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Como convidada o podcast conta com a presença da professora Marjorie Nogueira Chaves, que é doutoranda em Política Social e mestra em História pela Universidade de Brasília (Unb).  <br /><br />Foi abordado no podcast a constituição do feminismo negro, autoras norte-americanas e brasileiras que trataram do assunto interseccionalidade antes do mesmo ser sistematizado por Kimberlé Crenshaw em 1989. Foram abordadas ainda questões sobre a violência sofrida por mulheres negras, políticas públicas que o estudo da interseccionalidade permite, além de ter sido trazido pelas estudantes algumas autoras da atualidade que discutem o tema, como Carla Akotirene, e seu conceito de interseccionalidade. <br /><br />Termo Interseccionalidade<br /><br />O conceito de interseccionalidade foi sistematizado pela feminista norte-americana Kimberlé Crenshaw, e inaugurado por ela em artigo publicado em 1989, “Desmarginalizando a intersecção de raça e sexo: uma crítica feminista negra da doutrina antidiscriminação, teoria feminista e políticas antirracistas”. É um conceito que nasce nas ciências jurídicas, área de formação de Crenshaw. Segundo a autora, ao analisar as origens da sistematização do conceito, desde então, o termo demarca o paradigma teórico e metodológico da tradição feminista negra, promovendo intervenções políticas e letramentos jurídicos sobre quais condições estruturais o racismo, o sexismo e violências correlatas se sobrepõem, discriminam e criam encargos singulares às mulheres negras. (CRENSHAW, 1991, p. 54) <br />De maneira assertiva, Crenshaw (2002) define a metodologia interseccional da seguinte maneira: <br /><br />“A interseccionalidade é uma conceituação do problema que busca capturar as consequências estruturais e dinâmicas da interação entre dois ou mais eixos da subordinação. Ela trata especificamente da forma pela qual o racismo, o patriarcalismo, a opressão de classe e outros sistemas discriminatórios criam desigualdades básicas que estruturam as posições relativas de mulheres, raças, etnias, classes e outras. Além disso, a interseccionalidade trata da forma como ações e políticas específicas geram opressões que fluem ao longo de tais eixos, constituindo aspectos dinâmicos ou ativos do desempoderamento.” (CRENSHAW, 2002, p.177) <br /><br />No Brasil: <br /><br />Carla Akotirene, bacharela em serviço social, mestra e doutoranda em estudos sobre mulheres, gênero e feminismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), autora do livro O que é Interseccionalidade?, da coleção Feminismos Plurais da Editora Letramento, de 2018. A autora sistematiza o termo Interseccionalidade da seguinte forma:<br /><br />“A Interseccionalidade visa dar instrumentalidade teórico-metodológica à inseparabilidade estrutural do racismo, capitalismo e cisheteropatriarcado – produtores de avenidas identitárias onde mulheres negras são repetidas vezes atingidas pelo cruzamento e sobreposição de gênero, raça e classe, modernos aparatos coloniais”. (2018, p. 14) <br /><br />Referências <br /><br />Assis, Dayane N. Conceição de. Interseccionalidades / Dayane N. Conceição de Assis. - Salvador: UFBA, Instituto de Humanidades, Artes e Ciências; Superintendência de Educação a Distância, 2019. 57 p. : il. <br /><br />B DE BARBÁRIE, 2020. Resenha #175 O que é interseccionalidade? De Carla Akotirene. Disponível em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=fOcvX...." rel="noopener">https://www.youtube.com/watch?v=fOcvX....</a> Acesso em em set/2020. <br /><br />CAFE FILOSOFICO CPFL, 2016. Movimento feminista negro no Brasil. Núbia Moreira. Disponível em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=TQa0L...." rel="noopener">https://www.youtube.com/watch?v=TQa0L....</a> Acesso em em set/2020. <br /><br />DEFENSORIA SP, 2019. Feminismo negro e interseccionalidade. Disponível em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=oBULI...." rel="noopener">https://www.youtube.com/watch?v=oBULI....</a> Acesso em set/2020.  <br /><br />FECOMERCIO SP, 2017. Raça e gênero na sociedade brasileira,...]]