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<rss xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:podcast="https://podcastindex.org/namespace/1.0" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" version="2.0"><channel><title>FOUSP Podcasts</title><link>https://www.spreaker.com/podcast/fousp-podcasts--4253128</link><description><![CDATA[Podcasts da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo]]></description><atom:link href="https://www.spreaker.com/show/4253128/episodes/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><language>pt</language><category>Courses</category><copyright>Copyright Stifo Usp</copyright><image><url>https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/9fef8ce0e66295a8b8ff83add445404a.jpg</url><title>FOUSP Podcasts</title><link>https://www.spreaker.com/podcast/fousp-podcasts--4253128</link></image><lastBuildDate>Sat, 08 Apr 2023 01:06:01 +0000</lastBuildDate><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:owner><itunes:name>Stifo Usp</itunes:name><itunes:email>feeds@spreaker.com</itunes:email></itunes:owner><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/9fef8ce0e66295a8b8ff83add445404a.jpg"/><itunes:subtitle>Podcasts da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Podcasts da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo]]></itunes:summary><itunes:category text="Education"><itunes:category text="Courses"/></itunes:category><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:type>episodic</itunes:type><item><title>[Odontologia no Ar] Restauração dental precisa de higiene e cuidados específicos</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-restauracao-dental-precisa-de-higiene-e-cuidados-especificos--52954615</link><description><![CDATA[Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo IBGE em setembro de 2020, constatou que dos 162 milhões de brasileiros, acima de 18 anos, 34 milhões perderam 13 dentes ou mais. A melhor solução para essa realidade ainda é a prevenção, ou seja, higiene bucal eficiente desde a infância e consultas regulares ao dentista. Mas, mesmo assim, muitos precisam restaurar os dentes e as causas podem ser várias, ou por cárie, por lascados entre outros. As restaurações são procedimentos que reconstroem a forma, função e estética do dente e precisam de cuidados, tanto do profissional que a faz, como do paciente. Elas também têm tempo de duração, como conta o professor Carlos Eduardo Francci, do Departamento de Biomateriais e Biologia Oral da Faculdade de Odontologia (FO) da USP.    O professor explica que, além do restauro para eliminar a cárie ou corrigir rachaduras e pedaços quebrados, o restauro também é utilizado em situações mais específicas, como, por exemplo, quando há espaços entre os dentes e eles são pequenos para a arcada dentária. “Esses espaços, chamados diastemas, podem ser preenchidos com um aumento do contorno dos dentes, isso também pode ser chamado de restauração, então restaurar é também para dar a forma mais adequada para a estrutura dental.”    Sobre os materiais utilizados para as restaurações, o professor diz que, após limpeza é aplicado um ácido no esmalte, seguida de uma colinha na estrutura dental e de uma luz para polimerizar (processo químico) e aquele espaço é preenchido com resina composta em camadas, fazendo nuances estéticas com cores diferentes para ficar o mais natural possível ou colado ali a uma restauração de cerâmica. “Essas são as formas mais comuns, mas também pode ser feita a restauração com cerâmica, em laboratório e fora da boca, com a resina composta também, mas, no geral, são utilizados basicamente esses dois materiais.”    O tempo de duração de uma restauração com resina composta, diz o professor, é em média de oito anos ou mais. “Com o passar dos anos ela tende a absorver um pouco mais de fluidos e isso vai gerando uma degradação nas suas cadeias poliméricas, ou seja, na estrutura da resina composta, ela pode começar a se pigmentar e deixar marcas.” Já as cerâmicas, segundo Francci, a vida útil estimada é de 15 anos ou mais. “Nem todas as restaurações vão ter essa vida útil. Por questões estéticas, geralmente após um clareamento, o paciente sente necessidade de trocar as restaurações.”    O professor lembra que é consenso entre os profissionais da odontologia que deve existir um total controle da umidade no ato da restauração, especialmente no momento de aplicar o sistema adesivo, ou seja, a colinha na estrutura dental, pois qualquer contaminação, seja por saliva com sangue ou a própria umidade da respiração, pode comprometer seriamente a colagem dessa restauração ao dente. A seleção do material, seja resina ou cerâmica, também é essencial, segundo Francci. “Um excelente polimento na superfície dessas restaurações, para que tenha o mínimo de acúmulo de placa bacteriana, é essencial para uma boa longevidade dessas restaurações.”    Já o paciente, diz o professor, em geral precisa fazer aquilo que é básico, uma boa higiene bucal, uma escovação correta e uso do fio dental para sempre manter o menor acúmulo de placa bacteriana sobre estrutura dental. “Cárie não dá na restauração, ela precisa de estrutura dental natural, mas a interface da restauração com o dente é uma região de vulnerabilidade, então precisa ser mantida sempre limpa.”      Produção e Apresentação Rosemeire Talamone    CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)    Edição: Rádio USP Ribeirão]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=52068</guid><pubDate>Fri, 02 Dec 2022 13:14:09 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/52954615/odontologia_no_ar_restauracao_dental_precisa_de_higiene_e_cuidados_especificos.mp3" length="7999121" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo IBGE em setembro de 2020, constatou que dos 162 milhões de brasileiros, acima de 18 anos, 34 milhões perderam 13 dentes ou mais. 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O professor explica que, além do restauro para eliminar a cárie ou corrigir rachaduras e pedaços quebrados, o restauro também é utilizado em situações mais específicas, como, por exemplo, quando há espaços entre os dentes e eles são pequenos para a arcada dentária. “Esses espaços, chamados diastemas, podem ser preenchidos com um aumento do contorno dos dentes, isso também pode ser chamado de restauração, então restaurar é também para dar a forma mais adequada para a estrutura dental.”    Sobre os materiais utilizados para as restaurações, o professor diz que, após limpeza é aplicado um ácido no esmalte, seguida de uma colinha na estrutura dental e de uma luz para polimerizar (processo químico) e aquele espaço é preenchido com resina composta em camadas, fazendo nuances estéticas com cores diferentes para ficar o mais natural possível ou colado ali a uma restauração de cerâmica. “Essas são as formas mais comuns, mas também pode ser feita a restauração com cerâmica, em laboratório e fora da boca, com a resina composta também, mas, no geral, são utilizados basicamente esses dois materiais.”    O tempo de duração de uma restauração com resina composta, diz o professor, é em média de oito anos ou mais. “Com o passar dos anos ela tende a absorver um pouco mais de fluidos e isso vai gerando uma degradação nas suas cadeias poliméricas, ou seja, na estrutura da resina composta, ela pode começar a se pigmentar e deixar marcas.” Já as cerâmicas, segundo Francci, a vida útil estimada é de 15 anos ou mais. “Nem todas as restaurações vão ter essa vida útil. Por questões estéticas, geralmente após um clareamento, o paciente sente necessidade de trocar as restaurações.”    O professor lembra que é consenso entre os profissionais da odontologia que deve existir um total controle da umidade no ato da restauração, especialmente no momento de aplicar o sistema adesivo, ou seja, a colinha na estrutura dental, pois qualquer contaminação, seja por saliva com sangue ou a própria umidade da respiração, pode comprometer seriamente a colagem dessa restauração ao dente. A seleção do material, seja resina ou cerâmica, também é essencial, segundo Francci. “Um excelente polimento na superfície dessas restaurações, para que tenha o mínimo de acúmulo de placa bacteriana, é essencial para uma boa longevidade dessas restaurações.”    Já o paciente, diz o professor, em geral precisa fazer aquilo que é básico, uma boa higiene bucal, uma escovação correta e uso do fio dental para sempre manter o menor acúmulo de placa bacteriana sobre estrutura dental. “Cárie não dá na restauração, ela precisa de estrutura dental natural, mas a interface da restauração com o dente é uma região de vulnerabilidade, então precisa ser mantida sempre limpa.”      Produção e Apresentação Rosemeire Talamone    CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)    Edição: Rádio USP Ribeirão]]></itunes:summary><itunes:duration>500</itunes:duration><itunes:keywords>biologia oral,biomateriais,cárie,odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/e1791cf03548a3befcdeabb7db27b4d9.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Para especialista pasta de dente para criança deve conter flúor</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-para-especialista-pasta-de-dente-para-crianca-deve-conter-fluor--52954702</link><description><![CDATA[No episódio de hoje, o professor Fausto Medeiros Mendes, da Faculdade de Odontologia da USP, campus São Paulo, responde dúvidas da ouvinte Daiane Pinheiro, da cidade de Pontal, cidade de cerca de 50 mil habitantes na região metropolitana de Ribeirão Preto. Segundo Daiane, o dentista que atende seu filho de  quatro anos indicou um creme dental sem flúor e ouvinte ficou com dúvidas e quer mais informações sobre o uso deste produto.    Segundo o professor, existem as pastas e cremes dentes infantis que são indicadas para as crianças, mas na ausência ou na impossibilidade de adquirir uma delas, não há problema em se utilizar a mesma que a família toda utiliza, desde que tenha em sua composição entre 1.000 e 1.500 PPM de flúor. “Essa recomendação é feita desde o aparecimento dos primeiros dentes, pelo menos duas vezes ao dia”.    O professor alerta que o único efeito colateral para o uso de pasta com flúor pode ser a fluorose, e que os demais efeitos que são comentados na Internet, ou mesmo por alguns profissionais, são fake news. “Mesmo essa fluorose é leve e não causa nenhum efeito estético, além disso os benefícios da pasta com flúor para a prevenção da cárie é comprovado pelos estudos clínicos.”    Mendes explica que também nas cidades com flúor na água, a recomendação é de uso de pastas de dentes com flúor, pois mesmo aumentando o risco de fluorose, ela não causa nenhum impacto significativo na qualidade de vida da criança. “O que causa impacto negativo é a cárie dentária, que pode levar à dor e problemas funcionais”.    O professor recomenda que o uso de pasta por crianças deve ser feito em pequenas quantidades, logo após as refeições. “Com o estômago preenchido vai diminuir a absorção do flúor, o que minimiza o risco da fluorose, sem afetar o efeito benéfico do flúor da pasta de dente”.      Produção e Apresentação Rosemeire Talamone    CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)    Edição: Rádio USP Ribeirão]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=52057</guid><pubDate>Tue, 25 Oct 2022 13:12:43 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/52954702/odontologia_no_ar_para_especialista_pasta_de_dente_para_crianca_deve_conter_fluor.mp3" length="15680473" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>No episódio de hoje, o professor Fausto Medeiros Mendes, da Faculdade de Odontologia da USP, campus São Paulo, responde dúvidas da ouvinte Daiane Pinheiro, da cidade de Pontal, cidade de cerca de 50 mil habitantes na região metropolitana de Ribeirão...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[No episódio de hoje, o professor Fausto Medeiros Mendes, da Faculdade de Odontologia da USP, campus São Paulo, responde dúvidas da ouvinte Daiane Pinheiro, da cidade de Pontal, cidade de cerca de 50 mil habitantes na região metropolitana de Ribeirão Preto. Segundo Daiane, o dentista que atende seu filho de  quatro anos indicou um creme dental sem flúor e ouvinte ficou com dúvidas e quer mais informações sobre o uso deste produto.    Segundo o professor, existem as pastas e cremes dentes infantis que são indicadas para as crianças, mas na ausência ou na impossibilidade de adquirir uma delas, não há problema em se utilizar a mesma que a família toda utiliza, desde que tenha em sua composição entre 1.000 e 1.500 PPM de flúor. “Essa recomendação é feita desde o aparecimento dos primeiros dentes, pelo menos duas vezes ao dia”.    O professor alerta que o único efeito colateral para o uso de pasta com flúor pode ser a fluorose, e que os demais efeitos que são comentados na Internet, ou mesmo por alguns profissionais, são fake news. “Mesmo essa fluorose é leve e não causa nenhum efeito estético, além disso os benefícios da pasta com flúor para a prevenção da cárie é comprovado pelos estudos clínicos.”    Mendes explica que também nas cidades com flúor na água, a recomendação é de uso de pastas de dentes com flúor, pois mesmo aumentando o risco de fluorose, ela não causa nenhum impacto significativo na qualidade de vida da criança. “O que causa impacto negativo é a cárie dentária, que pode levar à dor e problemas funcionais”.    O professor recomenda que o uso de pasta por crianças deve ser feito em pequenas quantidades, logo após as refeições. “Com o estômago preenchido vai diminuir a absorção do flúor, o que minimiza o risco da fluorose, sem afetar o efeito benéfico do flúor da pasta de dente”.      Produção e Apresentação Rosemeire Talamone    CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)    Edição: Rádio USP Ribeirão]]></itunes:summary><itunes:duration>490</itunes:duration><itunes:keywords>cárie,fluor,fousp,odontologia no ar,odontopediatria,podcast,saúde bucal</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/e1791cf03548a3befcdeabb7db27b4d9.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Prevenção e orientação são essenciais para a saúde bucal do portador de síndrome de Down</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-prevencao-e-orientacao-sao-essenciais-para-a-saude-bucal-do-portador-de-sindrome-de-down--52953761</link><description><![CDATA[Cuidados alimentares e visitas periódicas a profissionais qualificados podem evitar riscos à saúde geral e bucal dessas pessoas    Além dos problemas odontológicos comuns a todos, as pessoas com síndrome de Down podem ter alguns desses problemas aumentados ou com maior frequência. Para falar sobre a saúde bucal do portador da síndrome de Down, esta semana conversamos com a professora Marina Helena Cury Gallotini, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, especialista em Patologia Bucal, Medicina Oral e Pacientes Especiais.     Marina conta que os pacientes com síndrome de Down têm risco aumentado para doença periodontal, alta frequência à má oclusão e tendência de maxila atrésica (estreitamento da arcada superior no sentido transversal), pouco desenvolvida e, assim, à mordida cruzada. E, ainda, diz a professora, esse paciente tem frequência maior de dentes com distúrbios de desenvolvimento como na forma e no tamanho.     Consultas longas podem levar à agitação    Para a professora, a prevenção é também fundamental para o portador de Down. Porém, deve-se evitar consultas longas que possam fazer esse paciente ficar muito agitado, cansado e que o leve a perder o condicionamento que foi adquirido e que permite que seja atendido em ambulatório periodicamente. A recomendação, diz, é que as crianças de forma geral façam a primeira visita dentro do primeiro ano de vida. A primeira visita deve acontecer antes da erupção do primeiro dente, que ocorre em torno dos seis meses de vida. “Nessa consulta é importante a mãe ou cuidador receber orientações em relação à higiene, alimentação e, ainda, sobre algumas questões que essa criança pode exibir ao longo da vida.”    A alimentação do paciente com Down também deve receber cuidados especiais; aquelas ricas em açúcares  e carboidratos vão impor uma condição pior de saúde, com maior risco para cárie, por exemplo. “Outra questão que merece atenção são os hábitos de higiene, uma vez incorporados na rotina são realizados com mais tranquilidade e devem ser bem sólidos desde os primeiros momentos.”    Visitas periódicas a um dentista são importantes. “Hoje em dia existem medidas preventivas e menos invasivas que permitem que a criança tenha doenças, como cárie, doença periodontal ou maloclusão, diagnosticadas precocemente, com isso o tratamento começa mais cedo e com melhores resultados.”    Escolha do profissional     Marina alerta que no atendimento da pessoa com Down é importante que o profissional se preocupe com aspectos gerais e com comorbidades. Dá, como exemplo, alterações importantes como cardiopatia congênita, que tem risco aumentado para endocardite infecciosa, além das condições comportamentais. “Cada caso tem que ser analisado de forma diferenciada.”     Outro aspecto, diz a professora, é o risco aumentado de contenção física que eles impõem. “Esse paciente pode ter uma condição chamada instabilidade atlantoaxial, problema ortopédico bem conhecido especialmente nas crianças com síndrome de Down, caracterizado pela frouxidão ligamentar entre a primeira e a segunda vértebra, que aumenta o risco de danos caso uma das vértebras pressione a medula espinhal. Nesse caso movimentos bruscos e contenções são contraindicados.”    Portanto, o dentista que vai atender o portador de síndrome depende do paciente. “Aquele que tem a síndrome, mas com uma saúde bem controlada, com um comportamento que aceita o tratamento e que exige muitos desafios pode e deve ser atendido por um profissional que se sinta capaz de fazê-lo. Já aqueles com muitas comorbidades, além da síndrome, devem ser atendidos por um profissional com mais experiência, nesse caso, dentistas com formação no atendimento de pacientes especiais, especialidade reconhecida no Brasil.”       Produção e Apresentação Rosemeire Talamone    CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)    Edição: Rádio USP Ribeirão]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=52053</guid><pubDate>Tue, 19 Jul 2022 16:53:22 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/52953761/odontologia_no_ar_prevencao_e_orientacao_sao_essenciais_para_a_saude_bucal_do_portador_de_sindrome_de_down.mp3" length="15386230" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Cuidados alimentares e visitas periódicas a profissionais qualificados podem evitar riscos à saúde geral e bucal dessas pessoas    Além dos problemas odontológicos comuns a todos, as pessoas com síndrome de Down podem ter alguns desses problemas...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Cuidados alimentares e visitas periódicas a profissionais qualificados podem evitar riscos à saúde geral e bucal dessas pessoas    Além dos problemas odontológicos comuns a todos, as pessoas com síndrome de Down podem ter alguns desses problemas aumentados ou com maior frequência. Para falar sobre a saúde bucal do portador da síndrome de Down, esta semana conversamos com a professora Marina Helena Cury Gallotini, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, especialista em Patologia Bucal, Medicina Oral e Pacientes Especiais.     Marina conta que os pacientes com síndrome de Down têm risco aumentado para doença periodontal, alta frequência à má oclusão e tendência de maxila atrésica (estreitamento da arcada superior no sentido transversal), pouco desenvolvida e, assim, à mordida cruzada. E, ainda, diz a professora, esse paciente tem frequência maior de dentes com distúrbios de desenvolvimento como na forma e no tamanho.     Consultas longas podem levar à agitação    Para a professora, a prevenção é também fundamental para o portador de Down. Porém, deve-se evitar consultas longas que possam fazer esse paciente ficar muito agitado, cansado e que o leve a perder o condicionamento que foi adquirido e que permite que seja atendido em ambulatório periodicamente. A recomendação, diz, é que as crianças de forma geral façam a primeira visita dentro do primeiro ano de vida. A primeira visita deve acontecer antes da erupção do primeiro dente, que ocorre em torno dos seis meses de vida. “Nessa consulta é importante a mãe ou cuidador receber orientações em relação à higiene, alimentação e, ainda, sobre algumas questões que essa criança pode exibir ao longo da vida.”    A alimentação do paciente com Down também deve receber cuidados especiais; aquelas ricas em açúcares  e carboidratos vão impor uma condição pior de saúde, com maior risco para cárie, por exemplo. “Outra questão que merece atenção são os hábitos de higiene, uma vez incorporados na rotina são realizados com mais tranquilidade e devem ser bem sólidos desde os primeiros momentos.”    Visitas periódicas a um dentista são importantes. “Hoje em dia existem medidas preventivas e menos invasivas que permitem que a criança tenha doenças, como cárie, doença periodontal ou maloclusão, diagnosticadas precocemente, com isso o tratamento começa mais cedo e com melhores resultados.”    Escolha do profissional     Marina alerta que no atendimento da pessoa com Down é importante que o profissional se preocupe com aspectos gerais e com comorbidades. Dá, como exemplo, alterações importantes como cardiopatia congênita, que tem risco aumentado para endocardite infecciosa, além das condições comportamentais. “Cada caso tem que ser analisado de forma diferenciada.”     Outro aspecto, diz a professora, é o risco aumentado de contenção física que eles impõem. “Esse paciente pode ter uma condição chamada instabilidade atlantoaxial, problema ortopédico bem conhecido especialmente nas crianças com síndrome de Down, caracterizado pela frouxidão ligamentar entre a primeira e a segunda vértebra, que aumenta o risco de danos caso uma das vértebras pressione a medula espinhal. Nesse caso movimentos bruscos e contenções são contraindicados.”    Portanto, o dentista que vai atender o portador de síndrome depende do paciente. “Aquele que tem a síndrome, mas com uma saúde bem controlada, com um comportamento que aceita o tratamento e que exige muitos desafios pode e deve ser atendido por um profissional que se sinta capaz de fazê-lo. Já aqueles com muitas comorbidades, além da síndrome, devem ser atendidos por um profissional com mais experiência, nesse caso, dentistas com formação no atendimento de pacientes especiais, especialidade reconhecida no Brasil.”       Produção e Apresentação Rosemeire Talamone    CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)    Edição: Rádio USP Ribeirão]]></itunes:summary><itunes:duration>481</itunes:duration><itunes:keywords>down,odontologia no ar,pacientes especiais,podcast,profissão dentista,saúde bucal</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/e1791cf03548a3befcdeabb7db27b4d9.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] A retração gengival pode ser percebida somente quando já está instalada</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-a-retracao-gengival-pode-ser-percebida-somente-quando-ja-esta-instalada--52954650</link><description><![CDATA[Técnicas e escova de dentes adequadas são essenciais para se evitar a retração gengival, assim como uma boa higienização e consultas regulares ao dentista    O podscast desta semana fala sobre retração gengival instalada, sugestão do ouvinte Henrique Tutini, da cidade de Catanduva, interior do Estado de São Paulo. O convidado para esclarecer as dúvidas do ouvinte é o professor João Cesar Neto, da Faculdade de Odontologia da USP, capital. Cesar Neto explica que retração gengival é quando acontece um deslocamento da margem da gengiva para a direção contrária à coroa do dente.     O professor alerta que, muitas vezes, no caso de retração o dentista consegue perceber pequenas mudanças apicais da margem gengival, o que nem sempre é perceptível ao paciente, que só começa a perceber quando tem um degrau entre a coroa e a gengiva ou quando começa a sentir sensibilidade ao frio e ao calor, ou seja, quando o problema já está instalado.    Sobre as causas da retração  gengival, Cesar Neto diz que as mais comuns são: trauma mecânico, por escovação ou escova inadequadas e, ainda, hábitos de morder palitos, por exemplo. Uma higienização bucal ruim também pode levar à inflamação da parte periodontal, o que pode ocasionar uma reabsorção óssea e, por consequência, a retração gengival. Atualmente, diz o professor, uma das queixas de quem tem retração gengival é a estética, pois os dentes se tornam mais alongados, e, ainda, de sensibilidade, tanto quando toma algo gelado como ao escovar os dentes.    O tratamento para retração gengival, segundo Cesar Neto, depende do tamanho do problema. Quando as lesões são pequenas, em estágios iniciais, o dentista busca saber a causa e orientar o paciente sobre a melhor forma de escovar os dentes e que tipo de escova utilizar, geralmente as extramacias. Já quando a retração é maior, o profissional observa se há perda de mineral e, nesse caso, trabalha com materiais restauradores. “Como a tendência da retração é aumentar, algumas vezes é necessário fazer tratamento cirúrgico para recriar o tecido em volta do dente.”    O professor afirma que a melhor maneira de se prevenir retração é ter uma higienização com técnicas e escova adequadas. “Com uma retração gengival instalada pode-se utilizar uma técnica chamada Stillmam, que varre da gengiva em direção ao dente.” Para quem não tem retração, o professor indica a técnica chamada Bass, que consiste em segurar a escova com as pontas dos dedos em movimentos suaves e vibratórios.    Cesar Neto lembra que, atualmente, com a longevidade cada vez maior é comum o aumento dos casos de retração gengival, por isso é muito importante a proteção das estruturas de suporte dos dentes e também as estruturas minerais, para que num momento mais avançado da vida elas tenham boa resistência.    Ouça no player acima a entrevista completa do professor João Cesar Neto sobre retração gengival.          Produção e Apresentação Rosemeire Talamone    CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)    Edição: Rádio USP Ribeirão]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=52042</guid><pubDate>Tue, 07 Jun 2022 19:14:26 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/52954650/odontologia_no_ar_a_retracao_gengival_pode_ser_percebida_somente_quando_ja_esta_instalada.mp3" length="17657838" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Técnicas e escova de dentes adequadas são essenciais para se evitar a retração gengival, assim como uma boa higienização e consultas regulares ao dentista    O podscast desta semana fala sobre retração gengival instalada, sugestão do ouvinte Henrique...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Técnicas e escova de dentes adequadas são essenciais para se evitar a retração gengival, assim como uma boa higienização e consultas regulares ao dentista    O podscast desta semana fala sobre retração gengival instalada, sugestão do ouvinte Henrique Tutini, da cidade de Catanduva, interior do Estado de São Paulo. O convidado para esclarecer as dúvidas do ouvinte é o professor João Cesar Neto, da Faculdade de Odontologia da USP, capital. Cesar Neto explica que retração gengival é quando acontece um deslocamento da margem da gengiva para a direção contrária à coroa do dente.     O professor alerta que, muitas vezes, no caso de retração o dentista consegue perceber pequenas mudanças apicais da margem gengival, o que nem sempre é perceptível ao paciente, que só começa a perceber quando tem um degrau entre a coroa e a gengiva ou quando começa a sentir sensibilidade ao frio e ao calor, ou seja, quando o problema já está instalado.    Sobre as causas da retração  gengival, Cesar Neto diz que as mais comuns são: trauma mecânico, por escovação ou escova inadequadas e, ainda, hábitos de morder palitos, por exemplo. Uma higienização bucal ruim também pode levar à inflamação da parte periodontal, o que pode ocasionar uma reabsorção óssea e, por consequência, a retração gengival. Atualmente, diz o professor, uma das queixas de quem tem retração gengival é a estética, pois os dentes se tornam mais alongados, e, ainda, de sensibilidade, tanto quando toma algo gelado como ao escovar os dentes.    O tratamento para retração gengival, segundo Cesar Neto, depende do tamanho do problema. Quando as lesões são pequenas, em estágios iniciais, o dentista busca saber a causa e orientar o paciente sobre a melhor forma de escovar os dentes e que tipo de escova utilizar, geralmente as extramacias. Já quando a retração é maior, o profissional observa se há perda de mineral e, nesse caso, trabalha com materiais restauradores. “Como a tendência da retração é aumentar, algumas vezes é necessário fazer tratamento cirúrgico para recriar o tecido em volta do dente.”    O professor afirma que a melhor maneira de se prevenir retração é ter uma higienização com técnicas e escova adequadas. “Com uma retração gengival instalada pode-se utilizar uma técnica chamada Stillmam, que varre da gengiva em direção ao dente.” Para quem não tem retração, o professor indica a técnica chamada Bass, que consiste em segurar a escova com as pontas dos dedos em movimentos suaves e vibratórios.    Cesar Neto lembra que, atualmente, com a longevidade cada vez maior é comum o aumento dos casos de retração gengival, por isso é muito importante a proteção das estruturas de suporte dos dentes e também as estruturas minerais, para que num momento mais avançado da vida elas tenham boa resistência.    Ouça no player acima a entrevista completa do professor João Cesar Neto sobre retração gengival.          Produção e Apresentação Rosemeire Talamone    CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)    Edição: Rádio USP Ribeirão]]></itunes:summary><itunes:duration>442</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast,saúde bucal</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/e1791cf03548a3befcdeabb7db27b4d9.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Lentes de contato dentais compradas pela Internet podem trazer mais danos do que benefícios</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-lentes-de-contato-dentais-compradas-pela-internet-podem-trazer-mais-danos-do-que-beneficios--52954658</link><description><![CDATA[As lentes e lâminas vendidas pela internet são feitas de resinas, material que não tem durabilidade, no máximo dois anos, pois sofrem desgastes com produtos abrasivos, como creme dental, por exemplo, e mancham fácil por serem porosos, podem causar irritações e infecções gengivais    esta semana, o professor Claudio Luiz Sendik, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, alerta sobre os riscos da mais nova moda para se ter um os dentes mais brancos e uniformes. A compra de lentes de contato dentais pela internet.    O professor lembra que lentes de contato dentais são lâminas de cerâmica muito finas, altamente resistentes, que são colocadas nos dentes e servem para corrigir forma, tamanho e cor.  “Também podem ser feitas em pequenos fragmentos, sempre coladas aos dentes e não mudam de cor. São indicadas para dentes com pequenas variações de cor, quebrados ou com muitas resinas. As lâminas são feitas em laboratório e especificamente para cada paciente. Quando sua espessura é maior, ela  é denominada lâmina.     O professor diz que são coladas com cimentos específicos usados em odontologia e é necessário a atuação do dentista. “As lentes para serem coladas precisam da superfície do dente tratada e isolada para não ter umidade e todo cimento, que possa ter entre os dentes ou no espaço da gengiva, tem que ter removido para que ele não funcione como um tártaro, o que pode provocar grandes irritações ou até mesmo infecções gengivais.”    Com as lentes adquiridas na internet não é possível ter todos esses cuidados. “As lentes e lâminas vendidas pela internet são feitas de resinas, material que não tem durabilidade, no máximo dois anos, pois sofrem desgastes com produtos abrasivos, como creme dental, por exemplo, e mancham fácil por serem porosos. Com isso, os riscos são vários, elas se soltam, sofrem infiltrações, os contornos podem ficam com excesso, o que com a escovação ou ao passar fio dental podem levar à sangramento, o que vai causar mais dano do que beneficio.    O professor ressalta que para se ter sempre os dentes branquinhos e uniformes é importante manter a higienização e visitar o cirurgião-dentista de 6 em 6 meses, seguindo todas as orientações do profissional.      Produção e Apresentação Rosemeire Talamone    CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)    Edição: Rádio USP Ribeirão]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=52029</guid><pubDate>Mon, 21 Mar 2022 14:19:27 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/52954658/odontologia_no_ar_lentes_de_contato_dentais_compradas_pela_internet_podem_trazer_mais_danos_do_que_beneficios.mp3" length="8692837" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>As lentes e lâminas vendidas pela internet são feitas de resinas, material que não tem durabilidade, no máximo dois anos, pois sofrem desgastes com produtos abrasivos, como creme dental, por exemplo, e mancham fácil por serem porosos, podem causar...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[As lentes e lâminas vendidas pela internet são feitas de resinas, material que não tem durabilidade, no máximo dois anos, pois sofrem desgastes com produtos abrasivos, como creme dental, por exemplo, e mancham fácil por serem porosos, podem causar irritações e infecções gengivais    esta semana, o professor Claudio Luiz Sendik, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, alerta sobre os riscos da mais nova moda para se ter um os dentes mais brancos e uniformes. A compra de lentes de contato dentais pela internet.    O professor lembra que lentes de contato dentais são lâminas de cerâmica muito finas, altamente resistentes, que são colocadas nos dentes e servem para corrigir forma, tamanho e cor.  “Também podem ser feitas em pequenos fragmentos, sempre coladas aos dentes e não mudam de cor. São indicadas para dentes com pequenas variações de cor, quebrados ou com muitas resinas. As lâminas são feitas em laboratório e especificamente para cada paciente. Quando sua espessura é maior, ela  é denominada lâmina.     O professor diz que são coladas com cimentos específicos usados em odontologia e é necessário a atuação do dentista. “As lentes para serem coladas precisam da superfície do dente tratada e isolada para não ter umidade e todo cimento, que possa ter entre os dentes ou no espaço da gengiva, tem que ter removido para que ele não funcione como um tártaro, o que pode provocar grandes irritações ou até mesmo infecções gengivais.”    Com as lentes adquiridas na internet não é possível ter todos esses cuidados. “As lentes e lâminas vendidas pela internet são feitas de resinas, material que não tem durabilidade, no máximo dois anos, pois sofrem desgastes com produtos abrasivos, como creme dental, por exemplo, e mancham fácil por serem porosos. Com isso, os riscos são vários, elas se soltam, sofrem infiltrações, os contornos podem ficam com excesso, o que com a escovação ou ao passar fio dental podem levar à sangramento, o que vai causar mais dano do que beneficio.    O professor ressalta que para se ter sempre os dentes branquinhos e uniformes é importante manter a higienização e visitar o cirurgião-dentista de 6 em 6 meses, seguindo todas as orientações do profissional.      