.<br />Há na composição algo que se coloca em trânsito, é cíclica, e tem em si uma noção de duração. Por um lado, é possível ler a forma como um círculo que, gradativamente, ganha precisão e contornos definidos. A vivacidade de seus vermelhos sugere algo que, aos poucos, ganha destaque. Por outro, remete a uma forma que parece diluir-se no tempo. Como algo que se perde e se corrói.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>180</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/962b7ef6067ffc796b235bc04e0b2a6a.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>30 Sem título - 1969 - Óleo sobre tela - Coleção Banco J.P. Morgan S.A.</title><link>https://www.spreaker.com/episode/30-sem-titulo-1969-oleo-sobre-tela-colecao-banco-j-p-morgan-s-a--53838657</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1969, obra abstrata que mede 170 por 200 cm, na horizontal, mostra três grossas faixas na diagonal em formato de setas que apontam para direita, nas cores azul noite e cobalto, com contorno definido e nítido, deslocadas para esquerda. Finas linhas em azul cobalto e roxo dividem e acompanham o traçado das setas, enfatizando a sensação de movimento. Pinceladas em branco e roxo iluminam uma pequena área da parte superior esquerda. Uma estreita pincelada branca define a terceira seta à esquerda. As setas parecem estar em marcha e dirigem o olhar do espectador da esquerda para direita, como em uma dança.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Muitas das obras escolhidas pela curadoria para a mostra Tomie Ohtake Dançante guardavam a ideia de movimento, como se os elementos presentes na tela ou mesmo a gestualidade da pintora pudessem nos remeter ao deslocamento.<br />Essa obra é um importante exemplar desse cinetismo. A artista se vale de poucas gradações de roxos sobre uma tela branca para repetir quase o mesmo gesto. Trata-se de diagonais que, como setas, direcionam o olhar do espectador da esquerda para a direita. Sua repetição alude ao ritmo e sugere um movimento que tende a preencher a tela em sua completude.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838657</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:21:08 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838657/30_sem_t_tulo_1969_leo_sobre_tela_cole_o_banco_j_p_morgan_s_a.mp3" length="5071093" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
O óleo sobre tela, sem título, de 1969, obra abstrata que mede 170 por 200 cm, na horizontal, mostra três grossas faixas na diagonal em formato de setas que apontam para direita, nas cores azul noite e cobalto, com contorno definido e...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1969, obra abstrata que mede 170 por 200 cm, na horizontal, mostra três grossas faixas na diagonal em formato de setas que apontam para direita, nas cores azul noite e cobalto, com contorno definido e nítido, deslocadas para esquerda. Finas linhas em azul cobalto e roxo dividem e acompanham o traçado das setas, enfatizando a sensação de movimento. Pinceladas em branco e roxo iluminam uma pequena área da parte superior esquerda. Uma estreita pincelada branca define a terceira seta à esquerda. As setas parecem estar em marcha e dirigem o olhar do espectador da esquerda para direita, como em uma dança.<br /><br />Observações curatoriais:<br />Muitas das obras escolhidas pela curadoria para a mostra Tomie Ohtake Dançante guardavam a ideia de movimento, como se os elementos presentes na tela ou mesmo a gestualidade da pintora pudessem nos remeter ao deslocamento.<br />Essa obra é um importante exemplar desse cinetismo. A artista se vale de poucas gradações de roxos sobre uma tela branca para repetir quase o mesmo gesto. Trata-se de diagonais que, como setas, direcionam o olhar do espectador da esquerda para a direita. Sua repetição alude ao ritmo e sugere um movimento que tende a preencher a tela em sua completude.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>159</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/acb1b3361e0cbc4ea6c40fa298ad8d89.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>31 Sem título - 1966 - Óleo sobre tela - Coleção Fernanda Feitosa e Heitor Martins</title><link>https://www.spreaker.com/episode/31-sem-titulo-1966-oleo-sobre-tela-colecao-fernanda-feitosa-e-heitor-martins--53838658</link><description><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1966, mede 136 por 130 cm, na vertical, e retrata, sobre fundo branco acinzentado, uma figura geométrica retangular preta, deslocada para a esquerda, de contorno irregular, impreciso e ligeiramente esfumado. O retângulo que está na vertical tem um prolongamento ou aba na parte superior esquerda. Mesmo com poucas cores, o retângulo preto que ocupa grande parte da obra, parece flutuar no espaço predominantemente branco.<br /><br />Observações curatoriais:<br />A série de pinturas produzidas por Tomie na década de 1960 tem como um de seus pontos comuns a proveniência de estudos em colagens. Esses estudos permitiram à artista combinar três temporalidades num mesmo processo criativo: a coleta paciente de fragmentos de materiais gráficos existentes, o instante do rasgo e a duração da elaboração da pintura. O procedimento permitia aliar agilidade e espontaneidade.<br />Para o crítico Miguel Chaia, o que é efetivamente único nesse processo de múltiplas traduções é o equilíbrio entre espontaneidade e controle, gesto e coreografia, plano e desvio. Tal qual na pintura em questão, a artista elabora uma potente dança entre o acaso e a decisão.<br />]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/53838658</guid><pubDate>Mon, 15 May 2023 17:21:34 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/53838658/31_sem_t_tulo_1966_leo_sobre_tela_cole_o_fernanda_feitosa_e_heitor_martins.mp3" length="4086695" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Instituto Tomie Ohtake</itunes:author><itunes:subtitle>Audiodescrição: 
O óleo sobre tela, sem título, de 1966, mede 136 por 130 cm, na vertical, e retrata, sobre fundo branco acinzentado, uma figura geométrica retangular preta, deslocada para a esquerda, de contorno irregular, impreciso e ligeiramente...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Audiodescrição: <br />O óleo sobre tela, sem título, de 1966, mede 136 por 130 cm, na vertical, e retrata, sobre fundo branco acinzentado, uma figura geométrica retangular preta, deslocada para a esquerda, de contorno irregular, impreciso e ligeiramente esfumado. O retângulo que está na vertical tem um prolongamento ou aba na parte superior esquerda. Mesmo com poucas cores, o retângulo preto que ocupa grande parte da obra, parece flutuar no espaço predominantemente branco.<br /><br />Observações curatoriais:<br />A série de pinturas produzidas por Tomie na década de 1960 tem como um de seus pontos comuns a proveniência de estudos em colagens. Esses estudos permitiram à artista combinar três temporalidades num mesmo processo criativo: a coleta paciente de fragmentos de materiais gráficos existentes, o instante do rasgo e a duração da elaboração da pintura. O procedimento permitia aliar agilidade e espontaneidade.<br />Para o crítico Miguel Chaia, o que é efetivamente único nesse processo de múltiplas traduções é o equilíbrio entre espontaneidade e controle, gesto e coreografia, plano e desvio. Tal qual na pintura em questão, a artista elabora uma potente dança entre o acaso e a decisão.<br />]]></itunes:summary><itunes:duration>156</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/92e9a1727089a60100f13cb302eef71f.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item></channel></rss>