></description><atom:link href="https://www.spreaker.com/show/4599612/episodes/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><language>pt</language><category>Education</category><copyright>Copyright Thatiza Curuci</copyright><image><url>https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/fb5ad5e3f490213ee7ec6a5f183ce324.jpg</url><title>Conceituando a Interseccionalidade</title><link>https://www.spreaker.com/podcast/conceituando-a-interseccionalidade--4599612</link></image><lastBuildDate>Mon, 28 Sep 2020 21:17:26 +0000</lastBuildDate><itunes:author>Thatiza Curuci</itunes:author><itunes:owner><itunes:name>Thatiza Curuci</itunes:name><itunes:email>thatiza@hotmail.com</itunes:email></itunes:owner><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/fb5ad5e3f490213ee7ec6a5f183ce324.jpg"/><itunes:subtitle>Este podcast foi criado pelas estudantes da primeira fase do curso de Pedagogia, da Universidade Estadual de Florianópolis (UDESC). 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Foram abordadas ainda questões sobre a violência sofrida por mulheres negras, políticas públicas que o estudo da interseccionalidade permite, além de ter sido trazido pelas estudantes algumas autoras da atualidade que discutem o tema, como Carla Akotirene, e seu conceito de interseccionalidade. <br /><br />Termo Interseccionalidade<br /><br />O conceito de interseccionalidade foi sistematizado pela feminista norte-americana Kimberlé Crenshaw, e inaugurado por ela em artigo publicado em 1989, “Desmarginalizando a intersecção de raça e sexo: uma crítica feminista negra da doutrina antidiscriminação, teoria feminista e políticas antirracistas”. É um conceito que nasce nas ciências jurídicas, área de formação de Crenshaw. Segundo a autora, ao analisar as origens da sistematização do conceito, desde então, o termo demarca o paradigma teórico e metodológico da tradição feminista negra, promovendo intervenções políticas e letramentos jurídicos sobre quais condições estruturais o racismo, o sexismo e violências correlatas se sobrepõem, discriminam e criam encargos singulares às mulheres negras. (CRENSHAW, 1991, p. 54) <br />De maneira assertiva, Crenshaw (2002) define a metodologia interseccional da seguinte maneira: <br /><br />“A interseccionalidade é uma conceituação do problema que busca capturar as consequências estruturais e dinâmicas da interação entre dois ou mais eixos da subordinação. Ela trata especificamente da forma pela qual o racismo, o patriarcalismo, a opressão de classe e outros sistemas discriminatórios criam desigualdades básicas que estruturam as posições relativas de mulheres, raças, etnias, classes e outras. Além disso, a interseccionalidade trata da forma como ações e políticas específicas geram opressões que fluem ao longo de tais eixos, constituindo aspectos dinâmicos ou ativos do desempoderamento.” (CRENSHAW, 2002, p.177) <br /><br />No Brasil: <br /><br />Carla Akotirene, bacharela em serviço social, mestra e doutoranda em estudos sobre mulheres, gênero e feminismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), autora do livro O que é Interseccionalidade?, da coleção Feminismos Plurais da Editora Letramento, de 2018. A autora sistematiza o termo Interseccionalidade da seguinte forma:<br /><br />“A Interseccionalidade visa dar instrumentalidade teórico-metodológica à inseparabilidade estrutural do racismo, capitalismo e cisheteropatriarcado – produtores de avenidas identitárias onde mulheres negras são repetidas vezes atingidas pelo cruzamento e sobreposição de gênero, raça e classe, modernos aparatos coloniais”. (2018, p. 14) <br /><br />Referências <br /><br />Assis, Dayane N. Conceição de. Interseccionalidades / Dayane N. Conceição de Assis. - Salvador: UFBA, Instituto de Humanidades, Artes e Ciências; Superintendência de Educação a Distância, 2019. 57 p. : il. <br /><br />B DE BARBÁRIE, 2020. Resenha #175 O que é interseccionalidade? De Carla Akotirene. Disponível em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=fOcvX...." rel="noopener">https://www.youtube.com/watch?v=fOcvX....</a> Acesso em em set/2020. <br /><br />CAFE FILOSOFICO CPFL, 2016. Movimento feminista negro no Brasil. Núbia Moreira. Disponível em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=TQa0L...." rel="noopener">https://www.youtube.com/watch?v=TQa0L....</a> Acesso em em set/2020. <br /><br />DEFENSORIA SP, 2019. Feminismo negro e interseccionalidade. Disponível em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=oBULI...." rel="noopener">https://www.youtube.com/watch?v=oBULI....</a> Acesso em set/2020.  <br /><br />FECOMERCIO SP, 2017. 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Como convidada o podcast conta com a presença da professora Marjorie Nogueira Chaves, que é doutoranda em Política Social e mestra em História pela Universidade de Brasília (Unb).  <br /><br />Foi abordado no podcast a constituição do feminismo negro, autoras norte-americanas e brasileiras que trataram do assunto interseccionalidade antes do mesmo ser sistematizado por Kimberlé Crenshaw em 1989. Foram abordadas ainda questões sobre a violência sofrida por mulheres negras, políticas públicas que o estudo da interseccionalidade permite, além de ter sido trazido pelas estudantes algumas autoras da atualidade que discutem o tema, como Carla Akotirene, e seu conceito de interseccionalidade. <br /><br />Termo Interseccionalidade<br /><br />O conceito de interseccionalidade foi sistematizado pela feminista norte-americana Kimberlé Crenshaw, e inaugurado por ela em artigo publicado em 1989, “Desmarginalizando a intersecção de raça e sexo: uma crítica feminista negra da doutrina antidiscriminação, teoria feminista e políticas antirracistas”. É um conceito que nasce nas ciências jurídicas, área de formação de Crenshaw. Segundo a autora, ao analisar as origens da sistematização do conceito, desde então, o termo demarca o paradigma teórico e metodológico da tradição feminista negra, promovendo intervenções políticas e letramentos jurídicos sobre quais condições estruturais o racismo, o sexismo e violências correlatas se sobrepõem, discriminam e criam encargos singulares às mulheres negras. (CRENSHAW, 1991, p. 54) <br />De maneira assertiva, Crenshaw (2002) define a metodologia interseccional da seguinte maneira: <br /><br />“A interseccionalidade é uma conceituação do problema que busca capturar as consequências estruturais e dinâmicas da interação entre dois ou mais eixos da subordinação. Ela trata especificamente da forma pela qual o racismo, o patriarcalismo, a opressão de classe e outros sistemas discriminatórios criam desigualdades básicas que estruturam as posições relativas de mulheres, raças, etnias, classes e outras. Além disso, a interseccionalidade trata da forma como ações e políticas específicas geram opressões que fluem ao longo de tais eixos, constituindo aspectos dinâmicos ou ativos do desempoderamento.” (CRENSHAW, 2002, p.177) <br /><br />No Brasil: <br /><br />Carla Akotirene, bacharela em serviço social, mestra e doutoranda em estudos sobre mulheres, gênero e feminismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), autora do livro O que é Interseccionalidade?, da coleção Feminismos Plurais da Editora Letramento, de 2018. A autora sistematiza o termo Interseccionalidade da seguinte forma:<br /><br />“A Interseccionalidade visa dar instrumentalidade teórico-metodológica à inseparabilidade estrutural do racismo, capitalismo e cisheteropatriarcado – produtores de avenidas identitárias onde mulheres negras são repetidas vezes atingidas pelo cruzamento e sobreposição de gênero, raça e classe, modernos aparatos coloniais”. (2018, p. 14) <br /><br />Referências <br /><br />Assis, Dayane N. Conceição de. Interseccionalidades / Dayane N. Conceição de Assis. - Salvador: UFBA, Instituto de Humanidades, Artes e Ciências; Superintendência de Educação a Distância, 2019. 57 p. : il. <br /><br />B DE BARBÁRIE, 2020. Resenha #175 O que é interseccionalidade? De Carla Akotirene. Disponível em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=fOcvX...." rel="noopener">https://www.youtube.com/watch?v=fOcvX....</a> Acesso em em set/2020. <br /><br />CAFE FILOSOFICO CPFL, 2016. Movimento feminista negro no Brasil. Núbia Moreira. Disponível em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=TQa0L...." rel="noopener">https://www.youtube.com/watch?v=TQa0L....</a> Acesso em em set/2020. <br /><br />DEFENSORIA SP, 2019. Feminismo negro e interseccionalidade. Disponível em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=oBULI...." rel="noopener">https://www.youtube.com/watch?v=oBULI....</a> Acesso em set/2020.  <br /><br />FECOMERCIO SP, 2017. Raça e gênero na sociedade brasileira, por Moira e Ribeiro. Disponível em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=t90_-...." rel="noopener">https://www.youtube.com/watch?v=t90_-....</a>  Acesso em set/2020. <br /><br />FEMINISMOS PLURAIS, 2020. Interseccionalidade - Djamila Ribeiro e Carla Akotirene. Disponível em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=KFnci...." rel="noopener">https://www.youtube.com/watch?v=KFnci....