Produção e Apresentação Rosemeire Talamone    CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)    Edição: Rádio USP Ribeirão]]></itunes:summary><itunes:duration>267</itunes:duration><itunes:keywords>estetica odontológica,fo,fousp,lentes de contato,lentes de contato dental,lentes dentais,odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/e1791cf03548a3befcdeabb7db27b4d9.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Existem poucos dados científicos sobre com que frequência se deve trocar uma escova de dentes</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-existem-poucos-dados-cientificos-sobre-com-que-frequencia-se-deve-trocar-uma-escova-de-dentes--52954535</link><description><![CDATA[Com isso, o professor Giuseppe Alexandre Romito, da Faculdade de Odontologia da USP, acredita que o melhor é levar à população um parâmetro para o tempo de utilização do instrumento    No episódio anterior, o professor Giuseppe Alexandre Romito, da disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia (FO) da USP em São Paulo, falou da importância da substituição da escova de dente de preferência todo mês. Essa afirmação causou reações em alguns ouvintes, que questionaram a falta de evidência científica para essa afirmação. Em resposta o professor Romito esclarece que não existe na literatura científica dados robustos que indiquem com qual frequência deve-se trocar uma escova de dentes. “As poucas informações disponíveis estão baseadas em dados de estudos realizados pela indústria o que, na maioria, carece de uma avaliação independente.” O professor diz, ainda, que “o parâmetro mais frequentemente utilizado para indicar a troca de uma escova de dentes é baseado na deformação das cerdas das escovas, ou seja, a partir do momento em que as cerdas se “abrem”. “Teoricamente as escovam perderiam a sua efetividade em remover o biofilme bacteriano (placa bacteriana), porém, mesmo assim não temos evidências científicas que comprovem esta afirmação.” Romito lembra que “infelizmente, muitas vezes não há evidência científica para todas as questões, talvez a melhor indicação de troca de uma escova de dentes seja quando ela apresente as cerdas deformadas (pouco, muito, também não sabemos) e/ou quando não seja mais possível ter as cerdas livres de mofos ou resíduos”. Entretanto, questiona Romito, “é melhor darmos para a população um parâmetro mais objetivo ou ficarmos com um mais subjetivo, porém que leve à utilização de um instrumento que pode não estar sendo efetivo?”      Produção: Rosemeire Talamone     Apresentação: Robert Siqueira     CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)     Edição: Rádio USP Ribeirão]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51998</guid><pubDate>Thu, 03 Feb 2022 12:55:58 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/52954535/odontologia_no_ar_existem_poucos_dados_cientificos_sobre_com_que_frequencia_se_deve_trocar_uma_escova_de_dentes.mp3" length="6848923" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Com isso, o professor Giuseppe Alexandre Romito, da Faculdade de Odontologia da USP, acredita que o melhor é levar à população um parâmetro para o tempo de utilização do instrumento    No episódio anterior, o professor Giuseppe Alexandre Romito, da...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Com isso, o professor Giuseppe Alexandre Romito, da Faculdade de Odontologia da USP, acredita que o melhor é levar à população um parâmetro para o tempo de utilização do instrumento    No episódio anterior, o professor Giuseppe Alexandre Romito, da disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia (FO) da USP em São Paulo, falou da importância da substituição da escova de dente de preferência todo mês. Essa afirmação causou reações em alguns ouvintes, que questionaram a falta de evidência científica para essa afirmação. Em resposta o professor Romito esclarece que não existe na literatura científica dados robustos que indiquem com qual frequência deve-se trocar uma escova de dentes. “As poucas informações disponíveis estão baseadas em dados de estudos realizados pela indústria o que, na maioria, carece de uma avaliação independente.” O professor diz, ainda, que “o parâmetro mais frequentemente utilizado para indicar a troca de uma escova de dentes é baseado na deformação das cerdas das escovas, ou seja, a partir do momento em que as cerdas se “abrem”. “Teoricamente as escovam perderiam a sua efetividade em remover o biofilme bacteriano (placa bacteriana), porém, mesmo assim não temos evidências científicas que comprovem esta afirmação.” Romito lembra que “infelizmente, muitas vezes não há evidência científica para todas as questões, talvez a melhor indicação de troca de uma escova de dentes seja quando ela apresente as cerdas deformadas (pouco, muito, também não sabemos) e/ou quando não seja mais possível ter as cerdas livres de mofos ou resíduos”. Entretanto, questiona Romito, “é melhor darmos para a população um parâmetro mais objetivo ou ficarmos com um mais subjetivo, porém que leve à utilização de um instrumento que pode não estar sendo efetivo?”      Produção: Rosemeire Talamone     Apresentação: Robert Siqueira     CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)     Edição: Rádio USP Ribeirão]]></itunes:summary><itunes:duration>210</itunes:duration><itunes:keywords>escova de dentes,odontologia no ar,podcast,saúde bucal</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/c7d22a46479092f160969641571116b5.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Escova dental deve ser trocada todo mês</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-escova-dental-deve-ser-trocada-todo-mes--52953891</link><description><![CDATA[E a escova para a higiene bucal deve ser macia e com as cerdas todas na mesma altura, segundo professor da Faculdade de Odontologia da USP    Esta semana, o professor Giuseppe Alexandre Romito, da disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia (FO) da USP em São Paulo, fala sobre a escolha da escova dental para a nossa higiene bucal, qual o melhor produto e quanto tempo dura.     O professor informa que a melhor escova de dente tem características básicas, como boa empunhadura, que mantenha firmeza e não escorregue, com a cabeça pequena e as cerdas na mesma altura e sempre macias, nunca as duras ou médias, mesmo elas existindo no mercado. “Nada de escovas com cerdas com diferenças na altura ou tridimensionais.”    Segundo Romito, não existe uma específica que é a melhor do mercado, mas sim aquela que a pessoa mais se adapta e que remova a placa bacteriana. Sobre a troca da escova, a professor diz que ela deve ser feita de preferência a cada mês, no máximo a cada dois meses.      Produção: Rosemeire Talamone     Apresentação: Robert Siqueira     CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)     Edição: Rádio USP Ribeirão]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51993</guid><pubDate>Tue, 14 Dec 2021 13:11:46 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/52953891/odontologia_no_ar_escova_dental_deve_ser_trocada_todo_mes.mp3" length="5301551" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>E a escova para a higiene bucal deve ser macia e com as cerdas todas na mesma altura, segundo professor da Faculdade de Odontologia da USP    Esta semana, o professor Giuseppe Alexandre Romito, da disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[E a escova para a higiene bucal deve ser macia e com as cerdas todas na mesma altura, segundo professor da Faculdade de Odontologia da USP    Esta semana, o professor Giuseppe Alexandre Romito, da disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia (FO) da USP em São Paulo, fala sobre a escolha da escova dental para a nossa higiene bucal, qual o melhor produto e quanto tempo dura.     O professor informa que a melhor escova de dente tem características básicas, como boa empunhadura, que mantenha firmeza e não escorregue, com a cabeça pequena e as cerdas na mesma altura e sempre macias, nunca as duras ou médias, mesmo elas existindo no mercado. “Nada de escovas com cerdas com diferenças na altura ou tridimensionais.”    Segundo Romito, não existe uma específica que é a melhor do mercado, mas sim aquela que a pessoa mais se adapta e que remova a placa bacteriana. Sobre a troca da escova, a professor diz que ela deve ser feita de preferência a cada mês, no máximo a cada dois meses.      Produção: Rosemeire Talamone     Apresentação: Robert Siqueira     CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)     Edição: Rádio USP Ribeirão]]></itunes:summary><itunes:duration>161</itunes:duration><itunes:keywords>escova de dente,fousp,odontologia no ar,periodontia,podcast,saúde bucal</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/c7d22a46479092f160969641571116b5.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Atualmente substâncias utilizadas para tratamento de canal não causam escurecimento do dente</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-atualmente-substancias-utilizadas-para-tratamento-de-canal-nao-causam-escurecimento-do-dente--52953892</link><description><![CDATA[Traumas dentais também podem causar escurecimento da coroa dental, portanto é importante sempre procurar um cirurgião-dentista para avaliar o caso<a href="https://www.facebook.com/sharer.php?u=https%3A%2F%2Fjornal.usp.br%2Fpodcast%2Fmomento-odontologia-115-atualmente-substancias-utilizadas-para-tratamento-de-canal-nao-causam-escurecimento-do-dente%2F" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a><a href="https://twitter.com/share?url=https%3A%2F%2Fjornal.usp.br%2Fpodcast%2Fmomento-odontologia-115-atualmente-substancias-utilizadas-para-tratamento-de-canal-nao-causam-escurecimento-do-dente%2F&amp;text=Momento%20Odontologia%20%23115%3A%20Atualmente%20subst%C3%A2ncias%20utilizadas%20para%20tratamento%20de%20canal%20n%C3%A3o%20causam%20escurecimento%20do%20dente&amp;via=usponline" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a><a 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href="https://mail.google.com/mail/u/0/?view=cm&amp;fs=1&amp;su=Momento%20Odontologia%20%23115%3A%20Atualmente%20subst%C3%A2ncias%20utilizadas%20para%20tratamento%20de%20canal%20n%C3%A3o%20causam%20escurecimento%20do%20dente&amp;body=https%3A%2F%2Fjornal.usp.br%2Fpodcast%2Fmomento-odontologia-115-atualmente-substancias-utilizadas-para-tratamento-de-canal-nao-causam-escurecimento-do-dente%2F%0A%0AMomento%20Odontologia%20%23115%3A%20Atualmente%20subst%C3%A2ncias%20utilizadas%20para%20tratamento%20de%20canal%20n%C3%A3o%20causam%20escurecimento%20do%20dente%0A%0ANo%20podcast%20Momento%20Odontologia%20desta%20semana%20a%20professora%20Mary%20Caroline%20Skelton-Macedo%2C%20mais%20conhecida%20como%20professora%20Maine%2C%C2%A0da%20Faculdade%20de%20Odontologia%20%28FO%29%20da%20USP%20em%20S%C3%A3o%20Paulo%20responde%20ao%20questionamento%20de%20um%20ouvinte.%C2%A0O%20ouvinte%20conta%20que%20fez%20um%20tratamento%20de%20canal%2C%20ou%20seja%2C%20endod%C3%B4ntico%2C%20e%20o%20dente%20tratado%20ficou%20escuro%20e%20ele%20quer%20saber%20o%20motivo%20disso.%C2%A0%0D%0A%0D%0ASegundo%20a%20professora%20Maine%2C%20isso%20ocorre%20porque%20algumas%20subst%C3%A2ncias%20utilizadas%20para%20o%20tratamento%20de%20canal%20pode%20escurecer%20a%20coroa%20do%20dente%2C%20mas%20alerta%20que%20atualmente%20existem%20subst%C3%A2ncias%20que%20n%C3%A3o%20t%C3%AAm%20mais%20esse%20efeito.%20Sobre%20a%20possibilidade%20do%20dente%20voltar%20a%20ficar%20na%20cor%20original%20ou%20pr%C3%B3ximo%20disso%2C%20o%20paciente%20precisa%20fazer%20um%20tratamento%20de%20clareamento%20dental%2C%20com%20supervis%C3%A3o%20do%20cirurgi%C3%A3o%20dentista.%20%22Se%20for%20mesmo%20o%20tratamento%20endod%C3%B4ntico%20o%20causador%20desse%20escurecimento%2C%20o%20cirurgi%C3%A3o%20dentista%20ter%C3%A1%20que%20fazer%20esse%20tratamento%20tamb%C3%A9m%20dentro%20da%20coroa.%22%0D%0A%0D%0AOutra%20d%C3%BAvida%20levanta%20pelo%20ouvinte%20%C3%A9%20se%20o%20dente%20fica%20mais%20fraco%20com%20o%20clareamento%20e%20a%20professora%20informa%20que%20estrutura%20dental%20fraca%20%C3%A9%20resultado%20do%20comprometimento%20do%20dente%20por%20c%C3%A1rie%2C%20da%20remo%C3%A7%C3%A3o%20do%20tecido%20careado%20e%20da%20restaura%C3%A7%C3%A3o.%20%22Na%20verdade%20o%20clareamento%20s%C3%B3%20vai%20ser%20estabelecido%20se%20houver%20estrutura%20para%20clarear%20que%20justifique%2C%20e%20isso%20n%C3%A3o%20ser%C3%A1%20um%20causador%20de%20fratura.%22%0D%0A%0D%0AMaine%2C%20volta%20a%20dizer%20que%20existem%20agentes%20met%C3%A1licos%20que%20causam%20escurecimento%2C%20assim%20como%20agentes%20org%C3%A2nicos%20e%20outros%20componentes%20de%20subst%C3%A2ncias%20qu%C3%ADmicas.%20%22Procure%20sempre%20um%20bom%20cirurgi%C3%A3o-dentista%20que%20possa%20orientar%20sobre%20todos%20os%20aspectos%20relacionados%20ao%20dente%20espec%C3%ADfico%20e%20lembre-se%20que%C2%A0%20trauma%20dental%20tamb%C3%A9m%20pode%20escurecer%20a%20coroa%20e%20ser%20um%20facilitador%20de%20problema%20endod%C3%B4ntico%2C%20por%20isso%20%C3%A9%20necess%C3%A1rio%20ficar%20atento%20sobre%20a%20causa%20do%C2%A0%20escurecimento%2C%20portanto%20dependendo%20dela%2C%20o%20tratamento%20ser%C3%A1%20diferente.%22%0D%0A%0D%0A%0A&amp;tf=1" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a><a href="https://telegram.me/share/url?url=https%3A%2F%2Fjornal.usp.br%2Fpodcast%2Fmomento-odontologia-115-atualmente-substancias-utilizadas-para-tratamento-de-canal-nao-causam-escurecimento-do-dente%2F&amp;text=Momento%20Odontologia%20%23115%3A%20Atualmente%20subst%C3%A2ncias%20utilizadas%20para%20tratamento%20de%20canal%20n%C3%A3o%20causam%20escurecimento%20do%20dente" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a><a href="https://www.printfriendly.com/print?url=https%3A%2F%2Fjornal.usp.br%2Fpodcast%2Fmomento-odontologia-115-atualmente-substancias-utilizadas-para-tratamento-de-canal-nao-causam-escurecimento-do-dente%2F" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a>    No podcast desta semana a professora Mary Caroline Skelton-Macedo, mais conhecida como professora Maine, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP em São Paulo responde ao questionamento de um ouvinte. O ouvinte conta que fez um tratamento de canal, ou seja, endodôntico, e o dente tratado ficou escuro e ele quer saber o motivo disso.     Segundo a professora Maine, isso ocorre porque algumas substâncias utilizadas para o tratamento de canal pode escurecer a coroa do dente, mas alerta que atualmente existem substâncias que não têm mais esse efeito. Sobre a possibilidade do dente voltar a ficar na cor original ou próximo disso, o paciente precisa fazer um tratamento de clareamento dental, com supervisão do cirurgião dentista. “Se for mesmo o tratamento endodôntico o causador desse escurecimento, o cirurgião dentista terá que fazer esse tratamento também dentro da coroa.”    Outra dúvida levantada pelo ouvinte é se o dente fica mais fraco com o clareamento e a professora informa que estrutura dental fraca é resultado do comprometimento do dente por cárie, da remoção do tecido careado e da restauração. “Na verdade o clareamento só vai ser estabelecido se houver estrutura para clarear que justifique]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51989</guid><pubDate>Mon, 13 Dec 2021 15:46:28 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/52953892/odontologia_no_ar_atualmente_substancias_utilizadas_para_tratamento_de_canal_nao_causam_escurecimento_do_dente.mp3" length="8324258" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Traumas dentais também podem causar escurecimento da coroa dental, portanto é importante sempre procurar um cirurgião-dentista para avaliar o caso    No podcast desta semana a professora Mary Caroline Skelton-Macedo, mais conhecida como professora...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Traumas dentais também podem causar escurecimento da coroa dental, portanto é importante sempre procurar um cirurgião-dentista para avaliar o caso<a href="https://www.facebook.com/sharer.php?u=https%3A%2F%2Fjornal.usp.br%2Fpodcast%2Fmomento-odontologia-115-atualmente-substancias-utilizadas-para-tratamento-de-canal-nao-causam-escurecimento-do-dente%2F" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a><a href="https://twitter.com/share?url=https%3A%2F%2Fjornal.usp.br%2Fpodcast%2Fmomento-odontologia-115-atualmente-substancias-utilizadas-para-tratamento-de-canal-nao-causam-escurecimento-do-dente%2F&amp;text=Momento%20Odontologia%20%23115%3A%20Atualmente%20subst%C3%A2ncias%20utilizadas%20para%20tratamento%20de%20canal%20n%C3%A3o%20causam%20escurecimento%20do%20dente&amp;via=usponline" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a><a href="https://web.whatsapp.com/send?text=Momento%20Odontologia%20%23115%3A%20Atualmente%20subst%C3%A2ncias%20utilizadas%20para%20tratamento%20de%20canal%20n%C3%A3o%20causam%20escurecimento%20do%20dente%20%E2%98%9B%20https%3A%2F%2Fjornal.usp.br%2Fpodcast%2Fmomento-odontologia-115-atualmente-substancias-utilizadas-para-tratamento-de-canal-nao-causam-escurecimento-do-dente%2F" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a><a href="https://www.linkedin.com/shareArticle?mini=true&amp;url=https%3A%2F%2Fjornal.usp.br%2Fpodcast%2Fmomento-odontologia-115-atualmente-substancias-utilizadas-para-tratamento-de-canal-nao-causam-escurecimento-do-dente%2F&amp;title=Momento%20Odontologia%20%23115%3A%20Atualmente%20subst%C3%A2ncias%20utilizadas%20para%20tratamento%20de%20canal%20n%C3%A3o%20causam%20escurecimento%20do%20dente" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a><a...]]></itunes:summary><itunes:duration>260</itunes:duration><itunes:keywords>canal,endodontia,fo,fousp,odontologia no ar,podcast,saúde bucal</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/c7d22a46479092f160969641571116b5.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Os implantes são alternativas ao tratamento conservador com próteses</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-os-implantes-sao-alternativas-ao-tratamento-conservador-com-proteses--52954652</link><description><![CDATA[Com o avanço da implantodontia no Brasil, cada vez mais pessoas que perderam um ou mais dentes optam pelo procedimento. Com isso, surgem dúvidas sobre quem pode se submeter ao implante, a durabilidade e até do que é feito o dente ou dentes de um implante. Para responder essas e outras questões enviadas por um ouvinte, o Momento  Odontologia desta semana conversou com o professor Marcelo Munhóes Romano, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, em São Paulo.     Ao responder do que é feito um implante, o professor diz que é importante lembrar que, assim como os dentes naturais, os dentes implantados são divididos em parte coronária e parte radiculária, ou seja, a raiz e a coroa. A coroa é aquela parte que se enxerga na boca e a raiz onde fica a sustentação do dente. “No implante a raiz é feita do metal titânio em formato de um parafuso, já a parte coronária, quer dizer, a prótese sobre o implante pode ser feita de diversos materiais, como por exemplo,  cerâmicas e a zircônia.  Atualmente a novidade são as resinas impressas em impressora 3D.     O professor afirma que toda ausência dentária pode ser substituída por implantes, o que vai trazer a vantagem de não precisar unir o dente substituto aos dentes vizinhos ou não precisar desgastar os dentes vizinhos. “Os implantes são alternativas ao tratamento mais conservador e também trazem uma vantagem grande dos dentes ficarem isolados para higienização.”     Os cuidados com os implantes são basicamente os mesmos que se tem com os dentes normais. A prevenção, nesse caso, diz o professor, é a manutenção das condições bucais saudáveis, por isso uma boa higienização, utilizando as mesmas técnicas feitas com os dentes normais é muito importante, além das visitas regulares ao dentista.     Os implantes são planejados para não serem substituídos, para eles durarem, todavia, o que pode levar a uma possível substituição, são fatores relacionados à questão biomecânica, desgastes, por exemplo, questões biológicas, que não estão, lógico, no nosso planejamento, ou questões relacionadas a prótese, que nesse caso são retratáveis sem perder os implantes.     De acordo com o professor Romano, colocar implante não está relacionado à idade e sim a questão numérica.  “É claro que com a idade, a nossa reparação tecidual é mais lenta, o que deve ser levado em consideração na estratégia do tratamento, mas, não é uma contraindicação e sim um cuidado.”          Produção: Rosemeire Talamone     Apresentação: Robert Siqueira    CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)     Edição: Rádio USP Ribeirão     E-mail: ouvinte@usp.br]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51985</guid><pubDate>Thu, 21 Oct 2021 21:17:08 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/52954652/odontologia_no_ar_os_implantes_sao_alternativas_ao_tratamento_conservador_com_proteses.mp3" length="18134414" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Com o avanço da implantodontia no Brasil, cada vez mais pessoas que perderam um ou mais dentes optam pelo procedimento. Com isso, surgem dúvidas sobre quem pode se submeter ao implante, a durabilidade e até do que é feito o dente ou dentes de um...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Com o avanço da implantodontia no Brasil, cada vez mais pessoas que perderam um ou mais dentes optam pelo procedimento. Com isso, surgem dúvidas sobre quem pode se submeter ao implante, a durabilidade e até do que é feito o dente ou dentes de um implante. Para responder essas e outras questões enviadas por um ouvinte, o Momento  Odontologia desta semana conversou com o professor Marcelo Munhóes Romano, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, em São Paulo.     Ao responder do que é feito um implante, o professor diz que é importante lembrar que, assim como os dentes naturais, os dentes implantados são divididos em parte coronária e parte radiculária, ou seja, a raiz e a coroa. A coroa é aquela parte que se enxerga na boca e a raiz onde fica a sustentação do dente. “No implante a raiz é feita do metal titânio em formato de um parafuso, já a parte coronária, quer dizer, a prótese sobre o implante pode ser feita de diversos materiais, como por exemplo,  cerâmicas e a zircônia.  Atualmente a novidade são as resinas impressas em impressora 3D.     O professor afirma que toda ausência dentária pode ser substituída por implantes, o que vai trazer a vantagem de não precisar unir o dente substituto aos dentes vizinhos ou não precisar desgastar os dentes vizinhos. “Os implantes são alternativas ao tratamento mais conservador e também trazem uma vantagem grande dos dentes ficarem isolados para higienização.”     Os cuidados com os implantes são basicamente os mesmos que se tem com os dentes normais. A prevenção, nesse caso, diz o professor, é a manutenção das condições bucais saudáveis, por isso uma boa higienização, utilizando as mesmas técnicas feitas com os dentes normais é muito importante, além das visitas regulares ao dentista.     Os implantes são planejados para não serem substituídos, para eles durarem, todavia, o que pode levar a uma possível substituição, são fatores relacionados à questão biomecânica, desgastes, por exemplo, questões biológicas, que não estão, lógico, no nosso planejamento, ou questões relacionadas a prótese, que nesse caso são retratáveis sem perder os implantes.     De acordo com o professor Romano, colocar implante não está relacionado à idade e sim a questão numérica.  “É claro que com a idade, a nossa reparação tecidual é mais lenta, o que deve ser levado em consideração na estratégia do tratamento, mas, não é uma contraindicação e sim um cuidado.”          Produção: Rosemeire Talamone     Apresentação: Robert Siqueira    CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)     Edição: Rádio USP Ribeirão     E-mail: ouvinte@usp.br]]></itunes:summary><itunes:duration>567</itunes:duration><itunes:keywords>fousp,odontologia no ar,podcast,saúde bucal</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/c7d22a46479092f160969641571116b5.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Piercing na região da boca pode causar prejuízos à saúde bucal</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-piercing-na-regiao-da-boca-pode-causar-prejuizos-a-saude-bucal--52954680</link><description><![CDATA[Esses adornos podem gerar diferentes tipos de problema, a depender do local onde são colocados. Na língua, por exemplo, além de uma chance maior de infecção ou dano local, eles estão associados às fraturas dos dentes, informa especialista    O podcast<a href="https://jornal.usp.br/series/momento-odontologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> </a>desta semana recebeu a professora Mariana Minatel Braga Fraga da<a href="http://www.fo.usp.br/?lang=en" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Faculdade de Odontologia</a> (FO) da USP para falar sobre o uso de piercing na região da boca, como dentes, lábios e língua, e os possíveis prejuízos que eles podem causar para a região bucal, principalmente, se não receberem cuidado adequado. Por isso, em alguns países, como os Estados Unidos, o uso de piercing nesta região é contraindicado.    Conta a professora que “os piercings podem gerar diferentes tipos de problema, a depender do local onde são colocados”. Na língua, por exemplo, além de uma chance maior de infecção ou dano local, eles estão associados às fraturas dos dentes. Na região dos lábios, os piercings estão associados com retrações gengivais, em função do trauma que acontece repetidamente entre o piercing e o tecido gengival. Já os que são colocados nos dentes se tornam um grande empecilho para a higiene do local.    Além desses possíveis problemas, os piercings podem estar associados a problemas na fala, mastigação e em todas as funções orais. “Como ele é um objeto estranho e não usual, é possível que o corpo não se adapte. Caso isso ocorra e dure um longo período, “a recomendação é que se remova o piercing”.      Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone     CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)     Edição Sonora: Gabriel Soares     Edição Geral: Cinderela Caldeira]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51963</guid><pubDate>Wed, 30 Jun 2021 14:38:15 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/52954680/odontologia_no_ar_piercing_na_regiao_da_boca_pode_causar_prejuizos_a_saude_bucal.mp3" length="16548202" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Esses adornos podem gerar diferentes tipos de problema, a depender do local onde são colocados. Na língua, por exemplo, além de uma chance maior de infecção ou dano local, eles estão associados às fraturas dos dentes, informa especialista    O...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Esses adornos podem gerar diferentes tipos de problema, a depender do local onde são colocados. Na língua, por exemplo, além de uma chance maior de infecção ou dano local, eles estão associados às fraturas dos dentes, informa especialista    O podcast<a href="https://jornal.usp.br/series/momento-odontologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> </a>desta semana recebeu a professora Mariana Minatel Braga Fraga da<a href="http://www.fo.usp.br/?lang=en" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Faculdade de Odontologia</a> (FO) da USP para falar sobre o uso de piercing na região da boca, como dentes, lábios e língua, e os possíveis prejuízos que eles podem causar para a região bucal, principalmente, se não receberem cuidado adequado. Por isso, em alguns países, como os Estados Unidos, o uso de piercing nesta região é contraindicado.    Conta a professora que “os piercings podem gerar diferentes tipos de problema, a depender do local onde são colocados”. Na língua, por exemplo, além de uma chance maior de infecção ou dano local, eles estão associados às fraturas dos dentes. Na região dos lábios, os piercings estão associados com retrações gengivais, em função do trauma que acontece repetidamente entre o piercing e o tecido gengival. Já os que são colocados nos dentes se tornam um grande empecilho para a higiene do local.    Além desses possíveis problemas, os piercings podem estar associados a problemas na fala, mastigação e em todas as funções orais. “Como ele é um objeto estranho e não usual, é possível que o corpo não se adapte. Caso isso ocorra e dure um longo período, “a recomendação é que se remova o piercing”.      Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone     CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)     Edição Sonora: Gabriel Soares     Edição Geral: Cinderela Caldeira]]></itunes:summary><itunes:duration>513</itunes:duration><itunes:keywords>fo,fousp,piercing,saúde bucal</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/e1791cf03548a3befcdeabb7db27b4d9.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Uso de chupeta pode trazer prejuízos para a saúde bucal das crianças</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-uso-de-chupeta-pode-trazer-prejuizos-para-a-saude-bucal-das-criancas--45413294</link><description><![CDATA[Ana Lídia Ciamponi conta que o uso de chupetas “está associado a uma série de problemas para o desenvolvimento da criança”, como má-oclusão, crescimento ósseo inadequado e funções orais comprometidas<br /><br /><br /><br />O uso da chupeta é bem comum entre as crianças e é visto pela família como uma das formas mais efetivas de acalmar os bebês. Mas a chupeta pode colaborar no desenvolvimento de alguns problemas para a saúde bucal, e não é recomendada por nenhum profissional, principalmente após os dois anos idade. Os possíveis prejuízos desse hábito e as melhores formas de retirá-lo das crianças é o tema desta semana.<br /><br /><br /><br />Professora da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, Ana Lídia Ciamponi conta que o uso de chupetas “está associado a uma série de problemas para o desenvolvimento da criança”, como má-oclusão, crescimento ósseo inadequado e funções orais comprometidas.<br /><br /><br /><br />“Sempre é possível retirar a chupeta, já que quem oferece é a mãe”, ressalta Ana Lídia. É possível, também, amenizar os prejuízos provocados na saúde bucal da criança. Para isso, é recomendado o uso moderado da chupeta, que deve ser utilizada quando a criança for dormir ou quando estiver estressada ou agitada.  <br /><br /><br /><br />A professora diz que, para retirar o hábito, a família deve observar pontos importantes e, principalmente, não utilizar métodos punitivos, como colocar substâncias amargas na chupeta ou retirá-la sem a aprovação da criança. “É preciso que os pais trabalhem com um reforço positivo e com muita conversa, para que elas entendam a importância de deixar a chupeta”, finaliza.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone<br /><br /><br /><br />CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)<br /><br /><br /><br />Edição Sonora: Gabriel Soares<br /><br /><br /><br />Edição Geral: Cinderela Caldeira]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51960</guid><pubDate>Wed, 23 Jun 2021 15:41:23 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/45413294/odontologia_no_ar_uso_de_chupeta_pode_trazer_prejuizos_para_a_saude_bucal_das_criancas.mp3" length="11687909" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Ana Lídia Ciamponi conta que o uso de chupetas “está associado a uma série de problemas para o desenvolvimento da criança”, como má-oclusão, crescimento ósseo inadequado e funções orais comprometidas



O uso da chupeta é bem comum entre as crianças e...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Ana Lídia Ciamponi conta que o uso de chupetas “está associado a uma série de problemas para o desenvolvimento da criança”, como má-oclusão, crescimento ósseo inadequado e funções orais comprometidas<br /><br /><br /><br />O uso da chupeta é bem comum entre as crianças e é visto pela família como uma das formas mais efetivas de acalmar os bebês. Mas a chupeta pode colaborar no desenvolvimento de alguns problemas para a saúde bucal, e não é recomendada por nenhum profissional, principalmente após os dois anos idade. Os possíveis prejuízos desse hábito e as melhores formas de retirá-lo das crianças é o tema desta semana.<br /><br /><br /><br />Professora da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, Ana Lídia Ciamponi conta que o uso de chupetas “está associado a uma série de problemas para o desenvolvimento da criança”, como má-oclusão, crescimento ósseo inadequado e funções orais comprometidas.<br /><br /><br /><br />“Sempre é possível retirar a chupeta, já que quem oferece é a mãe”, ressalta Ana Lídia. É possível, também, amenizar os prejuízos provocados na saúde bucal da criança. Para isso, é recomendado o uso moderado da chupeta, que deve ser utilizada quando a criança for dormir ou quando estiver estressada ou agitada.  <br /><br /><br /><br />A professora diz que, para retirar o hábito, a família deve observar pontos importantes e, principalmente, não utilizar métodos punitivos, como colocar substâncias amargas na chupeta ou retirá-la sem a aprovação da criança. “É preciso que os pais trabalhem com um reforço positivo e com muita conversa, para que elas entendam a importância de deixar a chupeta”, finaliza.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone<br /><br /><br /><br />CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)<br /><br /><br /><br />Edição Sonora: Gabriel Soares<br /><br /><br /><br />Edição Geral: Cinderela Caldeira]]></itunes:summary><itunes:duration>361</itunes:duration><itunes:keywords>fousp,odontologia no ar,odontopediatria,ortodontia,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Reabilitação protética traz qualidade de vida aos pacientes que retiraram partes da face</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-reabilitacao-protetica-traz-qualidade-de-vida-aos-pacientes-que-retiraram-partes-da-face--45135607</link><description><![CDATA[Hoje recebemos a professora Neide Pena Coto, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, para falar sobre reabilitação protética em algumas das principais cirurgias feitas na face, como maxilectomia, mandibulectomia e glossectomia.<br /><br /><br /><br />Apesar dos nomes complicados, os procedimentos são bem comuns na odontologia. A maxilectomia é a retirada de parte ou de toda maxila “por um tipo de câncer ou lesão causada, por exemplo, por tiro ou arma branca”, enquanto a mandibulectomia corresponde à cirurgia de retirada total ou parcial da mandíbula e a glossectomia é a remoção parcial ou total da língua.<br /><br /><br /><br />Os procedimentos podem trazer alguns prejuízos para os pacientes, mas, apesar disso, Neide garante que é possível a reabilitação do paciente em todos esses casos, com a implantação de próteses, que “vão melhorar a sua qualidade de vida”. Além disso, a participação de fonoaudiólogos e psicólogos é essencial durante o processo.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone<br /><br /><br /><br />CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)<br /><br /><br /><br />Edição Sonora: Gabriel Soares<br /><br /><br /><br />Edição Geral: Cinderela Caldeira]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51957</guid><pubDate>Wed, 02 Jun 2021 12:54:09 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/45135607/odontologia_no_ar_reabilitacao_protetica_traz_qualidade_de_vida_aos_pacientes_que_retiraram_partes_da_face.mp3" length="14578328" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Hoje recebemos a professora Neide Pena Coto, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, para falar sobre reabilitação protética em algumas das principais cirurgias feitas na face, como maxilectomia, mandibulectomia e glossectomia.



Apesar dos nomes...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Hoje recebemos a professora Neide Pena Coto, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, para falar sobre reabilitação protética em algumas das principais cirurgias feitas na face, como maxilectomia, mandibulectomia e glossectomia.<br /><br /><br /><br />Apesar dos nomes complicados, os procedimentos são bem comuns na odontologia. A maxilectomia é a retirada de parte ou de toda maxila “por um tipo de câncer ou lesão causada, por exemplo, por tiro ou arma branca”, enquanto a mandibulectomia corresponde à cirurgia de retirada total ou parcial da mandíbula e a glossectomia é a remoção parcial ou total da língua.<br /><br /><br /><br />Os procedimentos podem trazer alguns prejuízos para os pacientes, mas, apesar disso, Neide garante que é possível a reabilitação do paciente em todos esses casos, com a implantação de próteses, que “vão melhorar a sua qualidade de vida”. Além disso, a participação de fonoaudiólogos e psicólogos é essencial durante o processo.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone<br /><br /><br /><br />CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)<br /><br /><br /><br />Edição Sonora: Gabriel Soares<br /><br /><br /><br />Edição Geral: Cinderela Caldeira]]></itunes:summary><itunes:duration>452</itunes:duration><itunes:keywords>glossectomia,mandibulectomia,maxilectomia,odontologia no ar,podcast,saúde bucal</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Odontologia pode ser importante aliada no combate à violência doméstica</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-odontologia-pode-ser-importante-aliada-no-combate-a-violencia-domestica--44740770</link><description><![CDATA[Especialista explica como o cirurgião-dentista pode ajudar as vítimas ao perceber sinais de violência doméstica durante um tratamento odontológico<br /><br /><br /><br />A violência doméstica é considerada um grande problema de saúde pública no Brasil. O problema é ainda mais grave para mulheres, crianças, adolescentes e idosos, que fazem parte do grupo mais vulnerável nessa questão, que atinge todas as classes sociais.<br /><br /><br /><br />Além disso, a pandemia de covid-19, que levou à necessidade de isolamento social, tem contribuído para um aumento no número de casos. Dados mais recentes do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos mostram que o Brasil teve mais de 105 mil denúncias de violência contra a mulher em 2020. <br /><br /><br /><br />Em entrevista ao podcast ,o professor Rodolfo Francisco Haltenhoff Melani, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, explicou que “o cirurgião-dentista tem um papel importante na detecção de uma das pontas do problema, as lesões físicas”. Isso porque, durante as consultas de tratamento odontológico, “é possível observar o comportamento e os sinais físicos decorrentes da violência”.<br /><br /><br /><br />Mas nem sempre é simples identificar esses sinais, pois muitas vezes, diz o professor, o próprio agressor impõe uma série de barreiras de acesso à vítima, “acompanhando-a em todas as consultas, respondendo perguntas dirigidas a ela, simulando situações para a agressão, coagindo a vítima para que ela se cale ou minta sobre o que aconteceu ou alegando um acidente doméstico”.<br /><br /><br /><br />“Sinais como hematomas, contusões ou lacerações na face, na cavidade oral, chamados ferimentos orofaciais, podem ser considerados sinais relacionados à violência”, diz. Além deles, lesões mais específicas, lábios machucados interna ou externamente, mobilidade ou fratura de dentes decorrente de trauma, a língua apresentando lacerações, “também podem ser considerados fortes sinais da violência”.<br /><br /><br /><br />Em casos de violência doméstica, conta Melani, o primeiro passo é o acolhimento da vítima. Por conta da sensação de impotência, que é bastante comum nesses casos, é preciso ter cuidado durante a abordagem profissional, até mesmo para pensar no melhor tratamento a ser implementado, principalmente porque em casos como esses a cabeça e a face são bastante atingidas.<br /><br /><br /><br />“O encaminhamento para outros profissionais é outro passo importante”, destaca. “Temos como consequência o transtorno de estresse pós-traumático, que deve ser acompanhado”, reforça o professor, que ainda complementa, ressaltando a importância de um aconselhamento psicológico, suporte socioassistencial e jurídico, além de denunciar os fatos, para inibir e punir o agressor.<br /><br /><br /><br />Conta Melani que, para fazer a denúncia, a ferramenta oficial utilizada pelos profissionais da saúde é a notificação compulsória, produzida pelo Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), que deve ser preenchida pelo profissional, identificando as lesões, e encaminhada às autoridades competentes.<br /><br /><br /><br />“A notificação da violência doméstica vai contribuir para o dimensionamento da questão, evitando novos traumas físicos, psicológicos e até mesmo a morte das vítimas”, destaca. Além disso, para o professor, é importante que o tema seja cada vez mais discutido durante a graduação, “para que os futuros profissionais tenham um maior conhecimento do assunto”.<br /><br /><br /><br />Para denunciar um caso de violência doméstica, a vítima, ou alguém próximo a ela, que saiba da situação, pode ligar no Disque 100, no Ligue 180 ou, então, para o 190.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone<br /><br /><br /><br />CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)<br /><br /><br /><br />Edição Sonora: Gabriel Soares<br /><br /><br /><br />Edição Geral: Cinderela Caldeira]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51953</guid><pubDate>Mon, 10 May 2021 19:20:05 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/44740770/odontologia_no_ar_odontologia_pode_ser_importante_aliada_no_combate_a_violencia_domestica.mp3" length="15690086" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Especialista explica como o cirurgião-dentista pode ajudar as vítimas ao perceber sinais de violência doméstica durante um tratamento odontológico



A violência doméstica é considerada um grande problema de saúde pública no Brasil. O problema é ainda...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Especialista explica como o cirurgião-dentista pode ajudar as vítimas ao perceber sinais de violência doméstica durante um tratamento odontológico<br /><br /><br /><br />A violência doméstica é considerada um grande problema de saúde pública no Brasil. O problema é ainda mais grave para mulheres, crianças, adolescentes e idosos, que fazem parte do grupo mais vulnerável nessa questão, que atinge todas as classes sociais.<br /><br /><br /><br />Além disso, a pandemia de covid-19, que levou à necessidade de isolamento social, tem contribuído para um aumento no número de casos. Dados mais recentes do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos mostram que o Brasil teve mais de 105 mil denúncias de violência contra a mulher em 2020. <br /><br /><br /><br />Em entrevista ao podcast ,o professor Rodolfo Francisco Haltenhoff Melani, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, explicou que “o cirurgião-dentista tem um papel importante na detecção de uma das pontas do problema, as lesões físicas”. Isso porque, durante as consultas de tratamento odontológico, “é possível observar o comportamento e os sinais físicos decorrentes da violência”.<br /><br /><br /><br />Mas nem sempre é simples identificar esses sinais, pois muitas vezes, diz o professor, o próprio agressor impõe uma série de barreiras de acesso à vítima, “acompanhando-a em todas as consultas, respondendo perguntas dirigidas a ela, simulando situações para a agressão, coagindo a vítima para que ela se cale ou minta sobre o que aconteceu ou alegando um acidente doméstico”.<br /><br /><br /><br />“Sinais como hematomas, contusões ou lacerações na face, na cavidade oral, chamados ferimentos orofaciais, podem ser considerados sinais relacionados à violência”, diz. Além deles, lesões mais específicas, lábios machucados interna ou externamente, mobilidade ou fratura de dentes decorrente de trauma, a língua apresentando lacerações, “também podem ser considerados fortes sinais da violência”.<br /><br /><br /><br />Em casos de violência doméstica, conta Melani, o primeiro passo é o acolhimento da vítima. Por conta da sensação de impotência, que é bastante comum nesses casos, é preciso ter cuidado durante a abordagem profissional, até mesmo para pensar no melhor tratamento a ser implementado, principalmente porque em casos como esses a cabeça e a face são bastante atingidas.<br /><br /><br /><br />“O encaminhamento para outros profissionais é outro passo importante”, destaca. “Temos como consequência o transtorno de estresse pós-traumático, que deve ser acompanhado”, reforça o professor, que ainda complementa, ressaltando a importância de um aconselhamento psicológico, suporte socioassistencial e jurídico, além de denunciar os fatos, para inibir e punir o agressor.<br /><br /><br /><br />Conta Melani que, para fazer a denúncia, a ferramenta oficial utilizada pelos profissionais da saúde é a notificação compulsória, produzida pelo Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), que deve ser preenchida pelo profissional, identificando as lesões, e encaminhada às autoridades competentes.<br /><br /><br /><br />“A notificação da violência doméstica vai contribuir para o dimensionamento da questão, evitando novos traumas físicos, psicológicos e até mesmo a morte das vítimas”, destaca. Além disso, para o professor, é importante que o tema seja cada vez mais discutido durante a graduação, “para que os futuros profissionais tenham um maior conhecimento do assunto”.<br /><br /><br /><br />Para denunciar um caso de violência doméstica, a vítima, ou alguém próximo a ela, que saiba da situação, pode ligar no Disque 100, no Ligue 180 ou, então, para o 190.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone<br /><br /><br /><br />CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)<br /><br /><br /><br />Edição Sonora: Gabriel Soares<br /><br /><br /><br />Edição Geral: Cinderela...]]></itunes:summary><itunes:duration>486</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Uso de enxaguatórios bucais no consultório odontológico reduz a quantidade de micro-organismos</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-uso-de-enxaguatorios-bucais-no-consultorio-odontologico-reduz-a-quantidade-de-micro-organismos--44411549</link><description><![CDATA[A orientação para esse uso faz parte do protocolo de diversas associações odontológicas e agências de saúde e ainda não há evidência para respaldar a recomendação de uso dos enxaguatórios para evitar a contaminação pelo novo coronavírus<br /><br /><br /><br />Como já abordamos no podcast Momento Odontologia, os enxaguatórios bucais são importantes instrumentos para a complementação da higiene bucal. Mas poucos sabem que esses produtos também são essenciais no atendimento odontológico. Quem explica os motivos dessa importância no Momento Odontologia desta semana é o professor Cláudio Mendes Pannuti, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP. <br /><br /><br /><br />Segundo Panutti, para explicar o motivo, é importante comentar que uma das vias de contaminação cruzada no consultório odontológico é pelo aerossol. O aerossol é gerado pelo spray da caneta de alta rotação, o popular “motorzinho”, e pelo ultrassom, entre outros aparelhos. O spray desses aparelhos pode se misturar à saliva, sangue e outras secreções bucais do paciente, que contêm vírus e bactérias, assim, o aerossol gerado, frequentemente, contém micro-organismos, que ficam suspensos no ar por horas. “Esses micro-organismos suspensos podem ser aspirados ou entrar em contato com a mucosa dos olhos, podendo causar infecção nos pacientes e na equipe odontológica.”<br /><br /><br /><br />Por isso, afirma o professor, há evidência de que bochechar com enxaguatório antes de um procedimento reduz a quantidade de micro-organismos na boca e a chance de contaminação cruzada no consultório dental, além de reduzir também o risco de uma infecção no local, por exemplo, após uma cirurgia bucal. O professor lembra que o uso do enxaguatório faz parte do protocolo de diversas associações odontológicas e agências de saúde, como o Centers for Disease Control and Prevention (CDC). <br /><br /><br /><br />Ambiente hospitalar<br /><br /><br /><br />Já no ambiente hospitalar, o professor diz que há estudos que mostram que certos antissépticos bucais, como clorexidina, por exemplo, reduzem o risco de pneumonia hospitalar, relacionada à ventilação mecânica. Nessa situação, o antisséptico é aplicado por profissionais, que usam escovas de dente, gaze ou swabs para passar o produto nos dentes e mucosas bucais. “Isso ocorre porque o uso de clorexidina reduz a quantidade de bactérias na boca, que de outra maneira poderiam ser aspiradas.”<br /><br /><br /><br />Sobre os enxaguatórios mais indicados no consultório, Pannuti diz que existem diversos princípios ativos. Clorexidina, cloreto de cetilpiridínio e óleos essenciais que são indicados para bochechos pré-procedimento, ou seja, antes do atendimento odontológico. “Já no ambiente hospitalar, a substância com maior evidência de eficácia para reduzir o risco de pneumonia hospitalar é a clorexidina.”<br /><br /><br /><br />O professor encerra afirmando que alguns estudos de enxaguatório pré-procedimento são da década de 1960 e 1970, mas que não existe nenhuma evidência para respaldar a recomendação de uso dos enxaguatórios para evitar a contaminação pelo novo coronavírus.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone <br /><br /><br /><br />CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)<br /><br /><br /><br /> Edição Sonora: Gabriel Soares <br /><br /><br /><br />Edição Geral: Cinderela Caldeira]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51949</guid><pubDate>Tue, 20 Apr 2021 19:22:13 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/44411549/odontologia_no_ar_uso_de_enxaguatorios_bucais_no_consultorio_odontologico_reduz_a_quantidade_de_micro_organismos.mp3" length="12395551" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>A orientação para esse uso faz parte do protocolo de diversas associações odontológicas e agências de saúde e ainda não há evidência para respaldar a recomendação de uso dos enxaguatórios para evitar a contaminação pelo novo coronavírus



Como já...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[A orientação para esse uso faz parte do protocolo de diversas associações odontológicas e agências de saúde e ainda não há evidência para respaldar a recomendação de uso dos enxaguatórios para evitar a contaminação pelo novo coronavírus<br /><br /><br /><br />Como já abordamos no podcast Momento Odontologia, os enxaguatórios bucais são importantes instrumentos para a complementação da higiene bucal. Mas poucos sabem que esses produtos também são essenciais no atendimento odontológico. Quem explica os motivos dessa importância no Momento Odontologia desta semana é o professor Cláudio Mendes Pannuti, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP. <br /><br /><br /><br />Segundo Panutti, para explicar o motivo, é importante comentar que uma das vias de contaminação cruzada no consultório odontológico é pelo aerossol. O aerossol é gerado pelo spray da caneta de alta rotação, o popular “motorzinho”, e pelo ultrassom, entre outros aparelhos. O spray desses aparelhos pode se misturar à saliva, sangue e outras secreções bucais do paciente, que contêm vírus e bactérias, assim, o aerossol gerado, frequentemente, contém micro-organismos, que ficam suspensos no ar por horas. “Esses micro-organismos suspensos podem ser aspirados ou entrar em contato com a mucosa dos olhos, podendo causar infecção nos pacientes e na equipe odontológica.”<br /><br /><br /><br />Por isso, afirma o professor, há evidência de que bochechar com enxaguatório antes de um procedimento reduz a quantidade de micro-organismos na boca e a chance de contaminação cruzada no consultório dental, além de reduzir também o risco de uma infecção no local, por exemplo, após uma cirurgia bucal. O professor lembra que o uso do enxaguatório faz parte do protocolo de diversas associações odontológicas e agências de saúde, como o Centers for Disease Control and Prevention (CDC). <br /><br /><br /><br />Ambiente hospitalar<br /><br /><br /><br />Já no ambiente hospitalar, o professor diz que há estudos que mostram que certos antissépticos bucais, como clorexidina, por exemplo, reduzem o risco de pneumonia hospitalar, relacionada à ventilação mecânica. Nessa situação, o antisséptico é aplicado por profissionais, que usam escovas de dente, gaze ou swabs para passar o produto nos dentes e mucosas bucais. “Isso ocorre porque o uso de clorexidina reduz a quantidade de bactérias na boca, que de outra maneira poderiam ser aspiradas.”<br /><br /><br /><br />Sobre os enxaguatórios mais indicados no consultório, Pannuti diz que existem diversos princípios ativos. Clorexidina, cloreto de cetilpiridínio e óleos essenciais que são indicados para bochechos pré-procedimento, ou seja, antes do atendimento odontológico. “Já no ambiente hospitalar, a substância com maior evidência de eficácia para reduzir o risco de pneumonia hospitalar é a clorexidina.”<br /><br /><br /><br />O professor encerra afirmando que alguns estudos de enxaguatório pré-procedimento são da década de 1960 e 1970, mas que não existe nenhuma evidência para respaldar a recomendação de uso dos enxaguatórios para evitar a contaminação pelo novo coronavírus.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone <br /><br /><br /><br />CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)<br /><br /><br /><br /> Edição Sonora: Gabriel Soares <br /><br /><br /><br />Edição Geral: Cinderela Caldeira]]></itunes:summary><itunes:duration>384</itunes:duration><itunes:keywords>corona vírus,enxaguante bucal,fousp,podcast,saúde bucal</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Saúde bucal do brasileiro pode avançar com maior inserção da assistência odontológica na atenção básica à saúde</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-saude-bucal-do-brasileiro-pode-avancar-com-maior-insercao-da-assistencia-odontologica-na-atencao-basica-a-saude--44019391</link><description><![CDATA[No Dia Mundial da Saúde Bucal (20/3), a professora Ana Estela Haddad, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, faz um balanço sobre o avanço da saúde bucal do brasileiro e da odontologia no Brasil, país com maior número de dentistas no mundo.<br /><br /><br /><br />Como todos sabem, uma boa saúde bucal é essencial para a saúde como um todo. Para evitar problemas de saúde dos mais simples até os mais graves, manter uma boa higiene bucal também é primordial.  E foi pensando nisso que a Federação Dentária Internacional (FDI) instituiu, em 2007, o Dia Mundial da Saúde Bucal, comemorado no dia 20 deste mês.<br /><br /><br /><br />No relatório final de conferência paralela a outro evento que criou o Sistema Único de Saúde (SUS), em 1988, ficou estabelecido que a saúde bucal é parte integrante da saúde geral do indivíduo e está diretamente relacionada às condições de alimentação, moradia, trabalho, renda, meio-ambiente, como também ao acesso aos serviços de saúde e à informação, sendo responsabilidade e dever do Estado a sua manutenção.<br /><br /><br /><br />Como anda a saúde bucal do brasileiro depois dessas iniciativas? Para responder a essa pergunta, o Momento Odontologia desta semana convidou a professora Ana Estela Haddad, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP. Para a professora, temos o que comemorar no Dia Mundial da Saúde Bucal.  Ana Estela relembra que dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) mostraram que em 1998 aproximadamente 19% da população brasileira nunca tinha ido ao dentista. Já em 2008, dez anos depois, esse porcentual caiu para 11%, “com a inclusão de 22 milhões de brasileiros com acesso ao atendimento odontológico”. <br /><br /><br /><br />Além disso, segundo dados de 2018 do Conselho Federal de Odontologia (CFO), o Brasil é o país com maior número de dentistas no mundo, com mais de 312,4 mil profissionais da área. “A odontologia brasileira é mundialmente reconhecida”, destaca a professora, que ainda recorda que o Brasil alcançou a 2° colocação em produção científica mundial, relacionada à área de odontologia.<br /><br /><br /><br />Ações de saúde bucal na atenção básica <br /><br /><br /><br />O Brasil ainda implantou, em 2004, a Política Nacional de Saúde Bucal, que envolveu a ampliação do acesso às ações e serviços de saúde bucal na atenção básica, com a inclusão das equipes de saúde bucal na estratégia de saúde da família e a criação dos centros de especialidade odontológica. Números mais atuais mostram que são, aproximadamente, 24 mil equipes de saúde bucal e 1.120 centros de especialidade odontológica no País. “Sem dúvida, a criação do acesso impactou positivamente os indicadores de saúde bucal.”<br /><br /><br /><br />Dados do IBGE de 2019 mostram que 34 milhões de brasileiros, com mais de 18 anos, perderam 13 dentes ou mais, e 14 milhões de pessoas perderam todos os dentes. Na mesma pesquisa, o IBGE apontou que menos da metade dos brasileiros consultou um dentista nos 12 meses anteriores ao levantamento.<br /><br /><br /><br />A professora reconhece que a oportunidade de fazer com que todo conhecimento e evidências científicas produzidos no Brasil sejam revertidos em impacto positivo e relevância social “está na adoção do modelo de atenção à saúde do SUS e na inclusão da saúde bucal neste modelo”. Conta a professora que a abordagem populacional, o fortalecimento das ações de saúde bucal na atenção básica e a atuação a partir da demanda populacional “é o que pode conduzir o País à melhora da saúde bucal da população”.<br /><br /><br /><br />Nesse caso, as políticas de prevenção à cárie podem ajudar o País a mudar esse cenário, já que “se tem evidências que possamos agir, no nível individual e coletivo e de políticas públicas, para que cada criança cresça sem cárie”, afirma Ana Estela. A professora conta que diversas pesquisas comprovam que o açúcar de adição representa um fator de risco comum, tanto para cárie quanto para doenças crônicas não transmissíveis, que estão entre as principais causas de mortalidade na fase adulta.<br /><br /><br /><br />Um estudo publicado em 2014 demonstrou a associação entre a presença de doença periodontal em gestantes e adolesc]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51901</guid><pubDate>Tue, 23 Mar 2021 16:36:16 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/44019391/odontologia_no_ar_saude_bucal_do_brasileiro_pode_avancar_com_maior_insercao_da_assistencia_odontologica_na_atencao_basica_a_saude.mp3" length="19350399" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>No Dia Mundial da Saúde Bucal (20/3), a professora Ana Estela Haddad, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, faz um balanço sobre o avanço da saúde bucal do brasileiro e da odontologia no Brasil, país com maior número de dentistas no mundo.



Como...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[No Dia Mundial da Saúde Bucal (20/3), a professora Ana Estela Haddad, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, faz um balanço sobre o avanço da saúde bucal do brasileiro e da odontologia no Brasil, país com maior número de dentistas no mundo.<br /><br /><br /><br />Como todos sabem, uma boa saúde bucal é essencial para a saúde como um todo. Para evitar problemas de saúde dos mais simples até os mais graves, manter uma boa higiene bucal também é primordial.  E foi pensando nisso que a Federação Dentária Internacional (FDI) instituiu, em 2007, o Dia Mundial da Saúde Bucal, comemorado no dia 20 deste mês.<br /><br /><br /><br />No relatório final de conferência paralela a outro evento que criou o Sistema Único de Saúde (SUS), em 1988, ficou estabelecido que a saúde bucal é parte integrante da saúde geral do indivíduo e está diretamente relacionada às condições de alimentação, moradia, trabalho, renda, meio-ambiente, como também ao acesso aos serviços de saúde e à informação, sendo responsabilidade e dever do Estado a sua manutenção.<br /><br /><br /><br />Como anda a saúde bucal do brasileiro depois dessas iniciativas? Para responder a essa pergunta, o Momento Odontologia desta semana convidou a professora Ana Estela Haddad, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP. Para a professora, temos o que comemorar no Dia Mundial da Saúde Bucal.  Ana Estela relembra que dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) mostraram que em 1998 aproximadamente 19% da população brasileira nunca tinha ido ao dentista. Já em 2008, dez anos depois, esse porcentual caiu para 11%, “com a inclusão de 22 milhões de brasileiros com acesso ao atendimento odontológico”. <br /><br /><br /><br />Além disso, segundo dados de 2018 do Conselho Federal de Odontologia (CFO), o Brasil é o país com maior número de dentistas no mundo, com mais de 312,4 mil profissionais da área. “A odontologia brasileira é mundialmente reconhecida”, destaca a professora, que ainda recorda que o Brasil alcançou a 2° colocação em produção científica mundial, relacionada à área de odontologia.<br /><br /><br /><br />Ações de saúde bucal na atenção básica <br /><br /><br /><br />O Brasil ainda implantou, em 2004, a Política Nacional de Saúde Bucal, que envolveu a ampliação do acesso às ações e serviços de saúde bucal na atenção básica, com a inclusão das equipes de saúde bucal na estratégia de saúde da família e a criação dos centros de especialidade odontológica. Números mais atuais mostram que são, aproximadamente, 24 mil equipes de saúde bucal e 1.120 centros de especialidade odontológica no País. “Sem dúvida, a criação do acesso impactou positivamente os indicadores de saúde bucal.”<br /><br /><br /><br />Dados do IBGE de 2019 mostram que 34 milhões de brasileiros, com mais de 18 anos, perderam 13 dentes ou mais, e 14 milhões de pessoas perderam todos os dentes. Na mesma pesquisa, o IBGE apontou que menos da metade dos brasileiros consultou um dentista nos 12 meses anteriores ao levantamento.<br /><br /><br /><br />A professora reconhece que a oportunidade de fazer com que todo conhecimento e evidências científicas produzidos no Brasil sejam revertidos em impacto positivo e relevância social “está na adoção do modelo de atenção à saúde do SUS e na inclusão da saúde bucal neste modelo”. Conta a professora que a abordagem populacional, o fortalecimento das ações de saúde bucal na atenção básica e a atuação a partir da demanda populacional “é o que pode conduzir o País à melhora da saúde bucal da população”.<br /><br /><br /><br />Nesse caso, as políticas de prevenção à cárie podem ajudar o País a mudar esse cenário, já que “se tem evidências que possamos agir, no nível individual e coletivo e de políticas públicas, para que cada criança cresça sem cárie”, afirma Ana Estela. 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Cuidar da saúde em geral é fundamental para a mãe e para a criança, e a saúde bucal, especialmente, é muito importante neste momento. <br /><br /><br /><br />Os cuidados com a saúde bucal da mulher grávida são os mesmos de qualquer pessoa, mas é preciso se atentar a algumas questões específicas. Quem garante é a professora Mariana Minatel Braga Fraga, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, convidada do programa Momento Odontologia desta semana.<br /><br /><br /><br />“É preciso focar no controle da higiene bucal, para evitar a cárie e a doença periodontal, doenças comuns durante a gestação, e,ainda, no controle da dieta”, explica a professora. Essas doenças são comuns na gravidez, porque as gestantes costumam se alimentar mais, principalmente alimentos doces. Mariana ainda alerta que “é importante cuidar para que isso não se exceda ao longo do dia”.<br /><br /><br /><br />Os dentes durante a gravidez<br /><br /><br /><br />É comum que os dentes da mulher sofram algumas alterações durante o período de gestação, mas a professora ressalta que esses problemas não têm relação com a gravidez em si. Segundo Mariana, os dentes estão sempre passando pela desmineralização e remineralização, processo que ocorre naturalmente e não em função da gravidez. “Um desequilíbrio nesse processo, causado pelo biofilme presente sobre a superfície dos dentes, leva a alterações. Na gravidez, isso acontece porque a grávida come mais vezes, especialmente alimentos açucarados.”<br /><br /><br /><br />Diferente do que muitos pensam, a gravidez não enfraquece os dentes, garante Mariana. Essa história “não passa de um mito”, ressalta. Ela ainda destaca que “o bebê não rouba o cálcio ou os minerais do dente da mãe”. A explicação, diz a professora, é a gestante ter cárie pela alteração nos hábitos alimentares e o consequente processo de desmineralização e remineralização.<br /><br /><br /><br />Riscos para o bebê<br /><br /><br /><br />A cárie dentária durante a gravidez não prejudica diretamente o bebê, mas pode estar relacionada a algumas questões que precisam ser acompanhadas por um profissional. A cárie pode liberar substâncias na corrente sanguínea, que são capazes de alterar a contração uterina e induzir a um parto prematuro. “O mesmo acontece com doenças periodontais, portanto, é necessário o acompanhamento, mesmo antes do período de gravidez.”<br /><br /><br /><br /> Mau hálito<br /><br /><br /><br />Segundo a professora, a gravidez não tem relação direta com o mau hálito, mas algumas situações que a mulher enfrenta, sim. Entre as condições estão a xerostomia, mais conhecida como boca seca, a ingestão frequente de alimentos, especialmente os adoçados, e falta de higienização correta. Mariana ainda explica que, por conta do forte enjoo, muitas grávidas não conseguem fazer a higienização da língua, o que também pode favorecer o mau hálito.<br /><br /><br /><br />Anestesia<br /><br /><br /><br />Muito se fala que a grávida não pode tomar anestesia, mas, se necessário, “ela deve tomar anestesia”, destaca Mariana. “Se a grávida precisar de algum procedimento que possa gerar dor é preciso anestesiar, porque é muito mais danoso para ela sentir dor do que tomar anestesia.”<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone<br /><br /><br /><br />CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)<br /><br /><br /><br />Edição Sonora: Gabriel Soares<br /><br /><br /><br />Edição Geral: Cinderela Caldeira<br /><br /><br /><br />E-mail: <a href="mailto:ouvinte@usp.br">ouvinte@usp.br</a>]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51896</guid><pubDate>Wed, 03 Mar 2021 13:49:11 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/43719573/odontologia_no_ar_saude_bucal_na_gravidez.mp3" length="13190503" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>A gravidez é um momento de muitas dúvidas por parte da gestante, tanto com ela quanto para o bebê. 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Os cuidados...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[A gravidez é um momento de muitas dúvidas por parte da gestante, tanto com ela quanto para o bebê. Cuidar da saúde em geral é fundamental para a mãe e para a criança, e a saúde bucal, especialmente, é muito importante neste momento. <br /><br /><br /><br />Os cuidados com a saúde bucal da mulher grávida são os mesmos de qualquer pessoa, mas é preciso se atentar a algumas questões específicas. Quem garante é a professora Mariana Minatel Braga Fraga, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, convidada do programa Momento Odontologia desta semana.<br /><br /><br /><br />“É preciso focar no controle da higiene bucal, para evitar a cárie e a doença periodontal, doenças comuns durante a gestação, e,ainda, no controle da dieta”, explica a professora. Essas doenças são comuns na gravidez, porque as gestantes costumam se alimentar mais, principalmente alimentos doces. Mariana ainda alerta que “é importante cuidar para que isso não se exceda ao longo do dia”.<br /><br /><br /><br />Os dentes durante a gravidez<br /><br /><br /><br />É comum que os dentes da mulher sofram algumas alterações durante o período de gestação, mas a professora ressalta que esses problemas não têm relação com a gravidez em si. Segundo Mariana, os dentes estão sempre passando pela desmineralização e remineralização, processo que ocorre naturalmente e não em função da gravidez. “Um desequilíbrio nesse processo, causado pelo biofilme presente sobre a superfície dos dentes, leva a alterações. Na gravidez, isso acontece porque a grávida come mais vezes, especialmente alimentos açucarados.”<br /><br /><br /><br />Diferente do que muitos pensam, a gravidez não enfraquece os dentes, garante Mariana. Essa história “não passa de um mito”, ressalta. Ela ainda destaca que “o bebê não rouba o cálcio ou os minerais do dente da mãe”. A explicação, diz a professora, é a gestante ter cárie pela alteração nos hábitos alimentares e o consequente processo de desmineralização e remineralização.<br /><br /><br /><br />Riscos para o bebê<br /><br /><br /><br />A cárie dentária durante a gravidez não prejudica diretamente o bebê, mas pode estar relacionada a algumas questões que precisam ser acompanhadas por um profissional. A cárie pode liberar substâncias na corrente sanguínea, que são capazes de alterar a contração uterina e induzir a um parto prematuro. “O mesmo acontece com doenças periodontais, portanto, é necessário o acompanhamento, mesmo antes do período de gravidez.”<br /><br /><br /><br /> Mau hálito<br /><br /><br /><br />Segundo a professora, a gravidez não tem relação direta com o mau hálito, mas algumas situações que a mulher enfrenta, sim. Entre as condições estão a xerostomia, mais conhecida como boca seca, a ingestão frequente de alimentos, especialmente os adoçados, e falta de higienização correta. 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E ela pode aparecer em diversas situações no nosso cotidiano, como explica a professora Karem Lopes Ortega, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, no podcast Momento Odontologia desta semana. <br /><br /><br /><br />“A prática da odontologia hospitalar pode ser feita em pacientes com problemas comportamentais ou graves de saúde, que não podem ser atendidos em consultórios odontológicos convencionais, ou que possam precisar de algum outro auxílio mais urgente”, explica a professora. <br /><br /><br /><br />Odontologia hospitalar em UTI<br /><br /><br /><br />Pacientes em UTI ou CTI, que apresentem quadros de urgência odontológica ou pessoas que se envolveram em graves acidentes físicos ou que apresentam uma infecção bucal, também podem receber o auxílio de um cirurgião-dentista dentro do hospital. <br /><br /><br /><br />A professora ressalta que o atendimento ou o tratamento odontológico pode ser feito em qualquer ambiente, mas requer algumas mudanças, já que o local não conta com todos os equipamentos de um consultório dentário convencional. “O maior diferencial para atender o paciente na UTI é o cirurgião-dentista, que tem que estar capacitado para esse atendimento.”<br /><br /><br /><br />Qualidade de vida do paciente internado<br /><br /><br /><br />Karem destaca que o cirurgião-dentista pode praticar qualquer tipo de atendimento, seja no hospital ou na clínica, tudo dependerá do ambiente em que o profissional está inserido. Então, “se o dentista estiver em um hospital de oncologia, o foco está voltado para melhorar a qualidade de vida do paciente”, mas, de uma forma geral, o profissional deve intervir “em qualquer situação de dor ou infecção”. <br /><br /><br /><br />Para a professora, “existe sempre a necessidade de ter atendimento odontológico em um hospital, já que o paciente não pode sair do local”. Segundo ela, se o paciente sentir dor ou tiver uma infecção, ele precisa ser tratado, pensando na sua qualidade de vida, já abalada por uma internação. <br /><br /><br /><br />A professora contou como é o trabalho e a rotina de um cirurgião-dentista que atua dentro do ambiente hospitalar e que não há especializações nessa área, mas “cursos de habilitação para esses profissionais”. <br /><br /><br /><br />Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone <br /><br /><br /><br />CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB) <br /><br /><br /><br />Edição Sonora: Gabriel Soares<br /><br /><br /><br /> Edição Geral: Cinderela Caldeira]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51892</guid><pubDate>Wed, 10 Feb 2021 14:28:24 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/43384865/odontologia_no_ar_odontologia_hospitalar_traz_qualidade_de_vida_para_pacientes_internados.mp3" length="18595113" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Além de pacientes internados, no ambiente hospitalar podem ser atendidos aqueles com problemas comportamentais ou graves de saúde, que não podem ser atendidos em consultórios odontológicos convencionais, ou que possam precisar de algum outro auxílio...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Além de pacientes internados, no ambiente hospitalar podem ser atendidos aqueles com problemas comportamentais ou graves de saúde, que não podem ser atendidos em consultórios odontológicos convencionais, ou que possam precisar de algum outro auxílio mais urgente<br /><br /><br /><br />A chamada odontologia hospitalar, como o próprio nome diz, é a prática odontológica dentro do âmbito hospitalar, seja ele um hospital ou uma clínica, como as de oncologia, por exemplo. E ela pode aparecer em diversas situações no nosso cotidiano, como explica a professora Karem Lopes Ortega, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, no podcast Momento Odontologia desta semana. <br /><br /><br /><br />“A prática da odontologia hospitalar pode ser feita em pacientes com problemas comportamentais ou graves de saúde, que não podem ser atendidos em consultórios odontológicos convencionais, ou que possam precisar de algum outro auxílio mais urgente”, explica a professora. <br /><br /><br /><br />Odontologia hospitalar em UTI<br /><br /><br /><br />Pacientes em UTI ou CTI, que apresentem quadros de urgência odontológica ou pessoas que se envolveram em graves acidentes físicos ou que apresentam uma infecção bucal, também podem receber o auxílio de um cirurgião-dentista dentro do hospital. <br /><br /><br /><br />A professora ressalta que o atendimento ou o tratamento odontológico pode ser feito em qualquer ambiente, mas requer algumas mudanças, já que o local não conta com todos os equipamentos de um consultório dentário convencional. “O maior diferencial para atender o paciente na UTI é o cirurgião-dentista, que tem que estar capacitado para esse atendimento.”<br /><br /><br /><br />Qualidade de vida do paciente internado<br /><br /><br /><br />Karem destaca que o cirurgião-dentista pode praticar qualquer tipo de atendimento, seja no hospital ou na clínica, tudo dependerá do ambiente em que o profissional está inserido. Então, “se o dentista estiver em um hospital de oncologia, o foco está voltado para melhorar a qualidade de vida do paciente”, mas, de uma forma geral, o profissional deve intervir “em qualquer situação de dor ou infecção”. <br /><br /><br /><br />Para a professora, “existe sempre a necessidade de ter atendimento odontológico em um hospital, já que o paciente não pode sair do local”. Segundo ela, se o paciente sentir dor ou tiver uma infecção, ele precisa ser tratado, pensando na sua qualidade de vida, já abalada por uma internação. <br /><br /><br /><br />A professora contou como é o trabalho e a rotina de um cirurgião-dentista que atua dentro do ambiente hospitalar e que não há especializações nessa área, mas “cursos de habilitação para esses profissionais”. <br /><br /><br /><br />Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone <br /><br /><br /><br />CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB) <br /><br /><br /><br />Edição Sonora: Gabriel Soares<br /><br /><br /><br /> Edição Geral: Cinderela Caldeira]]></itunes:summary><itunes:duration>578</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Estresse e medo causados pela pandemia podem acentuar problemas bucais</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-estresse-e-medo-causados-pela-pandemia-podem-acentuar-problemas-bucais--42507876</link><description><![CDATA[Período de quarentena pode ter ligação com problemas bucais, como cáries e até mesmo perda de dentes.<br /><br /><br /><br />A pandemia de covid-19 nos impôs uma série de restrições e medidas preventivas contra a doença. Mas além de se cuidar contra o vírus, manter uma boa higiene bucal também se tornou uma tarefa essencial. É que a covid-19 pode ter relação com doenças bucais, como explicou a professora Marinella Holzhausen Caldeira, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, no programa desta semana. <br /><br /><br /><br />Segundo Marinella, “a cavidade bucal e a superfície da língua são importantes reservatórios para o novo coronavírus”, o que torna a higiene bucal ainda mais necessária para pacientes saudáveis ou com covid-19, para, pelo menos, “diminuir a carga viral, a quantidade de vírus presente na boca”. <br /><br /><br /><br />Entre os principais problemas bucais que podem aparecer por conta da pandemia de covid-19 estão a cárie dental, a doença periodontal e a perda de dentes. Estes problemas estão ligados a alguns fatores, como o estresse, o medo e a preocupação com a saúde. <br /><br /><br /><br />As mudanças de rotina, as alterações nos padrões de sono, higiene e alimentação, além de um possível aumento de consumo de cigarros e bebidas alcoólicas, também contribuem para isso. “Todos esses fatores podem prejudicar a saúde geral das pessoas e afetar a saúde oral.” <br /><br /><br /><br />Evitar problemas como esses pode não ser tarefa fácil. Para isso, é preciso “tentar manter uma rotina mais semelhante à rotina normal”, o que significa ter horários regulares para alimentação, sono e exercícios, e uma higienização correta da boca. Também é preciso evitar alimentos ricos em açúcar e a ingestão de grande quantidade de bebidas alcoólicas, além de priorizar uma alimentação mais saudável. <br /><br /><br /><br />Pacientes infectados pelo novo coronavírus devem tomar cuidados especiais, principalmente, para proteger as pessoas mais próximas. “Não se deve colocar escovas dentais dos membros da família em um mesmo recipiente nem utilizar o mesmo tubo de pasta dental entre eles”, alerta a professora. Além disso, pacientes com covid-19 devem trocar a escova dental ao término da infecção, já que o vírus pode permanecer vivo em superfícies por até 72 horas. ]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51886</guid><pubDate>Tue, 15 Dec 2020 22:31:14 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/42507876/odontologia_no_ar_estresse_e_medo_causados_pela_pandemia_podem_acentuar_problemas_bucais.mp3" length="9858157" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Período de quarentena pode ter ligação com problemas bucais, como cáries e até mesmo perda de dentes.