</a> Acesso em set/2020. <br /><br />LENDO MULHERES NEGRAS, 2019. Resenha: O que é interseccionalidade? Carla Akotirene. Disponível em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=FxJ1v...." rel="noopener">https://www.youtube.com/watch?v=FxJ1v....</a> Acesso em set/2020. <br /><br />TRIP TV, 2017. Djamila Ribeiro: “Não dá para falar de gênero sem discutir raça e classe. Disponível em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ki2SC...." rel="noopener">https://www.youtube.com/watch?v=Ki2SC....</a> Acesso em set/2020. <br /><br />TVE BAHIA, 2018. Mulher com a palavra. Djamila Ribeiro, Carla Akotirene, Joice Berth e Lívia Natália. Disponível em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Jnfk0...." rel="noopener">https://www.youtube.com/watch?v=Jnfk0....</a> Acesso em set/2020. <br /><br />VESTÍGIOS NEGROS, 2016. Você sabe o que é interseccionalidade?. Disponível em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jh9nS...." rel="noopener">https://www.youtube.com/watch?v=jh9nS....</a> Acesso em set/2020.]]></description><guid isPermaLink="false">https://api.spreaker.com/episode/41189713</guid><pubDate>Mon, 28 Sep 2020 21:15:35 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/41189713/final_interseccionalidade.mp3" length="22399685" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Thatiza Curuci</itunes:author><itunes:subtitle>Este podcast foi criado pelas estudantes da primeira fase do curso de Pedagogia, da Universidade Estadual de Florianópolis (UDESC). Trata-se de um trabalho sobre gênero e raça, da disciplina de Antropologia. 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Segundo a autora, ao analisar as origens da sistematização do conceito, desde então, o termo demarca o paradigma teórico e metodológico da tradição feminista negra, promovendo intervenções políticas e letramentos jurídicos sobre quais condições estruturais o racismo, o sexismo e violências correlatas se sobrepõem, discriminam e criam encargos singulares às mulheres negras. (CRENSHAW, 1991, p. 54) <br />De maneira assertiva, Crenshaw (2002) define a metodologia interseccional da seguinte maneira: <br /><br />“A interseccionalidade é uma conceituação do problema que busca capturar as consequências estruturais e dinâmicas da interação entre dois ou mais eixos da subordinação. Ela trata especificamente da forma pela qual o racismo, o patriarcalismo, a opressão de classe e outros sistemas discriminatórios criam desigualdades básicas que estruturam as posições relativas de mulheres, raças, etnias, classes e outras. Além disso, a interseccionalidade trata da forma como ações e políticas específicas geram opressões que fluem ao longo de tais eixos, constituindo aspectos dinâmicos ou ativos do desempoderamento.” (CRENSHAW, 2002, p.177) <br /><br />No Brasil: <br /><br />Carla Akotirene, bacharela em serviço social, mestra e doutoranda em estudos sobre mulheres, gênero e feminismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), autora do livro O que é Interseccionalidade?, da coleção Feminismos Plurais da Editora Letramento, de 2018. A autora sistematiza o termo Interseccionalidade da seguinte forma:<br /><br />“A Interseccionalidade visa dar instrumentalidade teórico-metodológica à inseparabilidade estrutural do racismo, capitalismo e cisheteropatriarcado – produtores de avenidas identitárias onde mulheres negras são repetidas vezes atingidas pelo cruzamento e sobreposição de gênero, raça e classe, modernos aparatos coloniais”. (2018, p. 14) <br /><br />Referências <br /><br />Assis, Dayane N. Conceição de. Interseccionalidades / Dayane N. Conceição de Assis. - Salvador: UFBA, Instituto de Humanidades, Artes e Ciências; Superintendência de Educação a Distância, 2019. 57 p. : il. <br /><br />B DE BARBÁRIE, 2020. Resenha #175 O que é interseccionalidade? De Carla Akotirene. Disponível em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=fOcvX...." rel="noopener">https://www.youtube.com/watch?v=fOcvX....</a> Acesso em em set/2020. <br /><br />CAFE FILOSOFICO CPFL, 2016. Movimento feminista negro no Brasil. Núbia Moreira. Disponível em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=TQa0L...."...]]></itunes:summary><itunes:duration>1400</itunes:duration><itunes:keywords>feminismonegro,genero,interseccionalidade,racismo</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/fb5ad5e3f490213ee7ec6a5f183ce324.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item></channel></rss>