A pandemia de covid-19 nos impôs uma série de restrições e medidas preventivas contra a doença. Mas além de se cuidar contra o vírus, manter uma...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Período de quarentena pode ter ligação com problemas bucais, como cáries e até mesmo perda de dentes.<br /><br /><br /><br />A pandemia de covid-19 nos impôs uma série de restrições e medidas preventivas contra a doença. Mas além de se cuidar contra o vírus, manter uma boa higiene bucal também se tornou uma tarefa essencial. É que a covid-19 pode ter relação com doenças bucais, como explicou a professora Marinella Holzhausen Caldeira, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, no programa desta semana. <br /><br /><br /><br />Segundo Marinella, “a cavidade bucal e a superfície da língua são importantes reservatórios para o novo coronavírus”, o que torna a higiene bucal ainda mais necessária para pacientes saudáveis ou com covid-19, para, pelo menos, “diminuir a carga viral, a quantidade de vírus presente na boca”. <br /><br /><br /><br />Entre os principais problemas bucais que podem aparecer por conta da pandemia de covid-19 estão a cárie dental, a doença periodontal e a perda de dentes. Estes problemas estão ligados a alguns fatores, como o estresse, o medo e a preocupação com a saúde. <br /><br /><br /><br />As mudanças de rotina, as alterações nos padrões de sono, higiene e alimentação, além de um possível aumento de consumo de cigarros e bebidas alcoólicas, também contribuem para isso. “Todos esses fatores podem prejudicar a saúde geral das pessoas e afetar a saúde oral.” <br /><br /><br /><br />Evitar problemas como esses pode não ser tarefa fácil. Para isso, é preciso “tentar manter uma rotina mais semelhante à rotina normal”, o que significa ter horários regulares para alimentação, sono e exercícios, e uma higienização correta da boca. Também é preciso evitar alimentos ricos em açúcar e a ingestão de grande quantidade de bebidas alcoólicas, além de priorizar uma alimentação mais saudável. <br /><br /><br /><br />Pacientes infectados pelo novo coronavírus devem tomar cuidados especiais, principalmente, para proteger as pessoas mais próximas. “Não se deve colocar escovas dentais dos membros da família em um mesmo recipiente nem utilizar o mesmo tubo de pasta dental entre eles”, alerta a professora. Além disso, pacientes com covid-19 devem trocar a escova dental ao término da infecção, já que o vírus pode permanecer vivo em superfícies por até 72 horas. ]]></itunes:summary><itunes:duration>305</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Estresse causado pela pandemia pode trazer problemas para a mandíbula</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-estresse-causado-pela-pandemia-pode-trazer-problemas-para-a-mandibula--42160117</link><description><![CDATA[Entre os sintomas presentes na DTM estão a dor na face, ou na região da articulação temporomandibular, que faz a conexão da mandíbula com a cabeça; dificuldade e dor na abertura da boca; crepitação, que é a sensação de ter areia nessa articulação; dores na lateral da cabeça frequentes e a dificuldade na mastigação. Nem toda pessoa que tem bruxismo tem DTM<br /><br /><br /><br />A Disfunção Temporomandibular, também conhecida como DTM, não é muito comum ao público em geral, mas pode trazer uma série de problemas na região mandibular, aquela que fica na face e é uma das responsáveis pelo movimento da nossa boca. <br /><br /><br /><br />Além disso, a pandemia de covid-19 pode ter uma ligação direta com essa condição, além de prejudicar e trazer problemas para os movimentos da mandíbula. É o que conta o pesquisador Fernando Rodrigues de Carvalho, do Laboratório Especial de Laser em Odontologia (Lelo) da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, no Momento Odontologia desta semana.<br /><br /><br /><br />“A DTM tem forte associação com estresse e, neste momento de pandemia, em que estamos sob forte estresse, seja por medo ou por insegurança quanto ao contágio, ou até mesmo por questões sociais, com perda de emprego e renda, isso pode ocasionar um aumento na tensão muscular, na região da face, ocasionando a dor”, destaca Carvalho. <br /><br /><br /><br />Entre os sintomas presentes na DTM estão a dor na face, ou na região da articulação temporomandibular, que faz a conexão da mandíbula com a cabeça; dificuldade e dor na abertura da boca; crepitação, que é a sensação de ter areia nessa articulação; dores na lateral da cabeça frequentes e a dificuldade na mastigação. <br /><br /><br /><br />O professor ressalta que “existem vários fatores que ocasionam a disfunção temporomandibular”. Um dos motivos seria um trauma direto na região da articulação. Fatores emocionais, como estresse, ou sistêmicos, como uma artrite reumatoide, também podem ocasionar o problema. Além disso, o professor ressalta como possível fator hábitos parafuncionais, como o bruxismo. Mas ele alerta que uma doença é diferente da outra. “A pessoa que tem bruxismo não necessariamente tem DTM”, frisa. <br /><br /><br /><br />A DTM pode trazer algumas consequências para o paciente, como a diminuição na capacidade de realizar atividades, como mastigação, deglutição e fonação. “Mas, além disso, ela ainda prejudica na qualidade do sono, diminui a capacidade laboral, ocasionando um quadro depressivo, diminuindo a qualidade de vida”, alerta Carvalho. <br /><br /><br /><br />Para evitar a doença, o professor destaca que o importante é ter uma vida saudável, controlando o estresse e tendo hábitos saudáveis de alimentação, além de praticar exercícios físicos e ter boa qualidade e tempo de sono. <br /><br /><br /><br />Por ter vários fatores que podem ocasionar o problema, também existem vários tipos de tratamento, “isso vai depender do tipo da Disfunção Temporomandibular que o paciente apresenta”, ressalta o professor. Entre os tratamentos mais populares estão o uso de relaxantes musculares, a terapia comportamental cognitiva, que ajuda a diminuir o estresse, o uso de placas interoclusais, que são placas que ficam entre os dentes, e a terapia a laser. <br /><br /><br /><br />Para Patrícia Moreira de Freitas, professora do Departamento de Dentística e coresponsável pelo Laboratório Especial de Laser em Odontologia (Lelo) da FO-USP, o uso de laser é um dos mais recomendados. É que, “com essa fonte de luz, nós conseguimos realizar a terapia de fotobiomodulação, capaz de promover analgesia, modulação de processo inflamatório e acelerar o processo de cicatrização”, destaca ela. Por conta disso, o paciente apresenta menos dor e também aumenta e melhora a amplitude dos movimentos de mandíbula. <br /><br /><br /><br />A terapia por laser é oferecida tanto no serviço público quanto no privado, mas a professora destaca que “é importante entender que ela não pode ser feita de forma isolada, mas, sim, associada a outras abordagens na DTM”. <br /><br /><br /><br />Ouça este episódio na íntegra no player acima.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Produção e Apresentação: R]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51879</guid><pubDate>Wed, 25 Nov 2020 14:24:31 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/42160117/estresse_causado_pela_pandemia_pode_trazer_problemas_para_a_mandibula.mp3" length="14446248" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Entre os sintomas presentes na DTM estão a dor na face, ou na região da articulação temporomandibular, que faz a conexão da mandíbula com a cabeça; dificuldade e dor na abertura da boca; crepitação, que é a sensação de ter areia nessa articulação;...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Entre os sintomas presentes na DTM estão a dor na face, ou na região da articulação temporomandibular, que faz a conexão da mandíbula com a cabeça; dificuldade e dor na abertura da boca; crepitação, que é a sensação de ter areia nessa articulação; dores na lateral da cabeça frequentes e a dificuldade na mastigação. Nem toda pessoa que tem bruxismo tem DTM<br /><br /><br /><br />A Disfunção Temporomandibular, também conhecida como DTM, não é muito comum ao público em geral, mas pode trazer uma série de problemas na região mandibular, aquela que fica na face e é uma das responsáveis pelo movimento da nossa boca. <br /><br /><br /><br />Além disso, a pandemia de covid-19 pode ter uma ligação direta com essa condição, além de prejudicar e trazer problemas para os movimentos da mandíbula. É o que conta o pesquisador Fernando Rodrigues de Carvalho, do Laboratório Especial de Laser em Odontologia (Lelo) da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, no Momento Odontologia desta semana.<br /><br /><br /><br />“A DTM tem forte associação com estresse e, neste momento de pandemia, em que estamos sob forte estresse, seja por medo ou por insegurança quanto ao contágio, ou até mesmo por questões sociais, com perda de emprego e renda, isso pode ocasionar um aumento na tensão muscular, na região da face, ocasionando a dor”, destaca Carvalho. <br /><br /><br /><br />Entre os sintomas presentes na DTM estão a dor na face, ou na região da articulação temporomandibular, que faz a conexão da mandíbula com a cabeça; dificuldade e dor na abertura da boca; crepitação, que é a sensação de ter areia nessa articulação; dores na lateral da cabeça frequentes e a dificuldade na mastigação. <br /><br /><br /><br />O professor ressalta que “existem vários fatores que ocasionam a disfunção temporomandibular”. Um dos motivos seria um trauma direto na região da articulação. Fatores emocionais, como estresse, ou sistêmicos, como uma artrite reumatoide, também podem ocasionar o problema. Além disso, o professor ressalta como possível fator hábitos parafuncionais, como o bruxismo. Mas ele alerta que uma doença é diferente da outra. “A pessoa que tem bruxismo não necessariamente tem DTM”, frisa. <br /><br /><br /><br />A DTM pode trazer algumas consequências para o paciente, como a diminuição na capacidade de realizar atividades, como mastigação, deglutição e fonação. “Mas, além disso, ela ainda prejudica na qualidade do sono, diminui a capacidade laboral, ocasionando um quadro depressivo, diminuindo a qualidade de vida”, alerta Carvalho. <br /><br /><br /><br />Para evitar a doença, o professor destaca que o importante é ter uma vida saudável, controlando o estresse e tendo hábitos saudáveis de alimentação, além de praticar exercícios físicos e ter boa qualidade e tempo de sono. <br /><br /><br /><br />Por ter vários fatores que podem ocasionar o problema, também existem vários tipos de tratamento, “isso vai depender do tipo da Disfunção Temporomandibular que o paciente apresenta”, ressalta o professor. Entre os tratamentos mais populares estão o uso de relaxantes musculares, a terapia comportamental cognitiva, que ajuda a diminuir o estresse, o uso de placas interoclusais, que são placas que ficam entre os dentes, e a terapia a laser. <br /><br /><br /><br />Para Patrícia Moreira de Freitas, professora do Departamento de Dentística e coresponsável pelo Laboratório Especial de Laser em Odontologia (Lelo) da FO-USP, o uso de laser é um dos mais recomendados. É que, “com essa fonte de luz, nós conseguimos realizar a terapia de fotobiomodulação, capaz de promover analgesia, modulação de processo inflamatório e acelerar o processo de cicatrização”, destaca ela. Por conta disso, o paciente apresenta menos dor e também aumenta e melhora a amplitude dos movimentos de mandíbula. <br /><br /><br /><br />A terapia por laser é oferecida tanto no serviço público quanto no privado, mas a professora destaca que “é importante entender que ela não pode ser feita de forma isolada,...]]></itunes:summary><itunes:duration>448</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Tratamentos ortodônticos trazem inúmeros benefícios também para pacientes adultos</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-tratamentos-ortodonticos-trazem-inumeros-beneficios-tambem-para-pacientes-adultos--41796305</link><description><![CDATA[Especialista fala sobre os benefícios e cuidados que pacientes precisam ter, além de destacar que, com o aumento da expectativa de vida, somado ao estilo de vida mais ativo das pessoas na terceira idade, a busca pelo tratamento ortodôntico nessa faixa etária tem aumentado bastante nos consultórios<br /><br /><br /><br />É comum escutar que os tratamentos ortodônticos, como a fixação de aparelhos, por exemplo, devem ser realizados durante a infância ou adolescência, já que se tem a impressão que, quanto mais velho a pessoa fica, há menos chances de o tratamento dar certo. Mas isso não é verdade.<br /><br /><br /><br />“É possível, sim, colocar aparelho ortodôntico em qualquer idade”, diz a professora Lylian Kazumi Kanashiro, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP. O aparelho ortodôntico no adulto pode ser indicado em muitas situações, seja para melhorar a estética, nos casos em que o paciente perdeu um dente, ou então para buscar uma mordida mais equilibrada.<br /><br /><br /><br />A professora explica que existem algumas diferenças no tratamento ortodôntico de um adulto para o de uma criança ou adolescente. A primeira diz respeito à complexidade do problema, já que, “na criança, a oclusão ainda está em desenvolvimento, então, ela tende a ser menos complexa”. <br /><br /><br /><br />Já a segunda diferença acontece nas situações em que o desvio da mordida não está relacionado somente à posição errada dos dentes. Às vezes, o problema pode estar em uma ou nas duas bases ósseas que seguram os dentes, que são a maxila e a mandíbula. “Em adultos, não é possível contar com o crescimento. Então, se for preciso corrigir a maxila ou a mandíbula, terá que ser feito por meio de cirurgia ortognática”, explica a professora. <br /><br /><br /><br />Lylian destaca que, para que o paciente adulto inicie um tratamento ortodôntico, é fundamental que a gengiva e o osso que seguram os dentes estejam saudáveis, porque “não se deve realizar movimentos dentários enquanto existir uma doença periodontal ativa”. <br /><br /><br /><br />Além disso, ressalta que o tempo de uso do aparelho é praticamente o mesmo, independentemente da faixa etária. “Os principais fatores que interferem no tempo do tratamento são a complexidade do caso, o objetivo do tratamento e a colaboração do paciente”, destaca Lylian, que ainda acrescenta que quebras e perdas do aparelho, faltas às consultas e o uso inadequado de elásticos também são fatores que alteram diretamente o tempo do tratamento. <br /><br /><br /><br />Os cuidados que o paciente adulto deve ter durante o tratamento ortodôntico são os mesmos das crianças e adolescentes. No caso dos dentes, o objetivo tem que ser a prevenção de cáries, manchas permanentes no esmalte dos dentes e de perdas ósseas. O paciente também deve evitar alimentos e bebidas com açúcar e carboidratos entre as refeições principais. Quanto aos cuidados com o aparelho, o objetivo deve ser evitar a quebra dos aparelhos fixos. “Para isso, o paciente deve evitar alimentos com consistência dura, colocar os alimentos na boca em porções pequenas e criar o hábito de comer devagar, para que a força mastigatória não exerça uma pressão excessiva e quebre os bráquetes”, destaca a professora. <br /><br /><br /><br />Outra questão abordada é se a falta de dente impede a colocação de um aparelho ortodôntico. Lylian afirma que não e que a ortodontia pode influenciar positivamente esses pacientes. “No caso em que foram perdidos um ou mais dentes, pode-se planejar o fechamento total do espaço existente ou regularizar os espaços para a recolocação mais adequada de uma prótese ou implante”, explica a professora. Ela ainda diz que os planejamentos dos casos com perdas dentárias são realizados em conjunto com dentistas de outras especialidades. <br /><br /><br /><br />Pacientes idosos também podem realizar tratamento ortodôntico. “Com o aumento da expectativa de vida, somada ao estilo de vida mais ativo das pessoas na terceira idade, a busca pelo tratamento ortodôntico tem aumentado bastante nos consultórios”, destaca Lylian. É que como elas procuram uma melhor qualidade de vida, também “buscam a estética e a me]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51875</guid><pubDate>Wed, 04 Nov 2020 17:57:10 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/41796305/odontologia_no_ar_tratamentos_ortodonticos_trazem_inumeros_beneficios_tambem_para_pacientes_adultos.mp3" length="18393180" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Especialista fala sobre os benefícios e cuidados que pacientes precisam ter, além de destacar que, com o aumento da expectativa de vida, somado ao estilo de vida mais ativo das pessoas na terceira idade, a busca pelo tratamento ortodôntico nessa faixa...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Especialista fala sobre os benefícios e cuidados que pacientes precisam ter, além de destacar que, com o aumento da expectativa de vida, somado ao estilo de vida mais ativo das pessoas na terceira idade, a busca pelo tratamento ortodôntico nessa faixa etária tem aumentado bastante nos consultórios<br /><br /><br /><br />É comum escutar que os tratamentos ortodônticos, como a fixação de aparelhos, por exemplo, devem ser realizados durante a infância ou adolescência, já que se tem a impressão que, quanto mais velho a pessoa fica, há menos chances de o tratamento dar certo. Mas isso não é verdade.<br /><br /><br /><br />“É possível, sim, colocar aparelho ortodôntico em qualquer idade”, diz a professora Lylian Kazumi Kanashiro, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP. O aparelho ortodôntico no adulto pode ser indicado em muitas situações, seja para melhorar a estética, nos casos em que o paciente perdeu um dente, ou então para buscar uma mordida mais equilibrada.<br /><br /><br /><br />A professora explica que existem algumas diferenças no tratamento ortodôntico de um adulto para o de uma criança ou adolescente. A primeira diz respeito à complexidade do problema, já que, “na criança, a oclusão ainda está em desenvolvimento, então, ela tende a ser menos complexa”. <br /><br /><br /><br />Já a segunda diferença acontece nas situações em que o desvio da mordida não está relacionado somente à posição errada dos dentes. Às vezes, o problema pode estar em uma ou nas duas bases ósseas que seguram os dentes, que são a maxila e a mandíbula. “Em adultos, não é possível contar com o crescimento. Então, se for preciso corrigir a maxila ou a mandíbula, terá que ser feito por meio de cirurgia ortognática”, explica a professora. <br /><br /><br /><br />Lylian destaca que, para que o paciente adulto inicie um tratamento ortodôntico, é fundamental que a gengiva e o osso que seguram os dentes estejam saudáveis, porque “não se deve realizar movimentos dentários enquanto existir uma doença periodontal ativa”. <br /><br /><br /><br />Além disso, ressalta que o tempo de uso do aparelho é praticamente o mesmo, independentemente da faixa etária. “Os principais fatores que interferem no tempo do tratamento são a complexidade do caso, o objetivo do tratamento e a colaboração do paciente”, destaca Lylian, que ainda acrescenta que quebras e perdas do aparelho, faltas às consultas e o uso inadequado de elásticos também são fatores que alteram diretamente o tempo do tratamento. <br /><br /><br /><br />Os cuidados que o paciente adulto deve ter durante o tratamento ortodôntico são os mesmos das crianças e adolescentes. No caso dos dentes, o objetivo tem que ser a prevenção de cáries, manchas permanentes no esmalte dos dentes e de perdas ósseas. O paciente também deve evitar alimentos e bebidas com açúcar e carboidratos entre as refeições principais. Quanto aos cuidados com o aparelho, o objetivo deve ser evitar a quebra dos aparelhos fixos. “Para isso, o paciente deve evitar alimentos com consistência dura, colocar os alimentos na boca em porções pequenas e criar o hábito de comer devagar, para que a força mastigatória não exerça uma pressão excessiva e quebre os bráquetes”, destaca a professora. <br /><br /><br /><br />Outra questão abordada é se a falta de dente impede a colocação de um aparelho ortodôntico. Lylian afirma que não e que a ortodontia pode influenciar positivamente esses pacientes. “No caso em que foram perdidos um ou mais dentes, pode-se planejar o fechamento total do espaço existente ou regularizar os espaços para a recolocação mais adequada de uma prótese ou implante”, explica a professora. Ela ainda diz que os planejamentos dos casos com perdas dentárias são realizados em conjunto com dentistas de outras especialidades. <br /><br /><br /><br />Pacientes idosos também podem realizar tratamento ortodôntico. “Com o aumento da expectativa de vida, somada ao estilo de vida mais ativo das pessoas na terceira idade, a busca pelo tratamento...]]></itunes:summary><itunes:duration>572</itunes:duration><itunes:keywords>ortodontia,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Os fumantes têm 85% mais chances de desenvolver periodontite do que os não fumantes</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-os-fumantes-tem-85-mais-chances-de-desenvolver-periodontite-do-que-os-nao-fumantes--41208142</link><description><![CDATA[Mesmo com bons hábitos de higiene bucal, essas pessoas têm maior risco de complicações causadas pela periodontite e, em casos mais graves, quando é necessária cirurgia para correção das gengivas ou do osso, o fumo pode interferir diretamente na cicatrização.<br /><br /><br /><br /> periodontite é uma doença inflamatória crônica, que afeta a gengiva e o osso, que são tecidos que dão suporte aos dentes. Essa infecção é causada por bactérias e, se não for tratada corretamente, pode levar até mesmo à perda de dentes. <br /><br /><br /><br />Mas o problema pode ser ainda pior em pessoas fumantes, segundo a professora Marinella Holzhausen Caldeira, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, convidada do Momento Odontologia desta semana. “O tabagismo enfraquece o nosso sistema imunológico, ou seja, pode diminuir a proteção do nosso organismo no combate contra as bactérias que causam a periodontite.” <br /><br /><br /><br />Além disso, ela lembra que “a incidência de periodontite em fumantes é muito alta”. Segundo a professora, os fumantes têm 85% mais de chances de desenvolver o problema do que uma pessoa não fumante. Outro fator de risco neste caso é que “fumantes podem ter resultados desfavoráveis no tratamento da periodontite”<br /><br /><br /><br />A prevenção da doença depende da adoção de bons hábitos de higiene oral, como escovar os dentes, usar fio dental e fazer  visitas frequentes ao dentista. Mas a professora ressalta que o importante é não fumar. É que “mesmo com bons hábitos de higiene oral, os fumantes apresentam maior risco de perder dentes por periodontite”. <br /><br /><br /><br />Já o tratamento pode ser simples e envolve a raspagem da raiz do dente ou remoção de tártaro. Além disso, os dentistas também podem prescrever bochechos ou antibióticos. Mas, em casos mais graves, são necessárias cirurgias para correção das gengivas ou do osso, prejudicados pela periodontite. Nesses casos, a professora destaca que “o fumo interfere diretamente na cicatrização”. <br /><br /><br /><br />O tabagismo pode até atrapalhar o descobrimento da doença, já que “o fumo esconde o primeiro sinal da inflamação da gengiva, que é o sangramento”. Por conta disso, a periodontite pode progredir de uma maneira silenciosa em fumantes. Apesar disso, é possível perceber outras alterações, como mau hálito, mudanças na posição dos dentes, dor e até mesmo a sensação de que os dentes estão mais compridos, “por conta da retração das gengivas”. <br /><br /><br /><br />Para evitar problemas como a periodontite, os fumantes precisam tomar alguns cuidados específicos. A professora ressalta que “a escovação dos dentes, logo após fumar, pode diminuir um pouco as manchas nos dentes e também o mau hálito” comuns em fumantes. Mas lembra que isso não é suficiente para bloquear os efeitos sistêmicos do cigarro. “A melhor solução para a saúde bucal, e geral, continua sendo parar de fumar.”<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone<br /><br /><br /><br />CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)<br /><br /><br /><br />Edição Sonora: Gabriel Soares<br /><br /><br /><br />Edição Geral: Cinderela Caldeira]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51871</guid><pubDate>Tue, 29 Sep 2020 14:36:37 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/41208142/odontologia_no_ar_os_fumantes_tem_85_mais_chances_de_desenvolver_periodontite_do_que_os_nao_fumantes.mp3" length="9840767" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Mesmo com bons hábitos de higiene bucal, essas pessoas têm maior risco de complicações causadas pela periodontite e, em casos mais graves, quando é necessária cirurgia para correção das gengivas ou do osso, o fumo pode interferir diretamente na...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Mesmo com bons hábitos de higiene bucal, essas pessoas têm maior risco de complicações causadas pela periodontite e, em casos mais graves, quando é necessária cirurgia para correção das gengivas ou do osso, o fumo pode interferir diretamente na cicatrização.<br /><br /><br /><br /> periodontite é uma doença inflamatória crônica, que afeta a gengiva e o osso, que são tecidos que dão suporte aos dentes. Essa infecção é causada por bactérias e, se não for tratada corretamente, pode levar até mesmo à perda de dentes. <br /><br /><br /><br />Mas o problema pode ser ainda pior em pessoas fumantes, segundo a professora Marinella Holzhausen Caldeira, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, convidada do Momento Odontologia desta semana. “O tabagismo enfraquece o nosso sistema imunológico, ou seja, pode diminuir a proteção do nosso organismo no combate contra as bactérias que causam a periodontite.” <br /><br /><br /><br />Além disso, ela lembra que “a incidência de periodontite em fumantes é muito alta”. Segundo a professora, os fumantes têm 85% mais de chances de desenvolver o problema do que uma pessoa não fumante. Outro fator de risco neste caso é que “fumantes podem ter resultados desfavoráveis no tratamento da periodontite”<br /><br /><br /><br />A prevenção da doença depende da adoção de bons hábitos de higiene oral, como escovar os dentes, usar fio dental e fazer  visitas frequentes ao dentista. Mas a professora ressalta que o importante é não fumar. É que “mesmo com bons hábitos de higiene oral, os fumantes apresentam maior risco de perder dentes por periodontite”. <br /><br /><br /><br />Já o tratamento pode ser simples e envolve a raspagem da raiz do dente ou remoção de tártaro. Além disso, os dentistas também podem prescrever bochechos ou antibióticos. Mas, em casos mais graves, são necessárias cirurgias para correção das gengivas ou do osso, prejudicados pela periodontite. Nesses casos, a professora destaca que “o fumo interfere diretamente na cicatrização”. <br /><br /><br /><br />O tabagismo pode até atrapalhar o descobrimento da doença, já que “o fumo esconde o primeiro sinal da inflamação da gengiva, que é o sangramento”. Por conta disso, a periodontite pode progredir de uma maneira silenciosa em fumantes. Apesar disso, é possível perceber outras alterações, como mau hálito, mudanças na posição dos dentes, dor e até mesmo a sensação de que os dentes estão mais compridos, “por conta da retração das gengivas”. <br /><br /><br /><br />Para evitar problemas como a periodontite, os fumantes precisam tomar alguns cuidados específicos. A professora ressalta que “a escovação dos dentes, logo após fumar, pode diminuir um pouco as manchas nos dentes e também o mau hálito” comuns em fumantes. Mas lembra que isso não é suficiente para bloquear os efeitos sistêmicos do cigarro. “A melhor solução para a saúde bucal, e geral, continua sendo parar de fumar.”<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone<br /><br /><br /><br />CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)<br /><br /><br /><br />Edição Sonora: Gabriel Soares<br /><br /><br /><br />Edição Geral: Cinderela Caldeira]]></itunes:summary><itunes:duration>305</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Odontologia Legal se consolida e se expande como campo de atuação para o cirurgião-dentista</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-odontologia-legal-se-consolida-e-se-expande-como-campo-de-atuacao-para-o-cirurgiao-dentista--40774152</link><description><![CDATA[A área já é prevista na lei que regulamenta a profissão, mas o trabalho dos precursores da Odontologia Legal na USP, na Unicamp e nas Federais do Rio de Janeiro e de Minas Gerais contribuiu para que hoje o Conselho Federal de Odontologia (CFO) tenha mais de 800 especialistas registrados.<br /><br /><br /><br />A odontologia, como muitos sabem, conta com várias áreas de atuação. Uma delas é a Odontologia Legal, como prevê o inciso 4° do artigo 6° da Lei 5.081, que regulamenta o exercício da profissão do cirurgião-dentista.<br /><br /><br /><br />Nos últimos anos, o odontólogo legal esteve presente em casos de grande repercussão, como acidentes aéreos e a tragédia em Brumadinho. “A odontologia forense é um campo de atuação pericial do cirurgião-dentista”, explica o professor Rogério Nogueira de Oliveira, do Departamento de Odontologia Social da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, ao Momento Odontologia desta semana. Segundo Oliveira, o trabalho é amplo, já que vai “desde a identificação humana até atribuições da deontologia, o estudo dos direitos e deveres no campo da atuação profissional”.<br /><br /><br /><br />A especialização na área cresceu bastante e Oliveira acredita que o aprofundamento desse campo de atuação está avançado, já que “tem uma consolidação e cursos de formação pelo Brasil inteiro”. Existem cursos de assessoria para empresas, treinamentos e atualização em perícia, além de auditorias odontológicas, e, “com recursos on-line, as facilidades aumentam e as distâncias diminuem”, destaca o professor. Além disso, a área de atuação também foi expandida. Apesar de a maior parte ser nos âmbitos cível e criminal, “outra possibilidade é a atuação de assessoria, para indústrias e empresas”. Nesse caso, o profissional pode ajudar defendendo a empresa em casos de atendimento ao consumidor, em problemas com produtos vendidos. “As possibilidades são inúmeras e vão muito além da comparação dos elementos dentários.”<br /><br /><br /><br />Com a área em crescimento, Oliveira ressalta que a Odontologia Legal está “consolidada e reconhecida nacionalmente”. Além disso, enfatiza a representação internacional pelas pesquisas produzidas e publicadas e pela “participação efetiva de brasileiros nas entidades internacionais”. O futuro, segundo o professor, é promissor. “Haverá um aumento das demandas, porque está tendo um aumento da qualificação adequada e isso pode ser um espaço para esses profissionais que estão se especializando.”<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone<br /><br /><br /><br />CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)<br /><br /><br /><br />Edição Sonora: Gabriel Soares<br /><br /><br /><br />Edição Geral: Cinderela Caldeira]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51864</guid><pubDate>Tue, 08 Sep 2020 14:01:11 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/40774152/odontologia_no_ar_odontologia_legal_se_consolida_e_se_expande_como_campo_de_atuacao_para_o_cirurgiao_dentista.mp3" length="17394439" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>A área já é prevista na lei que regulamenta a profissão, mas o trabalho dos precursores da Odontologia Legal na USP, na Unicamp e nas Federais do Rio de Janeiro e de Minas Gerais contribuiu para que hoje o Conselho Federal de Odontologia (CFO) tenha...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[A área já é prevista na lei que regulamenta a profissão, mas o trabalho dos precursores da Odontologia Legal na USP, na Unicamp e nas Federais do Rio de Janeiro e de Minas Gerais contribuiu para que hoje o Conselho Federal de Odontologia (CFO) tenha mais de 800 especialistas registrados.<br /><br /><br /><br />A odontologia, como muitos sabem, conta com várias áreas de atuação. Uma delas é a Odontologia Legal, como prevê o inciso 4° do artigo 6° da Lei 5.081, que regulamenta o exercício da profissão do cirurgião-dentista.<br /><br /><br /><br />Nos últimos anos, o odontólogo legal esteve presente em casos de grande repercussão, como acidentes aéreos e a tragédia em Brumadinho. “A odontologia forense é um campo de atuação pericial do cirurgião-dentista”, explica o professor Rogério Nogueira de Oliveira, do Departamento de Odontologia Social da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, ao Momento Odontologia desta semana. Segundo Oliveira, o trabalho é amplo, já que vai “desde a identificação humana até atribuições da deontologia, o estudo dos direitos e deveres no campo da atuação profissional”.<br /><br /><br /><br />A especialização na área cresceu bastante e Oliveira acredita que o aprofundamento desse campo de atuação está avançado, já que “tem uma consolidação e cursos de formação pelo Brasil inteiro”. Existem cursos de assessoria para empresas, treinamentos e atualização em perícia, além de auditorias odontológicas, e, “com recursos on-line, as facilidades aumentam e as distâncias diminuem”, destaca o professor. Além disso, a área de atuação também foi expandida. Apesar de a maior parte ser nos âmbitos cível e criminal, “outra possibilidade é a atuação de assessoria, para indústrias e empresas”. Nesse caso, o profissional pode ajudar defendendo a empresa em casos de atendimento ao consumidor, em problemas com produtos vendidos. “As possibilidades são inúmeras e vão muito além da comparação dos elementos dentários.”<br /><br /><br /><br />Com a área em crescimento, Oliveira ressalta que a Odontologia Legal está “consolidada e reconhecida nacionalmente”. Além disso, enfatiza a representação internacional pelas pesquisas produzidas e publicadas e pela “participação efetiva de brasileiros nas entidades internacionais”. O futuro, segundo o professor, é promissor. “Haverá um aumento das demandas, porque está tendo um aumento da qualificação adequada e isso pode ser um espaço para esses profissionais que estão se especializando.”<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Produção e Apresentação: Rosemeire Talamone<br /><br /><br /><br />CoProdução: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)<br /><br /><br /><br />Edição Sonora: Gabriel Soares<br /><br /><br /><br />Edição Geral: Cinderela Caldeira]]></itunes:summary><itunes:duration>541</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Dente pode ser considerado um órgão?</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-dente-pode-ser-considerado-um-orgao--40250250</link><description><![CDATA[Professor da Faculdade de Odontologia da USP explica a importância da doação de dentes e das instituições de ensino possuírem um banco de dentes<br /><br /><br /><br />O dente pode ser considerado um órgão e, como qualquer outro do corpo humano, sua doação é de extrema importância. Seja um dente de leite que caiu ou até mesmo um permanente que tenha sido extraído, o dente não deve ser descartado e tem destinos apropriados, como os biobancos ou bancos de dentes, como explica o professor José Carlos Pettorossi Imparato, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP.<br /><br /><br /><br />Imparato ressalta que independentemente da condição do dente, ele deve ser doado. “Doar um dente é como doar um órgão, é fundamental.” E os locais adequados para essas doações são as faculdades de Odontologia, diz o professor. “A FO USP é pioneira no mundo neste aspecto de recebimento de dentes, que são emprestados aos alunos para que eles não passem por riscos, por exemplo, de comprar dentes humanos”, destaca o professor. “O biobanco de dentes da FO tem um termo de doação e os dentes são usados para pesquisa. Já o banco de dentes não tem um termo e os dentes são utilizados para o ensino”, explica. O professor ainda completa informando que “todos esses dentes são armazenados em água sob refrigeração e trocados de tempo em tempo”. <br /><br /><br /><br />Para o professor, as pessoas ainda não têm a informação de os que dentes são órgãos. Para Imparato, a discussão nem deveria existir. “Infelizmente, grande parte da população ainda não entende que o dente é um órgão. Assim como outros órgãos do corpo humano, ele tem funções específicas, como cortar, moer e triturar.” Para o professor, “o problema está relacionado a fatores que envolvem questões sociais, econômicas e culturais”. <br /><br /><br /><br />Imparato indica que “os primeiros cuidados de prevenção e orientação devem ser dados para a gestante, para que a família comece a compreender que o dente deve ser cuidado, de maneira consciente”. O professor ressalta que cada profissional terá um método de trabalho para cada paciente, para “interferir, de maneira positiva, nos hábitos alimentares e de higiene do núcleo familiar”. Segundo ele, com os dentes higienizados corretamente e a dieta controlada, as chances de uma doença bucal se desenvolver diminui e “mesmo em pacientes onde já exista, ela não vai avançar”. <br /><br /><br /><br />O professor ainda alerta que, caso um paciente perca o dente, é preciso fazer a reposição. O problema, segundo Imparato, são as mentiras criadas diante do assunto. “Temos que tirar os mitos que ouvimos por aí de que o tratamento endodôntico causa problema de saúde. Isso faz mal para a população.”<br /><br /><br /><br />E, se você perdeu um dente ou seu filho perdeu um dente de leite, lembre-se ele pode ser doado. A USP mantém faculdades de Odontologia em três cidades do Estado, em São Paulo, Ribeirão Preto e Bauru, todas recebem doações.]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51841</guid><pubDate>Mon, 10 Aug 2020 15:45:26 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/40250250/odontologia_no_ar_dente_pode_ser_considerado_um_orgao.mp3" length="10312578" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Professor da Faculdade de Odontologia da USP explica a importância da doação de dentes e das instituições de ensino possuírem um banco de dentes



O dente pode ser considerado um órgão e, como qualquer outro do corpo humano, sua doação é de extrema...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Professor da Faculdade de Odontologia da USP explica a importância da doação de dentes e das instituições de ensino possuírem um banco de dentes<br /><br /><br /><br />O dente pode ser considerado um órgão e, como qualquer outro do corpo humano, sua doação é de extrema importância. Seja um dente de leite que caiu ou até mesmo um permanente que tenha sido extraído, o dente não deve ser descartado e tem destinos apropriados, como os biobancos ou bancos de dentes, como explica o professor José Carlos Pettorossi Imparato, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP.<br /><br /><br /><br />Imparato ressalta que independentemente da condição do dente, ele deve ser doado. “Doar um dente é como doar um órgão, é fundamental.” E os locais adequados para essas doações são as faculdades de Odontologia, diz o professor. “A FO USP é pioneira no mundo neste aspecto de recebimento de dentes, que são emprestados aos alunos para que eles não passem por riscos, por exemplo, de comprar dentes humanos”, destaca o professor. “O biobanco de dentes da FO tem um termo de doação e os dentes são usados para pesquisa. Já o banco de dentes não tem um termo e os dentes são utilizados para o ensino”, explica. O professor ainda completa informando que “todos esses dentes são armazenados em água sob refrigeração e trocados de tempo em tempo”. <br /><br /><br /><br />Para o professor, as pessoas ainda não têm a informação de os que dentes são órgãos. Para Imparato, a discussão nem deveria existir. “Infelizmente, grande parte da população ainda não entende que o dente é um órgão. Assim como outros órgãos do corpo humano, ele tem funções específicas, como cortar, moer e triturar.” Para o professor, “o problema está relacionado a fatores que envolvem questões sociais, econômicas e culturais”. <br /><br /><br /><br />Imparato indica que “os primeiros cuidados de prevenção e orientação devem ser dados para a gestante, para que a família comece a compreender que o dente deve ser cuidado, de maneira consciente”. O professor ressalta que cada profissional terá um método de trabalho para cada paciente, para “interferir, de maneira positiva, nos hábitos alimentares e de higiene do núcleo familiar”. Segundo ele, com os dentes higienizados corretamente e a dieta controlada, as chances de uma doença bucal se desenvolver diminui e “mesmo em pacientes onde já exista, ela não vai avançar”. <br /><br /><br /><br />O professor ainda alerta que, caso um paciente perca o dente, é preciso fazer a reposição. O problema, segundo Imparato, são as mentiras criadas diante do assunto. “Temos que tirar os mitos que ouvimos por aí de que o tratamento endodôntico causa problema de saúde. Isso faz mal para a população.”<br /><br /><br /><br />E, se você perdeu um dente ou seu filho perdeu um dente de leite, lembre-se ele pode ser doado. 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Para falar sobre essa cirurgia, o Momento Odontologia desta semana ouviu o professor Fernando Melhem Elias, da disciplina de Cirurgia da Faculdade de Odontologia (FO) da USP. <br /><br /><br /><br />Segundo Melhem, esse procedimento pode ser feito quando cessada a fase de crescimento do indivíduo, em casos excepcionais pode ser antecipado, e não existe idade máxima. “Costuma ser necessária quando o encaixe dos dentes não é passível de correção com outros métodos, como, por exemplo, o uso exclusivo de aparelho ortodôntico.” <br /><br /><br /><br />Nos últimos anos, diz o professor, o fácil acesso a informações, com o aparecimento da internet, levou as pessoas a se sentirem mais seguras para tomar a decisão de se submeter ao procedimento, e os novos recursos tecnológicos também influenciaram nessa decisão. Mas alerta que é um procedimento complexo e não isento de risco e complicações, por isso requer experiência do cirurgião, um ambiente hospitalar seguro e um serviço de anestesia bem alinhado com a duração e as características do procedimento.  “Felizmente, esses riscos têm sido minimizados com a experiência profissional e o desenvolvimento dos recursos utilizados.”<br /><br /><br /><br />O indivíduo que vai se submeter a uma cirurgia ortognática precisa de um preparo ortodôntico, com planejamento conjunto entre cirurgião e ortodontista, “para corrigir o posicionamento dos dentes e preparo das arcadas para a cirurgia, para que os dentes se encaixem adequadamente durante a cirurgia”. <br /><br /><br /><br />Os recursos tecnológicos atuais permitiram uma novidade na cirurgia ortognática, a simulação virtual, com isso pode-se prever no computador detalhes da cirurgia e o paciente visualizar o resultado final. A FO-USP criou um protocolo para as cirurgias ortognáticas, que, atualmente, é utilizado por profissionais de todo o País. <br /><br /><br /><br />O tratamento de deformidades e anomalias não termina com a cirurgia ortognática em si, após o procedimento o paciente ainda precisa passar por outras etapas. “O paciente será submetido à fase de finalização ortodôntica, onde pequenos ajustes serão feitos para o refinamento da oclusão dentária e, em alguns casos, será preciso também fonoterapia.”<br /><br /><br /><br />É possível, em alguns casos, prevenir problemas em razão de deformidades e anomalias, para que o paciente não necessite de cirurgia. Para isso, é preciso um conjunto de medidas que começam desde o nascimento e vão até o término do crescimento, e envolve desde amamentação no peito até controle de problemas alérgicos e respiratórios, por exemplo. <br /><br /><br /><br />O professor Melhem dá algumas dicas para aqueles que vão se submeter a uma cirurgia ortognática: avaliar bem os objetivos do tratamento; escolher a equipe de profissionais de acordo com critérios técnicos; criar  uma atitude mental positiva sobre o tratamento e compartilhar com os familiares. “Esse é um procedimento previsível e eficaz para a solução de vários problemas, mas precisa ser bem indicado e bem realizado. É acessível à maioria da população nos serviços públicos e privados de saúde, onde existem profissionais bem qualificados.” ]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51835</guid><pubDate>Mon, 29 Jun 2020 14:09:24 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/34493192/odontologia_no_ar_cirurgia_ortognatica_corrige_deformidades_e_anomalias_dos_maxilares.mp3" length="18640041" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>É um procedimento complexo e não isento de risco e complicações, por isso exige cirurgião experiente e um ambiente hospitalar seguro, com serviço de anestesia bem alinhado com a duração e as características da cirurgia.



Cirurgia ortognática corrige...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[É um procedimento complexo e não isento de risco e complicações, por isso exige cirurgião experiente e um ambiente hospitalar seguro, com serviço de anestesia bem alinhado com a duração e as características da cirurgia.<br /><br /><br /><br />Cirurgia ortognática corrige deformidades ou anomalias dos maxilares, ou seja, alterações de crescimento da maxila e mandíbula que podem causar problemas funcionais e estéticos. Para falar sobre essa cirurgia, o Momento Odontologia desta semana ouviu o professor Fernando Melhem Elias, da disciplina de Cirurgia da Faculdade de Odontologia (FO) da USP. <br /><br /><br /><br />Segundo Melhem, esse procedimento pode ser feito quando cessada a fase de crescimento do indivíduo, em casos excepcionais pode ser antecipado, e não existe idade máxima. “Costuma ser necessária quando o encaixe dos dentes não é passível de correção com outros métodos, como, por exemplo, o uso exclusivo de aparelho ortodôntico.” <br /><br /><br /><br />Nos últimos anos, diz o professor, o fácil acesso a informações, com o aparecimento da internet, levou as pessoas a se sentirem mais seguras para tomar a decisão de se submeter ao procedimento, e os novos recursos tecnológicos também influenciaram nessa decisão. Mas alerta que é um procedimento complexo e não isento de risco e complicações, por isso requer experiência do cirurgião, um ambiente hospitalar seguro e um serviço de anestesia bem alinhado com a duração e as características do procedimento.  “Felizmente, esses riscos têm sido minimizados com a experiência profissional e o desenvolvimento dos recursos utilizados.”<br /><br /><br /><br />O indivíduo que vai se submeter a uma cirurgia ortognática precisa de um preparo ortodôntico, com planejamento conjunto entre cirurgião e ortodontista, “para corrigir o posicionamento dos dentes e preparo das arcadas para a cirurgia, para que os dentes se encaixem adequadamente durante a cirurgia”. <br /><br /><br /><br />Os recursos tecnológicos atuais permitiram uma novidade na cirurgia ortognática, a simulação virtual, com isso pode-se prever no computador detalhes da cirurgia e o paciente visualizar o resultado final. A FO-USP criou um protocolo para as cirurgias ortognáticas, que, atualmente, é utilizado por profissionais de todo o País. <br /><br /><br /><br />O tratamento de deformidades e anomalias não termina com a cirurgia ortognática em si, após o procedimento o paciente ainda precisa passar por outras etapas. “O paciente será submetido à fase de finalização ortodôntica, onde pequenos ajustes serão feitos para o refinamento da oclusão dentária e, em alguns casos, será preciso também fonoterapia.”<br /><br /><br /><br />É possível, em alguns casos, prevenir problemas em razão de deformidades e anomalias, para que o paciente não necessite de cirurgia. Para isso, é preciso um conjunto de medidas que começam desde o nascimento e vão até o término do crescimento, e envolve desde amamentação no peito até controle de problemas alérgicos e respiratórios, por exemplo. <br /><br /><br /><br />O professor Melhem dá algumas dicas para aqueles que vão se submeter a uma cirurgia ortognática: avaliar bem os objetivos do tratamento; escolher a equipe de profissionais de acordo com critérios técnicos; criar  uma atitude mental positiva sobre o tratamento e compartilhar com os familiares. “Esse é um procedimento previsível e eficaz para a solução de vários problemas, mas precisa ser bem indicado e bem realizado. 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O professor Paulo Henrique Braz da Silva, da Faculdade de Odontologia da USP, campus de São Paulo, acaba de publicar na revista Oral Diseases o artigo Sars-cov-2: O que a saliva pode nos dizer? junto com colegas brasileiros, um chinês e uma italiana. No artigo, os pesquisadores falam sobre as vantagens do uso da saliva para o diagnóstico de contaminação pelo novo coronavírus, como agilidade e custo, por exemplo. E, ainda, que o indivíduo pode fazer sua própria coleta, não expondo o profissional de saúde. Ele alerta sobre o perigo das partículas do vírus presentes na saliva e sobre o comportamento do vírus na boca. <br /><br /><br /><br />Braz da Silva explica que o diagnóstico sobre a presença do novo coronavírus na cavidade oral é feito no material genético colhido que passa por análise molecular. <br /><br /><br /><br />Além da eficácia dos exames feitos com saliva, esse material é importante “na busca por um medicamento para o tratamento da infecção pelo novo coronavírus, e até mesmo para uma futura vacina”. O pesquisador lembra que as únicas medidas atualmente para evitar o contágio pelo novo coronavírus continuam sendo o isolamento social e o uso de máscaras.  Também alerta para as fake news e mensagens de WhatsApp com fórmulas para bochechos que supostamente evitam o contágio ou a permanência do vírus na boca. Sobre a cavidade oral, concluiu que outros vírus também habitam esse ambiente e não vão necessariamente causar doenças, pelo contrário, podem ser benéficos.]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51831</guid><pubDate>Mon, 01 Jun 2020 18:34:49 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/28834874/odontologia_no_ar_diagnostico_do_novo_coronavirus_pela_saliva_e_mais_rapido_e_barato.mp3" length="17395673" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Uma das formas mais comuns de transmissão do novo coronavírus, o sars-cov-2, é pelas suas partículas, que também ficam alojadas na cavidade oral, na saliva e nas secreções das vias aéreas superiores. 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Ele alerta sobre o perigo das partículas do vírus presentes na saliva e sobre o comportamento do vírus na boca. <br /><br /><br /><br />Braz da Silva explica que o diagnóstico sobre a presença do novo coronavírus na cavidade oral é feito no material genético colhido que passa por análise molecular. <br /><br /><br /><br />Além da eficácia dos exames feitos com saliva, esse material é importante “na busca por um medicamento para o tratamento da infecção pelo novo coronavírus, e até mesmo para uma futura vacina”. O pesquisador lembra que as únicas medidas atualmente para evitar o contágio pelo novo coronavírus continuam sendo o isolamento social e o uso de máscaras.  Também alerta para as fake news e mensagens de WhatsApp com fórmulas para bochechos que supostamente evitam o contágio ou a permanência do vírus na boca. Sobre a cavidade oral, concluiu que outros vírus também habitam esse ambiente e não vão necessariamente causar doenças, pelo contrário, podem ser benéficos.]]></itunes:summary><itunes:duration>542</itunes:duration><itunes:keywords>corona,corona vírus,covid-19,odontologia no ar,podcast,vírus</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no ar] Qual a importância do SUS para os brasileiros</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-qual-a-importancia-do-sus-para-os-brasileiros--26732743</link><description><![CDATA[A saúde, desde a Constituição de 1988, é considerada um direito de todos e dever do Estado. As políticas públicas no setor, portanto, visam a garantir que esse direito seja posto em prática, através do oferecimento de serviços de saúde para todos.<br /><br /><br /><br />Como falar de política no momento atual? Esta missão não é fácil. Vivemos tempos que falar de política nem sempre é tão fácil e prazeroso.  Nós, como seres sociais, integrados em grupos e em coletivos, fazemos política o tempo todo e somos influenciados por decisões políticas a cada segundo de nossas vidas. Por isso, é importante conhecer essas ações. Para falar dessas decisões, as chamadas políticas públicas, o Momento Odontologia conversou com as professoras Fernanda Campos de Almeida Carrer e Janaina Galeazi, ambas do Departamento de Odontologia Social da Faculdade de Odontologia da USP, campus de São Paulo.<br /><br /><br /><br />As professoras lembram que políticas públicas são definidas como um conjunto de ações, programas e decisões tomadas por gestores públicos com a finalidade de assegurar direitos da população e promover o bem-estar da sociedade.  Por terem como objetivo garantir direitos de grupos ou segmentos sociais, culturais, étnicos e econômicos, é muito importante que essas políticas sejam construídas a partir da participação, direta ou indireta, da sociedade. <br /><br /><br /><br />E ainda que as políticas são planejadas a partir de áreas associadas ao bem-estar, entre elas: saúde, educação, meio ambiente, habitação, assistência social, lazer, transporte e segurança. “Elas estão ligadas a direitos garantidos por lei para os cidadãos e cabe às políticas públicas assegurá-las”.<br /><br /><br /><br />A saúde, desde a Constituição de 1988, é considerada um direito de todos e dever do Estado. As políticas públicas no setor, portanto, visam a garantir que esse direito seja posto em prática, através do oferecimento de serviços de saúde para todos. “O maior marco histórico no Brasil em políticas públicas no setor foi a criação do Sistema Único de Saúde, o nosso SUS, um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo!” <br /><br /><br /><br />Antes dele, o sistema público apenas prestava assistência aos trabalhadores vinculados à Previdência Social. Com o SUS, todos poderiam ter acesso a um sistema de saúde, portanto, um sistema universal, o que explica seu primeiro princípio doutrinário: a universalização. <br /><br /><br /><br />As professoras explicam que as ações do SUS vão muito além do atendimento médico, passam também pela vigilância sanitária, políticas de saúde para grupos específicos e, ainda, pela Política Nacional de Saúde Bucal, conhecida como Brasil Sorridente, implementada em 2004, que, desde então, ampliou o acesso aos serviços de saúde bucal no Brasil. “É uma das maiores políticas públicas de saúde bucal no mundo, e, após 10 anos de sua implementação, mais de 7 milhões de pessoas passaram a ter acesso a água tratada e fluoretada e 44 % das crianças aos 12 anos estavam livres de cárie.”<br /><br /><br /><br />Segundo o médico e professor Drauzio Varela, o SUS foi a maior revolução da saúde no Brasil, um patrimônio que não tem nada a ver com partidos políticos ou bandeiras ideológicas, saúde não é mercadoria e todos têm o direito de acesso ao que há de melhor para prevenção, cura e recuperação da saúde. Para Fernanda e Janaina, isso não significa que o SUS seja perfeito, “mas para qualificá-lo temos que parar que denegrir sua imagem e lutar por mais recursos e maior compromisso do Estado com seu crescimento e fortalecimento…”.<br /><br /><br /><br />As professoras finalizam com o alerta sobre a necessidade de que cada cidadão conheça os planos que seus governantes têm para saúde, educação, segurança pública, “um direito que deve ser exercido por todos cotidianamente.”]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51827</guid><pubDate>Mon, 04 May 2020 23:42:58 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/26732743/odontologia_no_ar_qual_a_importancia_do_sus_para_os_brasileiros.mp3" length="11177561" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>A saúde, desde a Constituição de 1988, é considerada um direito de todos e dever do Estado. As políticas públicas no setor, portanto, visam a garantir que esse direito seja posto em prática, através do oferecimento de serviços de saúde para todos....</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[A saúde, desde a Constituição de 1988, é considerada um direito de todos e dever do Estado. As políticas públicas no setor, portanto, visam a garantir que esse direito seja posto em prática, através do oferecimento de serviços de saúde para todos.<br /><br /><br /><br />Como falar de política no momento atual? Esta missão não é fácil. Vivemos tempos que falar de política nem sempre é tão fácil e prazeroso.  Nós, como seres sociais, integrados em grupos e em coletivos, fazemos política o tempo todo e somos influenciados por decisões políticas a cada segundo de nossas vidas. Por isso, é importante conhecer essas ações. Para falar dessas decisões, as chamadas políticas públicas, o Momento Odontologia conversou com as professoras Fernanda Campos de Almeida Carrer e Janaina Galeazi, ambas do Departamento de Odontologia Social da Faculdade de Odontologia da USP, campus de São Paulo.<br /><br /><br /><br />As professoras lembram que políticas públicas são definidas como um conjunto de ações, programas e decisões tomadas por gestores públicos com a finalidade de assegurar direitos da população e promover o bem-estar da sociedade.  Por terem como objetivo garantir direitos de grupos ou segmentos sociais, culturais, étnicos e econômicos, é muito importante que essas políticas sejam construídas a partir da participação, direta ou indireta, da sociedade. <br /><br /><br /><br />E ainda que as políticas são planejadas a partir de áreas associadas ao bem-estar, entre elas: saúde, educação, meio ambiente, habitação, assistência social, lazer, transporte e segurança. “Elas estão ligadas a direitos garantidos por lei para os cidadãos e cabe às políticas públicas assegurá-las”.<br /><br /><br /><br />A saúde, desde a Constituição de 1988, é considerada um direito de todos e dever do Estado. As políticas públicas no setor, portanto, visam a garantir que esse direito seja posto em prática, através do oferecimento de serviços de saúde para todos. “O maior marco histórico no Brasil em políticas públicas no setor foi a criação do Sistema Único de Saúde, o nosso SUS, um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo!” <br /><br /><br /><br />Antes dele, o sistema público apenas prestava assistência aos trabalhadores vinculados à Previdência Social. Com o SUS, todos poderiam ter acesso a um sistema de saúde, portanto, um sistema universal, o que explica seu primeiro princípio doutrinário: a universalização. <br /><br /><br /><br />As professoras explicam que as ações do SUS vão muito além do atendimento médico, passam também pela vigilância sanitária, políticas de saúde para grupos específicos e, ainda, pela Política Nacional de Saúde Bucal, conhecida como Brasil Sorridente, implementada em 2004, que, desde então, ampliou o acesso aos serviços de saúde bucal no Brasil. “É uma das maiores políticas públicas de saúde bucal no mundo, e, após 10 anos de sua implementação, mais de 7 milhões de pessoas passaram a ter acesso a água tratada e fluoretada e 44 % das crianças aos 12 anos estavam livres de cárie.”<br /><br /><br /><br />Segundo o médico e professor Drauzio Varela, o SUS foi a maior revolução da saúde no Brasil, um patrimônio que não tem nada a ver com partidos políticos ou bandeiras ideológicas, saúde não é mercadoria e todos têm o direito de acesso ao que há de melhor para prevenção, cura e recuperação da saúde. Para Fernanda e Janaina, isso não significa que o SUS seja perfeito, “mas para qualificá-lo temos que parar que denegrir sua imagem e lutar por mais recursos e maior compromisso do Estado com seu crescimento e fortalecimento…”.<br /><br /><br /><br />As professoras finalizam com o alerta sobre a necessidade de que cada cidadão conheça os planos que seus governantes têm para saúde, educação, segurança pública, “um direito que deve ser exercido por todos cotidianamente.”]]></itunes:summary><itunes:duration>347</itunes:duration><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Os dentes também podem ter lentes de contato</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-os-dentes-tambem-podem-ter-lentes-de-contato--25415541</link><description><![CDATA[Quando falamos em lentes de contato, logo pensamos nas oftalmológicas. Mas você sabia que podemos ter lentes de contato também nos dentes? Neste episódio do Momento Odontologia, o professor Claudio Sendyk, da Faculdade de Odontologia da USP em São Paulo, fala mais sobre esse tratamento, que tem sido muito procurado em odontologia para melhorar a forma e a estética do sorriso. <br /><br /><br /><br />As lentes são lâminas de cerâmicas muito finas (de 0,1 a 0,5 mm) e altamente resistentes que são coladas sobre os dentes, no esmalte ou na dentina, para corrigir forma, tamanho e cor. Podem ser também pequenos fragmentos para completar espaços entre os dentes, correções após tratamento ortodôntico ou melhorar a relação oclusal, a forma como os dentes se tocam durante a mordida. Quando são maiores ou mais espessas, são chamadas de laminados dentais, e vão de 0,5 a 2,5mm.<br /><br /><br /><br />Os materiais geralmente utilizados são zircônia e dissilicatos de lítio, uma vez que a resina dura por menos tempo e é mais suscetível a manchamentos. Quanto aos custos dos procedimentos com os materiais indicados , os valores são semelhantes, variando quanto ao estado de preservação do dente. Uma vez cimentadas, as lentes raramente descolam, e devem durar aproximadamente 10 anos se o paciente cuidar da prevenção e da higiene bucal de forma adequada.<br /><br /><br /><br />Na procura de longevidade nas restaurações dentais, devem sempre ser avaliados diversos fatores, como o tamanho da cavidade a ser restaurada, sua profundidade, a relação oclusal, a resistência do material, sua espessura, sua capacidade de desgaste quando em uso e também os anseios e o comprometimento do paciente com o tratamento. Com o desenvolvimento da inteligência artificial, mudanças na “febre da estética dental” podem acontecer muito rápido, possibilitando a modificação de forma e cor em elementos dentais saudáveis.]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51812</guid><pubDate>Mon, 13 Apr 2020 14:45:53 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/25415541/odontologia_no_ar_os_dentes_tambem_podem_ter_lentes_de_contato.mp3" length="13432069" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Quando falamos em lentes de contato, logo pensamos nas oftalmológicas. Mas você sabia que podemos ter lentes de contato também nos dentes? Neste episódio do Momento Odontologia, o professor Claudio Sendyk, da Faculdade de Odontologia da USP em São...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Quando falamos em lentes de contato, logo pensamos nas oftalmológicas. Mas você sabia que podemos ter lentes de contato também nos dentes? Neste episódio do Momento Odontologia, o professor Claudio Sendyk, da Faculdade de Odontologia da USP em São Paulo, fala mais sobre esse tratamento, que tem sido muito procurado em odontologia para melhorar a forma e a estética do sorriso. <br /><br /><br /><br />As lentes são lâminas de cerâmicas muito finas (de 0,1 a 0,5 mm) e altamente resistentes que são coladas sobre os dentes, no esmalte ou na dentina, para corrigir forma, tamanho e cor. Podem ser também pequenos fragmentos para completar espaços entre os dentes, correções após tratamento ortodôntico ou melhorar a relação oclusal, a forma como os dentes se tocam durante a mordida. Quando são maiores ou mais espessas, são chamadas de laminados dentais, e vão de 0,5 a 2,5mm.<br /><br /><br /><br />Os materiais geralmente utilizados são zircônia e dissilicatos de lítio, uma vez que a resina dura por menos tempo e é mais suscetível a manchamentos. Quanto aos custos dos procedimentos com os materiais indicados , os valores são semelhantes, variando quanto ao estado de preservação do dente. Uma vez cimentadas, as lentes raramente descolam, e devem durar aproximadamente 10 anos se o paciente cuidar da prevenção e da higiene bucal de forma adequada.<br /><br /><br /><br />Na procura de longevidade nas restaurações dentais, devem sempre ser avaliados diversos fatores, como o tamanho da cavidade a ser restaurada, sua profundidade, a relação oclusal, a resistência do material, sua espessura, sua capacidade de desgaste quando em uso e também os anseios e o comprometimento do paciente com o tratamento. 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A professora lembra que é momento de reflexão sobre a real necessidade de um tratamento estético, por exemplo, especialmente no momento em que o governo orienta para diminuir a circulação de pessoas de forma geral, o que inclui parar de ir ao consultório médico e odontológico. <br /><br /><br /><br />As proteções para aqueles que tiverem necessidade de ir ao consultório do dentista são as mesmas amplamente divulgadas, como lavar sempre e muito bem as mãos, quando isso não for possível passar álcool gel, manter distância entre as pessoas, e no consultório, tanto privado como no Sistema Único de Saúde, cuidado ao manusear revistas e jornais, por exemplo. “As pessoas colocam a mão na boca para manipular esse material, quanto menos você encostar a mão na sala de espera melhor e, se perceber alguém tossindo ou espirrando manter distância. Mas lembra-se que toda vez que você sair de casa você se coloca em risco”.<br /><br /><br /><br />A equipe de saúde bucal está exposta e a evidência tem mostrado algumas estratégias que podem ter eficácia, mas não se sabe se é total. O Journal Dental Research traz em sua última edição que não existe uma maneira segura de fazer um atendimento odontológico. Mas, para proteção existem vários mecanismos, como usar máscaras específicas, a N-95, óculos de proteção extremamente vedados, pois já existem relatos recentes mostrando a permeabilidade da membrana ocular para o vírus, o que significa que óculos abertos não são eficazes e, tem até sugestão de banho após cada atendimento. A literatura também traz que alguns colegas da equipe médica e de enfermagem se contaminaram ao tirar os paramentos, ou seja, as roupas que vestiam enquanto atendiam paciente infectado, portanto, esse material também exige cuidados na hora de serem descartados. <br /><br /><br /><br />No caso de real necessidade de atendimento de urgências, o uso de aerossol e spray devem ser evitados pelo cirurgião dentista e o procedimento a limpeza do equipamento deve ser muito bem feito. Segundo a especialista a literatura mostra que o melhor produto para essa finalidade é o cloro. Ela alerta que um bochecho com  peróxido de hidrogênio a 1%, também pode ajudar o profissional, uma vez que a clorexidina parece não ter efeito para esse vírus. <br /><br /><br /><br />Os profissionais da área de saúde bucal, assim como todos os outros profissionais dessa área, têm um papel fundamental na integralidade do cuidado, fator garantido por lei a todos os brasileiros. Para Fernanda, é hora da equipe de saúde bucal se incorporar a força de trabalho do SUS, para o País sair dessa crise o mais breve possível “Que o SUS saia fortalecido nesse momento, pois é a maior sistema público universal e gratuito do mundo”.]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51807</guid><pubDate>Mon, 30 Mar 2020 14:49:42 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/24637716/odontologia_no_ar_profissional_da_saude_bucal_tem_papel_fundamental_em_epoca_de_pandemia.mp3" length="18172532" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Um terço da força de trabalho em saúde, hoje no Brasil, têm vínculo com o Sistema Único de Saúde e esses profissionais podem ser incorporados ao combate à pandemia, diz Fernanda Campos de Almeida Carrer.



Neste momento em que a pandemia foi...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Um terço da força de trabalho em saúde, hoje no Brasil, têm vínculo com o Sistema Único de Saúde e esses profissionais podem ser incorporados ao combate à pandemia, diz Fernanda Campos de Almeida Carrer.<br /><br /><br /><br />Neste momento em que a pandemia foi estabelecida pela OMS é necessário que todos os profissionais da área de saúde colaborem e estabeleçam o que vão fazer, segundo a professora e coordenadora do Núcleo de Evidências da Faculdade de Odontologia da USP em São Paulo, Fernanda Campos de Almeida Carrer.  <br /><br /><br /><br />Para a professora, nesse cenário, o dentista tem um papel fundamental, pois se expõe ao trabalhar diretamente com fluido, a saliva, que é grande contaminante, portanto deve tomar ainda mais medidas de precaução e de biossegurança no tratamento odontológico. A professora lembra que é momento de reflexão sobre a real necessidade de um tratamento estético, por exemplo, especialmente no momento em que o governo orienta para diminuir a circulação de pessoas de forma geral, o que inclui parar de ir ao consultório médico e odontológico. <br /><br /><br /><br />As proteções para aqueles que tiverem necessidade de ir ao consultório do dentista são as mesmas amplamente divulgadas, como lavar sempre e muito bem as mãos, quando isso não for possível passar álcool gel, manter distância entre as pessoas, e no consultório, tanto privado como no Sistema Único de Saúde, cuidado ao manusear revistas e jornais, por exemplo. “As pessoas colocam a mão na boca para manipular esse material, quanto menos você encostar a mão na sala de espera melhor e, se perceber alguém tossindo ou espirrando manter distância. Mas lembra-se que toda vez que você sair de casa você se coloca em risco”.<br /><br /><br /><br />A equipe de saúde bucal está exposta e a evidência tem mostrado algumas estratégias que podem ter eficácia, mas não se sabe se é total. O Journal Dental Research traz em sua última edição que não existe uma maneira segura de fazer um atendimento odontológico. Mas, para proteção existem vários mecanismos, como usar máscaras específicas, a N-95, óculos de proteção extremamente vedados, pois já existem relatos recentes mostrando a permeabilidade da membrana ocular para o vírus, o que significa que óculos abertos não são eficazes e, tem até sugestão de banho após cada atendimento. A literatura também traz que alguns colegas da equipe médica e de enfermagem se contaminaram ao tirar os paramentos, ou seja, as roupas que vestiam enquanto atendiam paciente infectado, portanto, esse material também exige cuidados na hora de serem descartados. <br /><br /><br /><br />No caso de real necessidade de atendimento de urgências, o uso de aerossol e spray devem ser evitados pelo cirurgião dentista e o procedimento a limpeza do equipamento deve ser muito bem feito. Segundo a especialista a literatura mostra que o melhor produto para essa finalidade é o cloro. Ela alerta que um bochecho com  peróxido de hidrogênio a 1%, também pode ajudar o profissional, uma vez que a clorexidina parece não ter efeito para esse vírus. <br /><br /><br /><br />Os profissionais da área de saúde bucal, assim como todos os outros profissionais dessa área, têm um papel fundamental na integralidade do cuidado, fator garantido por lei a todos os brasileiros. Para Fernanda, é hora da equipe de saúde bucal se incorporar a força de trabalho do SUS, para o País sair dessa crise o mais breve possível “Que o SUS saia fortalecido nesse momento, pois é a maior sistema público universal e gratuito do mundo”.]]></itunes:summary><itunes:duration>567</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no ar] Profissional da saúde bucal tem papel fundamental em época de pandemia</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-profissional-da-saude-bucal-tem-papel-fundamental-em-epoca-de-pandemia--24634991</link><description><![CDATA[Um terço da força de trabalho em saúde, hoje no Brasil, têm vínculo com o Sistema Único de Saúde e esses profissionais podem ser incorporados ao combate à pandemia, diz Fernanda Campos de Almeida Carrer<br /><br /><br /><br />Neste momento em que a pandemia foi estabelecida pela OMS é necessário que todos os profissionais da área de saúde colaborem e estabeleçam o que vão fazer, segundo a professora e coordenadora do Núcleo de Evidências da Faculdade de Odontologia da USP em São Paulo, Fernanda Campos de Almeida Carrer.  <br /><br /><br /><br />Para a professora, nesse cenário, o dentista tem um papel fundamental, pois se expõe ao trabalhar diretamente com fluido, a saliva, que é grande contaminante, portanto deve tomar ainda mais medidas de precaução e de biossegurança no tratamento odontológico. A professora lembra que é momento de reflexão sobre a real necessidade de um tratamento estético, por exemplo, especialmente no momento em que o governo orienta para diminuir a circulação de pessoas de forma geral, o que inclui parar de ir ao consultório médico e odontológico. <br /><br /><br /><br />As proteções para aqueles que tiverem necessidade de ir ao consultório do dentista são as mesmas amplamente divulgadas, como lavar sempre e muito bem as mãos, quando isso não for possível passar álcool gel, manter distância entre as pessoas, e no consultório, tanto privado como no Sistema Único de Saúde, cuidado ao manusear revistas e jornais, por exemplo. “As pessoas colocam a mão na boca para manipular esse material, quanto menos você encostar a mão na sala de espera melhor e, se perceber alguém tossindo ou espirrando manter distância. Mas lembra-se que toda vez que você sair de casa você se coloca em risco”.<br /><br /><br /><br />A equipe de saúde bucal está exposta e a evidência tem mostrado algumas estratégias que podem ter eficácia, mas não se sabe se é total. O Journal Dental Research traz em sua última edição que não existe uma maneira segura de fazer um atendimento odontológico. Mas, para proteção existem vários mecanismos, como usar máscaras específicas, a N-95, óculos de proteção extremamente vedados, pois já existem relatos recentes mostrando a permeabilidade da membrana ocular para o vírus, o que significa que óculos abertos não são eficazes e, tem até sugestão de banho após cada atendimento. A literatura também traz que alguns colegas da equipe médica e de enfermagem se contaminaram ao tirar os paramentos, ou seja, as roupas que vestiam enquanto atendiam paciente infectado, portanto, esse material também exige cuidados na hora de serem descartados. <br /><br /><br /><br />No caso de real necessidade de atendimento de urgências, o uso de aerossol e spray devem ser evitados pelo cirurgião dentista e o procedimento a limpeza do equipamento deve ser muito bem feito. Segundo a especialista a literatura mostra que o melhor produto para essa finalidade é o cloro. Ela alerta que um bochecho com  peróxido de hidrogênio a 1%, também pode ajudar o profissional, uma vez que a clorexidina parece não ter efeito para esse vírus. <br /><br /><br /><br />Os profissionais da área de saúde bucal, assim como todos os outros profissionais dessa área, têm um papel fundamental na integralidade do cuidado, fator garantido por lei a todos os brasileiros. Para Fernanda, é hora da equipe de saúde bucal se incorporar a força de trabalho do SUS, para o País sair dessa crise o mais breve possível “Que o SUS saia fortalecido nesse momento, pois é a maior sistema público universal e gratuito do mundo”.]]></description><guid isPermaLink="false">http://www4.fo.usp.br/podcast/?post_type=podcast&amp;p=51803</guid><pubDate>Mon, 30 Mar 2020 14:00:00 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/24634991/odontologia_no_ar_profissional_da_saude_bucal_tem_papel_fundamental_em_epoca_de_pandemia.mp3" length="18172532" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Um terço da força de trabalho em saúde, hoje no Brasil, têm vínculo com o Sistema Único de Saúde e esses profissionais podem ser incorporados ao combate à pandemia, diz Fernanda Campos de Almeida Carrer



Neste momento em que a pandemia foi...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Um terço da força de trabalho em saúde, hoje no Brasil, têm vínculo com o Sistema Único de Saúde e esses profissionais podem ser incorporados ao combate à pandemia, diz Fernanda Campos de Almeida Carrer<br /><br /><br /><br />Neste momento em que a pandemia foi estabelecida pela OMS é necessário que todos os profissionais da área de saúde colaborem e estabeleçam o que vão fazer, segundo a professora e coordenadora do Núcleo de Evidências da Faculdade de Odontologia da USP em São Paulo, Fernanda Campos de Almeida Carrer.  <br /><br /><br /><br />Para a professora, nesse cenário, o dentista tem um papel fundamental, pois se expõe ao trabalhar diretamente com fluido, a saliva, que é grande contaminante, portanto deve tomar ainda mais medidas de precaução e de biossegurança no tratamento odontológico. A professora lembra que é momento de reflexão sobre a real necessidade de um tratamento estético, por exemplo, especialmente no momento em que o governo orienta para diminuir a circulação de pessoas de forma geral, o que inclui parar de ir ao consultório médico e odontológico. <br /><br /><br /><br />As proteções para aqueles que tiverem necessidade de ir ao consultório do dentista são as mesmas amplamente divulgadas, como lavar sempre e muito bem as mãos, quando isso não for possível passar álcool gel, manter distância entre as pessoas, e no consultório, tanto privado como no Sistema Único de Saúde, cuidado ao manusear revistas e jornais, por exemplo. “As pessoas colocam a mão na boca para manipular esse material, quanto menos você encostar a mão na sala de espera melhor e, se perceber alguém tossindo ou espirrando manter distância. Mas lembra-se que toda vez que você sair de casa você se coloca em risco”.<br /><br /><br /><br />A equipe de saúde bucal está exposta e a evidência tem mostrado algumas estratégias que podem ter eficácia, mas não se sabe se é total. O Journal Dental Research traz em sua última edição que não existe uma maneira segura de fazer um atendimento odontológico. Mas, para proteção existem vários mecanismos, como usar máscaras específicas, a N-95, óculos de proteção extremamente vedados, pois já existem relatos recentes mostrando a permeabilidade da membrana ocular para o vírus, o que significa que óculos abertos não são eficazes e, tem até sugestão de banho após cada atendimento. A literatura também traz que alguns colegas da equipe médica e de enfermagem se contaminaram ao tirar os paramentos, ou seja, as roupas que vestiam enquanto atendiam paciente infectado, portanto, esse material também exige cuidados na hora de serem descartados. <br /><br /><br /><br />No caso de real necessidade de atendimento de urgências, o uso de aerossol e spray devem ser evitados pelo cirurgião dentista e o procedimento a limpeza do equipamento deve ser muito bem feito. Segundo a especialista a literatura mostra que o melhor produto para essa finalidade é o cloro. Ela alerta que um bochecho com  peróxido de hidrogênio a 1%, também pode ajudar o profissional, uma vez que a clorexidina parece não ter efeito para esse vírus. <br /><br /><br /><br />Os profissionais da área de saúde bucal, assim como todos os outros profissionais dessa área, têm um papel fundamental na integralidade do cuidado, fator garantido por lei a todos os brasileiros. 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O uso de questionários de qualidade de vida pela Medicina e Odontologia vem aumentando nos últimos 20 anos. “A importância desses questionários está no fato de que o planejamento do tratamento é discutido com o paciente, levando em conta não somente os dados clínicos da condição bucal, mas também o estilo de vida desse paciente, para que ele limite o menos possível o seu dia a dia por causa de sua condição bucal.”, avalia a professora Maria Gabriela Haye Biazevic.<br />O Departamento de Odontologia Social da Faculdade de Odontologia da USP, campus São Paulo, avaliou o impacto na qualidade de vida de pacientes submetidos a cirurgia para remoção de tumor. A partir da avaliação, notou-se que aspectos como habilidade para falar, alimentar-se, sorrir e realizar interações sociais continuam muito prejudicadas após o procedimento. “Isso significa, no caso desses pacientes, que atingir qualidade de vida relacionada à saúde bucal corresponderá a percorrer um longo caminho.”, conclui Maria Gabriela.]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=51741</guid><pubDate>Tue, 03 Mar 2020 19:57:12 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502026/odontologia_no_ar_saude_bucal_pode_influenciar_na_qualidade_de_vida.mp3" length="11027001" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Para Maria Gabriela Haye Biazevic, a forma como o paciente avalia a própria qualidade de vida é um importante indicativo para o tratamento dental: “No caso de situações que causam grandes perdas de estruturas bucais, e que podem fazer o paciente...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Para Maria Gabriela Haye Biazevic, a forma como o paciente avalia a própria qualidade de vida é um importante indicativo para o tratamento dental: “No caso de situações que causam grandes perdas de estruturas bucais, e que podem fazer o paciente conviver com sequelas, essa percepção é importantíssima no planejamento do tratamento.<br />Considerada um indicador de saúde, a qualidade de vida é bastante influenciada pela satisfação ou insatisfação com a saúde bucal. O uso de questionários de qualidade de vida pela Medicina e Odontologia vem aumentando nos últimos 20 anos. “A importância desses questionários está no fato de que o planejamento do tratamento é discutido com o paciente, levando em conta não somente os dados clínicos da condição bucal, mas também o estilo de vida desse paciente, para que ele limite o menos possível o seu dia a dia por causa de sua condição bucal.”, avalia a professora Maria Gabriela Haye Biazevic.<br />O Departamento de Odontologia Social da Faculdade de Odontologia da USP, campus São Paulo, avaliou o impacto na qualidade de vida de pacientes submetidos a cirurgia para remoção de tumor. A partir da avaliação, notou-se que aspectos como habilidade para falar, alimentar-se, sorrir e realizar interações sociais continuam muito prejudicadas após o procedimento. “Isso significa, no caso desses pacientes, que atingir qualidade de vida relacionada à saúde bucal corresponderá a percorrer um longo caminho.”, conclui Maria Gabriela.]]></itunes:summary><itunes:duration>343</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Lesões bucais</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-lesoes-bucais--23502035</link><description><![CDATA[Aftas, sapinho e hiperplasia são algumas das lesões bucais mais comuns. Este episódio do Momento Odontologia discute quais os tratamentos para cada tipo de problema e alerta: todos são suscetíveis a essas doenças.<br />Neste episódio do Momento Odontologia, a professora Camila Galo, do Departamento de Estomatologia da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, explica o que são lesões bucais e como tratá-las. Ela conta que a distribuição das doenças que afetam a boca depende da faixa etária, etnia, condição socioeconômica, status imunológico e hábitos nocivos (como o tabagismo) da população avaliada.<br />A afta é uma das lesões mais comuns, causada por mordidas acidentais durante a mastigação e até mesmo por problemas estomacais como gastrite. Nas crianças, algumas lesões comuns são a gengivoestomatite herpética primária e a candidose. Camila explica que a primeira corresponde ao primeiro contato da criança com o vírus do herpes simples, enquanto que a segunda, mais conhecida como sapinho, é comum nos primeiros 18 meses de vida devido a imaturidade do sistema imunológico frente ao contato com fungos.<br />A docente também ressalta que as complicações bucais podem ocorrer também na terceira idade: “Na população idosa, de menor poder aquisitivo, são comuns as lesões reativas por próteses mal-adaptadas, como a estomatite protética e a hiperplasia fibrosa inflamatória”. Além disso, a exposição prolongada ao sol pode causar queilite actínica, uma lesão com potencial de transformação maligna que acontece no lábio inferior.<br />Saiba mais sobre lesões bucais ouvindo o podcast na íntegra.]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=51736</guid><pubDate>Mon, 03 Feb 2020 16:47:16 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502035/odontologia_no_ar_lesoes_bucais.mp3" length="19112692" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Aftas, sapinho e hiperplasia são algumas das lesões bucais mais comuns. Este episódio do Momento Odontologia discute quais os tratamentos para cada tipo de problema e alerta: todos são suscetíveis a essas doenças.
Neste episódio do Momento...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Aftas, sapinho e hiperplasia são algumas das lesões bucais mais comuns. Este episódio do Momento Odontologia discute quais os tratamentos para cada tipo de problema e alerta: todos são suscetíveis a essas doenças.<br />Neste episódio do Momento Odontologia, a professora Camila Galo, do Departamento de Estomatologia da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, explica o que são lesões bucais e como tratá-las. Ela conta que a distribuição das doenças que afetam a boca depende da faixa etária, etnia, condição socioeconômica, status imunológico e hábitos nocivos (como o tabagismo) da população avaliada.<br />A afta é uma das lesões mais comuns, causada por mordidas acidentais durante a mastigação e até mesmo por problemas estomacais como gastrite. Nas crianças, algumas lesões comuns são a gengivoestomatite herpética primária e a candidose. Camila explica que a primeira corresponde ao primeiro contato da criança com o vírus do herpes simples, enquanto que a segunda, mais conhecida como sapinho, é comum nos primeiros 18 meses de vida devido a imaturidade do sistema imunológico frente ao contato com fungos.<br />A docente também ressalta que as complicações bucais podem ocorrer também na terceira idade: “Na população idosa, de menor poder aquisitivo, são comuns as lesões reativas por próteses mal-adaptadas, como a estomatite protética e a hiperplasia fibrosa inflamatória”. Além disso, a exposição prolongada ao sol pode causar queilite actínica, uma lesão com potencial de transformação maligna que acontece no lábio inferior.<br />Saiba mais sobre lesões bucais ouvindo o podcast na íntegra.]]></itunes:summary><itunes:duration>596</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Fluoretar a água é uma das mais importantes medidas de saúde pública do século XX</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-fluoretar-a-agua-e-uma-das-mais-importantes-medidas-de-saude-publica-do-seculo-xx--23502034</link><description><![CDATA[O flúor protege o esmalte dentário do ácido produzido pela metabolização da placa bacteriana. E é isso que produz a cárie, uma das doenças mais comuns na população mundial<br />Você já deve ter ouvido falar que o flúor protege contra a cárie. Ele protege o esmalte dentário do ácido produzido pela metabolização da placa bacteriana. E é isso que produz a cárie, uma das doenças mais comuns na população mundial. Por isso, a adição desse elemento químico na pasta de dente e nas águas de abastecimento para o consumo humano é uma importante medida de saúde pública. Elas se complementam, diminuindo o risco da doença cárie. É sobre essa medida benéfica que a professora Simone Rennó Junqueira, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, fala nesta edição do podcast.<br />O flúor é um elemento químico presente naturalmente nas águas, sejam elas provenientes de fontes de superfície, como os rios e lagos, ou de fontes subterrâneas, como nascentes e poços. Geralmente, em concentrações muito pequenas, incapazes de promover o benefício esperado.<br />Foi justamente a partir da observação de que crianças de um município, cuja água de consumo continha flúor, tinham menos cárie do que outras que moravam em município sem água fluoretada, que surgiu a ideia de adicionar artificialmente fluoretos na água de consumo humano, tendo em vista que a cárie era uma doença de grande prevalência na população e que trazia muitos incômodos, o que culminava com a extração dentária.<br />Assim, a utilização dos fluoretos como método preventivo contra a cárie dentária iniciou-se em 1945, nos Estados Unidos. A partir de então, vários países também adotaram a medida, inclusive o Brasil, em 1953, cuja regulamentação surgiu em 1974.<br />No mundo todo, essa medida foi capaz de reduzir, em média, 60% da prevalência da cárie em crianças, após dez anos de uso contínuo. Não por acaso, a fluoretac?a?o das águas foi considerada uma das dez medidas de saúde pública mais importantes do século XX.<br />O Brasil também apresentou uma importante redução da cárie em crianças e adolescentes. Em 1986, quando foi realizado o primeiro estudo epidemiológico nacional, a prevalência de cárie em crianças era muita alta, segundo os parâmetros da OMS, a Organização Mundial da Saúde. Algo em torno de quase sete dentes acometidos pela doença.<br />No último estudo, realizado em 2010, percebeu-se que a prevalência de cárie passou a ser baixa, passando para dois dentes afetados. A fluoretação das águas foi uma das responsáveis pelo feito. Crianças e adolescentes residentes em cidades brasileiras com fluoretac?a?o das águas apresentam um índice de cárie cerca de 1/3 menor do que aquelas residentes em cidades sem o benefício.<br />Estima-se que pouco mais de 60% dos municípios brasileiros fazem a fluoretac?a?o, abrangendo uma cobertura populacional de 76%, uma das mais altas coberturas entre os dez países mais populosos do mundo. A condição indispensável para sua implementação é a existência de um sistema ou rede de tratamento e distribuição da água. Observa-se que os municípios de menor porte e baixo índice de desenvolvimento humano são os que têm mais dificuldade para implementar a política.<br />Para que ocorra seu efeito preventivo, é necessário manter constante a concentração de fluoretos nas águas, em torno de 0,7 e 1,2 mg F/L, o que exige medidas precisas de vigilância sanitária. Por outro lado, o excesso na concentração também pode provocar fluorose, um distúrbio de desenvolvimento do esmalte dentário caracterizado por manchas opacas nos dentes, que se apresenta de forma simétrica. Esse risco ocorre quando elevados níveis de fluoretos são consumidos por crianças de até oito anos de idade.]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=51732</guid><pubDate>Sun, 05 Jan 2020 15:12:10 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502034/odontologia_no_ar_fluoretar_a_agua_e_uma_das_mais_importantes_medidas_de_saude_publica_do_seculo_xx.mp3" length="10835513" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>O flúor protege o esmalte dentário do ácido produzido pela metabolização da placa bacteriana. E é isso que produz a cárie, uma das doenças mais comuns na população mundial
Você já deve ter ouvido falar que o flúor protege contra a cárie. Ele protege o...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[O flúor protege o esmalte dentário do ácido produzido pela metabolização da placa bacteriana. E é isso que produz a cárie, uma das doenças mais comuns na população mundial<br />Você já deve ter ouvido falar que o flúor protege contra a cárie. Ele protege o esmalte dentário do ácido produzido pela metabolização da placa bacteriana. E é isso que produz a cárie, uma das doenças mais comuns na população mundial. Por isso, a adição desse elemento químico na pasta de dente e nas águas de abastecimento para o consumo humano é uma importante medida de saúde pública. Elas se complementam, diminuindo o risco da doença cárie. É sobre essa medida benéfica que a professora Simone Rennó Junqueira, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, fala nesta edição do podcast.<br />O flúor é um elemento químico presente naturalmente nas águas, sejam elas provenientes de fontes de superfície, como os rios e lagos, ou de fontes subterrâneas, como nascentes e poços. Geralmente, em concentrações muito pequenas, incapazes de promover o benefício esperado.<br />Foi justamente a partir da observação de que crianças de um município, cuja água de consumo continha flúor, tinham menos cárie do que outras que moravam em município sem água fluoretada, que surgiu a ideia de adicionar artificialmente fluoretos na água de consumo humano, tendo em vista que a cárie era uma doença de grande prevalência na população e que trazia muitos incômodos, o que culminava com a extração dentária.<br />Assim, a utilização dos fluoretos como método preventivo contra a cárie dentária iniciou-se em 1945, nos Estados Unidos. A partir de então, vários países também adotaram a medida, inclusive o Brasil, em 1953, cuja regulamentação surgiu em 1974.<br />No mundo todo, essa medida foi capaz de reduzir, em média, 60% da prevalência da cárie em crianças, após dez anos de uso contínuo. Não por acaso, a fluoretac?a?o das águas foi considerada uma das dez medidas de saúde pública mais importantes do século XX.<br />O Brasil também apresentou uma importante redução da cárie em crianças e adolescentes. Em 1986, quando foi realizado o primeiro estudo epidemiológico nacional, a prevalência de cárie em crianças era muita alta, segundo os parâmetros da OMS, a Organização Mundial da Saúde. Algo em torno de quase sete dentes acometidos pela doença.<br />No último estudo, realizado em 2010, percebeu-se que a prevalência de cárie passou a ser baixa, passando para dois dentes afetados. A fluoretação das águas foi uma das responsáveis pelo feito. Crianças e adolescentes residentes em cidades brasileiras com fluoretac?a?o das águas apresentam um índice de cárie cerca de 1/3 menor do que aquelas residentes em cidades sem o benefício.<br />Estima-se que pouco mais de 60% dos municípios brasileiros fazem a fluoretac?a?o, abrangendo uma cobertura populacional de 76%, uma das mais altas coberturas entre os dez países mais populosos do mundo. A condição indispensável para sua implementação é a existência de um sistema ou rede de tratamento e distribuição da água. Observa-se que os municípios de menor porte e baixo índice de desenvolvimento humano são os que têm mais dificuldade para implementar a política.<br />Para que ocorra seu efeito preventivo, é necessário manter constante a concentração de fluoretos nas águas, em torno de 0,7 e 1,2 mg F/L, o que exige medidas precisas de vigilância sanitária. Por outro lado, o excesso na concentração também pode provocar fluorose, um distúrbio de desenvolvimento do esmalte dentário caracterizado por manchas opacas nos dentes, que se apresenta de forma simétrica. Esse risco ocorre quando elevados níveis de fluoretos são consumidos por crianças de até oito anos de idade.]]></itunes:summary><itunes:duration>337</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Traumas na dentição permanente</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-traumas-na-denticao-permanente--23502037</link><description><![CDATA[A maioria das ocorrências acontece em jovens e idosos, em quedas e atividades esportivas. Neste episódio, Celso Caldeira, professor associado da disciplina de Endodontia do Departamento de Dentística da Faculdade de Odontologia da USP, conta como se prevenir e como agir caso o problema aconteça.<br />Neste episódio do podcast Momento Odontologia, Celso Caldeira, professor associado da disciplina de Endodontia do Departamento de Dentística da Faculdade de Odontologia da USP, comenta sobre traumas na dentição permanente. Ele conta que “pesquisas em âmbito mundial mostram que quase 5 milhões de dentes são perdidos anualmente, devido aos traumas, a recuperação pode dispensar tempo profissional e custo elevado”, tornando o problema também socioeconômico.<br />A maioria das ocorrências se dá na população jovem e idosa. Além disso, acontece mais nos indivíduos do sexo masculino, pela maior exposição a agentes predisponentes, como quedas, violência urbana, atividades esportivas e recreativas.<br />Ocorrido o trauma, o paciente deve procurar auxílio profissional o quanto antes, pois o tempo de início do tratamento, além das técnicas aplicadas no momento da urgência, tem influência direta sobre a manutenção do dente traumatizado. Para prevenir o problema, Caldeira defende que é preciso “conscientizar a população a respeito da proteção adequada na prática de atividades recreativas e esportivas, realizá-las sempre em local seguro, além de cuidar para que o ambiente social não seja um gerador de incidentes”.<br />Saiba mais ouvindo o podcast na íntegra.]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=51730</guid><pubDate>Sun, 15 Dec 2019 14:31:20 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502037/odontologia_no_ar_traumas_na_denticao_permanente.mp3" length="10267602" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>A maioria das ocorrências acontece em jovens e idosos, em quedas e atividades esportivas. Neste episódio, Celso Caldeira, professor associado da disciplina de Endodontia do Departamento de Dentística da Faculdade de Odontologia da USP, conta como se...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[A maioria das ocorrências acontece em jovens e idosos, em quedas e atividades esportivas. Neste episódio, Celso Caldeira, professor associado da disciplina de Endodontia do Departamento de Dentística da Faculdade de Odontologia da USP, conta como se prevenir e como agir caso o problema aconteça.<br />Neste episódio do podcast Momento Odontologia, Celso Caldeira, professor associado da disciplina de Endodontia do Departamento de Dentística da Faculdade de Odontologia da USP, comenta sobre traumas na dentição permanente. Ele conta que “pesquisas em âmbito mundial mostram que quase 5 milhões de dentes são perdidos anualmente, devido aos traumas, a recuperação pode dispensar tempo profissional e custo elevado”, tornando o problema também socioeconômico.<br />A maioria das ocorrências se dá na população jovem e idosa. Além disso, acontece mais nos indivíduos do sexo masculino, pela maior exposição a agentes predisponentes, como quedas, violência urbana, atividades esportivas e recreativas.<br />Ocorrido o trauma, o paciente deve procurar auxílio profissional o quanto antes, pois o tempo de início do tratamento, além das técnicas aplicadas no momento da urgência, tem influência direta sobre a manutenção do dente traumatizado. Para prevenir o problema, Caldeira defende que é preciso “conscientizar a população a respeito da proteção adequada na prática de atividades recreativas e esportivas, realizá-las sempre em local seguro, além de cuidar para que o ambiente social não seja um gerador de incidentes”.<br />Saiba mais ouvindo o podcast na íntegra.]]></itunes:summary><itunes:duration>320</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Cáries em adultos</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-caries-em-adultos--23502040</link><description><![CDATA[[:pt]Não são só as crianças que devem se preocupar com cáries. As consequências da doença em adultos podem ser ainda mais graves, tendo como causas a má escovação e a alimentação com excesso de açúcares. Este episódio explica como se previnir da ação das bactérias<br />Este episódio do podcast Momento Odontologia explica como são formadas as cáries em adultos. Quem dá os detalhes é Fernando Neves Nogueira, da Disciplina de Bioquímica Oral do Departamento de Biomateriais e Biologia Oral da Faculdade de Odontologia (FO) da USP.<br />A cárie é uma doença causada pela presença de bactérias específicas e a ingestão de açúcar. Esses microorganismos usam o açúcar para produzir um ácido capaz de dissolver os dentes, provocando a desmineralização.<br />O primeiro tecido que sofre danos é o esmalte. Este processo leva meses e o paciente não chega a sentir dor até que a desmineralização chegue na dentina, que é quando a dissolução e destruição dos dentes é muito mais rápida.<br />Pacientes adultos precisam redobrar a atenção, porque o risco de novas lesões de cárie ocorrerem na margem de restaurações já existentes é muito alta. Para evitar esses problemas, é importante fazer uma boa escovação dos dentes aliada ao uso do fio dental, diminuir a ingestão de açúcar e fazer acompanhamentos com um dentista com frequência de no mínimo seis meses.[:]]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=50695</guid><pubDate>Mon, 02 Dec 2019 18:43:24 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502040/odontologia_no_ar_caries_em_adultos.mp3" length="9625707" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>[:pt]Não são só as crianças que devem se preocupar com cáries. As consequências da doença em adultos podem ser ainda mais graves, tendo como causas a má escovação e a alimentação com excesso de açúcares. Este episódio explica como se previnir da ação...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[[:pt]Não são só as crianças que devem se preocupar com cáries. As consequências da doença em adultos podem ser ainda mais graves, tendo como causas a má escovação e a alimentação com excesso de açúcares. Este episódio explica como se previnir da ação das bactérias<br />Este episódio do podcast Momento Odontologia explica como são formadas as cáries em adultos. Quem dá os detalhes é Fernando Neves Nogueira, da Disciplina de Bioquímica Oral do Departamento de Biomateriais e Biologia Oral da Faculdade de Odontologia (FO) da USP.<br />A cárie é uma doença causada pela presença de bactérias específicas e a ingestão de açúcar. Esses microorganismos usam o açúcar para produzir um ácido capaz de dissolver os dentes, provocando a desmineralização.<br />O primeiro tecido que sofre danos é o esmalte. Este processo leva meses e o paciente não chega a sentir dor até que a desmineralização chegue na dentina, que é quando a dissolução e destruição dos dentes é muito mais rápida.<br />Pacientes adultos precisam redobrar a atenção, porque o risco de novas lesões de cárie ocorrerem na margem de restaurações já existentes é muito alta. 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Este episódio discute quais são as consequências de uma eventual contaminação por esses microorganismos e revela quais são as formas mais eficientes de prevenir contaminações.<br />Fungos, bactérias e vírus são parte da microbiota das mãos e da boca. Quando em desequilíbrio, esses microorganismos podem trazer riscos à saúde de adultos e crianças. Para evitar essas situações, a saída é higienizar corretamente as mãos e a boca. Este episódio do Momento Odontologia explica qual a melhor maneira de realizar isso, com a participação de Carina Domaneschi, do Departamento de Estomatologia da Faculdade de Odontologia (FO) da USP.<br />Entre os fungos, os gêneros Trichophyton, Microsporum e Aspergillus apresentam algumas espécies patogênicas ao homem, enquanto que o Candida, que faz parte da flora normal da cavidade bucal, pode  causar candidíase oral entre 20 a 72% das pessoas. Agentes bacterianos como o Streptococcus mutans e Porphyromonas gingivalis podem causar a cárie e gengivite, respectivamente. No ser humano, os vírus são responsáveis por causar gripe, rubéola, catapora, entre outras doenças.<br />Por isso a higiene adequada é imprescindível para evitar contaminações. Além de água e sabão – essencial para conter a via de transmissão fecal-oral – é necessário, após umedecer as mãos, passar sabonetes ou álcool gel na planta e no dorso das mãos, entre os dedos, pulsos e unhas. Na hora de secar, o mais higiênico é usar o papel toalha. Já em relação à correta higienização da boca, para prevenir cáries e doenças gengivais, a escovação aliada ao fio dental diminuem a incidência de cáries e de mau hálito.]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=50367</guid><pubDate>Fri, 08 Nov 2019 18:30:03 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502036/odontologia_no_ar_higienizacao_das_maos_e_boca.mp3" length="10003960" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Doenças causadas por fungos, vírus e bactérias são causadas pela má higienização das mãos e da boca, colocando em risco a vida de crianças e adultos. Este episódio discute quais são as consequências de uma eventual contaminação por esses...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Doenças causadas por fungos, vírus e bactérias são causadas pela má higienização das mãos e da boca, colocando em risco a vida de crianças e adultos. Este episódio discute quais são as consequências de uma eventual contaminação por esses microorganismos e revela quais são as formas mais eficientes de prevenir contaminações.<br />Fungos, bactérias e vírus são parte da microbiota das mãos e da boca. Quando em desequilíbrio, esses microorganismos podem trazer riscos à saúde de adultos e crianças. Para evitar essas situações, a saída é higienizar corretamente as mãos e a boca. Este episódio do Momento Odontologia explica qual a melhor maneira de realizar isso, com a participação de Carina Domaneschi, do Departamento de Estomatologia da Faculdade de Odontologia (FO) da USP.<br />Entre os fungos, os gêneros Trichophyton, Microsporum e Aspergillus apresentam algumas espécies patogênicas ao homem, enquanto que o Candida, que faz parte da flora normal da cavidade bucal, pode  causar candidíase oral entre 20 a 72% das pessoas. Agentes bacterianos como o Streptococcus mutans e Porphyromonas gingivalis podem causar a cárie e gengivite, respectivamente. No ser humano, os vírus são responsáveis por causar gripe, rubéola, catapora, entre outras doenças.<br />Por isso a higiene adequada é imprescindível para evitar contaminações. Além de água e sabão – essencial para conter a via de transmissão fecal-oral – é necessário, após umedecer as mãos, passar sabonetes ou álcool gel na planta e no dorso das mãos, entre os dedos, pulsos e unhas. Na hora de secar, o mais higiênico é usar o papel toalha. Já em relação à correta higienização da boca, para prevenir cáries e doenças gengivais, a escovação aliada ao fio dental diminuem a incidência de cáries e de mau hálito.]]></itunes:summary><itunes:duration>251</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Exames Radiográficos em Odontologia</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-exames-radiograficos-em-odontologia--23502028</link><description><![CDATA[Todas as especialidades odontológicas usam radiografias para o planejamento do tratamento dos pacientes, desde as crianças até adultos na terceira idade. De acordo com a necessidade podemos usar as radiografias intraorais periapicais que nos darão maior detalhamento das estruturas anatômicas e de eventuais lesões. Essas radiografias estão indicadas em especialidades odontológicas como Cirurgia, Dentística, Endodontia e Periodontia.<br />As radiografias panorâmicas são utilizadas em praticamente todas as especialidades, tendo a vantagem de permitir a observação dos maxilares, dentes, dos seios maxilares e da articulação têmporo-mandibular. Do ponto de vista da Odontopediatria e da Ortodontia a radiografia panorâmica permite avaliar a cronologia da erupção dentária, a presença de dentes supranumerários ou ausência do germe de um dente permanente<br />Os exames radiográficos fazem parte da rotina dos cirurgiões-dentistas como um método auxiliar ao diagnóstico das alterações ósseas e dentárias. Todas as especialidades odontológicas usam radiografias para o planejamento do tratamento dos pacientes, desde as crianças até adultos na terceira idade. De acordo com a necessidade podemos usar as radiografias intraorais periapicais que nos darão maior detalhamento das estruturas anatômicas e de eventuais lesões. Essas radiografias estão indicadas em especialidades odontológicas como Cirurgia, Dentística, Endodontia e Periodontia.<br />As radiografias panorâmicas são utilizadas em praticamente todas as especialidades, tendo a vantagem de permitir a observação dos maxilares, dentes, dos seios maxilares e da articulação têmporo-mandibular. Do ponto de vista da Odontopediatria e da Ortodontia a radiografia panorâmica permite avaliar a cronologia da erupção dentária, a presença de dentes supranumerários ou ausência do germe de um dente permanente.<br />Na Odontologia Legal, e possível estimar a idade da criança e diferenciar os sexos em radiografias panorâmicas de adultos. A grande vantagem das radiografias panorâmicas é a baixa dose de radiação recebida pelo paciente durante a sua realização, que equivalem a aproximadamente seis radiografias periapicais.<br />Dentro dos exames radiográficos temos ainda a tomografia computadorizada de feixe cônico, que é uma técnica mais complexa e sofisticada e que deverá ser usada somente quando houver clara necessidade, como é o caso da instalação de implantes, onde a espessura e altura do osso devem ser medidas com alta precisão.<br />Além da Implantodontia, a tomografia computadorizada de feixe cônico poderá ser utilizada para observação de traumas da face, de grandes lesões e da região da articulação têmporo-mandibular. As doses de radiação nas tomografias computadorizadas são maiores do que as doses nas radiografias panorâmicas, devendo-se sempre obedecer ao princípio da necessidade para sua indicação. Sempre deveremos seguir as normas de proteção radiológica dos pacientes e profissionais para a realização dos exames radiográficos em Odontologia.]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=49817</guid><pubDate>Tue, 01 Oct 2019 17:56:52 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502028/odontologia_no_ar_exames_radiograficos_em_odontologia.mp3" length="6876593" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Todas as especialidades odontológicas usam radiografias para o planejamento do tratamento dos pacientes, desde as crianças até adultos na terceira idade. De acordo com a necessidade podemos usar as radiografias intraorais periapicais que nos darão...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Todas as especialidades odontológicas usam radiografias para o planejamento do tratamento dos pacientes, desde as crianças até adultos na terceira idade. 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Todas as especialidades odontológicas usam radiografias para o planejamento do tratamento dos pacientes, desde as crianças até adultos na terceira idade. De acordo com a necessidade podemos usar as radiografias intraorais periapicais que nos darão maior detalhamento das estruturas anatômicas e de eventuais lesões. Essas radiografias estão indicadas em especialidades odontológicas como Cirurgia, Dentística, Endodontia e Periodontia.<br />As radiografias panorâmicas são utilizadas em praticamente todas as especialidades, tendo a vantagem de permitir a observação dos maxilares, dentes, dos seios maxilares e da articulação têmporo-mandibular. Do ponto de vista da Odontopediatria e da Ortodontia a radiografia panorâmica permite avaliar a cronologia da erupção dentária, a presença de dentes supranumerários ou ausência do germe de um dente permanente.<br />Na Odontologia Legal, e possível estimar a idade da criança e diferenciar os sexos em radiografias panorâmicas de adultos. A grande vantagem das radiografias panorâmicas é a baixa dose de radiação recebida pelo paciente durante a sua realização, que equivalem a aproximadamente seis radiografias periapicais.<br />Dentro dos exames radiográficos temos ainda a tomografia computadorizada de feixe cônico, que é uma técnica mais complexa e sofisticada e que deverá ser usada somente quando houver clara necessidade, como é o caso da instalação de implantes, onde a espessura e altura do osso devem ser medidas com alta precisão.<br />Além da Implantodontia, a tomografia computadorizada de feixe cônico poderá ser utilizada para observação de traumas da face, de grandes lesões e da região da articulação têmporo-mandibular. As doses de radiação nas tomografias computadorizadas são maiores do que as doses nas radiografias panorâmicas, devendo-se sempre obedecer ao princípio da necessidade para sua indicação. 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Na fase inicial da inflamação pulpar, a dor costuma ser provocada por líquidos gelados ou alimentos adocicados, sendo localizada e de curta duração, não havendo necessidade do uso de remédios. O tratamento nesses casos consiste na remoção da cárie e na adequada restauração do dente.<br />Caso a cárie não seja diagnosticada e tratada precocemente, o processo inflamatório da polpa dental tende a se agravar. Geralmente, as características da dor mudam. O paciente passa a relatar a ocorrência de dor provocada, de longa duração e, em alguns casos, não conseguindo identificar com clareza o dente onde a dor se origina. O tratamento também consiste na remoção da cárie e na restauração do dente<br />A dor de origem endodôntica, aquela do canal do dente, corresponde a cerca de 90% das emergências odontológicas, sendo que, em muitos casos, o tratamento é necessário para o alívio imediato dos sintomas.<br />A dor de origem endodôntica pode estar associada a um processo inflamatório que se desenvolve na polpa de um dente vital, normalmente em razão de uma cárie. Na fase inicial da inflamação pulpar, a dor costuma ser provocada por líquidos gelados ou alimentos adocicados, sendo localizada e de curta duração, não havendo necessidade do uso de remédios. O tratamento nesses casos consiste na remoção da cárie e na adequada restauração do dente.<br />Caso a cárie não seja diagnosticada e tratada precocemente, o processo inflamatório da polpa dental tende a se agravar. Geralmente, as características da dor mudam. O paciente passa a relatar a ocorrência de dor provocada, de longa duração e, em alguns casos, não conseguindo identificar com clareza o dente onde a dor se origina. O tratamento também consiste na remoção da cárie e na restauração do dente.<br />Se a causa do processo inflamatório não for eliminada a tempo, ela poderá evoluir para um quadro de pulpite irreversível sintomática que se caracteriza por dor espontânea, irradiada, contínua e que não desaparece com o uso de medicamentos como analgésicos e anti-inflamatórios. Nesses casos o único tratamento eficaz para o alívio da dor é o tratamento de canal.<br />A dor de origem endodôntica também pode estar associada a um dente que sofreu processo de necrose pulpar. Estima-se que 60% dos dentes que apresentam cáries profundas desenvolvem necrose pulpar causada pelas bactérias que provocaram inicialmente a cárie, sem que o paciente apresente dor, originando um processo inflamatório na ponta da raiz do dente envolvido, denominado periodontite apical.<br />Em razão da alta agressividade das bactérias e/ou da eventual queda de resistência do paciente, esses quadros de necrose pulpar e periodontite apical, que evoluíram de forma assintomática, podem agudizar, se transformando num abscesso dentoalveolar, caracterizado por dor intensa, contínua, espontânea, pulsátil, que piora ao toque, acompanhada por inchaço intra ou extraoral. Alguns pacientes podem relatar febre e até mesmo perda de apetite.<br />Nesses casos, o dentista deve intervir imediatamente, realizando o correto diagnóstico, o tratamento de canal e complementando as condutas locais com medicamentos, como antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos, quando necessário. A demora no diagnóstico e tratamento do abscesso dentoalveolar pode colocar em risco a vida do paciente, exigindo em casos extremos internação hospitalar. Por todos estes motivos, é importante consultar um dentista regularmente para que o diagnóstico de cáries e de restaurações que apresentem infiltrações, estejam mal-adaptadas ou fraturadas, sejam tratadas precocemente. Exames radiográficos de rotina são recursos auxiliares importantes no diagnóstico de dentes portadores de necrose pulpar e periodontite apical.]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=49421</guid><pubDate>Tue, 17 Sep 2019 15:26:38 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502043/momento_odontologia_dores_endodonticas.mp3" length="8421439" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>A dor de origem endodôntica pode estar associada a um processo inflamatório que se desenvolve na polpa de um dente vital, normalmente em razão de uma cárie. Na fase inicial da inflamação pulpar, a dor costuma ser provocada por líquidos gelados ou...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[A dor de origem endodôntica pode estar associada a um processo inflamatório que se desenvolve na polpa de um dente vital, normalmente em razão de uma cárie. 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Estima-se que 60% dos dentes que apresentam cáries profundas desenvolvem necrose pulpar causada pelas bactérias que provocaram inicialmente a cárie, sem que o paciente apresente dor, originando um processo inflamatório na ponta da raiz do dente envolvido, denominado periodontite apical.<br />Em razão da alta agressividade das bactérias e/ou da eventual queda de resistência do paciente, esses quadros de necrose pulpar e periodontite apical, que evoluíram de forma assintomática, podem agudizar, se transformando num abscesso dentoalveolar, caracterizado por dor intensa, contínua, espontânea, pulsátil, que piora ao toque, acompanhada por inchaço intra ou extraoral. Alguns pacientes podem relatar febre e até mesmo perda de apetite.<br />Nesses casos, o dentista deve intervir imediatamente, realizando o correto diagnóstico, o tratamento de canal e complementando as condutas locais com medicamentos, como antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos, quando necessário. A demora no diagnóstico e tratamento do abscesso dentoalveolar pode colocar em risco a vida do paciente, exigindo em casos extremos internação hospitalar. Por todos estes motivos, é importante consultar um dentista regularmente para que o diagnóstico de cáries e de restaurações que apresentem infiltrações, estejam mal-adaptadas ou fraturadas, sejam tratadas precocemente. Exames radiográficos de rotina são recursos auxiliares importantes no diagnóstico de dentes portadores de necrose pulpar e periodontite apical.]]></itunes:summary><itunes:duration>262</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] A importância da telessaúde no Brasil</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-a-importancia-da-telessaude-no-brasil--23502045</link><description><![CDATA[O assunto de hoje é telemedicina e telessaúde no Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso desses sistemas para ajudar o acesso universal ao SUS. Em 2006, o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Gestão da Educação na Saúde da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, criou o Programa Telessaúde Brasil, passando a oferecer aos médicos e demais profissionais que atuavam na Estratégia de Saúde da Família as teleconsultorias, uma segunda opinião para apoiá-los na resolução dos casos clínicos. A infraestrutura tecnológica e de conectividade foi um primeiro grande desafio, já que em 2007 a tecnologia móvel ainda não era uma realidade e não estava tão disseminada como atualmente.<br />Diferentes soluções foram testadas. No estado do Amazonas, dada a amplitude do território, era onde o programa se mostrava mais necessário. Ao mesmo tempo, era onde a conectividade, para cima do Rio Amazonas era dificílima. Os 60 municípios foram incluídos no programa, com o suporte da Universidade Estadual do Amazonas (UEA)<br />Na edição de hoje a professora Ana Estela Haddad, do Departamento de Ortodontia e Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da USP, fala da importância da telemedicina e da telessaúde para o Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) editou em 2005 uma resolução recomendando aos seus 192 Estados membros, o Brasil incluído, o uso da telessaúde, ou seja, o uso de tecnologias de informação e comunicação para oferecer serviços e cuidados em saúde a distância, como estratégia para a melhoria dos sistemas de saúde, em especial os públicos de acesso universal como o Sistema Único de Saúde, o SUS.]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=49419</guid><pubDate>Tue, 17 Sep 2019 15:13:15 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502045/momento_odontologia_a_importancia_da_telessaude_no_brasil.mp3" length="10718987" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>O assunto de hoje é telemedicina e telessaúde no Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso desses sistemas para ajudar o acesso universal ao SUS. 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Ao mesmo tempo, era onde a conectividade, para cima do Rio Amazonas era dificílima. Os 60 municípios foram incluídos no programa, com o suporte da Universidade Estadual do Amazonas (UEA)<br />Na edição de hoje a professora Ana Estela Haddad, do Departamento de Ortodontia e Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da USP, fala da importância da telemedicina e da telessaúde para o Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) editou em 2005 uma resolução recomendando aos seus 192 Estados membros, o Brasil incluído, o uso da telessaúde, ou seja, o uso de tecnologias de informação e comunicação para oferecer serviços e cuidados em saúde a distância, como estratégia para a melhoria dos sistemas de saúde, em especial os públicos de acesso universal como o Sistema Único de Saúde, o SUS.]]></itunes:summary><itunes:duration>334</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Tratamento ortodôntico na idade adulta</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-tratamento-ortodontico-na-idade-adulta--23502041</link><description><![CDATA[O metabolismo ósseo frente a uma movimentação dentária é contínua, ou seja, existe uma remodelação constante em nosso organismo reabsorvendo e formando novo tecido ósseo quando uma força é aplicada. Isso significa, dentre outras coisas, que o uso o tratamento ortodôntico, isto é, de aparelhos fixos, móveis, transparentes e alinhadores pode ser realizado por adultos também<br />Nesta edição de Saúde Bucal, com o professor Jorge Abrão, do Departamento de Ortodontia e Odontopediatria da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, o tema tratado será o tratamento ortodôntico na idade adulta. O professor Abrão comenta que uma das perguntas mais frequentes dos pacientes adultos que procuram tratamento ortodôntico é “posso fazer tratamento em qualquer idade?” A responta é “sim”, afirma Abrão, e acrescenta: “Porque o metabolismo ósseo frente a uma movimentação dentária é contínua, ou seja, existe uma remodelação constante em nosso organismo reabsorvendo e formando novo tecido ósseo quando uma força é aplicada”.<br />O professor explica também que os principais fatores que determinam a indicação do tratamento ortodôntico seriam: “As medidas preventivas em todas as especialidades odontológicas; o conforto e eficiência dos aparelhos atuais (aparelhos fixos, móveis, transparentes e alinhadores); um aumento das exigências estéticas no acesso às informações pela sociedade, e problemas funcionais que resultam muitas vezes em dores, principalmente na articulação temporomandibular (ATM)”.<br />O paciente adulto, geralmente, só procura o tratamento ortodôntico quando é indicado por outro especialista, relata Abrão. Sendo assim, aspectos importantes no paciente adulto a serem considerados são: a motivação e as características psicossomáticas. O paciente adulto deve ser muito bem informado desde o início do tratamento em relação aos limites biológicos e às reais possibilidades terapêuticas associados ao tempo de tratamento – que deve ser o menor possível. O profissional não deve fazer o diagnóstico somente baseado em análises cefalométricas, análise numérica e de modelos ou até mesmo em análises faciais.<br />O paciente também precisa ser informado sobre a variedade de recursos que podem ser utilizados além das vantagens e desvantagens, havendo sempre uma preferência sobre os aparelhos mais estéticos em adultos. Em resumo, os objetivos devem ser limitados à solução dos problemas da queixa principal do paciente além dos benefícios em relação à estética e à função mastigatória.]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=48893</guid><pubDate>Wed, 21 Aug 2019 17:30:59 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502041/odontologia_no_ar_tratamento_ortodontico_na_idade_adulta.mp3" length="3305242" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>O metabolismo ósseo frente a uma movimentação dentária é contínua, ou seja, existe uma remodelação constante em nosso organismo reabsorvendo e formando novo tecido ósseo quando uma força é aplicada. 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O professor Abrão comenta que uma das perguntas mais frequentes dos pacientes adultos que procuram tratamento ortodôntico é “posso fazer tratamento em qualquer idade?” A responta é “sim”, afirma Abrão, e acrescenta: “Porque o metabolismo ósseo frente a uma movimentação dentária é contínua, ou seja, existe uma remodelação constante em nosso organismo reabsorvendo e formando novo tecido ósseo quando uma força é aplicada”.<br />O professor explica também que os principais fatores que determinam a indicação do tratamento ortodôntico seriam: “As medidas preventivas em todas as especialidades odontológicas; o conforto e eficiência dos aparelhos atuais (aparelhos fixos, móveis, transparentes e alinhadores); um aumento das exigências estéticas no acesso às informações pela sociedade, e problemas funcionais que resultam muitas vezes em dores, principalmente na articulação temporomandibular (ATM)”.<br />O paciente adulto, geralmente, só procura o tratamento ortodôntico quando é indicado por outro especialista, relata Abrão. Sendo assim, aspectos importantes no paciente adulto a serem considerados são: a motivação e as características psicossomáticas. O paciente adulto deve ser muito bem informado desde o início do tratamento em relação aos limites biológicos e às reais possibilidades terapêuticas associados ao tempo de tratamento – que deve ser o menor possível. O profissional não deve fazer o diagnóstico somente baseado em análises cefalométricas, análise numérica e de modelos ou até mesmo em análises faciais.<br />O paciente também precisa ser informado sobre a variedade de recursos que podem ser utilizados além das vantagens e desvantagens, havendo sempre uma preferência sobre os aparelhos mais estéticos em adultos. Em resumo, os objetivos devem ser limitados à solução dos problemas da queixa principal do paciente além dos benefícios em relação à estética e à função mastigatória.]]></itunes:summary><itunes:duration>276</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar]Prótese removível é alternativa para reposição do conjunto dentário</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-protese-removivel-e-alternativa-para-reposicao-do-conjunto-dentario--23502046</link><description><![CDATA[Ao perder algum dente, a capacidade de trituração dos alimentos é prejudicada, obrigando o sistema gastrointestinal a aumentar seu trabalho, possibilitando o surgimento de gastrite e úlceras. Sendo assim, a reposição do conjunto dentário é fundamental para a prevenção de inúmeras complicações. O uso de prótese removível é uma alternativa para solucionar essa questão<br />O Momento Odontologia/Saúde Bucal desta semana, com o professor Roberto Chaib Stegun, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, discorre sobre a utilização de prótese removível. Os dentes têm como função primordial a redução de partículas de alimentos para uma melhor digestão. Ao perder algum dente, a capacidade de trituração dos alimentos é prejudicada, obrigando o sistema gastrointestinal a aumentar seu trabalho, possibilitando o surgimento de gastrite e úlceras.<br />Dessa forma é fundamental que se reponha qualquer dente perdido e para isso o paciente pode utilizar uma prótese. A vantagem da prótese removível é que com apenas um aparelho o indivíduo pode recuperar diversas perdas dentais por arco superior e por arco inferior, ou seja, para a recuperação de diversos dentes perdidos dois aparelhos recuperam essa condição.<br />A colocação e remoção da prótese é realizada após as refeições para a higienização, tanto dos dentes como da prótese. Já a decisão de dormir com ou sem a prótese é do cirurgião dentista, que vai avaliar a resultante das forças entre os dentes restantes quando dormimos com e sem a prótese. Com o tempo, a prótese sofre desgastes tanto onde estão os dentes artificiais quanto sobre o tecido abaixo dela, dessa forma haverá a necessidade de a cada três a cinco anos ser reavaliada a condição para sua troca ou ajuste.]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=48891</guid><pubDate>Wed, 21 Aug 2019 17:25:16 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502046/odontologia_no_arprotese_removivel_e_alternativa_para_reposicao_do_conjunto_dentario.mp3" length="9175934" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Ao perder algum dente, a capacidade de trituração dos alimentos é prejudicada, obrigando o sistema gastrointestinal a aumentar seu trabalho, possibilitando o surgimento de gastrite e úlceras. Sendo assim, a reposição do conjunto dentário é fundamental...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Ao perder algum dente, a capacidade de trituração dos alimentos é prejudicada, obrigando o sistema gastrointestinal a aumentar seu trabalho, possibilitando o surgimento de gastrite e úlceras. Sendo assim, a reposição do conjunto dentário é fundamental para a prevenção de inúmeras complicações. O uso de prótese removível é uma alternativa para solucionar essa questão<br />O Momento Odontologia/Saúde Bucal desta semana, com o professor Roberto Chaib Stegun, da Faculdade de Odontologia (FO) da USP, discorre sobre a utilização de prótese removível. Os dentes têm como função primordial a redução de partículas de alimentos para uma melhor digestão. Ao perder algum dente, a capacidade de trituração dos alimentos é prejudicada, obrigando o sistema gastrointestinal a aumentar seu trabalho, possibilitando o surgimento de gastrite e úlceras.<br />Dessa forma é fundamental que se reponha qualquer dente perdido e para isso o paciente pode utilizar uma prótese. A vantagem da prótese removível é que com apenas um aparelho o indivíduo pode recuperar diversas perdas dentais por arco superior e por arco inferior, ou seja, para a recuperação de diversos dentes perdidos dois aparelhos recuperam essa condição.<br />A colocação e remoção da prótese é realizada após as refeições para a higienização, tanto dos dentes como da prótese. Já a decisão de dormir com ou sem a prótese é do cirurgião dentista, que vai avaliar a resultante das forças entre os dentes restantes quando dormimos com e sem a prótese. Com o tempo, a prótese sofre desgastes tanto onde estão os dentes artificiais quanto sobre o tecido abaixo dela, dessa forma haverá a necessidade de a cada três a cinco anos ser reavaliada a condição para sua troca ou ajuste.]]></itunes:summary><itunes:duration>286</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Tratamentos para câncer podem causar problemas bucais</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-tratamentos-para-cancer-podem-causar-problemas-bucais--23502047</link><description><![CDATA[[:pt]Laser com baixa potência é uma alternativa para solucionar as complicações orais provocadas pela quimioterapia ou radioterapia. Essa terapia fotodinâmica é indolor e traz uma série de vantagens para os pacientes<br />Neste Momento Odontologia, se explica como a quimioterapia ou radioterapia na região da cabeça e do pescoço podem provocar complicações na boca de pacientes oncológicos. O problema é que, dependendo do nível das alterações, é necessária a suspensão temporária do tratamento contra o câncer.<br />Entre as complicações, estão falta de saliva e mucosite oral — uma inflamação aguda da mucosa, que se manifesta por meio de vermelhidão ou até úlcera. As consequências desse quadro são: maior vulnerabilidade a micro-organismos, dores e problemas relacionados à mastigação dos alimentos.<br />Com o uso de laser de baixa potência, um grupo da Faculdade de Odontologia da USP  busca prevenir e tratar essas doenças bucais. A técnica, que é analgésica, tem poder reparador e modulador do processo inflamatório.[:]]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=48630</guid><pubDate>Thu, 25 Jul 2019 13:45:03 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502047/odontologia_no_ar_tratamentos_para_cancer_podem_causar_problemas_bucais.mp3" length="7418256" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>[:pt]Laser com baixa potência é uma alternativa para solucionar as complicações orais provocadas pela quimioterapia ou radioterapia. Essa terapia fotodinâmica é indolor e traz uma série de vantagens para os pacientes
Neste Momento Odontologia, se...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[[:pt]Laser com baixa potência é uma alternativa para solucionar as complicações orais provocadas pela quimioterapia ou radioterapia. Essa terapia fotodinâmica é indolor e traz uma série de vantagens para os pacientes<br />Neste Momento Odontologia, se explica como a quimioterapia ou radioterapia na região da cabeça e do pescoço podem provocar complicações na boca de pacientes oncológicos. O problema é que, dependendo do nível das alterações, é necessária a suspensão temporária do tratamento contra o câncer.<br />Entre as complicações, estão falta de saliva e mucosite oral — uma inflamação aguda da mucosa, que se manifesta por meio de vermelhidão ou até úlcera. As consequências desse quadro são: maior vulnerabilidade a micro-organismos, dores e problemas relacionados à mastigação dos alimentos.<br />Com o uso de laser de baixa potência, um grupo da Faculdade de Odontologia da USP  busca prevenir e tratar essas doenças bucais. A técnica, que é analgésica, tem poder reparador e modulador do processo inflamatório.[:]]]></itunes:summary><itunes:duration>232</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/9fef8ce0e66295a8b8ff83add445404a.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Como cuidar dos dentes na melhor idade?</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-como-cuidar-dos-dentes-na-melhor-idade--23502044</link><description><![CDATA[[:pt]Quando há próteses ou implantes a cautela com a gengiva é ainda mais importante. A boca pode servir de porta de entrada para uma série de infecções e outros tipos de doença. Sendo assim, não pode ser posta em segundo plano. É fundamental que os idosos fiquem atentos para identificar qualquer alteração na cavidade bucal e façam visitas ao dentista a fim de serem orientados da melhor forma<br />A terceira idade pode ser uma fase muito prazerosa da vida se houver um cuidado especial em relação à saúde.<br />Quando se tem próteses ou implantes a cautela com a gengiva é ainda mais importante. No caso do portador de uma dentadura, o ideal é que elas sejam substituídas a cada cinco anos, porque a parte que fica sob as próteses vai se desgastando com o passar do tempo. Esse tipo de paciente também deve fazer um autoexame semanal, já que o surgimento de anomalias deve ser avisado ao dentista o mais rápido possível.<br />Entre outros problemas que acometem essa parcela da população estão a diminuição da quantidade de saliva, retração gengival, perda dos dentes inferiores e artroses que dificultam a empunhadura da escova. Tudo isso tem consequências como uma maior vulnerabilidade a infecções, perda de tonicidade da língua e sensibilidade dos dentes.<br />É importante que em cada um desses casos o idoso procure por um dentista, a fim de ser orientado da melhor forma, e se a pessoa não tiver mais condição de realizar suas atividades diárias, um cuidador deve ser a solução.<br />A boca também deve receber cuidados  intensivos porque pode se tornar uma porta para uma série de doenças, isto é, a qualidade de vida na terceira idade também depende de uma boa saúde bucal.[:]]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=48628</guid><pubDate>Thu, 25 Jul 2019 13:26:31 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502044/odontologia_no_ar_como_cuidar_dos_dentes_na_melhor_idade.mp3" length="13947614" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>[:pt]Quando há próteses ou implantes a cautela com a gengiva é ainda mais importante. A boca pode servir de porta de entrada para uma série de infecções e outros tipos de doença. Sendo assim, não pode ser posta em segundo plano. É fundamental que os...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[[:pt]Quando há próteses ou implantes a cautela com a gengiva é ainda mais importante. A boca pode servir de porta de entrada para uma série de infecções e outros tipos de doença. Sendo assim, não pode ser posta em segundo plano. É fundamental que os idosos fiquem atentos para identificar qualquer alteração na cavidade bucal e façam visitas ao dentista a fim de serem orientados da melhor forma<br />A terceira idade pode ser uma fase muito prazerosa da vida se houver um cuidado especial em relação à saúde.<br />Quando se tem próteses ou implantes a cautela com a gengiva é ainda mais importante. No caso do portador de uma dentadura, o ideal é que elas sejam substituídas a cada cinco anos, porque a parte que fica sob as próteses vai se desgastando com o passar do tempo. Esse tipo de paciente também deve fazer um autoexame semanal, já que o surgimento de anomalias deve ser avisado ao dentista o mais rápido possível.<br />Entre outros problemas que acometem essa parcela da população estão a diminuição da quantidade de saliva, retração gengival, perda dos dentes inferiores e artroses que dificultam a empunhadura da escova. Tudo isso tem consequências como uma maior vulnerabilidade a infecções, perda de tonicidade da língua e sensibilidade dos dentes.<br />É importante que em cada um desses casos o idoso procure por um dentista, a fim de ser orientado da melhor forma, e se a pessoa não tiver mais condição de realizar suas atividades diárias, um cuidador deve ser a solução.<br />A boca também deve receber cuidados  intensivos porque pode se tornar uma porta para uma série de doenças, isto é, a qualidade de vida na terceira idade também depende de uma boa saúde bucal.[:]]]></itunes:summary><itunes:duration>436</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/9fef8ce0e66295a8b8ff83add445404a.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Importância da saúde oral e implicações na saúde do atleta</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-importancia-da-saude-oral-e-implicacoes-na-saude-do-atleta--23502051</link><description><![CDATA[[:pt]A Odontologia do Esporte colabora para a manutenção do desempenho de várias formas, sempre procurando suprimir problemas de saúde bucal permitindo que seja explorado ao máximo os pontos positivos e talentos do atleta. O cirurgião dentista responsável deve conhecer e considerar as particularidades fisiológicas dos atletas, a modalidade que pratica e as regras do esporte para que não haja interferência no ritmo de treinos e jogos<br />Com a finalidade de melhorar o rendimento esportivo e prevenir lesões, a especialidade Odontologia do Esporte estuda as doenças da cavidade oral no desempenho dos atletas, principalmente olímpicos.<br />Reinaldo Brito e Dias, professor titular e responsável pela disciplina de Odontologia do Esporte do Departamento de Cirurgia, Prótese e Traumatologia Maxilofaciais da Faculdade de Odontologia da USP, explica que a falta de cuidado entre os profissionais de saúde e técnicos do entorno do atleta sobre a importância da saúde oral e sua implicação na saúde geral é um fator preocupante.<br />A saliva traz informações importantes sobre as condições físicas e de saúde do atleta. A análise de marcadores bioquímicos fisiológicos pode determinar o ritmo de treinos, análise de tipo e quantidade de bactérias presentes. Possibilita também prevenir lesões musculares, problemas cardíacos, em articulações e aterosclerose, por exemplo, que podem comprometer um melhor desempenho do atleta.[:]]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=48626</guid><pubDate>Thu, 25 Jul 2019 13:05:59 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502051/odontologia_no_ar_importancia_da_saude_oral_e_implicacoes_na_saude_do_atleta.mp3" length="9315790" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>[:pt]A Odontologia do Esporte colabora para a manutenção do desempenho de várias formas, sempre procurando suprimir problemas de saúde bucal permitindo que seja explorado ao máximo os pontos positivos e talentos do atleta. 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O cirurgião dentista responsável deve conhecer e considerar as particularidades fisiológicas dos atletas, a modalidade que pratica e as regras do esporte para que não haja interferência no ritmo de treinos e jogos<br />Com a finalidade de melhorar o rendimento esportivo e prevenir lesões, a especialidade Odontologia do Esporte estuda as doenças da cavidade oral no desempenho dos atletas, principalmente olímpicos.<br />Reinaldo Brito e Dias, professor titular e responsável pela disciplina de Odontologia do Esporte do Departamento de Cirurgia, Prótese e Traumatologia Maxilofaciais da Faculdade de Odontologia da USP, explica que a falta de cuidado entre os profissionais de saúde e técnicos do entorno do atleta sobre a importância da saúde oral e sua implicação na saúde geral é um fator preocupante.<br />A saliva traz informações importantes sobre as condições físicas e de saúde do atleta. A análise de marcadores bioquímicos fisiológicos pode determinar o ritmo de treinos, análise de tipo e quantidade de bactérias presentes. Possibilita também prevenir lesões musculares, problemas cardíacos, em articulações e aterosclerose, por exemplo, que podem comprometer um melhor desempenho do atleta.[:]]]></itunes:summary><itunes:duration>292</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/9fef8ce0e66295a8b8ff83add445404a.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Funcionamento do implante dentário e cuidados que ele demanda</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-funcionamento-do-implante-dentario-e-cuidados-que-ele-demanda--23502052</link><description><![CDATA[[:pt]Há pouco tempo, quando se perdia um dente, os tratamentos mais eficazes disponíveis eram com pontes móveis, dentaduras ou pontes fixas. Essas alternativas não tinham boa fixação ou podiam causar desgaste nos dentes vizinhos. Surgiu, então, o implante dentário — que não conta com esses infortúnios.<br />O implante é uma estrutura metálica, que é instalada no tecido ósseo saudável como substituição da raiz do dente perdido para servir de suporte para coroas dentais artificiais. Nesse processo, uma boa quantidade e qualidade óssea disponível no local que sofreu a perda é muito importante para um tratamento mais seguro. Caso isso não ocorra naturalmente, é possível conseguir essas condições por meio de procedimentos cirúrgicos.<br />Depois de tudo feito, para aumentar as chances de sucesso de um implante, além de realizar os cuidados diários propostos pelo dentista, é também recomendado o retorno ao cirurgião para que ele possa diagnosticar possíveis problemas em seus estágios iniciais e, assim, tomar as devidas providências.[:]]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=48138</guid><pubDate>Mon, 17 Jun 2019 15:37:05 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502052/odontologia_no_ar_funcionamento_do_implante_dentario_e_cuidados_que_ele_demanda.mp3" length="7863800" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>[:pt]Há pouco tempo, quando se perdia um dente, os tratamentos mais eficazes disponíveis eram com pontes móveis, dentaduras ou pontes fixas. Essas alternativas não tinham boa fixação ou podiam causar desgaste nos dentes vizinhos. Surgiu, então, o...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[[:pt]Há pouco tempo, quando se perdia um dente, os tratamentos mais eficazes disponíveis eram com pontes móveis, dentaduras ou pontes fixas. Essas alternativas não tinham boa fixação ou podiam causar desgaste nos dentes vizinhos. Surgiu, então, o implante dentário — que não conta com esses infortúnios.<br />O implante é uma estrutura metálica, que é instalada no tecido ósseo saudável como substituição da raiz do dente perdido para servir de suporte para coroas dentais artificiais. Nesse processo, uma boa quantidade e qualidade óssea disponível no local que sofreu a perda é muito importante para um tratamento mais seguro. Caso isso não ocorra naturalmente, é possível conseguir essas condições por meio de procedimentos cirúrgicos.<br />Depois de tudo feito, para aumentar as chances de sucesso de um implante, além de realizar os cuidados diários propostos pelo dentista, é também recomendado o retorno ao cirurgião para que ele possa diagnosticar possíveis problemas em seus estágios iniciais e, assim, tomar as devidas providências.[:]]]></itunes:summary><itunes:duration>246</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/9fef8ce0e66295a8b8ff83add445404a.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Dente do Siso: remover ou não</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-dente-do-siso-remover-ou-nao--23502039</link><description><![CDATA[[:pt]“Dentes do siso” ou “dentes do juízo” são as denominações populares dos terceiros molares. Como esses dentes são os últimos a se formar, são recorrentes os transtornos em função da falta de espaço na arcada dentária, por exemplo. Nem todas as pessoas possuem os terceiros molares e nem todos os terceiros molares precisam necessariamente ser removidos, mas a dúvida entre manter e tirar esses dentes permanece.<br />Os terceiros molares – chamados de dente do siso – geralmente erupcionam no período entre o término da adolescência e o início da vida adulta, mas eles podem aparecer também em idades mais avançadas. Dependendo de diversos fatores, esses dentes podem permanecer inclusos no tecido ósseo, mas isso pode ocasionar lesões císticas ou tumores. Isso gera a velha dúvida: é necessário mesmo tirá-los?<br />A opção de tratamento mais comum é a remoção, chamada de exodontia. A exodontia é, geralmente, um procedimento cirúrgico simples realizado em consultório odontológico sob anestesia local. Leves desconfortos causado pelo inchaço e pela dificuldade em abrir a boca após a cirurgia pode ocorrer, mas desaparece dentro de alguns dias, e o paciente volta a exercer suas atividades normais. As dores também podem ser tratadas com medicamentos como analgésicos, receitados pelo profissional dentista.<br />A decisão de manter ou não esses dentes é acompanhada de suas respectivas consequências: a manutenção deles pode causar desde cáries a problemas mais sérios, enquanto que o processo de retirada também oferece riscos dependendo do caso.<br />É sempre importante buscar orientação de um dentista para avaliar o caso e a necessidade de remover os sisos. A decisão deve ser do cirurgião dentista ou do cirurgião buco-maxilo-facial, junto com o paciente.[:]]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=47831</guid><pubDate>Tue, 28 May 2019 20:18:12 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502039/odontologia_no_ar_dente_do_siso_remover_ou_nao.mp3" length="7834185" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>[:pt]“Dentes do siso” ou “dentes do juízo” são as denominações populares dos terceiros molares. Como esses dentes são os últimos a se formar, são recorrentes os transtornos em função da falta de espaço na arcada dentária, por exemplo. Nem todas as...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[[:pt]“Dentes do siso” ou “dentes do juízo” são as denominações populares dos terceiros molares. Como esses dentes são os últimos a se formar, são recorrentes os transtornos em função da falta de espaço na arcada dentária, por exemplo. Nem todas as pessoas possuem os terceiros molares e nem todos os terceiros molares precisam necessariamente ser removidos, mas a dúvida entre manter e tirar esses dentes permanece.<br />Os terceiros molares – chamados de dente do siso – geralmente erupcionam no período entre o término da adolescência e o início da vida adulta, mas eles podem aparecer também em idades mais avançadas. Dependendo de diversos fatores, esses dentes podem permanecer inclusos no tecido ósseo, mas isso pode ocasionar lesões císticas ou tumores. Isso gera a velha dúvida: é necessário mesmo tirá-los?<br />A opção de tratamento mais comum é a remoção, chamada de exodontia. A exodontia é, geralmente, um procedimento cirúrgico simples realizado em consultório odontológico sob anestesia local. Leves desconfortos causado pelo inchaço e pela dificuldade em abrir a boca após a cirurgia pode ocorrer, mas desaparece dentro de alguns dias, e o paciente volta a exercer suas atividades normais. As dores também podem ser tratadas com medicamentos como analgésicos, receitados pelo profissional dentista.<br />A decisão de manter ou não esses dentes é acompanhada de suas respectivas consequências: a manutenção deles pode causar desde cáries a problemas mais sérios, enquanto que o processo de retirada também oferece riscos dependendo do caso.<br />É sempre importante buscar orientação de um dentista para avaliar o caso e a necessidade de remover os sisos. A decisão deve ser do cirurgião dentista ou do cirurgião buco-maxilo-facial, junto com o paciente.[:]]]></itunes:summary><itunes:duration>244</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/9fef8ce0e66295a8b8ff83add445404a.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar]  "O endereço da Fada do Dente"</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-o-endereco-da-fada-do-dente--23502048</link><description><![CDATA[[:pt]<br />Com o intuito de abastecer o banco de órgãos da universidade para auxiliar em pesquisas, a campanha procura incentivar as famílias a doarem não só dentes de leite como também os permanentes em qualquer estado.<br />O Tarde Nacional – Amazônia desta quinta-feira (23), falou sobre a campanha " O endereço da Fada do Dente". Promovida pela Faculdade de Odontologia da USP,  tem como objetivo ensinar às crianças, de maneira bastante didática, a importância que seus dentinhos de leite podem ter para a ciência e incentiva-las a doar, junto a seus pais. Assim é possível abastecer o banco de orgãos da universidade e incrementar as diversas pesquisas na área, que buscam, entre outros fins, desenvolver novas técnicas e tratamentos mais acessíveis para a própria população.<br />Quem esclareceu mais sobre esse assunto foi o professor e coordenador do banco de dentes humanos da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP), Dr. José Carlos Imparato.<br />O professor resaltou que as doaçoes podem ser feitas de qualquer lugar do país, e de qualquer tipo de dente, incluindo permanentes,  cisos ou danificados com cáries e etc.<br />Acesse o site da campanha e torne-se um doador você também!<br />Fonte: Rádio EBC[:]]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=47649</guid><pubDate>Fri, 24 May 2019 13:32:55 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502048/odontologia_no_ar_o_endereco_da_fada_do_dente.mp3" length="5957399" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>[:pt]
Com o intuito de abastecer o banco de órgãos da universidade para auxiliar em pesquisas, a campanha procura incentivar as famílias a doarem não só dentes de leite como também os permanentes em qualquer estado.
O Tarde Nacional – Amazônia desta...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[[:pt]<br />Com o intuito de abastecer o banco de órgãos da universidade para auxiliar em pesquisas, a campanha procura incentivar as famílias a doarem não só dentes de leite como também os permanentes em qualquer estado.<br />O Tarde Nacional – Amazônia desta quinta-feira (23), falou sobre a campanha " O endereço da Fada do Dente". Promovida pela Faculdade de Odontologia da USP,  tem como objetivo ensinar às crianças, de maneira bastante didática, a importância que seus dentinhos de leite podem ter para a ciência e incentiva-las a doar, junto a seus pais. Assim é possível abastecer o banco de orgãos da universidade e incrementar as diversas pesquisas na área, que buscam, entre outros fins, desenvolver novas técnicas e tratamentos mais acessíveis para a própria população.<br />Quem esclareceu mais sobre esse assunto foi o professor e coordenador do banco de dentes humanos da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP), Dr. José Carlos Imparato.<br />O professor resaltou que as doaçoes podem ser feitas de qualquer lugar do país, e de qualquer tipo de dente, incluindo permanentes,  cisos ou danificados com cáries e etc.<br />Acesse o site da campanha e torne-se um doador você também!<br />Fonte: Rádio EBC[:]]]></itunes:summary><itunes:duration>745</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/9fef8ce0e66295a8b8ff83add445404a.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Na edição de hoje o assunto é “emergências médicas em Odontologia”</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-na-edicao-de-hoje-o-assunto-e-emergencias-medicas-em-odontologia--23502056</link><description><![CDATA[[:pt]As emergências médicas durante o atendimento odontológico configuram aquelas situações onde existe o risco de morte e, portanto, ações devem ser feitas prontamente, de forma mais correta e rápida possível. Ainda que essas situações possam ocorrer em qualquer momento da vida, o atendimento odontológico propicia condições que podem facilitar essas ocorrências; podemos citar como exemplo a ansiedade e o medo do tratamento dentário.<br />A prevenção se faz conhecendo adequadamente a saúde de seu paciente. A avaliação pré-operatória de pacientes que irão se submeter a tratamento odontológico, do ponto de vista sistêmico, deve ser completa, detalhada e exige conhecimento acurado do cirurgião-dentista em reconhecer as manifestações de diferentes patologias.<br />A anamnese bem conduzida propiciará o reconhecimento de fatores de risco que levarão o profissional a adaptar a sua conduta terapêutica. Estudos têm mostrado que uma parcela importante da população chega à consulta odontológica em condições médicas que exigem a adequação do profissional na conduta do tratamento dentário. Eles mostram que pacientes hipertensos ou com problemas cardiovasculares predominam em relação a outras doenças. Há ainda uma importante parcela da população que chega ao cirurgião-dentista sob o efeito de diferentes medicações, sejam elas prescritas por médicos ou muitas vezes como auto-medicação.<br />Com isso o profissional poderá reconhecer diferentes situações clínicas que podem influir no tratamento odontológico: ansiedade e medo desproporcionais ao atendimento, alergias a diferentes medicamentos (antibióticos, analgésicos entre outros) e mesmo aos utilizados durante o atendimento, como por exemplo, os anestésicos locais. Outros  casos podem ser citados como os pacientes imunodeprimidos, portadores de doenças infectocontagiosas, portadores de cardiopatias, idosos entre outros. É obrigação do profissional de odontologia reconhecer e avaliar todas as variantes que podem influir nas adequadas condições dos pacientes em seus atendimentos.<br />As situações de maior ocorrência estão relacionados ao medo e ansiedade. Se não forem rapidamente reconhecidas pelo profissional, poderão levar o paciente a inconsciências, na prática, desmaios na cadeira odontológica. O reconhecimento dos sintomas estabelecerá a diretriz do tratamento. Detectar os sinais vitais do paciente, (resposta a estímulos, pulso e respiração) darão indicações ao profissional sobre a gravidade do ocorrido. Na ausência desses sinais, o cirurgião-dentista deverá solicitar o mais rapidamente possível o socorro adequado, acionando o serviço de resgate e no caso de uma parada cardiorespiratória deverá saber efetuar a manobras de suporte básico de vida  (reanimação cardiorespiratória de forma correta) para a manutenção da vida até a chegada da equipe especializada. Nesses casos, é importante que a equipe de trabalho esteja capacitada para auxiliar adequadamente o cirurgião-dentista e o consultório odontológico tenha boas instalações físicas e equipamentos adequados. Em outras situações é possível que o profissional tenha que administrar medicamentos que possam minimizar os efeitos clínicos, como antihistamínicos ou epinefrina. Em todos os casos o profissional deve dominar os efeitos dos medicamentos e indicá-los corretamente.<br />O mais importante a se realçar é que o cirurgião-dentista capacitado tem todas a ferramentas e conhecimento para evitar essa situações, reconhecê-las e solucioná-las. A empatia entre profissional-paciente é fundamental para se evitar situações relacionadas ao estresse e suas consequências.[:]]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=47626</guid><pubDate>Wed, 22 May 2019 17:58:09 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502056/odontologia_no_ar_na_edicao_de_hoje_o_assunto_e_emergencias_medicas_em_odontologia.mp3" length="8073165" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>[:pt]As emergências médicas durante o atendimento odontológico configuram aquelas situações onde existe o risco de morte e, portanto, ações devem ser feitas prontamente, de forma mais correta e rápida possível. Ainda que essas situações possam ocorrer...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[[:pt]As emergências médicas durante o atendimento odontológico configuram aquelas situações onde existe o risco de morte e, portanto, ações devem ser feitas prontamente, de forma mais correta e rápida possível. Ainda que essas situações possam ocorrer em qualquer momento da vida, o atendimento odontológico propicia condições que podem facilitar essas ocorrências; podemos citar como exemplo a ansiedade e o medo do tratamento dentário.<br />A prevenção se faz conhecendo adequadamente a saúde de seu paciente. A avaliação pré-operatória de pacientes que irão se submeter a tratamento odontológico, do ponto de vista sistêmico, deve ser completa, detalhada e exige conhecimento acurado do cirurgião-dentista em reconhecer as manifestações de diferentes patologias.<br />A anamnese bem conduzida propiciará o reconhecimento de fatores de risco que levarão o profissional a adaptar a sua conduta terapêutica. Estudos têm mostrado que uma parcela importante da população chega à consulta odontológica em condições médicas que exigem a adequação do profissional na conduta do tratamento dentário. Eles mostram que pacientes hipertensos ou com problemas cardiovasculares predominam em relação a outras doenças. Há ainda uma importante parcela da população que chega ao cirurgião-dentista sob o efeito de diferentes medicações, sejam elas prescritas por médicos ou muitas vezes como auto-medicação.<br />Com isso o profissional poderá reconhecer diferentes situações clínicas que podem influir no tratamento odontológico: ansiedade e medo desproporcionais ao atendimento, alergias a diferentes medicamentos (antibióticos, analgésicos entre outros) e mesmo aos utilizados durante o atendimento, como por exemplo, os anestésicos locais. Outros  casos podem ser citados como os pacientes imunodeprimidos, portadores de doenças infectocontagiosas, portadores de cardiopatias, idosos entre outros. É obrigação do profissional de odontologia reconhecer e avaliar todas as variantes que podem influir nas adequadas condições dos pacientes em seus atendimentos.<br />As situações de maior ocorrência estão relacionados ao medo e ansiedade. Se não forem rapidamente reconhecidas pelo profissional, poderão levar o paciente a inconsciências, na prática, desmaios na cadeira odontológica. O reconhecimento dos sintomas estabelecerá a diretriz do tratamento. Detectar os sinais vitais do paciente, (resposta a estímulos, pulso e respiração) darão indicações ao profissional sobre a gravidade do ocorrido. Na ausência desses sinais, o cirurgião-dentista deverá solicitar o mais rapidamente possível o socorro adequado, acionando o serviço de resgate e no caso de uma parada cardiorespiratória deverá saber efetuar a manobras de suporte básico de vida  (reanimação cardiorespiratória de forma correta) para a manutenção da vida até a chegada da equipe especializada. Nesses casos, é importante que a equipe de trabalho esteja capacitada para auxiliar adequadamente o cirurgião-dentista e o consultório odontológico tenha boas instalações físicas e equipamentos adequados. Em outras situações é possível que o profissional tenha que administrar medicamentos que possam minimizar os efeitos clínicos, como antihistamínicos ou epinefrina. Em todos os casos o profissional deve dominar os efeitos dos medicamentos e indicá-los corretamente.<br />O mais importante a se realçar é que o cirurgião-dentista capacitado tem todas a ferramentas e conhecimento para evitar essa situações, reconhecê-las e solucioná-las. A empatia entre profissional-paciente é fundamental para se evitar situações relacionadas ao estresse e suas consequências.[:]]]></itunes:summary><itunes:duration>252</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/9fef8ce0e66295a8b8ff83add445404a.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Peri-implantite doença infecciosa que pode levar a perda do implante</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-peri-implantite-doenca-infecciosa-que-pode-levar-a-perda-do-implante--23502038</link><description><![CDATA[[:pt]O tratamento com implantes dentários para reabilitar dentes perdidos avança rapidamente em todo o mundo, e no Brasil não é diferente. Mais e mais pessoas têm ao menos um implante dentário. Ainda que seja muito bem sucedido, alcançando bons resultados estéticos e funcionais, e atingindo mais de 97% de sucesso em cinco anos e mais de 90% em dez, é preciso saber que os implantes podem apresentar complicações técnicas e biológicas, que podem levar, até mesmo, a sua perda. Entre as razões para a perda do implante, aquela com maior ocorrência, e mais preocupante, é a biológica, conhecida como peri-implantite. Essa perda ocorre após a osseointegração estar consolidada, ou seja, os tecidos ao redor do implante já estão reparados, o implante está bem aderido ao osso e funcionando<br />A peri-implantite é uma doença infecciosa, causada por bactérias da placa bacteriana. Aquela mesmo que temos que remover diariamente, com escova, fio e creme dental, para preservar nossa saúde bucal. Essas bactérias acumuladas sobre os implantes provocam inflamação nos tecidos ao seu redor, levando a destruição do osso onde o implante está aderido. Ou seja, prejudicando a osseointegração. É uma doença que se inicia sorrateira e silenciosa, pois não dói, e que pode levar a perda do implante. Esteja atento e cuide dos seus implantes. O primeiro estágio desta inflamação é chamado de Mucosite peri-implantar. Neste período, o paciente apresenta apenas uma inflamação na mucosa ao redor dos implantes, que fica mais avermelhada e sangra com facilidade. Ainda não há perda óssea, e o tratamento local realizado por dentista especializado, associado a antisépticos, além de uma boa escovação e higiene bucal, podem reverter totalmente o problema.<br />Porém, sem tratamento, a infecção pode evoluir e o paciente pode apresentar mau hálito, inchaço ao redor do implante, pus, sangramento, gengiva avermelhada, bolsas gengivais aprofundadas, e mais importante, perda óssea! Estes últimos sinais podem ser detectados apenas pelo dentista especializado, assim, é fundamental a visita a esse profissional regularmente. Neste ponto, o tratamento local poderá incluir: raspagem do implante, associação com antissépticos, uso de antibióticos, e após reavaliação, o paciente poderá ser submetido a um procedimento cirúrgico para a retirada dos tecidos inflamados e recuperação da saúde peri-implantar. Em casos mais graves, a perda óssea ao redor do implante já poderá ter atingido a maior parte do seu tamanho, ou ainda, este poderá apresentar mobilidade. Nesses casos, em que o dente não está mais fixo, é feita a retirada do implante durante a cirurgia. Atualmente, existem alternativas para reabilitar o paciente que tenha adquirido a peri-implantite, mesmo que ele perca o implante, uma reconstrução óssea pode ser capaz de repor o osso perdido e possibilitar que o procedimento seja feito novamente.<br />Diante do risco de perda do implante, e da evolução silenciosa da doença peri-implantar,  uma boa higienização bucal deve ser feita sempre, utilizando-se os recursos recomendados pelo seu dentista (escova, fio, escovas interdentais, creme dental, etc). Porém, sabemos que ninguém faz uma higienização perfeita, assim, ao visita regular ao cirurgião dentista especializado, por exemplo, o Periodontista é fundamental para prevenir a instalação da periimplantite. Lembre-se que só o dentista é capaz de detectar se está ocorrendo perda óssea ao redor do seu implante! Qualquer sinal de sangramento, vermelhidão ou inchaço ao redor do seu implante deve ser sinal de alerta para que você procure seu dentista. É importante lembrar que a mucosite não tratada poderá evoluir para uma periimplantite, assim, a mucosite deve ser tratada o mais breve possível! Prevenir é a palavra de ordem![:]]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=47580</guid><pubDate>Fri, 17 May 2019 16:01:06 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502038/odontologia_no_ar_peri_implantite_doenca_infecciosa_que_pode_levar_a_perda_do_implante.mp3" length="4291082" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>[:pt]O tratamento com implantes dentários para reabilitar dentes perdidos avança rapidamente em todo o mundo, e no Brasil não é diferente. Mais e mais pessoas têm ao menos um implante dentário. Ainda que seja muito bem sucedido, alcançando bons...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[[:pt]O tratamento com implantes dentários para reabilitar dentes perdidos avança rapidamente em todo o mundo, e no Brasil não é diferente. Mais e mais pessoas têm ao menos um implante dentário. Ainda que seja muito bem sucedido, alcançando bons resultados estéticos e funcionais, e atingindo mais de 97% de sucesso em cinco anos e mais de 90% em dez, é preciso saber que os implantes podem apresentar complicações técnicas e biológicas, que podem levar, até mesmo, a sua perda. Entre as razões para a perda do implante, aquela com maior ocorrência, e mais preocupante, é a biológica, conhecida como peri-implantite. Essa perda ocorre após a osseointegração estar consolidada, ou seja, os tecidos ao redor do implante já estão reparados, o implante está bem aderido ao osso e funcionando<br />A peri-implantite é uma doença infecciosa, causada por bactérias da placa bacteriana. Aquela mesmo que temos que remover diariamente, com escova, fio e creme dental, para preservar nossa saúde bucal. Essas bactérias acumuladas sobre os implantes provocam inflamação nos tecidos ao seu redor, levando a destruição do osso onde o implante está aderido. Ou seja, prejudicando a osseointegração. É uma doença que se inicia sorrateira e silenciosa, pois não dói, e que pode levar a perda do implante. Esteja atento e cuide dos seus implantes. O primeiro estágio desta inflamação é chamado de Mucosite peri-implantar. Neste período, o paciente apresenta apenas uma inflamação na mucosa ao redor dos implantes, que fica mais avermelhada e sangra com facilidade. Ainda não há perda óssea, e o tratamento local realizado por dentista especializado, associado a antisépticos, além de uma boa escovação e higiene bucal, podem reverter totalmente o problema.<br />Porém, sem tratamento, a infecção pode evoluir e o paciente pode apresentar mau hálito, inchaço ao redor do implante, pus, sangramento, gengiva avermelhada, bolsas gengivais aprofundadas, e mais importante, perda óssea! Estes últimos sinais podem ser detectados apenas pelo dentista especializado, assim, é fundamental a visita a esse profissional regularmente. Neste ponto, o tratamento local poderá incluir: raspagem do implante, associação com antissépticos, uso de antibióticos, e após reavaliação, o paciente poderá ser submetido a um procedimento cirúrgico para a retirada dos tecidos inflamados e recuperação da saúde peri-implantar. Em casos mais graves, a perda óssea ao redor do implante já poderá ter atingido a maior parte do seu tamanho, ou ainda, este poderá apresentar mobilidade. Nesses casos, em que o dente não está mais fixo, é feita a retirada do implante durante a cirurgia. Atualmente, existem alternativas para reabilitar o paciente que tenha adquirido a peri-implantite, mesmo que ele perca o implante, uma reconstrução óssea pode ser capaz de repor o osso perdido e possibilitar que o procedimento seja feito novamente.<br />Diante do risco de perda do implante, e da evolução silenciosa da doença peri-implantar,  uma boa higienização bucal deve ser feita sempre, utilizando-se os recursos recomendados pelo seu dentista (escova, fio, escovas interdentais, creme dental, etc). Porém, sabemos que ninguém faz uma higienização perfeita, assim, ao visita regular ao cirurgião dentista especializado, por exemplo, o Periodontista é fundamental para prevenir a instalação da periimplantite. Lembre-se que só o dentista é capaz de detectar se está ocorrendo perda óssea ao redor do seu implante! Qualquer sinal de sangramento, vermelhidão ou inchaço ao redor do seu implante deve ser sinal de alerta para que você procure seu dentista. É importante lembrar que a mucosite não tratada poderá evoluir para uma periimplantite, assim, a mucosite deve ser tratada o mais breve possível! Prevenir é a palavra de ordem![:]]]></itunes:summary><itunes:duration>358</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/9fef8ce0e66295a8b8ff83add445404a.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Infecções bucais podem causar outros problemas de saúde</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-infeccoes-bucais-podem-causar-outros-problemas-de-saude--23502042</link><description><![CDATA[[:pt]Acompanhamentos com um cirurgião-dentista devem ser regulares para se evitar que uma infecção bucal possa gerar outras doenças mais graves. O professor Manoel Eduardo Lima Machado, do Departamento de Dentística da Faculdade de Odontologia da USP, explica as consequências de uma infecção não tratada, e comenta as atitudes a serem tomadas pelo profissional da odontologia e também pelo próprio paciente.<br />Segundo dados do Instituto do Coração (Incor), 36% das mortes por problemas cardíacos e 45% das doenças cardíacas são de origem dental. Isso evidencia que um problema aparentemente simples nos dentes, mas que não passou por tratamento adequado, pode ter consequências sérias que colocam a vida do paciente em risco.<br />As pessoas diagnosticadas com infecções bucais devem adquirir o hábito de fazer visitas frequentes a um cirurgião-dentista, para que um profissional possa auxiliar na recuperação. Além dessa reeducação por parte do paciente, o dentista também deve agir de forma específica nesses casos: é importante que o atendimento clínico seja focado na desinfecção, evitando situações que causem desconforto ao paciente, como cirurgias mutiladoras.<br />O tratamento contra as infecções deve ser iniciado o mais rápido possível. Assim que realizado, o acompanhamento dura cerca de dois anos e permite que a evolução do caso seja observada e melhor controlada, para que o problema não se expanda e afete outros órgãos.[:]]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=47578</guid><pubDate>Thu, 16 May 2019 19:20:50 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502042/odontologia_no_ar_infeccoes_bucais_podem_causar_outros_problemas_de_saude.mp3" length="10023159" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>[:pt]Acompanhamentos com um cirurgião-dentista devem ser regulares para se evitar que uma infecção bucal possa gerar outras doenças mais graves. O professor Manoel Eduardo Lima Machado, do Departamento de Dentística da Faculdade de Odontologia da USP,...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[[:pt]Acompanhamentos com um cirurgião-dentista devem ser regulares para se evitar que uma infecção bucal possa gerar outras doenças mais graves. O professor Manoel Eduardo Lima Machado, do Departamento de Dentística da Faculdade de Odontologia da USP, explica as consequências de uma infecção não tratada, e comenta as atitudes a serem tomadas pelo profissional da odontologia e também pelo próprio paciente.<br />Segundo dados do Instituto do Coração (Incor), 36% das mortes por problemas cardíacos e 45% das doenças cardíacas são de origem dental. Isso evidencia que um problema aparentemente simples nos dentes, mas que não passou por tratamento adequado, pode ter consequências sérias que colocam a vida do paciente em risco.<br />As pessoas diagnosticadas com infecções bucais devem adquirir o hábito de fazer visitas frequentes a um cirurgião-dentista, para que um profissional possa auxiliar na recuperação. Além dessa reeducação por parte do paciente, o dentista também deve agir de forma específica nesses casos: é importante que o atendimento clínico seja focado na desinfecção, evitando situações que causem desconforto ao paciente, como cirurgias mutiladoras.<br />O tratamento contra as infecções deve ser iniciado o mais rápido possível. Assim que realizado, o acompanhamento dura cerca de dois anos e permite que a evolução do caso seja observada e melhor controlada, para que o problema não se expanda e afete outros órgãos.[:]]]></itunes:summary><itunes:duration>313</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/9fef8ce0e66295a8b8ff83add445404a.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Câncer de boca tem chance de cura</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-cancer-de-boca-tem-chance-de-cura--23502049</link><description><![CDATA[[:pt]A doença tem maior incidência na população que fuma ou ingere álcool. Tratado em fase inicial, o câncer tem maior chance de ser curado e propicia uma maior qualidade de vida ao paciente, sendo assim, a procura por ajuda não deve ser protelada<br />Os primeiros sintomas da enfermidade são pequenas lesões na cavidade bucal assim como outras doenças que atingem a área, por isso é essencial a busca por um profissional que possa fazer o diagnóstico adequado por meio de uma biópsia.<br />O ideal é que se faça a prevenção. Assim, é indicado o uso do protetor solar e a boa higiene bucal, além da redução dos hábitos de fumar e beber, já que a doença é mais frequente em pessoas que não têm esse tipo de cuidado. O exame diário da própria boca e a visita regular ao dentista também são ações recomendadas, porque a partir delas pode se obter um diagnóstico precoce.<br />O tratamento mais comum é a cirurgia, associada ou não a outros procedimentos. É importante ressaltar que o câncer tratado em fase inicial tem maior chance de ser curado e propicia uma maior qualidade de vida ao paciente, sendo assim, a procura por ajuda não deve ser protelada.[:]]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=47511</guid><pubDate>Mon, 13 May 2019 15:46:38 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502049/odontologia_no_ar_cancer_de_boca_tem_chance_de_cura.mp3" length="11533547" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>[:pt]A doença tem maior incidência na população que fuma ou ingere álcool. Tratado em fase inicial, o câncer tem maior chance de ser curado e propicia uma maior qualidade de vida ao paciente, sendo assim, a procura por ajuda não deve ser protelada
Os...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[[:pt]A doença tem maior incidência na população que fuma ou ingere álcool. Tratado em fase inicial, o câncer tem maior chance de ser curado e propicia uma maior qualidade de vida ao paciente, sendo assim, a procura por ajuda não deve ser protelada<br />Os primeiros sintomas da enfermidade são pequenas lesões na cavidade bucal assim como outras doenças que atingem a área, por isso é essencial a busca por um profissional que possa fazer o diagnóstico adequado por meio de uma biópsia.<br />O ideal é que se faça a prevenção. Assim, é indicado o uso do protetor solar e a boa higiene bucal, além da redução dos hábitos de fumar e beber, já que a doença é mais frequente em pessoas que não têm esse tipo de cuidado. O exame diário da própria boca e a visita regular ao dentista também são ações recomendadas, porque a partir delas pode se obter um diagnóstico precoce.<br />O tratamento mais comum é a cirurgia, associada ou não a outros procedimentos. É importante ressaltar que o câncer tratado em fase inicial tem maior chance de ser curado e propicia uma maior qualidade de vida ao paciente, sendo assim, a procura por ajuda não deve ser protelada.[:]]]></itunes:summary><itunes:duration>360</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/9fef8ce0e66295a8b8ff83add445404a.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Prótese Bucomaxilofacial é uma alternativa a cirurgia plástica</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-protese-bucomaxilofacial-e-uma-alternativa-a-cirurgia-plastica--23502030</link><description><![CDATA[[:pt]A Prótese Bucomaxilofacial é a especialidade odontológica que se dedica ao estudo e ao tratamento de malformações, mutilações e distúrbios de desenvolvimento que afetam a região facial e oral. Essas próteses têm o objetivo de reconstruir as perdas de diversas partes da face e devolvem ao paciente o convívio social familiar.<br />Pacientes que perdem o céu da boca, por exemplo, deixam de se sentar à mesa com sua família e de conversar, já que sua fala fica muito comprometida. A prótese é uma alternativa para aqueles que não podem realizar cirurgia plástica, ou que após inúmeras tentativas, não alcançam resultado.<br />O tratamento pode ajudar crianças com fenda palatina (o céu da boca aberto) até a cirurgia ou enquanto elas usam aparelhos. Outro exemplo é a produção de dispositivos que protegem as regiões da face para pessoas que realizam terapia com radiação.<br />No Ambulatório de Prótese Bucomaxilofacial da Faculdade de Odontolgia da USP, o tipo de mutilação mais comum é a perda do globo ocular. No caso, a prótese previne o colapso e a deformidade das pálpebras, protege a cavidade contra agentes externos e a secura, restaura a direção do fluxo lacrimal e evita o acumulo de secreção. Mas próteses de nariz, orelhas, mandíbulas, língua e maxila também são confeccionadas.<br />O tratamento vai além da reconstituição estética. Pacientes com esses tipos de alteração possuem normalmente um psicológico debilitado, sendo necessário tratá-lo com cuidado e sempre explicar os passos e limitações do processo.[:]]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=47509</guid><pubDate>Mon, 13 May 2019 15:14:53 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502030/odontologia_no_ar_protese_bucomaxilofacial_e_uma_alternativa_a_cirurgia_plastica.mp3" length="6284833" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>[:pt]A Prótese Bucomaxilofacial é a especialidade odontológica que se dedica ao estudo e ao tratamento de malformações, mutilações e distúrbios de desenvolvimento que afetam a região facial e oral. Essas próteses têm o objetivo de reconstruir as...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[[:pt]A Prótese Bucomaxilofacial é a especialidade odontológica que se dedica ao estudo e ao tratamento de malformações, mutilações e distúrbios de desenvolvimento que afetam a região facial e oral. Essas próteses têm o objetivo de reconstruir as perdas de diversas partes da face e devolvem ao paciente o convívio social familiar.<br />Pacientes que perdem o céu da boca, por exemplo, deixam de se sentar à mesa com sua família e de conversar, já que sua fala fica muito comprometida. A prótese é uma alternativa para aqueles que não podem realizar cirurgia plástica, ou que após inúmeras tentativas, não alcançam resultado.<br />O tratamento pode ajudar crianças com fenda palatina (o céu da boca aberto) até a cirurgia ou enquanto elas usam aparelhos. Outro exemplo é a produção de dispositivos que protegem as regiões da face para pessoas que realizam terapia com radiação.<br />No Ambulatório de Prótese Bucomaxilofacial da Faculdade de Odontolgia da USP, o tipo de mutilação mais comum é a perda do globo ocular. No caso, a prótese previne o colapso e a deformidade das pálpebras, protege a cavidade contra agentes externos e a secura, restaura a direção do fluxo lacrimal e evita o acumulo de secreção. Mas próteses de nariz, orelhas, mandíbulas, língua e maxila também são confeccionadas.<br />O tratamento vai além da reconstituição estética. Pacientes com esses tipos de alteração possuem normalmente um psicológico debilitado, sendo necessário tratá-lo com cuidado e sempre explicar os passos e limitações do processo.[:]]]></itunes:summary><itunes:duration>196</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/9fef8ce0e66295a8b8ff83add445404a.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Ações preventivas são fundamentais para evitar o crescimento de doenças crônicas</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-acoes-preventivas-sao-fundamentais-para-evitar-o-crescimento-de-doencas-cronicas--23502054</link><description><![CDATA[[:pt]As doenças crônicas não transmissíveis,  como por exemplo, a doença renal crônica, diabetes e hipertensão, são cada vez mais frequentes na população brasileira, acompanhando, infelizmente, uma tendência mundial.  O tratamento destas doenças custa caro ao Estado e as ações preventivas são fundamentais para evitar o crescimento epidêmico e suas drásticas consequências na qualidade de vida das pessoas.<br />Os dentistas são profissionais da saúde que, além de promoverem a saúde bucal, têm grande potencial para realizar rastreio das doenças crônicas não transmissíveis, e ainda, aconselhar os  pacientes quanto aos fatores ambientais diretamente relacionados com o seu aparecimento e desenvolvimento. O dentistas podem e devem aconselhar, por exemplo, sobre hábitos alimentares, cessação do fumo e prática de exercícios físicos.<br />Ao conhecer a doença de base do seu paciente, e conduzir o tratamento odontológico adequado, o dentista vai além:  não apenas promove a saúde bucal, mas certamente contribui com o bem-estar e equilíbrio geral melhorando a qualidade de vida dos indivíduos, especialmente para aqueles com doença crônica não transmissível.<br />Pessoas com Insuficiência Renal Crônica parecem ter um risco aumentado para doença periodontal, alterações no metabolismo ósseo e maior sangramento dependendo dos níveis de ureia.  A remoção de infecção bucal é importante para a saúde geral dos pacientes. [:]]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=47495</guid><pubDate>Fri, 10 May 2019 15:31:32 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502054/acoes_preventivas_sao_fundamentais_para_evitar_o_crescimento_de_doencas_cronicas.mp3" length="7828306" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>[:pt]As doenças crônicas não transmissíveis,  como por exemplo, a doença renal crônica, diabetes e hipertensão, são cada vez mais frequentes na população brasileira, acompanhando, infelizmente, uma tendência mundial.  O tratamento destas doenças custa...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[[:pt]As doenças crônicas não transmissíveis,  como por exemplo, a doença renal crônica, diabetes e hipertensão, são cada vez mais frequentes na população brasileira, acompanhando, infelizmente, uma tendência mundial.  O tratamento destas doenças custa caro ao Estado e as ações preventivas são fundamentais para evitar o crescimento epidêmico e suas drásticas consequências na qualidade de vida das pessoas.<br />Os dentistas são profissionais da saúde que, além de promoverem a saúde bucal, têm grande potencial para realizar rastreio das doenças crônicas não transmissíveis, e ainda, aconselhar os  pacientes quanto aos fatores ambientais diretamente relacionados com o seu aparecimento e desenvolvimento. O dentistas podem e devem aconselhar, por exemplo, sobre hábitos alimentares, cessação do fumo e prática de exercícios físicos.<br />Ao conhecer a doença de base do seu paciente, e conduzir o tratamento odontológico adequado, o dentista vai além:  não apenas promove a saúde bucal, mas certamente contribui com o bem-estar e equilíbrio geral melhorando a qualidade de vida dos indivíduos, especialmente para aqueles com doença crônica não transmissível.<br />Pessoas com Insuficiência Renal Crônica parecem ter um risco aumentado para doença periodontal, alterações no metabolismo ósseo e maior sangramento dependendo dos níveis de ureia.  A remoção de infecção bucal é importante para a saúde geral dos pacientes. 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Muita atenção deve ser dada para o fato de que as lesões não cariosas são doenças contemporâneas, com relação direta com o nosso estilo de vida.<br />Como acontece a erosão dental? Fatores biológicos, comportamentais e químicos interagem com a superfície do dente, e, ao longo do tempo, tanto podem desgastar, ou mesmo proteger, dependendo de seu equilíbrio. A interação de todos esses fatores é fundamental e ajuda a explicar por que alguns indivíduos apresentam mais erosão do que outros, mesmo que estejam expostos a exatamente aos mesmos desafios ácidos em suas dietas.<br />A necessidade individual de tratamento depende da etiologia, do desconforto do paciente, da extensão e da profundidade da lesão.  Controle da dieta com a redução no consumo de alimentos ácidos, remoção de hábitos deletérios devem ser instituídos. Muitas vezes, esse passo é difícil, pois necessita da colaboração do paciente.<br />Terapias como a aplicação tópica de flúor, mastigação de gomas de mascar sem açúcar para estimular o fluxo salivar após o consumo de alimentos ácidos, consumo de bebidas modificadas com reduzido potencial erosivo são algumas medidas que podem reduzir a progressão da erosão dental. Pastas menos abrasivas e a diminuição da força na escova durante a escovação, além do uso de escovas de cerdas macias, e esperar 30 a 60 minutos após consumo de bebidas ácidas para escovar os dentes também são recomendações]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=47424</guid><pubDate>Thu, 09 May 2019 15:45:54 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502061/erosao_dental_o_mal_da_era_moderna.mp3" length="7814889" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>Felizmente, nas últimas décadas, temos observado uma diminuição na prevalência dos índices de cárie dental. Ao mesmo tempo, observamos o aumento da longevidade de vida das pessoas, que acabam mantendo seus dentes por mais tempo na boca. Além disso, os...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[Felizmente, nas últimas décadas, temos observado uma diminuição na prevalência dos índices de cárie dental. Ao mesmo tempo, observamos o aumento da longevidade de vida das pessoas, que acabam mantendo seus dentes por mais tempo na boca. Além disso, os hábitos e o estilo de vida da população mudaram consideravelmente.  A erosão dental faz parte de um grupo de outros defeitos dentais chamados de lesões não cariosas. Muita atenção deve ser dada para o fato de que as lesões não cariosas são doenças contemporâneas, com relação direta com o nosso estilo de vida.<br />Como acontece a erosão dental? Fatores biológicos, comportamentais e químicos interagem com a superfície do dente, e, ao longo do tempo, tanto podem desgastar, ou mesmo proteger, dependendo de seu equilíbrio. A interação de todos esses fatores é fundamental e ajuda a explicar por que alguns indivíduos apresentam mais erosão do que outros, mesmo que estejam expostos a exatamente aos mesmos desafios ácidos em suas dietas.<br />A necessidade individual de tratamento depende da etiologia, do desconforto do paciente, da extensão e da profundidade da lesão.  Controle da dieta com a redução no consumo de alimentos ácidos, remoção de hábitos deletérios devem ser instituídos. Muitas vezes, esse passo é difícil, pois necessita da colaboração do paciente.<br />Terapias como a aplicação tópica de flúor, mastigação de gomas de mascar sem açúcar para estimular o fluxo salivar após o consumo de alimentos ácidos, consumo de bebidas modificadas com reduzido potencial erosivo são algumas medidas que podem reduzir a progressão da erosão dental. Pastas menos abrasivas e a diminuição da força na escova durante a escovação, além do uso de escovas de cerdas macias, e esperar 30 a 60 minutos após consumo de bebidas ácidas para escovar os dentes também são recomendações]]></itunes:summary><itunes:duration>244</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item><item><title>[Odontologia no Ar] Cerca de 99% da população brasileira sofre com problemas na gengiva</title><link>https://www.spreaker.com/episode/odontologia-no-ar-cerca-de-99-da-populacao-brasileira-sofre-com-problemas-na-gengiva--23502057</link><description><![CDATA[[:pt]Cláudio Pannuti, professor da Faculdade de Odontologia, diz que as doenças da gengiva são silenciosas, isto é, não doem e normalmente não incomodam o paciente.<br />Nesta edição do Boletim Saúde Bucal, o assunto é periodontite, uma doença  inflamatória que afeta a gengiva e o osso que segura os dentes. De acordo com o livro Guinness de Recordes Mundiais, a doença periodontal é a doença mais comum do mundo. Por exemplo, no Brasil, 99% das pessoas têm algum tipo de doença periodontal.  Existem duas formas de doença periodontal: gengivite e periodontite. A gengivite é a forma inicial da doença periodontal, e afeta apenas a gengiva. É caracterizada por sangramento da gengiva, que pode ocorrer, por exemplo, quando a pessoa escova os dentes.<br />As doenças periodontais são causadas por diversos fatores. O principal causador é o acúmulo de bactérias na superfície dos dentes, que por sua vez é consequência da má higiene bucal.  Alguns fatores podem acelerar o avanço da periodontite. Por exemplo, pacientes que fumam perdem o osso em um ritmo bem mais acelerado que os pacientes que não fumam. Consequentemente, fumantes perdem mais dentes do que não fumantes. Por isso, é importante manter bons hábitos de saúde, tais como ter uma boa higiene bucal, alimentação saudável e não fumar, para prevenção das doenças periodontais.<br />As doenças da gengiva são silenciosas, isso é: não doem e normalmente não incomodam o paciente. Isso é um problema, pois o autodiagnóstico é prejudicado. O paciente só começa a perceber a periodontite quando ela está em estágio muito avançado, isto é, quando os dentes estão com perda óssea grave e já estão com bastante mobilidade. A doença periodontal pode ter impacto na qualidade de vida do paciente. Por exemplo, os dentes com mobilidade podem afetar a mastigação do paciente. A perda de dentes causada pela periodontite também prejudica a mastigação e até mesmo a fala do paciente.<br />Além disso, algumas pesquisas mostram que pessoas que têm periodontite podem ter mais chance de desenvolver outras doenças,  como doenças do coração, respiratórias, diabetes, etc. Isso acontece por que as bactérias que estão no dente, abaixo da gengiva, podem passar para a corrente sanguínea e serem transportadas para outros locais do corpo, como coração, cérebro, fígado, vasos sanguíneos de grande porte, etc. Nestes locais, podem provocar uma inflamação local, que pode resultar nas doenças mencionadas acima.[:]]]></description><guid isPermaLink="false">http://www.fo.usp.br/?post_type=podcast&amp;p=47421</guid><pubDate>Thu, 09 May 2019 15:35:04 +0000</pubDate><enclosure url="https://api.spreaker.com/download/episode/23502057/cerca_de_99_da_populacao_brasileira_sofre_com_problemas_na_gengiva.mp3" length="7851802" type="audio/mpeg"/><itunes:author>Stifo Usp</itunes:author><itunes:subtitle>[:pt]Cláudio Pannuti, professor da Faculdade de Odontologia, diz que as doenças da gengiva são silenciosas, isto é, não doem e normalmente não incomodam o paciente.
Nesta edição do Boletim Saúde Bucal, o assunto é periodontite, uma doença ...</itunes:subtitle><itunes:summary><![CDATA[[:pt]Cláudio Pannuti, professor da Faculdade de Odontologia, diz que as doenças da gengiva são silenciosas, isto é, não doem e normalmente não incomodam o paciente.<br />Nesta edição do Boletim Saúde Bucal, o assunto é periodontite, uma doença  inflamatória que afeta a gengiva e o osso que segura os dentes. De acordo com o livro Guinness de Recordes Mundiais, a doença periodontal é a doença mais comum do mundo. Por exemplo, no Brasil, 99% das pessoas têm algum tipo de doença periodontal.  Existem duas formas de doença periodontal: gengivite e periodontite. A gengivite é a forma inicial da doença periodontal, e afeta apenas a gengiva. É caracterizada por sangramento da gengiva, que pode ocorrer, por exemplo, quando a pessoa escova os dentes.<br />As doenças periodontais são causadas por diversos fatores. O principal causador é o acúmulo de bactérias na superfície dos dentes, que por sua vez é consequência da má higiene bucal.  Alguns fatores podem acelerar o avanço da periodontite. Por exemplo, pacientes que fumam perdem o osso em um ritmo bem mais acelerado que os pacientes que não fumam. Consequentemente, fumantes perdem mais dentes do que não fumantes. Por isso, é importante manter bons hábitos de saúde, tais como ter uma boa higiene bucal, alimentação saudável e não fumar, para prevenção das doenças periodontais.<br />As doenças da gengiva são silenciosas, isso é: não doem e normalmente não incomodam o paciente. Isso é um problema, pois o autodiagnóstico é prejudicado. O paciente só começa a perceber a periodontite quando ela está em estágio muito avançado, isto é, quando os dentes estão com perda óssea grave e já estão com bastante mobilidade. A doença periodontal pode ter impacto na qualidade de vida do paciente. Por exemplo, os dentes com mobilidade podem afetar a mastigação do paciente. A perda de dentes causada pela periodontite também prejudica a mastigação e até mesmo a fala do paciente.<br />Além disso, algumas pesquisas mostram que pessoas que têm periodontite podem ter mais chance de desenvolver outras doenças,  como doenças do coração, respiratórias, diabetes, etc. Isso acontece por que as bactérias que estão no dente, abaixo da gengiva, podem passar para a corrente sanguínea e serem transportadas para outros locais do corpo, como coração, cérebro, fígado, vasos sanguíneos de grande porte, etc. Nestes locais, podem provocar uma inflamação local, que pode resultar nas doenças mencionadas acima.[:]]]></itunes:summary><itunes:duration>246</itunes:duration><itunes:keywords>odontologia no ar,podcast</itunes:keywords><itunes:explicit>false</itunes:explicit><itunes:image href="https://d3wo5wojvuv7l.cloudfront.net/t_rss_itunes_square_1400/images.spreaker.com/original/8aca51da1f239b9c947355f70c188a63.jpg"/><itunes:episodeType>full</itunes:episodeType></item></channel></rss>
